Presidente do clube acredita em 'acordo amigável' na rescisão com investidores
O presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues, acredita que o clube caminha para um distrato amigável com a empresa Cobra Coral Participações, que assumiria a SAF tricolor antes do projeto colapsar. A rescisão contratual é fundamental para o seguimento do processo de transformação do clube em Sociedade Anônima de Futebol com um novo grupo de investidores. Uma batalha jurídica poderia atrasar ainda mais o processo.
"Os próprios participantes da Cobra Coral Participações afirmaram que não seguiriam com o projeto, então estamos caminhando para um fechamento amigável com eles", disse Bruno Rodrigues, em entrevista à Rádio Jornal, nesta quarta-feira (22).
Bruno Rodrigues viaja para São Paulo nesta quarta para tratar do distrato com a Cobra Coral Participações e, se possível, já começar entendimentos com novos investidores na capital paulista. As reuniões devem durar três dias e estão previstas até a sexta-feira (24).
O grupo que gere a Cobra Coral Participações atualmente é de Minas Gerais e decidiu vender suas ações, saindo do projeto. O entrave agora é financeiro. O grupo que está saindo vai receber uma indenização de cerca de R$ 8 milhões, valor que foi adiantado ao Santa Cruz para pagar credores da Recuperação Judicial. Só que circula nos bastidores a informação que o grupo desejaria um valor maior. Para fechar com um novo grupo, o Santa Cruz precisa deste documento assinado pelos empresários mineiros para fechar uma nova negociação. A Cobra Coral Participações ainda não se pronunciou.
O presidente Bruno Rodrigues também falou sobre a situação financeira atual do clube que, como revelado anteriormente deve salários atrasados a jogadores e funcionários.
"Qualquer investidor que chegar e for aprovado tem que - de imediato - fazer aportes para sanar o momento financeiro do clube", afirmou o presidente.
PROBLEMAS FINANCEIROS NO ARRUDA
Na última segunda-feira (20), o Bruno Rodrigues se reuniu com o elenco profissional pela segunda vez em menos de um mês. O tom da conversa foi de cobrança, mas também de justificativas perante as dificuldades financeiras.
A ausência do aporte da SAF reflete diretamente nas contas do clube. Atualmente, o Santa Cruz tem os seguintes débitos: o mês de março (CLT), além de dois meses referentes aos direitos de imagem.
Com os atletas que renovaram de 2025 para 2026, a lista de pendências inclui ainda 13º salário, férias e auxílio-moradia. O clube também possui dívidas com os funcionários.
A SAF DO SANTA CRUZ
O projeto aprovado para a transformação do Santa Cruz em SAF prevê um investimento de R$ 1 bilhão em 15 anos, dividido de acordo com a divisão em que o clube está e com planos de gasto com o Arruda.
O plano de negócios apresentado pela Cobra Coral Participações estabelece orçamentos mínimos anuais. Os valores partem de R$ 20 milhões na Série D e podem chegar a R$ 100 milhões na Série A.
Série A: R$ 100 milhões;
Série B: R$ 52 milhões;
Série C: R$ 36 milhões;
Série D: R$ 20 milhões
A SAF também passará a ter exclusividade total de uso e exploração comercial do Arruda, investindo o mínimo de R$ 100 milhões no estádio. O modelo aprovado após o último aditamento prevê que este aporte total seria realizado em até três anos. A proposta anterior previa um investimento mais diluído: R$ 5 milhões no primeiro ano, R$ 5 milhões no segundo, e os R$ 90 milhões restantes distribuídos ao longo de 13 anos.
Igor Fonseca e Paulo Mota

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