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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

CONDENAÇÃO DE GEDDEL

Fachin vota pela condenação de Geddel no caso dos R$ 51 milhões

Ministro Edson FachinFoto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil


O ministro também votou pela absolvição do ex-assessor de Lúcio Vieira, Job Brandão, e do empresário Luiz Fernando Costa Filho

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin votou nesta terça-feira (1º) pela condenação do ex-ministro Geddel Vieira Lima, e de seu irmão, o ex-deputado Lúcio Vieira Lima, pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A manifestação de Fachin, relator do processo, foi feita no julgamento do caso relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados no apartamento em Salvador, em 2017. Pelos fatos, Geddel está preso há dois anos.

O ministro também votou pela absolvição do ex-assessor de Lúcio Vieira, Job Brandão, e do empresário Luiz Fernando Costa Filho, sócio de uma construtora que recebeu investimentos de Geddel, por entender que os acusados não tinham conhecimento da origem ilícita dos recursos movimentados e que o ex-assessor era apenas um cumpridor de ordens.

Ao votar pela condenação de Geddel, Fachin analisou as provas obtidas pela Polícia Federal. Segundo o ministro, peritos encontraram fragmentos das digitais de Geddel e Job nos sacos de dinheiro que estavam dentro do apartamento.

Além disso, segundo o ministro, o doleiro Lúcio Funaro relatou e comprovou em depoimentos de delação premiada que fez entregas de propina em dinheiro a Geddel. De acordo com o delator, o repasse de propina foi de aproximadamente R$ 20 milhões, entre 2012 e 2015, quando o ex-deputado era vice-presidente da Caixa. Os repasses ocorriam em troca da liberação de empréstimos a empresas interessadas em obter os recursos e ocorreram em hotéis, hangares de táxi-aéreo e no escritório de Funaro, em São Paulo.

Sobre a conduta de Lúcio Vieira Lima, Fachin disse que o irmão de Geddel ajudou na lavagem de dinheiro ao investir em empresas da família e no mercado imobiliário, por meio da ocultação do valores de propina.

Após voto de Edson Fachin, a sessão da Segunda Turma do STF, que julga o caso, foi suspensa e será retomada na próxima terça-feira (8).

DenúnciaA denúncia foi apresentada ao STF pela ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge. Na acusação, ela sustentou que o dinheiro apreendido seria proveniente de esquemas de corrupção na Caixa Econômica Federal investigados em outras ações penais. Geddel foi vice-presidente do banco. Outra parte teria sido acumulada por Lúcio Vieira Lima por meio do crime de peculato, em que o parlamentar se apropriou de parte do salário do ex-assessor parlamentar Job Brandão.

Além do dinheiro encontrado, outros R$ 12 milhões teriam sido lavados por Geddel e Lúcio por meio de investimentos em imóveis de alto padrão em Salvador, em empreendimentos da empresa Cosbat, administrada por Luiz Fernando Machado.

DefesasDurante o julgamento, o advogado Gamil Föppel, representante da família, disse que Geddel está preso há dois anos e que o Ministério Público Federal nunca se conformou com a liberdade do ex-ministro. O advogado também criticou a perícia feita pela Polícia Federal (PF), que não teria seguido os trâmites legais ao encontrar fragmentos de digitais de Geddel em um saco de plástico que continha dinheiro.

"Tenho absoluta certeza que, se respeitadas as regras processuais, não há outra alternativa senão absolver todos os réus de todas as imputações que foram são feitas", afirmou.

A defesa de Job Brandão disse que ele não tinha consciência da ilicitude do dinheiro movimentado pela família de Geddel. Segundo o advogado, Brandão era somente um cumpridor de ordens ao receber recursos em dinheiro ou guardá-los.

A defesa do empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho afirmou que ele não tinha ciência da procedência ilícita dos recursos que foram aplicados pela família na empresa. Segundo o advogado César Faria, o empresário, quando recebeu dinheiro em espécie, registrou os valores na contabilidade da empresa e depositou no banco, não tendo intenção de ocultá-los.



Por: Agência Brasil

COMEMORAÇÃO

Reitores comemoram desbloqueio de verbas do MEC

Instituto Central de CiênciasFoto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil


Nota divulgada por reitores informa que a liberação é uma boa notícia, mas as instituições ainda precisarão de mais recursos para fechar o ano com as contas em dia

O desbloqueio parcial do orçamento do Ministério da Educação (MEC) permitirá que universidades federais paguem as contas de setembro e outubro, segundo a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
Nota divulgada por reitores informa que a liberação é uma boa notícia, mas as instituições ainda precisarão de mais recursos para fechar o ano com as contas em dia.
“É uma boa notícia. Ainda estamos identificando qual parcela desse valor é das universidades federais e qual é a dos institutos. Significa que as contas de setembro e outubro poderão ser pagas”, disse, em nota divulgada pela entidade, o presidente da Andifes, João Carlos Salles.
Segunda-feira (30), o MEC anunciou que destinará a universidades e institutos federais R$ 1,156 bilhão, o equivalente a 58% do total de R$ 1,99 bilhão da pasta desbloqueados pelo Ministério da Economia.
Com o desbloqueio, essas instituições, que tiveram, em média, 30% dos recursos discricionários bloqueados no início do ano, seguirão com cerca de 15% dessas verbas contingenciadas.
Os recursos liberados serão usados, de acordo com a Andifes, nas despesas de custeio para funcionamento das universidades federais, como energia, limpeza, vigilância, combustíveis, insumos para os laboratórios de ensino e pesquisa e a manutenção dos restaurantes universitários, que atendem os alunos carentes.
“Continuaremos a dialogar com o Congresso Nacional e o Governo Federal. Para completar o ano, as universidades federais precisam da liberação de 100% do orçamento previsto na LOA [Lei Orçamentária Anual] e, em alguns casos, de suplementação, pois existem dívidas de anos anteriores”, afirmou Salles.
A Andifes irá realizar, nos próximos dias, um levantamento preciso da situação de cada universidade. Ao todo, seguem bloqueados no MEC R$ 3,8 bilhões.
Por: Agência Brasil


ÁGUA PARA MUNICÍPIOS

Compesa aumenta tempo de abastecimento de água em alguns municípios

Abastecimento de águaFoto: Agência Brasil


A diminuição do tempo de espera pelo abastecimento ocorre em Igarassu, Abreu e Lima, Paulista e Olinda

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) anunciou que haverá uma redução no rodízio de água nos municípios de Igarassu, Abreu e Lima, Paulista e Olinda. A diminuição foi estabelecida dentre alguns fatores, graças às recentes chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Recife (RMR) e ocasionaram o aumento do volume de água na Barragem Botafogo.

Após as fortes chuvas, houve um aumento substancial no volume reservado na barragem, que até o mês de agosto chegou aos 77% da capacidade total. Diante desse cenário, o Governo do Estado de Pernambuco solicitou à Compesa um estudo sobre a possibilidade da melhoria no abastecimento da Região Norte, que de acordo com o órgão é a região mais crítica no quesito abastecimento de água da RMR.

A Companhia analisou as condições estabelecidas e observou durante uma semana como funcionaria uma possível redução. Com o aumento do abastecimento, os rodízios que antes funcionavam no esquema um dia com água e seis sem água, passarão a ser de um dia com água e quatro sem água.

Durante a ação, cerca de 700 mil pessoas serão beneficiadas. Mas, no modelo atual, 200 mil pessoas já utilizam um esquema de abastecimento diferenciado. Aproximadamente 40 mil tem água todos os dias nas torneiras, e os outros 160 mil restantes utilizam o estilo 3x3, que consiste em três dias com água e três dias sem.

Segundo Rômulo Aurélio, diretor técnico e de engenharia da Compesa, a implantação desse projeto será positiva para a população. “É uma melhoria porque conseguiremos reduzir substancialmente o rodízio para melhorar a condição atual e fazer com que a população aos poucos consiga ter realmente água todos os dias”, afirmou.

Ainda de acordo com o diretor, um estudo minucioso foi feito para que a ação não entre em colapso e seja interrompida. “Realizamos algumas simulações com modelos matemáticos assim como a Apac trabalha, e isso nos deu a segurança de mantermos esse esquema até o inicio da próxima quadra chuvosa de 2020 sem maiores problemas.”

A Companhia informou que outras obras estão sendo planejadas e licitadas para resultar em uma melhoria completa da distribuição. Os técnicos estão tomando como base o fornecimento de água da adutora do Alto do Céu, que leva mais de 200 litros de água por segundo para Olinda.

A população pode conferir o calendário que está disponível no site da Compesa para saber mais detalhes sobre os dias de abastecimento de água no seu município.



FolhaPE

DENUNCIA DE VAZAMENTO

Estados do Nordeste protocolam denúncia sobre vazamento de petróleo no litoral

Litoral pernambucano também foi afetadoFoto: Adema/Governo de Sergipe


Satélite começou a ser usado para identificar responsáveis e origem das manchas do produto que atingem praias de oito dos nove Estados nordestinos desde o final de agosto

Os oito Estados do Nordeste atingidos por manchas de petróleo em seus litorais vão protocolar uma denúncia sobre o caso na Polícia Federal (PF) e no Ministério Público Federal (MPF). Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), aumentou para 114 o número de localidades afetadas. Até agora a Bahia foi o único Estado da região que não foi afetado.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (1º) após reunião realizada no Recife para discutir estratégias para diminuir os impactos. Os responsáveis pelo problema podem pagar uma multa que vai de R$ 5 milhões a R$ 50 milhões pelo crime ambiental, que é considerado gravíssimo. O cálculo leva em conta o impacto causado pelo incidente.


Um satélite começou a ser utilizado para ajudar na identificação dos responsáveis e analisar a origem das manchas de petróleo que atingem praias de oito dos nove Estados do Nordeste desde o final de agosto. "A partir de mapas e imagens retroativas, vamos levantar o padrão de circulação das correntes oceânicas e do vento, para cruzar com informações coletadas entre 25 de agosto e 30 de setembro", disse o professor do departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Marcus Silva.

Contudo, uma investigação inicial aponta que o material encontrado em quatro estados tem a mesma origem, mas ainda não é possível afirmar de onde viria. O produto achado nos outros quatro seguem sob investigação. Uma das poucas certezas é que se trata de petróleo cru produzido fora no Brasil, segundo a Petrobras.

De acordo com o capitão dos portos de Pernambuco, Maurício Bravo, foram colhidas 44 amostras e 20 foram analisadas. Ele informou ainda que a Marinha está fazendo o levantamento de todos os navios que navegaram pela região do derramamento de petróleo. "Vamos fazer uma análise comparativa entre o material encontrado nas praias e o que se encontra nos tanques dos navios", disse o capitão.

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, José Bertotti, o derramamento deve ter sido feito por um navio em alto mar, mas duas possibilidades estão sendo levadas em consideração. "Pode ter sido uma lavagem de lastro de navio ou um acidente. De todo modo, é um crime, porque, mesmo se não foi intencional, as autoridades não foram notificadas", disse.

Limpeza
Segundo o Ibama, 12 animais sujos com o petróleo foram achados na área afetada, sendo 11 tartarugas e uma ave. Quatro tartarugas foram achadas vivas, mas duas delas morreram em seguida. Os demais bichos foram encontrados mortos. Sob a coordenação do Instituto, 100 técnicos trabalham na limpeza do material. Em Pernambuco e na Paraíba já há mais registros de novos aparecimentos do produto.

"O trabalho principal, agora, é em colchões rochosos, porque o petróleo entra nos furos das rochas e sai mais dificilmente. Na areia é mais fácil retirar o material. Não se trata de óleo, porque esse é refinado, enquanto o petróleo é cru", disse a coordenadora do Instituto em Pernambuco, Lisânia Pedrosa.


FolhaPE

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

CCJ do Senado rejeita destaques; reforma da Previdência vai a Plenário

CCJ do SenadoFoto: Geraldo Magela/Agência Senado


Ao todo, partidos de oposição apresentaram seis destaques, dos quais três foram rejeitados

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado rejeitou nesta terça-feira (1º) três destaques apresentados por partidos de oposição ao relatório sobre a reforma da Previdência proposto pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). O texto foi aprovado no início da tarde por 17 votos a 9 depois de mais de duas horas de debatesA proposta deve ser analisada pelo plenário da Casa ainda nesta terça-feira e para ser seguir sua tramitação, precisa do apoio de 49 dos 81 senadores.

Ao todo, partidos de oposição apresentaram seis destaques, dos quais três foram rejeitados. Entre eles, os que tratavam do abono salarial, da aposentadoria por invalidez e do modelo de cálculo do benefício. Os demais foram retirados de pauta.

O senador Paulo Paim (PT-RS) também apresentou um voto em separado com alterações mais profundas no texto da Proposta de Emenda à Constituição. Caso fosse aprovado seu relatório, o texto teria que obrigatoriamente que retornar para análise da Câmara dos Deputados. No entanto, a proposta não chegou a ser avaliada pelos senadores.

Das 77 emendas apresentadas, o relator acatou apenas uma supressiva, para não prejudicar o acesso à aposentadoria integral de quem recebe vantagens variáveis vinculadas a desempenho no serviço público e corrigiu a redação do trecho que inclui os informais entre os trabalhadores de baixa renda que terão acesso ao sistema especial de inclusão previdenciária, com alíquotas favoráveis. O texto mantém o impacto fiscal de R$ 876,6 bilhões em 10 anos.

A previsão inicial do calendário estabelecido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), era que a PEC da Previdência estaria concluída, em dois turnos, até o dia 10 de outubro. No entanto, ainda não há consenso entre os parlamentares que viabilize a tramitação da proposta nesse período.

“Temos muitas pendências. Não há, neste momento, garantia dos senadores para a data de votação em segundo turno. Não está definido o que poderá acontecer”, admitiu o líder do PSL, Major Olímpio (SP).



Por: Agência Brasil

PREVISÃO DO TEMPO

Previsão é de céu parcialmente nublado em todo o Estado

Tempo nublado em OlindaFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco


O Sertão de São Francisco é o local do Estado onde deve fazer mais calor, com temperatura máxima alcançando os 36° C

A previsão do tempo desta quarta-feira (2) é de céu parcialmente nublado sem previsão de chuva em todo o Estado, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac). O Sertão de São Francisco é onde deve receber mais sol, com o tempo de nublado a claro e temperatura máxima alcançando os 36° C.

No Recife, a temperatura mínima pode atingir 23ºC  e a máxima pode atingir os 31° C. Mas a expectativa é que a condição climática se repita ao dia anterior. Como de costume, o Agreste pode registrar a temperatura mais amena em 17° C.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Caruaru, o nascer do sol acontece às 5h07. A força do vento deve ir de fraca a moderada com rajadas.


Confira a previsão completa:


Região MetropolitanaParcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 31º Mínima: 23º

Mata NorteParcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 31º Mínima: 21º

Mata SulParcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 31º Mínima: 21º

AgresteParcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 34º Mínima: 17º

Sertão de PernambucoParcialmente nublado sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 36º Mínima: 18º

Sertão de São FranciscoParcialmente nublado a claro sem chuva em toda a região ao longo do dia.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 36º Mínima: 23º



FolhaPE

SANTA CRUZ - MUDANÇA NO ESTATUTO

Comissão apresenta proposta de reforma no estatuto do Santa Cruz, confira os pontos

Comissão Patrimonial, responsável pelo Estádio do Arruda e outras dependências corais, deve ser descontinuado (Foto: Peu Ricardo/DP Foto)


Medidas de ficha limpa e combate ao nepotismo, dissolução da comissão patrimonial e ampliação das categorias votantes de sócios estão no projeto


Na última segunda-feira, foi apresentada ao Conselho Deliberativo do Santa Cruz, a primeira proposta de reforma estatutária do clube, montada por uma comissão especial formada em setembro de 2018. O documento não é final, com um debate marcado para o próximo dia 19, em reunião para sócios e torcedores. A primeira versão do documento prevê pontos como dissolução da Comissão Patrimonial e votação para todos os sócios.

A entrega do documento foi confirmada pelo presidente da Comissão Especial de Reforma do Estatuto do Santa Cruz, Mário Godoy. O dirigente reforçou não se tratar de um trabalho final e pediu a participação da torcida na reforma estatutária. Mário informou que as sugestões da torcida podem ser passadas na reunião do dia 19 e através do e-mail estatutoscfc@gmail.com.

“A gente está cumprindo um prazo originário de prorrogação para a comissão, mas na última reunião do Conselho, a Intervenção Popular Coral pediu que a gente prorrogasse os trabalhos da comissão, então ficamos combinados que a gente ia apresentar o trabalho de todo jeito até para nortear o debate, para eles saberem o que tem, o que converge, o que está faltando. Então, nós ainda queremos, em frente, uma reunião aberta no dia 19 de outubro. Por ser um sábado, os tricolores trabalhadores ou que vem do interior possam comparecer”.

Com a previsão de finalizar a construção do projeto até o final do mês, Mário revelou os próximos passos da mudança no estatuto. Depois da abertura do debate, o documento ampliado será entregue ao Conselho Deliberativo, presidido por Alírio Moraes, ex-presidente do executivo e atual presidente do conselho.
O ex-mandatário coral será responsável por montar a pauta para aprovação no Conselho e, depois, ele ou o presidente do clube, Constantino Júnior, terão que convocar uma Assembleia Geral, que decidirá pela aplicação ou não da reforma.

“Eu espero que tudo seja finalizado até o final do ano, essa é a nossa previsão, mas vai depender de vários fatores, do que vai acontecer no dia 19, da quantidade de sugestões que recebermos por e-mail e do debate que será travado no Conselho, que poderá levar mais de uma sessão para ser aprovado e exaurir o debate. E aí, a convocação da Assembleia Geral é algo que não está ao meu alcance, não sou eu que convoco, então, mais uma vez, fica pendente desse ponto. Então não dá pra dizer com exatidão, não dá pra montar um cronograma”.

O projeto

Entre os diversos tópicos da minuta, alguns chamam maior atenção e foram alertados por Mário Godoy. O projeto prevê a dissolução da Comissão Patrimonial, que seria substituída pela diretoria patrimonial. A nova divisão interna teria as mesmas responsabilidades e recursos, mas seria subordinada à presidência executiva do clube.

“Justifica-se a Comissão Patrimonial para zelar pelo patrimônio do Santa Cruz, patrimônio grande, um dos maiores estádios particulares do mundo, mas também como uma forma de blindagem, porque, senão, todo dinheiro seria destinado ao futebol, ao pagamento de salários, e o patrimônio poderia ser esquecido. Então, conciliando essa justificativa do patrimonial e os interesses, tanto da diretoria, de ter mais autonomia, quanto do torcedor, que tem algumas diferenças e arestas com a Comissão Patrimonial, nós tivemos a ideia de criar uma diretoria patrimonial. Ela vai estar subordinada hierarquicamente ao presidente, acabando com conflitos dentro da própria gestão”.

Outro aspecto ressaltado por Mário é o avanço democrático trazido pelo projeto. A ideia é dar poder de voto a todos os sócios tricolores e garantir assentos proporcionais para a oposição no Conselho Deliberativo, ao invés da totalidade ser da chapa vencedora, com é hoje.

“Outro grande avanço é ter mais democracia dentro do Santa Cruz. Primeiro com todas as categorias de sócio podendo votar, por mais barata que seja a categoria. Achamos que é uma coerência você dar uma carteira de sócio ao tricolor, ele assistir o jogo das sociais, e na hora de ter os direitos, ele não ser considerado sócio para poder votar. Outra grande contribuição na democracia é a oportunidade da oposição ter assento no Conselho Deliberativo. É um órgão que representa a torcida tricolor e, nessa representação, achamos que é coerente que a oposição também faça parte, afinal de contas ela também representa o sentimento da torcida tricolor”.

Mário ainda ressaltou medidas relativas à política do Santa Cruz. O novo projeto prevê medidas de “ficha limpa” e combate ao nepotismo.

“A lei da ficha limpa, não podendo ter diretor contratado para o Santa Cruz condenado por crimes, também não se pode contratar empresa de familiares, também se adequando ao nepotismo, que tem a súmula do STF em relação a isso. O Conselho de Administração também não pode participar ninguém que grau de parentesco ou afinidade até o segundo grau”.

A primeira minuta de reforma também prevê exclusão do quadro de sócios para inadimplências a partir de um ano, limitação na antecipação de receitas, maiores garantias de recursos para as categorias de base, possibilidade de isenção de contribuição do conselheiro de baixa renda, formação da mesa diretora do CD em eleição interna, independência da comissão fiscal e redução nos Conselhos Deliberativo e de Administração.

DP

SPORT - ADVERSÁRIO NÃO VEM BEM

Há 4 jogos sem vencer, no Z4 e comandado por ex-leonino, Vitória busca reação ante Sport

Vitória vive jejum de quatro jogos sem vitórias e, além disso, o time passou em branco nas últimas quatro partidas (Foto: Pietro Carpi/EC Vitória)


Time baiano não faz gols há quatro partidas e mesmo em caso de triunfo diante do Leão, não deixará zona de degola


O ano de 2019 do Vitória é para se esquecer. Desclassificado na fase inicial do Campeonato Baiano, eliminado sem conquistar nenhum triunfo na Copa do Nordeste e brigando para sair do Z4 da Série B, o time rubro-negro vê na partida em casa diante do Sport uma chance de iniciar a reação. Com quatro jogos sem vencer e nem ao menos marcar e somando apenas 25 pontos na competição, a equipe comandada por Geninho, que ocupa apenas a 18ª posição, espera contar com seus domínios para crescer no certame. 

No primeiro confronto entre os dois Leões rubro-negros, o Sport levou a melhor. Na Ilha do Retiro, o time da casa venceu tranquilamente por 3 a 1, com gols de Guilherme (duas vezes) e Charles. O centroavante Anselmo Ramon foi quem descontou para os visitantes. Esta foi apenas uma das vezes em que a equipe baiana foi batida fora de casa na Série B. Em 13 partidas longe de Salvador, o Leão da Barra conquistou apenas nove pontos, sendo duas vitórias, três empates e oito derrotas, garantindo a sexta pior campanha como visitante. 

O desempenho nos seus domínios é um pouco melhor, mas passa longe de um time do que se espera de um time com uma das camisas mais pesadas da atual edição da Série B. Com apenas 16 pontos conquistados em 12 partidas disputadas em solo baiano, o Vitória tem passado longe de ser temido quando joga com seu mando de campo. Foram quatro vitórias, quatro empates e quatro derrotas, com nove gols marcados e nove sofridos, um aproveitamento de 44,4%. 

O Sport será o último time da sequência do G4 pela qual passou o Rubro-negro baiano. Nos últimos dois jogos, o time da Boa Terra foi derrotado por 2 a 0 pelo Bragantino e empatou sem gols com o Atlético-GO. Aliás, a seca de gols do Leão da Barra já chega a quatro jogos. A última bola a parar no fundo das redes foi no triunfo diante do Vila Nova, na 21ª rodada, quando venceu por 2 a 0.

Ex-treinador do Sport, Geninho foi contratado para tentar livrar o Vitória do rebaixamento. O técnico de 71 anos chegou ao Leão da Barra para preencher a vaga de Carlos Amadeu, que foi demitido após nove partidas. O novo comandante esteve à frente do Rubro-negro baiano em dois jogos e ainda não venceu. 


DP

terça-feira, 1 de outubro de 2019

MULTA PARA O PRESIDIÁRIO

Lula deve recolher multa de R$ 4,9 mi para migrar ao semiaberto



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve pagar uma multa de R$ 4,9 milhões à Justiça, decorrente da condenação no caso triplex, para poder migrar para o regime semiaberto - já requerido pela força-tarefa da Operação Lava Jato. O valor foi recalculado e reapresentado nesta terça-feira, 1, após a juíza decidir que houve um erro na aplicação da taxa Selic.

O valor da multa corresponde ao crime de corrupção, ou seja, a suposta aquisição do triplex e suas reformas, no valor de R$ 2,2 milhões, em 2009, mais 35 dias multa no valor unitário de cinco salários mínimos. As cifras atualizadas e corrigidas com os juros chegam à soma de R$ 4,9 milhões.

A defesa do ex-presidente chegou a pedir que, do total, fosse abatido o valor decorrente da alienação judicial do triplex, já leiloado pela Justiça. No entanto, a força-tarefa sustenta que o imóvel não pode entrar nessa conta.

Na decisão que condenou Lula a 8 anos e 10 meses, o Superior Tribunal de Justiça considerou que a venda do triplex não repercute no cálculo da indenização a ser paga pelo petista.

Progressão
A juíza da Vara de Execuções Penais, Carolina Lebbos, já chegou a frisar que "tem intimado os executados para a realização do pagamento das obrigações pecuniárias impostas e derivadas do título penal condenatório, tendo em vista as implicações penais decorrentes da ausência de pagamento - como a impossibilidade de progressão de regime prisional em relação aos crimes contra a Administração Pública".

"O fato de cuidar-se de execução provisória, portanto, não afasta a obrigatoriedade de reparação dos danos para fins de progressão de regime", diz a juíza, seguindo também decisão do STJ sobre Lula.

Em seu pedido, a força-tarefa ressalta que a "existência de garantia integral à reparação do dano e à devolução do produto do ilícito praticado, com os acréscimos legais (art. 33, § 4º, do Código Penal) é suficiente para autorizar a mudança a regime prisional mais brando".

'Agressiva violência'

Nos autos, a defesa do ex-presidente tem se insurgido contra a aplicação da multa, nos moldes em que foi imposta. Segundo os advogados, "não foram abatidos do montante de dano fixado, em desrespeito, inclusive, ao determinado por sentença condenatória".

Os advogados afirmam que a "execução penal antecipada de penas pecuniárias do modo que se almeja impor é agressiva violência ao direito de ampla defesa técnica, por causar desproporcional sufocamento econômico-defensivo".

"O cálculo do dano mínimo foi realizado em inobservância à determinação contida na sentença condenatória, onde constava que: 'no cálculo da indenização, deverão ser descontados os valores confiscados relativamente ao apartamento'", afirmam os advogados, referindo-se à sentença aplicada por Moro.

Logo, de acordo com os advogados, "necessário que os R$ 2.096.149,14 - arrematados na Alienação Judicial Criminal nº 5003232-05.2018.4.04.7000/PR - sejam efetivamente descontados dos R$ 2.424.991,00, no cálculo do dano mínimo".

Os advogados ainda dizem que a "adoção de dezembro de 2009 como marco temporal para incidência de juros, por si só, escancara a ilegalidade da privação de liberdade do Peticionário, já que evidencia uma condenação pautada por crime prescrito".

Carta do Lula
Em nota lida pelo seu advogado na tarde desta segunda-feira, 30, o ex-presidente Lula disse que não aceita "barganhar" seus direitos e sua liberdade e que os procuradores da Lava Jato devem desculpas "ao povo brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família pelo mal que fizeram à democracia, à Justiça e ao país".

A carta é uma resposta de Lula à manifestação dos procuradores de Curitiba que na sexta-feira, 27, pediram à juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena do petista, que Lula fosse transferido para o regime semiaberto.

Nas 23 linhas da nota escrita à mão, Lula não diz explicitamente que recusa a progressão de regime. Isso deve ficar a cargo da defesa do ex-presidente que vai se manifestar oficialmente sobre o pedido do Ministério Público.

Por: AE

ESCÂNDALOS SUPERADOS

Odebrecht vence 3ª licitação e acumula mais de R$1 bi em obras públicas, desde a Lava Jato

Com obras no Rio e no Pará, empreiteira receberá R$ 90 mi para duplicar rodovia no Paraná


A Odebrecht venceu a licitação para a duplicação da rodovia PR-092, que liga Curitiba a Almirante Tamandaré, no Paraná. A obra tem um custo estimado de R$ 90 milhões que, somados aos outros projetos no Rio e no Pará, acumulam um faturamento de mais de R$ 1 bilhão, na terceira licitação pública no Brasil vencida pela empreiteira desde a deflagração da Operação Lava Jato, em 2014.
Além da rodovia na capital que concentrou maioria das investigações da Lava Jato, em 2018, a Odebrecht fechou contrato com Furnas para transformar a Usina Termelétrica no município de Santa Cruz (RJ), por R$ 600 milhões, e foi contratada pela Secretaria de Transportes do Estado do Pará para fazer o BRT (transporte rápido de ônibus) de Belém, no Pará, por R$ 400 milhões.
O contrato firmado nesta segunda-feira (30) com o DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná) terá duração de 24 meses e prevê a construção de dez pontes, quatro viadutos e uma passarela de pedestres em 4,74 km da rodovia.
A obra será financiada com recursos do Banco do Brasil, que já estão disponíveis para a execução do contrato. Dez empresas disputaram a licitação.
Em junho deste ano, a Odebrecht teve o pedido de recuperação judicial aceito pela Justiça. As dívidas da empresa chegam a R$ 98,5 bilhões e é o maior pedido do tipo da história brasileira.
A recuperação envolve 21 empresas do grupo, incluindo a holding ODB e a Kieppe, que congrega a participação da família Odebrecht.
Os problemas do grupo, que chegou a faturar R$ 132 bilhões, começaram após a Lava Jato. As investigações revelaram que os executivos do grupo pagaram milhões em propinas para políticos e funcionários públicos.
Em 75 anos, a empreiteira já fez mais de 2.500 obras. Atualmente, a Odebrecht ainda está presente em 16 países e tem mais de 20 mil trabalhadores de diferentes nacionalidades. 
(Com informações da Folhapress)

POLÍTICA ECONÔMICA DESASTROSA DO PRESIDIÁRIO

A bilionária aventura petista

A desastrosa política econômico-financeira com que os governos lulopetistas tentaram proteger a economia do País do impacto da crise financeira mundial iniciada no segundo semestre de 2008, com a quebra de um dos mais tradicionais bancos de investimentos dos Estados Unidos, já custou mais de R$ 250 bilhões aos contribuintes brasileiros. E, de acordo com boletim sobre os custos fiscais dessa política elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional relativo ao quarto bimestre, mesmo tendo sido ela suspensa em 2016, já no governo de Michel Temer, continuará impondo custos ao País até 2041.
Decerto essa aventura da era lulopetista, uma das mais onerosas para a população entre tantas que ocorreram no período, produziu ganhadores. São empresas e empresários escolhidos pelos governos do PT, que lhes ofereceram dinheiro a custo muito baixo, a pretexto de estimular investimentos para impulsionar a atividade econômica. Os resultados, para o País, foram nulos ou quase nulos em termos de crescimento econômico. Mas muitos dos que tomaram dinheiro a juros negativos oferecidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) obtiveram imensos ganhos sem aumentar sua produção nem contratar trabalhadores, como era o objetivo anunciado dessas operações, pois direcionaram o valor assim obtido para investimentos financeiros muito mais rentáveis.
De acordo com o boletim do Tesouro, entre 2009 – no governo Lula da Silva, quando foi lançado o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) – e agosto deste ano, os subsídios de natureza financeira somaram R$ 74,4 bilhões. Já os subsídios de natureza creditícia alcançaram R$ 179,3 bilhões. A soma das duas modalidades de subsídios alcança R$ 253,7 bilhões, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial da inflação calculada pelo IBGE.
Os subsídios financeiros, também chamados de subsídios explícitos, resultam da diferença entre a taxa de juros recebida pelo BNDES e a taxa de juros paga por quem tomou o empréstimo. Essa diferença é repassada pelo Tesouro ao BNDES (e à Finep, em parte dos casos). Já os subsídios creditícios, ou implícitos, decorrem da diferença entre o custo de captação do Tesouro e o custo contratual dos empréstimos concedidos pelo BNDES.
Os financiamentos concedidos de acordo com o PSI registraram um grande salto entre o ano em que efetivamente começou a ser operado e o seguinte. Passou de R$ 8,3 bilhões em 2009 para R$ 18,9 bilhões em 2010, não por acaso o ano da primeira eleição presidencial vencida por Dilma Rousseff. Esses valores dão uma ideia dos recursos públicos que Lula da Silva mobilizou para eleger seu “poste”, como era considerada a candidata até então pouco conhecida do eleitorado.
Pior fez a eleita. Sem dispor de um programa articulado de preservação da relativa estabilidade fiscal de que desfrutou seu criador político e antecessor – graças sobretudo às boas condições do mercado internacional, que asseguraram o crescimento da economia brasileira e, consequentemente, da arrecadação tributária –, dedicou-se à irresponsável gastança, sempre de olho na reeleição. Os financiamentos concedidos pelo PSI subiram constantemente no governo Dilma, até alcançarem R$ 43,3 bilhões em 2016, ano em que, afinal, foi sensatamente interrompido, já no governo Temer.
No período Dilma, houve ano em que o valor destinado aos financiamentos concedidos pelo PSI superou o destinado para um programa social da amplitude do Minha Casa Minha Vida. Os governos petistas estimularam, entre outras ações, a compra de caminhões por pessoas físicas, o que fez aumentar a frota disponível, sem que a demanda crescesse na mesma velocidade. O excesso de oferta de transporte tornou-se um dos motivos principais das criminosas manifestações dos caminhoneiros, que paralisaram o País em maio do ano passado e ainda intimidam autoridades federais.
Felizmente, os subsídios concedidos pelo PT estão diminuindo, mas persistirão por muitos anos.

Estadão