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quarta-feira, 3 de junho de 2026

ROUBO DO INSS NO GOVERNO LULA

Viana pede suspensão de acordo entre INSS e sindicato investigado por farra

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (PSD-MG) - (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

A Contag, ligada diretamente ao PT, faz parte do seleto grupo de entidades e sindicatos que atuaram nas fraudes

 

O senador Carlos Viana (PSD-MG), que atuou como o presidente da CPMI do INSS, pediu nesta quarta-feira (3) o cancelamento do novo acordo proposto pelo governo federal entre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), principal entidade envolvida na farra contra aposentados e pensionistas.

A entidade, ligada diretamente ao Partido dos Trabalhadores (PT), sigla do presidente Lula, faz parte do seleto grupo de entidades e sindicatos que atuaram nas fraudes.

A reativação do contrato foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (2), assinada pela atual presidente do INSS, Ana Cristina Viana Silveira.

“Acabo de protocolar pedido de *SUSPENSÃO IMEDIATA* do acordo de Cooperação Técnica entre o INSS e a CONTAG. Depois de bilhões desviados de aposentados e pensionistas… depois das investigações da Polícia Federal… e depois de tudo o que a CPMI do INSS revelou ao Brasil… não é aceitável que esse acordo continue em vigor”, declarou Viana no X (antigo Twitter).

A Policia Federal (PF)afirmou nos autos da operação Sem Desconto, que a entidade ligada ao PT gerou uma fraude estimada em R$ 6,3 bilhões, atarves de descontos indevidos e massa de milhares de beneficiarios da Previdencia Social.

Em outro pronunciamento, o parlamentar tomou a iniciativa de suspensão pelo fato de apresentar riscos aos aposentados que já sofreram com descontos e bens roubados.

Segundo Viana, todo o trabalho da CPMI não teve efeito junto ao governo, que, durante a sua gestão, não agiu para interromper as fraudes.

Após o forte escândalo do roubo aos aposentados e investigações da CPMI, o contrato com a entidade iria ser rescindido de forma unilateral, ainda com a gestão de Gilberto Waller.

No entanto, após a saída do ministro, a decisão foi reconsiderada e assinada novamente.

Conforme mostrou o Metrópoles, acordo de cooperação técnica permite que entidades vinculadas à Contag possam protocolar, em favor de seus representados, requerimentos de serviços previdenciários e seguro-desemprego do pescador artesanal. Entre os objetivos dessa permissão está a facilitação do acesso dos usuários aos serviços prestados pelo INSS.

A decisão, agora revertida, declarava a nulidade do acordo entre o INSS e a Contag, implicando a extinção de todas as obrigações e o cancelamento de mais de mil termos de adesão dele derivados.

Luan Carlos

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