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terça-feira, 11 de agosto de 2026

BUSCA E APREENSÃO

Renan vê ‘ditadura do Judiciário’ após decisão de Moraes contra fonte jornalística

Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Partido Missão. (Foto: Reprodução/Redes Sociais/Acervo Pessoal).


Candidato ao Planalto afirma que investigação sobre origem de informações ameaça o sigilo de fonte e a liberdade de imprensa

 

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que determinou mandado de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e apontado como fonte do jornalista Luís Pablo. 

Para o candidato, a investigação sobre a origem das informações utilizadas pelo jornalista ameaça o sigilo de fonte, que classificou como essencial à atividade jornalística. 

“O sigilo de fonte é base do jornalismo, é base da democracia”, afirmou.

Renan também relembrou uma entrevista recente em que foi questionado sobre a possibilidade de descumprir uma determinação do Supremo. Na ocasião, declarou que não cumpriria uma decisão que considerasse ilegal. 

“Se o Supremo Tribunal Federal tomar uma decisão ilegal, a decisão ilegal não se cumpre. Ponto”, disse. 

Segundo o candidato, o episódio reforça esse argumento. Ele afirmou que decisões que violem garantias constitucionais podem prejudicar o jornalismo investigativo, as operações policiais e a fiscalização do poder público.

“Ela acaba com o processo jornalístico, ela acaba com o processo investigativo que garante a função da fonte dentro do jornalismo. E sem jornalismo e sem investigação, você não consegue ter democracia”, declarou. 

Renan também criticou a atuação do STF e afirmou que decisões desse tipo podem dificultar investigações da imprensa sobre possíveis irregularidades envolvendo ministros da própria Corte. 

“Ou seja, está proibido investigar qualquer ilegalidade de qualquer ministro do STF. E a isso você dá o nome de defesa da democracia”, afirmou. 

Ao final, o candidato voltou a defender que o Judiciário estaria ultrapassando seus limites de atuação. 

“O Brasil está se aproximando de ser, aí sim, uma ditadura do Judiciário. E quando há uma ditadura do Judiciário, não há a quem recorrer”, disse. 

Veja o vídeo abaixo:

Mael Vale

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