Oito crianças morrem em tiroteio por violência doméstica nos EUA
Tiroteio em Shreveport, na Louisiana, mata oito crianças e deixa feridos; caso é considerado o mais letal nos EUA em mais de dois anos
Oito crianças morreram em um ataque a tiros na manhã deste domingo (19) no estado da Louisiana, sul dos Estados Unidos, no que, segundo a polícia, parece ter sido um incidente de violência doméstica.
O episódio, que aconteceu pouco depois das 6h locais (8h de Brasília) na cidade de Shreveport, foi o tiroteio em massa mais mortífero dos Estados Unidos em mais de dois anos, segundo dados do Gun Violence Archive.
O autor dos disparos, que não teve a identidade revelada, morreu ao ser baleado pela polícia após uma perseguição de carro, informaram as autoridades.
O policial Chris Bordelon afirmou em coletiva de imprensa que a cena do crime é "bastante extensa" e abrange três residências que estavam sendo minuciosamente inspecionadas pelos investigadores.
As idades das vítimas vão de 1 a 14 anos, segundo Bordelon. "Algumas crianças eram descendentes" do atirador, acrescentou.
Outras duas pessoas foram atingidas por disparos, mas o estado de saúde delas não foi divulgado.
O suspeito roubou um veículo e fugiu em alta velocidade, mas os policiais abriram fogo e o mataram. Nenhum policial ficou ferido.
"Acreditamos que ele foi o único indivíduo que efetuou disparos nestes locais", afirmou Bordelon, que classificou o ocorrido como "violência doméstica".
A polícia informou que mais detalhes sobre as vítimas e o autor dos disparos seriam divulgados depois de os familiares mais próximos serem notificados.
Um dos dois senadores da Luisiana no Congresso dos Estados Unidos, o republicano Bill Cassidy, classificou o incidente como um episódio de "violência atroz" e desejou rápida recuperação aos sobreviventes.
O governador do estado, Jeff Landry, declarou estar "de coração partido".
Os Estados Unidos, onde o acesso às armas de fogo é muito fácil, têm uma longa história de violência armada que provoca a morte de milhares de pessoas todos os anos.
AFP

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