Em um ano e meio de trabalho, pai e filho conquistaram o acesso e foram vice-campeões estaduais, mas viram o time cair de rendimento na Série B; Náutico joga clássico sábado, contra o Sport
Hélio e Guilherme dos Anjos não são mais técnicos do Náutico. A demissão de pai e filho foi definida nesta quarta-feira, dois dias após a derrota por 3 a 0 para o Cuiabá, na Arena Pantanal, pela 29ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
A decisão foi comunicada aos treinadores pelo presidente do clube, Bruno Becker, após o treino da tarde desta quarta, a dias do clássico contra o Sport, sábado, no estádio Esportes da Sorte Aflitos. O Náutico ainda não anunciou oficialmente, mas a informação foi confirmada pelo .
Hélio e Guilherme estavam no Náutico desde abril do ano passado. Na atual temporada, Guilherme dos Anjos foi alçado de auxiliar para a condição de treinador, passando a dividir a responsabilidade com o pai. Os dois também acumularam a função de executivos de futebol, ficando à frente da montagem do elenco.
A dupla deixa o Náutico na 14ª colocação da Série B, com 38 pontos, oito a mais que o Avaí, time que abre a zona de rebaixamento, em 17º.
Em um ano e meio de trabalho, Hélio e Guilherme dos Anjos comandaram o Náutico em 66 jogos, somando 29 vitórias, além de 17 empates e 20 derrotas, o que representa 52,5% de aproveitamento. Nesse período, a dupla conduziu o clube ao acesso à Série B e foi vice-campeão pernambucano deste ano, perdendo a final para o Sport, por 3 a 0, nos Aflitos.
Curiosamente, esse é o mesmo número de jogos da passagem de Hélio dos Anjos pelo Náutico entre 2020 e 2022, quando o treinador teve um rendimento semelhante, com 29 vitórias, 19 empates e 18 derrotas (53,5% de aproveitamento).
Vale destacar, porém, que entre 2020 e 2022, Hélio dos Anjos chegou a pedir demissão, mas retornou um mês depois durante a Série B de 2021.
Em números gerais, somando também as passagens pelo Náutico em 2006 (quando levou o clube à Série A) e em 1993, Hélio dos Anjos soma 153 jogos pelo clube.
O técnico com mais jogos pelo clube é Palmeira, tricampeão pernambucano em 1950, 1951 e 1952, com 221 jogos.
Por Clauber Santana e João de Andrade Neto

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