Presidente do Santa Cruz se reúne com elenco pela segunda vez em menos de um mês
Jogadores, diretoria e comissão técnica do Santa Cruz (Evelyn Victoria / Santa Cruz)
Salários atrasados e SAF travada: Presidente do Santa Cruz tenta blindar elenco
Pela segunda vez em um intervalo de apenas 28 dias, o presidente do Santa Cruz, Bruno Rodrigues, reuniu-se formalmente com o elenco tricolor no Arruda.
O novo encontro, nesta segunda-feira (20), acontece em um momento de extrema fragilidade nos bastidores, onde o atraso no pagamento de salários e a paralisia burocrática na implementação da SAF geram um clima de incerteza entre atletas e funcionários.
A frequência das reuniões desenha o gráfico da crise. No primeiro encontro, em 23 de março, o tom era de planejamento e boas-vindas aos novos reforços, com a promessa de uma SAF iminente. Já nesta última segunda-feira (20), o cenário mudou: o presidente precisou reforçar o apelo pelo desempenho esportivo na Série C, mesmo diante de um caixa sufocado.Nos corredores do Arruda, a ausência física de Bruno Rodrigues no cotidiano do futebol tem sido motivo de questionamentos. O mandatário parece estar mergulhado em uma engenharia jurídica complexa: a transição interna da SAF.
Atualmente, os investidores que iniciaram o processo negociam a saída para um novo grupo. Esse "troca-troca" de investidores travou o fluxo de capital, criando uma barreira burocrática que impede a chegada de novos recursos e deixa o clube em uma situação delicada de sobrevivência imediata.
A realidade financeira do clube é delicada. Apesar de a diretoria ter quitado o mês de fevereiro (CLT) na última semana, o débito ainda é alto: o mês de março (CLT) segue em aberto, além de fevereiro e março referentes aos direitos de imagem. Para os atletas que renovaram de 2025 para 2026, a lista de pendências inclui ainda 13º salário, férias e auxílio-moradia. O clube também possui débitos com os funcionários.
A estratégia de Bruno Rodrigues é evitar que o desânimo financeiro comprometa o projeto da temporada. Contudo, sem um prazo concreto para a resolução da venda das cotas da SAF, as reuniões de vestiário correm o risco de perder o efeito.
Paulo Mota

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