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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

AÇÃO NEGADA

Negada ação de Bolsonaro contra show de Roger Waters

Foto: luizmuller.com
TSE nega ação de Bolsonaro contra Haddad por show de Roger Waters.Ministro indeferiu pedido do presidente eleito, que apontava abuso de poder econômico da chapa petista em razão da turnê do músico inglês.

O ministro Jorge Mussi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou nesta terça-feira, 30, um pedido de investigação movido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) contra seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad (PT), em razão da turnê de Roger Waters, fundador do Pink Floyd, pelo Brasil.
A campanha de Bolsonaro alegava que o músico veterano inglês pôs em prática “ostensiva e poderosa propaganda eleitoral negativa” contra o candidato do PSL, beneficiando diretamente o adversário petista. 
Os advogados eleitorais de Bolsonaro destacavam que, em show do cantor em São Paulo, foi exibido no telão a mensagem “#elenão”, um gesto definido como “instrumento de campanha negativa”.
Também citaram que, em show no estádio do Maracanã, o músico “fez uso da morte da vereadora Marielle Franco para atacar a campanha de Jair Bolsonaro, novamente exteriorizando íntima ligação com a campanha petista”. 
A campanha de Bolsonaro pedia que, ao final das investigações, fosse cassado o registro de candidatura de Haddad e sua vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), por abuso de poder econômico em razão da turnê. Também solicitava que ambos fossem declarados inelegíveis por oito anos.
Os sócios da produtora Time For Fun (T4F), responsáveis pela turnê do artista, também foram alvos da ação. A campanha de Bolsonaro solicitou a quebra do sigilo bancário da produtora para investigar se as apresentações de Waters ocorreram com recursos provenientes da Lei Rouanet.
Em sua decisão, o ministro apontou que a ação foi movida, entre outros, contra a coligação pela qual concorreram Haddad e Manuela e considerou que a chapa é “parte ilegítima” na ação. Isso porque, continuou o ministro, as sanções de inelegibilidade e cassação do registro não podem atingir pessoas jurídicas. “Em razão disso, reconheço de ofício a ilegitimidade passiva e extingo o processo, sem resolução de mérito”, escreveu o ministro.

Por Veja - Por Redação 

JUSTIÇA CONDENA HADDAD

Haddad é condenaldo a pagar R$ 200 mil a promotor

Foto: Brasil247 
Justiça condena Haddad a pagar R$ 200 mil para o promotor Marcelo Milani. O ex-prefeito acusou promotor de ter pedido propina para não mover ação contra estádio do Corinthians.

O juiz Fabio Fresca, da 4ª Vara Cível de SP, condenou o ex-prefeito Fernando Haddad (PT-SP) a pagar R$ 200 mil para o promotor Marcelo Milani, informa Bruna Narcizo
A ação de danos morais foi movida pelo promotor que atua no Ministério Público de São Paulo depois que Haddad o acusou de pedir R$ 1 milhão em propina para engavetar um processo relacionado à construção do estádio do Corinthians. 
Em junho de 2017, Haddad afirmou em uma entrevista para a revista Piauí que foi informado de que Milani “teria pedido propina de R$ 1 milhão” para não ingressar com a ação judicial contra a concessão de R$ 420 milhões em benefícios fiscais da Prefeitura para a construção do estádio.
Foram abertas duas investigações contra Milani, uma na Corregedoria-Geral do Ministério Público, que analisa suspeitas de irregularidades na conduta de promotores, e outra no Tribunal de Justiça de São Paulo. As duas foram arquivadas por falta de provas.
A defesa de Fernando Haddad afirma que ainda não foi intimada mas que recebeu "com apreensão a notícia acerca da condenação em danos morais em favor do Promotor Dr. Marcelo Milani, considerando que a sua atuação, enquanto Prefeito de São Paulo, se restringiu a comunicar supostas irregularidades às autoridades cabíveis, sob pena de ser conivente com a situação".
"A oitiva de testemunhas que presenciaram os fatos e que podem auxiliar no esclarecimento da verdade, como o ministro Alexandre Moraes e o desembargador Roberto porto, foi negada pelo juiz, embora expressamente solicitada em mais de uma ocasião pela defesa. Assim que houver intimação oficial da sentença serão apresentados os recursos cabíveis", segue o comunicado.

Folha de S. Paulo - Por Mônica Bergamo

TEMER VAI RECORRER

Defesa de Temer recorre de decisão que manteve indiciamento pela PF

Michel TemerFoto: Reprodução


Em manifestação enviada a Barroso, que é o relator do caso no STF, os advogados do presidente alegam que a PF não teria competência para indiciar Temer

A defesa do presidente Michel Temer recorreu nesta quarta (31) contra a decisão individual do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou pedido para anular indiciamento no inquérito sobre o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A na edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado em maio do ano passado pelo presidente. 

A defesa pediu à Corte que Barroso reconsidere a decisão ou que o caso seja julgado pelo plenário do STF. Não há previsão para o julgamento. Na primeira decisão sobre o caso, o ministro disse o indiciamento está previsto em lei e não há impedimentos sobre sua incidência sobre qualquer ocupante de cargo público.

Em manifestação enviada a Barroso, que é o relator do caso no STF, os advogados do presidente alegam que, devido ao foro por prerrogativa de função garantido ao presidente da República, a PF não teria competência para indiciar Temer.

Para os advogados, o indiciamento é ilegal e provoca repercussão na honorabilidade de Temer e “reflexos na estabilidade da nação". Na mesma petição, a defesa afirmou que Temer não praticou os fatos que lhe foram atribuídos no relatório final da investigação, enviado ontem pela PF ao ministro Barroso. 



Por: Agência Brasil

DESABAFO DE PERDEDOR

Para Ciro, Moro é 'politiqueiro' e é melhor que fique na Justiça do que no STF

Ciro Gomes (PDT) cumpre agenda em CaruaruFoto: Anderson Stevens/Folha de Pernambuco


O presidente eleito Bolsonaro se reunirá nesta quinta-feira (1) com Moro para convidá-lo oficialmente para o cargo de ministro

Crítico de Sergio Moro, o ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT) afirmou que o juiz federal é "politiqueiro" e que, portanto, deveria aceitar o convite para o comando do Ministério da Justiça para "assumir logo a política".
Em entrevista à Folha de S.Paulo, a primeira concedida por ele desde a vitória de Jair Bolsonaro, o terceiro colocado na disputa presidencial considerou na terça-feira (30) que o cargo ministerial é mais adequado ao magistrado do que uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
"Acho Moro um juiz político, politiqueiro. Então, é muito melhor que ele fique no Ministério do que no Supremo. Ele deveria assumir logo a política. A aptidão dele para a política é completa. Só que com a toga vira uma aberração", criticou.
O presidente eleito se reunirá nesta quinta-feira (1) com Moro para convidá-lo oficialmente para o cargo de ministro. O juiz já disse estar honrado com um eventual convite de Bolsonaro para integrar a sua administração.
A ideia do presidente eleito é oferecer uma superpasta a Moro. Ela vai somar as estruturas da Justiça, Segurança Pública, Transparência e Controladoria-Geral da União e o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), este último hoje ligado ao ministério da Fazenda.
Ao remodelar o ministérioBolsonaro pretende reforçar suas duas principais vitrines eleitorais: o reforço de políticas de segurança pública e um combate mais efetivo à corrupção.
Moro é visto como juiz linha-dura por sua atuação na Operação Lava Jato. Partiram dele decisões que levaram à cadeia figuras importantes da política e do meio empresarial, como Marcelo Odebrecht, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.

SUSPENSÃO MANTIDA

Maioria do STF mantém suspensão de ações policiais nas universidades

Sessão plenária do STFFoto: Nelson Jr./SCO/STF


As decisões da Justiça Eleitoral em diversos estados foram questionadas no STF pela Procuradoria-Geral da República (PGR)

maioria dos ministros Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta (31) manter a decisão da ministra Cármen Lúcia que suspendeu decisões da Justiça Eleitoral que determinaram ações policiais e de fiscalização eleitoral nas universidades públicas durante as eleições.

Corte julga nesta tarde se referenda a liminar proferida pela ministra na semana passada. Até o momento, seguiram a relatora no entendimento seis ministros, entre eles os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin. Faltam os votos dos ministros Marco Aurélio, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

As decisões da Justiça Eleitoral em diversos estados foram questionadas no STF pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a procuradora-geral, Raquel Dodge, as decisões ofenderam os princípios constitucionais da liberdade de expressão e de reunião. 

Após as decisões proferidas pelos juízes eleitorais, os tribunais regionais eleitorais (TREs) informaram que decisões foram proferidas para coibir a propaganda eleitoral irregular a partir de denúncias feitas por eleitores e pelo Ministério Público Eleitoral (MPE).



Por: Agência Brasil

SÉRIE B PODE PARAR

Impasse entre Rede Globo e Coritiba ameaça paralisar a Série B do Brasileiro

Globo levou ao Coritiba um contrato que valeria de 2018 até 2022, mas o time paranaense recusou


Existe um impasse em cima do pagamento de parte das cotas de televisão


Um desentendimento do Coritiba com a TV Globo pode até paralisar o Campeonato Brasileiro da Série B. Existe um impasse em cima do pagamento de parte das cotas de televisão no período entre 2018 e 2020. Como o time paranaense não concordou com os termos apresentados, a emissora cancelou o pagamento das demais equipes, que estão se reunindo para paralisar o torneio.

Com exceção de Coritiba e Goiás, as demais clubes recebem R$ 8 milhões, entre cota fixa e verba de logística. Os times alviverdes recebem a mais por terem campanhas recentes na Série A. A Globo, então, ameaça bloquear parte desse valor caso a equipe paranaense não assine o contrato.

A Globo levou ao Coritiba um contrato que valeria de 2018 até 2022, mas o time paranaense se recusou a aceitar a oferta por já ter assinado com o Esporte Interativo. O clube deixou claro que só queria que o documento envolvesse a atual temporada, o que não foi bem aceito pela emissora.

O mesmo documento foi levado ao Goiás, que aceitou a proposta feita pela Globo. Apesar do caso, alguns dirigentes não acreditam em um caso extremo, que seria a paralisação. O presidente do Oeste, por exemplo, não acredita no movimento e deixou a situação nas mãos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), responsável por fazer esse meio de campo entre as partes. O dirigente disse que, por enquanto, não teve as cotas bloqueadas.

"Sim, existe uma movimentação, mas não chegou nada até o Oeste. O Coritiba não fez nenhum contato conosco. Eu acredito que não há a menor chance dessa paralisação acontecer porque nós temos contrato de TV a ser cumprido e não temos ligação com esse impasse do Coritiba" - disse o presidente
.

Estadão Conteúdo

COPA LIBERTADORES

Palmeiras sai atrás, vira, mas sofre empate e cai na semi contra o Boca pela Libertadores

Dario Benedetto novamente foi o carrasco palmeirense e marcou o gol do empate do Boca Juniors


Equipes empataram em 2 a 2 no Allianz Parque; Libetadores terá final argentina


O Palmeiras chegou à sua primeira semifinal de Copa Libertadores desde 2001, mas parou por aí. Nesta quarta-feira, o Verdão precisava reverter derrota por 2 a 0 na Bombonera, saiu atrás no placar no Allianz Parque, virou, mas viu Benedetto definir o empate por 2 a 2, que classificou o Boca Juniors para enfrentar o River Plate na decisão do torneio sul-americano.

Desde o primeiro minuto, o árbitro Wilmar Roldán mostrou seu estilo de jogo ao deixar de apitar faltas pedidas pelas duas equipes. A impressão era de que o colombiano queria aparecer o menos possível na semifinal, mas já no primeiro tempo, sua participação foi inevitável.

Aos 10 minutos, Deyverson recebeu longo lançamento de Lucas Lima, dominou bem e esperou a passagem de Dudu pela direita. O camisa 7 recebeu na linha de fundo e cruzou rasteiro para Bruno Henrique mandar para as redes.

O gol no início parecia o roteiro perfeito para o Verdão e a festa foi tanta nas arquibancadas que parte dos torcedores nem perceberam a demora para o recomeço do jogo, enquanto Wilmar Roldán recebeia a informação do VAR de que Deyverson estava impedido no início da jogada. Resultado: tento anulado e placar inalterado no Allianz Parque. Mas por pouco tempo.

Depois do VAR, cochilo da zaga joga novo balde de água fria no Verdão

No ataque seguinte, os argentinos pediram nova intervenção do Vídeo, desta vez para marcar um gol, reclamando Weverton teria defendido chute de Ábila dentro da meta, o que não ocorreu. Com 17 jogados, porém, o Boca chegou de novo ao ataque e, desta vez, abriu o marcador.

Lucas Lima perdeu bola no meio-campo e ficou reclamando de falta. Jara acionou Villa na direita e Gustavo Gómez foi para a marcação, cobrindo o avanço de Diogo Barbosa. Na zaga, Felipe Melo fez a função do paraguaio. Até aí, tudo perfeito, mas quando a bola foi cruzada na área, Luan cochilou, foi antecipado por Ábila e viu o argentino mandar para o gol.

Com a vantagem no marcador, o Boca ficou confortável em campo e administrou o jogo até o final da etapa inicial. O Alviverde, já sem o fogo dos mais de 39 mil presentes, chegou a quase 60% de posse de bola, e teve duas oportunidades para empatar, mas Mayke pecou na finalização e Rossi impediu um gol contra xeneize.

Wilmar Roldán assinalou apenas três minutos de acréscimo, apesar das diversas paralisações, o que causou a maior manifestação da torcida desde a metade do primeiro tempo. O pensamento de atletas e torcedores já parecia mais no clássico de sábado, contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, do que em marcar os quatro gols necessários para ir à final.

Mesmo assim, Felipão sacou Bruno Henrique e colocou Moisés me campo. A alteração, mantendo Felipe Melo e tirando o camisa 19 melhorou o rendimento do Verdão, mas viria a cobrar seu preço no futuro.

Palmeiras volta para o jogo, pressiona, mas sofre novo castigo

Aos dois minutos, Dudu cruzou e Lucas Lima bateu firme, mas Rossi defendeu. Aos sete, após falta cruzada pelo camisa 20, a zaga do Boca afastou, Deyverson desviou, Felipe Melo ajeitou para a área e Luan, sozinho na direita, encheu o pé para empatar pelo meio das pernas do goleiro argentino.

Mesmo o primeiro dos quatro gols que o Maior Campeão do Brasil precisava marcar não animou o time. A torcida comemorou de forma contida e os atletas apesar correram em direção ao meio-campo. Mas o clima mudou com 13 jogados, quando Dudu sofreu pênalti de Isquierdoz e Gustavo Gómez converteu.

O Allianz Parque voltou a explodir em festa e apoio. Até mesmo o amplificador de sons, que na primeira etapa captou gritos de "Vai, Mayke", "Pra cima, Dudu", entre outros, voltou a reproduzir as músicas cantadas pelos torcedores.

Willian sentiu um problema muscular, fruto do desgaste, e precisou ser substituído por Borja, mas foi do outro lado que, mais uma vez, uma substituição mudou o jogo. Ábila saiu para a entrada de Benedetto, que marcou os dois gols argentinos na Bombonera e, mais uma vez, calou o Verdão.

Foram oito minutos em campo, aos 24, quando os donos da casa pressionavam pelo terceiro gol, que o centroavante foi decisivo. O Boca puxou contra-ataque e Felipe Melo, mantido por Felipão apesar do cartão amarelo, não pôde fazer a falta para evitar uma expulsão. Após troca de passes no ataque, em que Lucas Lima demorou na recomposição, Benedetto recebeu na entrada da área e acertou um chutaço parecido ao que definiu o placar na Bombonera e desta vez fechou o caixão no Allianz Parque.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 2 x 2 BOCA JUNIORS

Data: 31 de outubro de 2018, quarta-feira

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)

Horário: 21h45 (de Brasília)

Árbitro: Wilmar Roldan (Colômbia)

Assistentes: Alexander Guzman (Colômbia) e John Alexander Leon (Colômbia)

VAR: Julio Bascuñan (Chile)

Público: 40.299 pagantes

Renda: R$ 3.829.551,24

Cartões amarelos: Luan, Felipe Melo, Deyverson, Gomez (PAL); Ábila, Perez (BOC)

Gols:

PALMEIRAS: Luan, aos 7 minutos do 2º Tempo, Gomez, aos 15 minutos do 2º Tempo

BOCA JUNIORS: Ábila, aos 17 minutos do 1º Tempo, Benedetto, aos 24 minutos do 2º Tempo

PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Gustavo Scarpa), Bruno Henrique e Lucas Lima (Moisés); Dudu, Willian (Borja) e Deyverson

Técnico: Felipão

BOCA JUNIORS: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nandez, Barrios e Pablo Perez (Gago); Pavon (Zarate), Villa e Abila (Benedetto)

Técnico: Guillermo Schelotto



 Gazeta Press

PERNAMBUCANO SERIE A 2

No primeiro jogo da final da Série A2, Centro Limoeirense e Petrolina empatam em 1 a 1

Disputa pelo título e consequente acesso para a Série A1 segue em aberto para o próximo domingo


Próximo jogo será realizado no estádio Paulo Coelho, em Petrolina. Nova igualdade no placar leva a disputa do título para a decisão por pênaltis


Após pouco mais de dois meses, o Campeonato Pernambucano da Série A2 chegou à sua final, sendo decidida por Centro Limoeirense e Petrolina. Na primeira partida, disputada no estádio José Vareda, em Limoeiro, empate emocionante em 1 a 1, com gol direito a gol dos visitantes, aos 49 do segundo tempo. De quebra, o resultado mantém a invencibilidade da Fera Sertaneja na competição. O segundo jogo da final acontecerá no próximo domingo, às 16h, em Petrolina, no estádio Paulo Coelho. 

O primeiro tempo começou bastante truncado e com equilíbrio entre os dois times. Devido ao gramado irregular, as duas equipes apostavam em jogadas de bola aérea. A primeira boa chegada veio com o Centro, através de Amaral, que arriscou de fora da área e quase encobria o goleiro Fernando. Aos 20, o Petrolina respondeu com Arianderson, escorando cruzamento e Panda fez grande defesa. Depois, defendeu outra investida adversária, em cobrança de falta de Jeferson. Apesar das tentativas, o 0 a 0 persistiu no placar.

Porém, no segundo tempo, as equipes se lançaram com mais ímpeto ao ataque para adquirir a vantagem para a segunda partida. Desta forma, o Centro Limoeirense chegou ao seu gol aos 14 do segundo tempo com o atacante Renan. Após bola alçada para a área, a defesa do Petrolina cortou mal e Renan recebeu livre na pequena área para completar para as redes. Com o gol sofrido, a Fera Sertaneja tomou as rédeas da partida e pressionou em busca do empate. O Dragão tentava aproveitar o contra-ataque, mas não teve sucesso. Depois várias chances desperdiçadas, no apagar das luzes, aos 49, o Petrolina buscou o empate. Douglas aproveitou a bobeira da zaga alvirrubra e, de cara com Panda, bateu no canto. Empate que mantém a decisão em aberto para a segunda partida e promete mais emoção ainda.


Diario de Pernambuco

SANTA CRUZ - NAS MÃOS DE TININHO

Com dois nomes, decisão para contratação de técnico está nas mãos do presidente do Santa

Rêgo Barros: "Constantino Júnior chamou para ele a responsabilidade para fechar com os nomes"


De acordo com vice de futebol, definição passará por Constantino Júnior


De acordo com o vice-presidente de futebol do Santa Cruz, Felipe Rêgo Barros, os dois nomes escolhidos pela diretoria para comandar o clube na temporada 2018 estão definidos. Nomes tratados em sigilo e que estão à mesa do presidente do clube, Constantino Júnior, responsável pela palavra final. Apesar do sigilo em torno dos profissionais, sabe-se que o Tricolor abriu conversas nesta semana com dois treinadores: Paulo Silas, ex-Náutico, e Leston Júnior, ex-Botafogo-PB. No entanto, outros técnicos podem ter surgido e os contatados inicialmente descartados ou não.
"Constantino Júnior chamou para ele a responsabilidade para fechar com os nomes, que estão nas mãos dele. Definimos dois técnico e ele (o presidente) tem um terceiro, que é uma terceira opção. E agora fica com ele a decisão", afirmou Felipe Rêgo Barros, em entrevista ao repórter Vinícius Calado, da Rádio CBN.

A reportagem tentou ao longo do dia, sem sucesso, falar com o presidente Constantino Júnior. Nos bastidores do clube, o que se tem como prioridade é a busca pelo pagamento das dívidas com o elenco que finalizou a Série C. Perto de viabilizar as verbas necessárias para isso, o clube concentra suas forças nesses pagamentos para, então, fechar com o treinador.

Silas e Leston

Silas não treina um clube desde o ano passado, quando passou três meses trabalhando no Red Bull Brasil até ser eliminado na Série C. Campeão gaúcho em 2010, pelo Grêmio, o treinador ainda acumula passagens por clubes como Flamengo, Náutico, América-MG, Fortaleza e Ceará, além de clubes de fora do país, como o Al Arabi e o Al Gharafa, do Catar. Pelo Náutico, teve uma passagem ruim na campanha da Série A em 2013 que culminou com o rebaixamento alvirrubro à Série B.

A reportagem apurou que o treinador recebeu uma ligação da direção coral para um contato inicial. Como possui um currículo com passagem por grandes clubes, a diretoria avalia a questão salarial dele (considerado alto) e acredita que o profissional não aceitaria comandar o Tricolor sem a vinda da comissão técnica - o que dificultaria a sua vinda, já que neste caso mais profissionais geraria maior ônus ao Santa Cruz. O fato de o treinador estar precisando recuperar a credibilidade no mercado e reaparecer tendo o Arruda como vitrine seria um trunfo nas mãos dos dirigentes.

Por outro lado, Leston Júnior, demitido do Botafogo-PB durante a Série C, é visto como um técnico promissor e com mais possibilidade de se encaixar à realidade financeira do clube. A vinda dele sem staff de comissão técnica é vista como possível. O nome, porém, não é tratado como prioridade pelo clube. "Ele assim como outros nomes nos foram oferecidos e por questão respeito a todos profissionais, a gente trata com reserva a avaliação. Mas podemos dizer que hoje temos três nomes e que vamos começar a trabalhar em cima deles", disse o vice-presidente de futebol do Santa Cruz, Felipe Rêgo Barros.

Leston Júnior, 40 anos, faz parte de uma nova geração de treinadores. No currículo, tem conquistas como o acesso à Série A3 do Campeonato Paulista 2010, com a Inter de Bebedouro. Pelo Tupi, em 2015, levou o time do interior de Minas Gerais ao acesso à Série B. Pelo Botafogo-PB, foi campeão estadual deste. Ele ainda soma passagens pelo Moto Club-MA, Villa Nova-MG, Mogi Mirim-SP, Remo, Madureira e Guarani-MG.


Diario de Pernambuco

SANTA CRUZ - SUCESSO SUBIU A CABEÇA

Allan Vieira admite 'soberba' após auge no Santa Cruz, revela dívidas e amor pelo clube

Allan Vieira sobre 2015: "O sucesso subiu para minha cabeça, não escondo isso para ninguém"


Lateral viveu grande fase em 2015, no acesso à Série A, e viu carreira decair após Brasileirão; ele afirma que Tricolor deve salários atuais e ainda de 2016


Pelo Santa Cruz, são mais de 50 partidas em três temporadas. Na primeira delas, em 2015, Allan Vieira viveu a melhor fase. Contratado por empréstimo após boa passagem pelo Londrina, chegou ao Arruda para de pronto assumir a titularidade da lateral esquerda e ser um dos protagonistas no acesso à Série A naquela temporada. Em alta, ao fim do ano, apesar de propostas para deixar o Tricolor, foi comprado junto ao clube paranaense e assinou contrato até o fim de 2018. O longo vínculo mexeria com a cabeça do atleta, hoje com 28 anos. "Acho que me deixei levar pela soberba", admite o atleta.

Fazendo um balanço da atual temporada, Allan Vieira acabou mergulhando fundo ao passado. Avaliou com sinceridade os três anos em que defendeu o Santa Cruz. Revelou dívidas antigas e atuais do Tricolor. Por outro lado, mostrou-se mais um apaixonado pelas três cores. "Sou torcedor do Santa Cruz mesmo quando estou em outro clube", revelou.

Allan Vieira começa suas lembranças por 2015, após se destacar na Segundona pelo Tricolor. "Acho que eu arrebentei na Série B. Fui destaque, renovei contrato, mesmo com inúmeros clubes me procurando. Mas resolvi ficar no Santa Cruz. Acho que também deixei levar pela soberba. Pensei assim: 'Estou bem, ninguém vai me tirar daqui mesmo'. O sucesso subiu para minha cabeça, não escondo isso para ninguém", admite.

O lateral esquerdo começou bem 2016. Fez parte de um dos anos mais vitoriosos da história do Santa Cruz. Foi titular em praticamente todo Campeonato Pernambucano e Copa do Nordeste, competições conquistas pelo Tricolor. Vivendo o ápice da sua carreira, viu o futebol decair lentamente ao mesmo ritmo em que o clube vivia, fora de campo, graves problemas financeiros. "Tiveram inúmeras coisas que aconteceram dentro do Santa Cruz que não só abateram a mim, mas a muita gente. Vocês sabem até hoje as questões de salário que acontecem. Abateu a todo mundo. São esses dois fatos (financeiros e psicológicos) que me fizeram decair", afirmou.

Do total de 33 jogos em 2016, Allan Vieira fez 13 pela Série A do Brasileiro e quatro pela Copa Sul-Americana, todos como titular. Mas, sem atuações convincentes e enfrentando lesões, perdeu espaço no elenco mesmo com a contusão do companheiro de posição Tiago Costa. Ao fim do ano, com salário incompatível para a nova realidade do Santa Cruz, rebaixado à Série B, acabou emprestado. Foi pouquíssimo aproveitado pelo Fortaleza e pelo Red Bull Brasil, clubes que passou entre 2017 e 2018. Acabou aceitando reduzir o salário para voltar ao Arruda jogar a Série C, onde fez 12 partidas - todas como titular. 

"Neste ano, infelizmente, para mim, atleta profissional, joguei muito pouco. Não tive muitas oportunidades antes de voltar ao Santa Cruz, onde fui bem aproveitado pelo fato de já conhecer a casa e fiquei muito feliz em ter voltado a jogar. Queira muito ter conquistado o objetivo do acesso, de voltar à Série B, mas infelizmente não conseguimos. Mas no meu retorno fui ganhando ritmo de jogo e na reta final da Série C, eu fui bem. Fiz bons jogos, deu passes, ajudei muitos meus companheiros. Não ajudei da maneira que eu queria, que era com o acesso", avaliou. 

Dívidas e silêncio

Apesar de se sentir bem no Arruda, gostar do ambiente, das pessoas que fazem o Santa Cruz, Allan Vieira afirma que duas coisas o chateiam muito no clube: as dívidas, que se estendem com ele desde 2016, e o silêncio sobre elas. "Para ser bem sincero, desde 2016 não me pagaram nada. E tem muita gente que acha que o cara não quer correr, não quer nada, o cara tem que sofrer opressão de torcedor", lamenta. "Da Série C, recebi dois meses de salários. Moradia nada, tive que tirar do meu bolso", revelou.

"Para você ter uma ideia, acabou o jogo do Operário-PR (que culminou com a eliminação na Série C), eu chateado, quando cheguei no hotel não queria falar nem com minha família, fui entrar nas redes sociais e tinha gente dizendo que eu tinha entregado o jogo. As pessoas não entendem que existem inúmeras coisas que deixam a gente chateado. Dá vontade de soltar tudo. Quem sofre está nas quatro linhas, quem está de fora sai como santo", acrescentou.

Allan Vieira afirmou que o Santa Cruz não cumpriu o acordo com o ele, negociado ao fim da Série C. "Atualmente são cerca de três salários atrasados. Me chamaram logo na primeira semana depois da eliminação. Fui conversar Fred (Gomes, ex-executivo de futebol do clube), que me prometeu uma coisa e não foi cumprido. está tudo muito parecido com 2016. Ninguém me procurou, ninguém falou nada. Pelo contrário, eu que tenho que procurar", disse. 

Através do Núcleo de Gestão, o Santa Cruz confirmou que há dívidas referentes a 2016 e 2018. Em ambos os casos, o clube pretende sentar com o atleta e negociar as dívidas.


Diario de Pernambuco