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sexta-feira, 31 de julho de 2026

JAQUES WAGNER ENROLADO ATÉ O PESCOÇO

Jaques Wagner conversou por 5h30 com ex-sócio do Master

Wagner, ex-Líder do Governo Lula (PT) no Senado, com o presidente petista- Foto: redes sociais.


Senador também é citado como intermediário para mandar recados a Lula


O relatório da Polícia Federal que fundamentou a Operação Compliance Zero revela que o senador Jaques Wagner (PT-BA) manteve 74 ligações telefônicas com o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, também investigado no caso. Os documentos, tornados públicos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, mostram que as conversas somaram cinco horas e trinta minutos.

Segundo a PF, Wagner e Lima demonstravam “nítida preferência” por contatos telefônicos, em vez da troca de mensagens, chegando a conversar diversas vezes no mesmo dia. As ligações ocorreram entre novembro de 2023 e maio de 2025.

Na época da operação, Jaques Wagner negou ter atuado em favor do banqueiro. Até o momento, sua defesa não se manifestou sobre o conteúdo dos documentos divulgados.

Os autos também mostram que André Mendonça autorizou o monitoramento da movimentação do celular do senador após suspeitas de vazamento da investigação. O ministro registrou ainda que recebeu um pedido de audiência em seu gabinete no mesmo dia em que a operação foi protocolada.

A investigação apura suspeitas de pagamento de propina do Banco Master a Jaques Wagner. De acordo com a PF, a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões para o senador teria seguido o mesmo modelo utilizado na aquisição de imóveis apontados como vantagem indevida para o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

Os investigadores também afirmam que o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, marcou um encontro com Wagner no Senado, colocou um avião à disposição do parlamentar em um “hangar discreto” e, em uma conversa interceptada, afirmou que o senador serviria como intermediário para transmitir um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Rodrigo Vilela

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