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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

SPORT - MELHORES MOMENTOS

Com contrato no fim, Leandrinho elenca seus melhores momentos na temporada do Sport

Meia atuou em 38 partidas e marcou três gols em 2019 (Foto: Paulo Paiva/DP Foto)


Jogador destacou vitórias pelo Campeonato Pernambucano e na trajetória do acesso à Série A


Com o fim da temporada chega o momento dos clubes de futebol fazerem o balanço do que aconteceu de bom e ruim ao longo do ano. No Sport não será diferente. Com o encerramento da Série B, com o empate por 0 a 0 diante do Atlético-GO, em Goiânia, o Leão terminou o ano de 2019 com seus maiores objetivos no ano alcançados. O primeiro foi o título estadual e o segundo ficou a cargo da conquista do acesso.

Agora, chegou a hora de iniciar o planejamento de 2020 e de formar um elenco competitivo para a disputa da quatro competições do próximo ano. No atual elenco, vários jogadores chegaram ao Sport cedidos por empréstimo e tem contrato até o final de 2019. Um deles é o meia Leandrinho, que fez seu próprio balanço da temporada e elencou os cinco momentos mais importantes da sua temporada com a camisa do Leão. 

Em 2019, o meia emprestado pelo Botafogo fez 38 jogos e marcou três gols. Por muito tempo, o atleta foi o 12º jogador do time de Guto Ferreira, se tornando titular no mês de agosto após a saída do brasileiro-croata Sammir. 

DP

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

SANTA CRUZ - PRÉ TEMPORADA DEFINIDA

Santa Cruz define pré-temporada e não descarta parceria com cidade do interior

O Tricolor do Arruda disputará quatro competições em 2020 (Foto: Leandro de Santana/ DP Foto)


Primeira parte da preparação será realizada no CT coral e, para o retorno após recesso, clube pode fazer preparação em municípios do interior local


Após uma indefinição por conta de ajustes com o técnico, o Santa Cruz definiu o planejamento para a sua pré-temporada 2020, realizada em duas partes. A primeira do dia 10 de dezembro até o natal, no CT Ninho das Cobras, quando os jogadores terão um recesso de fim de ano, retornando, assim, no dia 2 de janeiro. Para este segundo momento, no entanto, o local ainda não está definido.

O executivo de futebol do clube, Nei Pandolfo, explicou que o clube pode promover parcerias com municípios pernambucanos para receber o Santa Cruz neste período de treinos. Ainda de acordo com o dirigente, daqui para lá o clube deve anunciar reforços - além da já esperada oficialização do técnico Itamar Schulle.

“Vamos nos apresentar dia 10 com os atletas que têm contrato e alguns que estamos negociando em andamento. Inicialmente, utilizaremos o Centro de Treinamento e, mais à frente, podemos fazer uma parceria ou um período de concentração com os atletas juntos”, disse Nei.

A preparação em cidades interioranas não é novidade para o Tricolor do Arruda. Em 2011, 2012, 2013 e 2015, por exemplo, o clube realizou a pré-temporada em Chã Grande. Já em 2014, os treinamentos foram em Sairé. Ambos os municípios no Agreste. 

Atualmente, o Santa Cruz conta com apenas com o zagueiro Danny Morais e o atacante Pipico de remanescentes para a próxima temporada, além dos jogadores da base que estão sendo utilizado na Copa Pernambuco. Está, inclusive, nos planos do clube a utilização dos principais nomes do campeonato sub-23, cujo mais conhecido é o do volante Ítalo Henrique, titular no primeiro semestre.  

“Alguns atletas vão participar dessa primeira etapa de treinamento. Estamos acompanhando as finais (da competição) e os atletas que estão se destacando mais vão integrar o elenco já nesta preparação em dezembro”, concluiu.
 
O Santa Cruz terá quatro competições no ano que vem. A estreia na temporada será dia 18 de janeiro, pelo Campeonato Pernambucano, contra o Petrolina, às 18h, no estádio do Arruda.  

DP

SPORT - SELEÇÃO DA SÉRIE B

Vice-campeão nacional, Sport encabeça seleção da Série B, de acordo com site de estatísticas

Com 17 gols pelo Sport, Guilherme foi o artilheiro da Série B 2019 (Foto: Paulo Paiva/DP Foto)


A equipe emplacou três representantes de linha, sendo o volante Charles e os atacantes Guilherme e Hernane eleitos para o '11 ideal' da competição


A campanha do vice-campeonato do Sport na Série B segue rendendo frutos. Dessa vez, aos destaques individuais da trajetória que culminou no acesso do Leão à Série A. De acordo com o site de estatísticas esportivas Footstats, que analisou a Segundona em diversos critérios, o Leão foi o único time a emplacar três jogadores de linha no time ideal do campeonato, um a mais que o líder Bragantino. O quarto colocado Atlético-GO teve três, emplacando o melhor goleiro e mais dois jogadores. 

Destacado pela regularidade, o volante Charles foi representante rubro-negro do meio-campo devido ao grande número de desarmes. Ao todo, foram 116 na competição, com 103 deles sendo bem sucedidos, estatísticas que lhe conferiram uma eficácia de 88,8% de roubadas de bola efetivas no campeonato. O segundo colocado foi o seu companheiro na seleção. Claudinei, do CRB, foi responsável por 105, sendo 85 deles corretos, uma acurácia de 81%.

Quem fechou o meio-campo foi o meia Claudinho, destaque do Bragantino. O jogador foi escolhido o craque da competição após liderar quatro critérios analisados pelo site. Ninguém deu mais assistências para gol (11), finalizou mais (113), acertou mais dribles (55) ou teve mais tempo com a bola nos pés (63 minutos), que o camisa 37 do campeão brasileiro da Série B.

Os outros dois jogadores do Leão a serem escalados no time dos sonhos da Segunda Divisão em 2019 foram os atacantes Hernane e Guilherme. Ao lado de Mike, ex-leonino, que foi destaque do Atlético-GO, os dois artilheiros do Sport foram responsáveis por 31 dos 49 gols do time na competição. Com destaque para o camisa 11 rubro-negro que foi artilheiro do certame com 17 gols e jogador com o maior número de participações diretas em gol (23). 

Outro jogador com passagem pelo Sport que esteve na seleção do campeonato foi o zagueiro Léo Ortiz. Com passagem pelo Leão em 2018, quando o time foi rebaixado para a Segunda Divisão, o defensor viveu excelente momento na defesa do Massa Bruta, que foi a menos vazada em 2019, com apenas 27 gols sofridos. 

A surpresa da seleção foi a escolha de Marlon Farias, lateral esquerdo do Criciúma, clube que foi rebaixado à Série C, como o melhor da sua posição na Segundona. O jogador foi quem mais acertou cruzamentos (92) no campeonato e o quinto com o maior número de passes (1537) em toda a competição. 

Assim, o time acabou escalado com Kozlinski (Atlético-GO); Jonathan (Atlético-GO), Léo Ortiz (Bragantino), Sabino (Coritiba) e Marlon Farias (Criciúma); Claudinei (CRB), Charles (Sport) e Claudinho (Bragantino); Mike (Atlético-GO), Guilherme e Hernane (Sport)


DP

NÁUTICO - ANUNCIANDO EMPRÉSTIMO

Afogados da Ingazeira anuncia volante Willian Gaúcho, do Náutico, para o Pernambucano

Jogador tem contrato com o Náutico até junho de 2020 (Foto: Ricardo Fernandes/DP)


É a terceira vez que o jogador é emprestado pelo Timbu desde sua chegada


Integrante da Série A1 do Campeonato Pernambucano 2020, o Afogados da Ingazeira segue se reforçando para o estadual da próxima temporada. O mais novo reforço é o volante Willian Gaúcho, que pertence ao Náutico. O jogador de 21 anos chega por empréstimo até o final da competição.

É terceira vez que o jogador é repassado para outro clube. Após um pequeno destaque no Pernambucano de 2018, com dois gols e integrando o elenco que acabou campeão estadual, Willian Gaúcho acabou perdendo espaço no elenco principal. Ele tem contrato com o Timbu até junho de 2020.

Depois, acabou atuando pela equipe sub-20 do Timbu e, neste ano, foi emprestado ao América-PE para a disputa da Série D e depois para o Aimoré-RS para a disputa da Copa Seu Veradi, organizada pela Federação Gaúcha de Futebol.

Além de Willian Gaúcho, o Afogados da Ingazeira segue se reforçando para o Pernambucano 2020.  O técnico Pedro Manta, vice-campeão da Série A2 com o Retrô irá comandar o time. Nomes como o goleiro Hallef e o atacante Candinho também já estão confirmando na Coruja.
 
O Afogados estreia no Pernambucano no dia 19 de janeiro, no Vianão, contra o Salgueiro. O time ainda disputará na temporada 2020 a Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro.

DP

SANTA CRUZ - NOVO TREINADOR

Santa Cruz anuncia Itamar Schulle como novo técnico

Itamar realizará seu primeiro trabalho em PernambucoFoto: José Tramontin/OFEC


Clube confirmou o nome do treinador na noite desta segunda-feira, através do seu site oficial

Sem fugir do que já era esperado, o Santa Cruz anunciou nesta segunda-feira (02) Itamar Schulle como o novo técnico. A oficialização foi feita nas redes sociais do clube e ainda contou com boas vindas e felicitações ao catarinense, que pela primeira vez fará sua passagem à frente de um time pernambucano.
Mesmo com a Série B ainda em andamento até o último sábado (30), o ex-técnico do Vila Nova já vinha contribuindo com o planejamento do clube coral, indicando jogadores, ao lado do executivo de futebol do Santa Cruz, Nei Pandolfo. Com vasto currículo, principalmente à frente de clubes de futebol da região Sul do Brasil, Itamar já teve passagem por 25 equipes, entre elas o Brusque/SC, Operário/PR, Botafogo/PB e Cuiabá/MT, clube pelo qual foi bicampeão matogrossense e conquistou o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro do ano passado.
Dentro do perfil estabelecido pela cúpula tricolor, entre os vários desafios, o catarinense de 52 anos tentará repetir o feito no Santa Cruz, tendo como principal missão conduzir a Cobra Coral para a conquista do acesso à segunda divisão nacional.


CAOS NO JUDICIÁRIO BAIANO

Passado, presente e futuro do Judiciário baiano estão no banco dos réus

Ex, atual e futura presidente do TJBA estão envolvidos em falcatruas reveladas pela Polícia Federal


No mais impressionante escândalo da História recente do Judiciário, a Operação Faroeste, da Polícia Federal, revelou um Tribunal de Justiça da Bahia enrolado com corrupção no passado, no presente e no futuro. A começar pela inacreditável ex-presidente Maria do Socorro Barreto Santiago, presa sexta (29) no esquema criminoso de R$581 milhões. A sorte é que a Justiça brasileira é composta de maioria de magistrados honrados como o ministro Og Fernandes (STJ), que acabou a farra. 
O presidente da corte, Gesivaldo Britto, o presente do TJBA, também foi afastado por envolvimento no esquema de venda de sentenças.
A cara do futuro do TJBA era Maria da Graça Osório Pimentel Leal: não fosse a PF, ela teria sido eleita presidente no dia seguinte à operação.
Para completar a tragédia que deixa os baianos em estado de choque, o governador Rui Costa (PT) teria também seus laços com a safadeza.
 A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

PAULEIRA NO PT

PSB já prega distância de Lula

No congresso da autorefoma do PSB, no Rio, com direito a descampar  para o debate internacional, choveu pauleira no PT e a pregação, quase consensual, de que o partido deve se distanciar do lulismo-petismo e da própria sombra do ex-presidente Lula.
Então lulista de carteirinha, o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, disse que as falas de Lula, após a sua soltura, isolam o PT, quando afirmam que o partido não nasceu para apoiar, mas para ser apoiado, abrindo, assim, o caminho para candidaturas próprias nas capitais e em colégios eleitorais acima de 200 mil eleitores.
“Lula se comporta muito mais como chefe de partido, quando deveria ser um líder com estatura para aglutinar mundialmente setores afinados com a democracia”, reclamou Coutinho. “Se o PT acha que não precisa fazer autocrítica, essa já é a nossa maior diferenciação”, bradou o ex-governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg.
Nem livre, nem preso 
Uma das falas que mais repercutiram foi a do vice-presidente nacional do PSB, Beto Albuquerque (RS). “Não somos nem Lula livre nem Lula preso. Isso é questão da justiça. Nossa luta é pela democracia e contra a brutal desigualdade”, disse. O deputado Júlio Delgado (MG) afirmou que o PSB já se afastou do PT ao discordar de NIcolás Maduro e sair do Foro de São Paulo.
Voz destoante 
Já o prefeito Geraldo Júlio, que tem interesse na manutenção da aliança com o PT no Recife, foi dissonante. Para ele, o debate deve se concentrar na melhoria da vida dos brasileiros e pregou a união da oposição para o combate as perdas sociais. “Não é o momento de discutir a hegemonia de A, B ou C”, afirmou. Pelo jeito, não há consenso no divórcio com Lula.

por Magno Martins 

PLANO B

Incerteza na homologação de partido faz Bolsonaro falar em plano B

Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Sem partido, Bolsonaro reduz apostas para eleições municipais de 2020
Presidente terá poucos candidatos a prefeito e deve usar outras legendas

Sem ter certeza de que o Aliança pelo Brasil, seu novo partido, será homologado antes das eleições municipais, o presidente Jair Bolsonaro vem orientando os apoiadores que sonham chegar às prefeituras em 2020 a terem um plano B, buscando abrigo em alguma legenda para não ficarem de fora da disputa. O presidente tem prometido também, conforme relatos feitos ao GLOBO, que dará seu apoio a alguns poucos candidatos considerados de confiança e alinhados ideologicamente em cidades estratégicas.
Na avaliação de Bolsonaro e seu filhos, este é o momento em que é melhor "perder em quantidade para ganhar na qualidade dos candidatos". O pano de fundo dessa estratégia é evitar que se repita o que houve nas eleições do ano passado, quando vários candidatos a deputados e senadores se elegeram sob o manto do bolsonarismo pelo PSL , mas romperam com o presidente no racha envolvendo a crise com a legenda comandada por Luciano Bivar .

O Globo

PERDENDO SERVIDORES

Economia e aposentadoria fazem União perder servidores

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo 
Com freio nos concursos e aposentadoria recorde, União perde 24 mil servidores. Estimativa é que o Executivo federal feche o ano com 613 mil funcionários com menor contratação desde 2001.

O governo fechará 2019 com o menor número de contratações de servidores em quase duas décadas. Até outubro, 9.784 funcionários haviam entrado no Executivo federal por meio de concurso público, segundo o levantamento mais recente do Ministério da Economia. Nesse ritmo, o total de ingressos este ano deve ser o mais baixo desde 2001.
Na prática, o número de servidores na ativa encolheu bem mais por causa do recorde no número de aposentadorias às vésperas da reforma da Previdência, promulgada no mês passado. Só nos primeiros dez meses do ano, foram 33.848. Assim, o saldo entre entradas e saídas de funcionários no Executivo federal está negativo em cerca de 24 mil trabalhadores este ano.
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Em dezembro de 2018, havia 630 mil. A estimativa do governo é que o quadro de servidores ativos feche o ano em no máximo 613 mil com o menor ritmo de convocação de concursados de seleções já realizadas ainda válidas.
Os dados compilados pelo GLOBO revelam o resultado da política de enxugamento do serviço público capitaneada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Para especialistas, a baixa reposição é importante para racionalizar gastos com pessoal. Entidades ligadas aos servidores alertam, no entanto, para o risco de comprometimento dos serviços prestados à população.
Em 2018, a União nomeou 13.360 novos servidores. Para alcançar esse patamar este ano, precisaria contratar mais de 3.500 funcionários até dezembro. Isso significaria quase dobrar o volume mensal de ingressos registrado até agora. Não é o que o governo pretende.
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Segundo o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, o plano é apostar em digitalização de serviços, remanejamentos, reformulação de carreiras e terceirização, com a contratação de mais funcionários temporários, para conter o peso da folha nas contas públicas:
— É um trabalho de ganho de eficiência e produtividade, uma mudança de perfil de profissional e também, como é de conhecimento de todos, consequência de uma restrição orçamentária que faz com que a gente tenha um cuidado ainda maior na hora de fazer contratações ou nomeações.
Queda de 50% até 2030
O freio na contratação é uma das ações recomendadas por especialistas para reequilibrar o Orçamento. Há duas semanas, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, projetou que o governo pode reduzir pela metade o total de servidores ativos, para 383 mil, se não repuser nenhum aposentado até 2030.
O órgão que mais perdeu gente em 2019 foi o INSS, que concede aposentadorias e outros benefícios a trabalhadores do setor privado. Até a última quinta-feira, 6.006 funcionários do órgão haviam se aposentado e só três haviam sido contratados. As saídas no instituto respondem por quase 20% de todas as baixas no funcionalismo federal neste ano. Com a debandada, o quadro de servidores na autarquia caiu de 29 mil para 23 mil.
Para evitar um apagão, o INSS recorreu à digitalização de serviços e remanejamento de pessoal dentro do próprio órgão. Hoje, dos 96 serviços prestados pelo órgão, 90 podem ser feitos pela internet ou pelo telefone. O número de funcionários dedicados apenas aos processos de pedido de benefício saltou de 2.751 para 6.686, mesmo com a redução no quadro geral. Isso foi possível com a redução do pessoal em áreas menos essenciais, como a administrativa. Não faltam queixas dos usuários, mas Renato Vieira, presidente do INSS, diz que essa transformação está aumentando a produtividade do órgão. Em outubro, foram decididos 977 mil pedidos de benefício, 49% a mais que os 655 mil processados em janeiro.
— Ninguém pode imaginar que, com menos servidores, a qualidade do serviço permaneça igual se nenhuma medida for tomada — diz Vieira.
Sindicatos criticam
A falta de contratações em outras áreas preocupa sindicatos ligados ao funcionalismo federal. Segundo Kléber Cabral, presidente do Sindifisco, que representa auditores da Receita Federal, o último concurso público para o órgão foi realizado em 2014.
— Em 2007, éramos 12 mil auditores fiscais. Hoje, pouco mais de 8 mil. A Receita está fechando unidades, delegacias e agências, não apenas por questões de restrição orçamentária, mas também por falta de pessoal. A galinha dos ovos de ouro vai acabar morrendo de fome — critica.
Maurício Porto, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa), reclama da dificuldade de convocação dos concursados aprovados em 2017. A seleção habilitou 547 candidatos, dos quais 247 foram para um cadastro de reservas. No último dia 21 de novembro, o Ministério da Agricultura recebeu autorização para nomear 100 desses aprovados, mas a categoria considera a reposição insuficiente.
— Hoje temos 2,5 mil fiscais em atuação, e o ideal seria 4 mil. É uma situação bastante crítica e um limitante para o crescimento do agronegócio e das exportações brasileiras — argumenta Porto.
Procurada, a Receita informou que a decisão sobre concursos cabe ao Ministério da Economia. A pasta disse que novos concursos estão suspensos e que a prestação de serviços à população não será prejudicada. O Ministério da Agricultura não respondeu.
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Na avaliação do economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, há espaço para cortes no funcionalismo e redução de gastos. O impacto fiscal de aposentados é baixo, porque eles continuam na folha de pagamento como inativos, mas a redução dos concursos tem efeito no longo prazo.
— Existe um trabalho para reduzir (o quadro) sem perder eficiência. A sensação é de que tem muita gente sobrando — diz Velloso.
Uma portaria editada pelo governo em julho do ano passado flexibilizou as regras para transferências de funcionários entre órgãos e estatais, liberando os deslocamentos sem a necessidade do aval do órgão de origem do funcionário. Para Lenhart, da secretaria de Gestão, todas as medidas de contenção da folha têm como objetivo reforçar uma mudança de cultura no funcionalismo:
— Havia uma cultura de olhar para a trás e não para a frente quando vai fazer concurso público. Se tinha uma carreira com 600 vagas e 200 saem, a tradição era pedir mais 200. Só que isso não significa que você vai conseguir atender aos desafios do futuro.
Impacto nos "concurseiros"
A política do governo de reduzir a folha de pessoal deve causar incerteza para quem está no chamado cadastro de reserva dos concursos. A contratação desses candidatos está sujeita a regras mais duras desde março deste ano, quando um decreto limitou os poderes dos órgãos de convocar.
Os concursos têm validade de dois anos, prorrogáveis por mais dois. Os editais determinam o número de vagas a serem preenchidas. Aprovados num concurso de 200 vagas, por exemplo, vão para a reserva a partir da posição 201.
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Até março, o Ministério da Economia podia autorizar que órgãos convocassem até 50% mais que o previsto no edital. Agora, só 25%. Mas, segundo o secretário de Gestão, Wagner Lenhart, o plano do governo é não ir além das vagas previstas nos editais, contemplando apenas os que têm direito adquirido. O governo não tem estimativa de quantos estão nas duas situações. Cada órgão tem sua estatística.
A queda no número de contratações já colocou em alerta o mercado voltado para os chamados “concurseiros”. O advogado Marcos Kolbe, sócio de um escritório especializado, diz que a demanda por nomeações na Justiça aumentou:
— O escritório este ano voou. O problema é que existem vagas, mas estão precarizadas com temporários. Hoje, 70% dos processos são sobre isso.
O quadro forçou uma readaptação nos cursinhos. Segundo Arthur Lima, sócio do Direção Concursos, candidatos têm migrado para outras áreas do serviço público, como a Justiça. Ele lembra que seleções como a do INSS, que não ocorreu este ano, costumam atrair até 1 milhão de pessoas:
— Houve de fato diminuição no Executivo federal. O concurseiro precisou olhar para outras oportunidades. Um exemplo foi o concurso do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O número de inscritos na seleção deste ano dobrou em relação ao último, de 2014.

O Globo - Marcelo Corrêa

DINHEIRO E POLÍTICA

Congresso e o financiamento político privado de campanhas eleitorais

Foto: EBC

Congresso precisa encarar o debate do financiamento político privado
Dependência exclusiva do dinheiro público é cômoda, mas se mostra inviável, além de abusiva
O país enfrenta uma grave crise, empresas lutam pela sobrevivência e nas ruas há mais de 12 milhões de pessoas desempregadas. Os partidos políticos, porém, continuam enriquecendo.
Devem partilhar R$ 3,5 bilhões extraídos do orçamento federal em 2020, ano de renovação de 5,5 mil prefeituras e Câmaras Municipais.
Derrubar vetos presidenciais à nova legislação eleitoral, na semana passada, foi o atalho encontrado pelos parlamentares para aumentar de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,5 bilhões o volume de recursos públicos destinado ao financiamento eleitoral.
Esse valor será definido na lei orçamentária anual a ser aprovada nas próximas três semanas. A ele soma-se outro R$ 1 bilhão em compensações fiscais para publicidade — propaganda eleitoral gratuita é mito.
Se confirmado esse cenário, a partir de janeiro os partidos vão custar R$ 290,6 milhões por mês aos contribuintes. Significa uma despesa de R$ 72,6 milhões por semana.
Donos das maiores bancadas na Câmara, PSL e PT receberão R$ 29,1 milhões mensais. Terão a dimensão de empresas com faturamento semanal de R$ 7,2 milhões.
O dinheiro é público e são precários o controle e a fiscalização do seu uso. Enriquece a burocracia partidária e até motiva guerras internas, como no PSL pelo qual se elegeu o presidente Jair Bolsonaro. Derrotado na disputa pelo controle, preferiu tentar construir outro partido.
São inúmeras as regalias proporcionadas com dinheiro público nessa estrutura partidária cara, sem controle, incapaz de se reinventar depois das revelações sobre sua intimidade financeira na Operação Lava-Jato. Um dos privilégios é o uso de recursos extraídos do Erário para custear a assistência jurídica de lideranças partidárias com problemas na Justiça.
É um paradoxo que chefes da burocracia partidária, eventualmente condenados por corrupção, tenham a sua defesa totalmente financiada pelo Erário fraudado. Pune-se a vítima, a sociedade ludibriada, duplamente.
O Congresso deveria se empenhar em mudar a sustentação financeira, o financiamento de campanhas eleitorais e o controle do dinheiro que circula nos partidos. A dependência exclusiva do dinheiro público é cômoda, mas se mostra inviável, e já chega a ser abusiva. Se bem regulado, o financiamento político com recursos privados é boa alternativa, como mostram inúmeros países do continente e da Europa. Faltam bom senso, equilíbrio e, principalmente, seriedade no debate desse tema no Congresso.

O Globo - Editorial

BRONCA NO MÉXICO

México registra mais um embate entre governo e tráfico

Prédio público baleado no estado mexicano de Coahuila - 01/12/2019 (Twitter/Reprodução) 
Entre os mortos em confrontos há quatro policiais e 17 supostos criminosos. Total de 21 mortos.

A violência do tráfico de drogas piorou no México nas últimas 24 horas depois dos tiroteios entre policiais e narcotraficantes registrados no estado de Coahuila, no nordeste do país, que até agora deixaram 21 mortos, quatro agentes de segurança e 17 supostos criminosos.
Na madrugada deste domingo, outros sete suspeitos de tráfico de drogas foram mortos pelas forças de segurança para elevar o número para 21 depois dos confrontos que começaram no sábado, ainda a luz do dia, no município de Villa Union, na fronteira com os Estados Unidos.
Até sábado à noite, tinha sido relatada a morte de pelo menos 14 pessoas, que entraram em confronto com a polícia e supostos integrantes do Cartel do Nordeste (CDN) no município, confirmou no sábado o governador de Coahuila, Miguel Riquelme, à imprensa.
O governador declarou que o CDN vinha tentando entrar diariamente em Coahuila e fez um apelo à população. “Quero pedir calma, não vamos permitir a reentrada do crime na nossa região. Vamos usar a força do Estado mexicano para enfrentar esse tipo de crime”, declarou.
Em relação aos sete criminosos mortos neste domingo, o Centro de Comando, que coordena as forças de segurança federais e estaduais, informou os indivíduos tentaram fugir por uma estrada vizinha para o estado de Nuevo León.
Os incidentes violentos na parte norte do estado começaram no sábado, quando uma caravana de cerca de 20 veículos lotados de homens armados chegou em estradas vizinhas à Villa Unión, uma pequena cidade a menos de 60 quilômetros ao sul da fronteira com os EUA.
O governo de Coahuila detalhou que alguns dos veículos eram blindados à mão pelos próprios criminosos, com o acrônimo do CDN pintado nas portas, e duas vans tinham rifles Barret de calibre 50 milímetros.
No conflito, seis policiais foram feridos, embora estejam fora de perigo, enquanto várias pessoas estão desaparecidas. A lista inicial era maior, mas, segundo Riquelme, quatro crianças foram encontradas.

Da Veja - Por EFE

AVALIANDO PROCESSOS

STJ manda Justiça Federal avaliar processos sobre torturas

Foto: Agência Brasil
STJ manda determina que Justiça Federal avalie, oor ora, processos sobre torturas.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Rogério Schietti Cruz determinou que, por ora, a Justiça Federal terá competência para analisar os processos apresentados pelo Ministério Público Federal sobre denúncias de tortura contra presos em penitenciárias da região metropolitana de Belém, no Pará. Os crimes teriam sido cometidos no âmbito da Força-Tarefa da Intervenção Penitenciária (FTIP), autorizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em agosto.
O processo chegou ao STJ devido a conflito de competência entre as justiças estadual e federal do Estado: após a justiça federal autorizar acordo formado pelo MPF que autorizaria fiscalizações da situação de presos pelo Conselho Penitenciário do Estado do Pará, a justiça estadual determinou decisão suspendendo os termos e afirmando que o Ministério Público estadual não foi consultado sobre o caso.
O acordo firmado pela procuradoria e aprovado pela justiça federal previa que os presos seriam levados ao Centro de Perícias Científicas Renato Chaves a fim de averiguar evidências de crimes de tortura. Segundo o MPF, foram relatados casos de relatos de violência física e moral, privação de alimentação, de água e de medicamentos e falta de assistência à saúde. O acordo foi homologado pelo Jorge Ferraz de Oliveira Junior, da 5ª Vara Federal do Pará.
A justiça estadual, no entanto, suspendeu os termos para atender o Ministério Público estadual. A promotoria disse que o acordo “prejudica o sucesso da rotina proibida instaurada pela força-tarefa”, que restringia visita de familiares e advogados dos presos.
A divergência entre as decisões levou o ministro Rogério Schietti Cruz a determinar que, por se tratar de emprego de força-tarefa, cabe ao Ministério Público Federal atuar no “controle externo da atividade policial”. Por essa razão, determinou a suspensão da decisão da justiça estadual e a designação da 5ª Vara da Seção Judiciária do Pará para resolver, “em caráter provisório”, as medidas urgentes necessárias relativas ao caso.
O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública em agosto para levar à Justiça as denúncias de tortura sofrida por presos detidos em presídios da região metropolitana de Belém que estão sob foco da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP). A procuradoria afirma ter recebido relatos de violência física e moral, privação de alimentos, água e medicamentos, falta de assistência à saúde e de materiais de higiene e suspensão de visitas de familiares e advogados.
Em nota, o MPF pede que pessoas que tenham tido acesso aos detentos, mas não tem vínculo de parentesco com eles, colaborem com as investigações prestando depoimentos de forma anônima ou sigilosa.
As denúncias podem ser feitas de maneira anônima, sem identificação alguma, mediante depoimento pessoal, diretamente com os procuradores da República que atuam no caso. Os encontros devem ser agendados pelos telefones (91) 3299-0119 e (91) 3299-0131.
Os relatos também podem ser feito de maneira sigilosa – quando os dados do denunciante ficam registrados, mas seu acesso não é concedido a terceiros.
Nesse caso, a manifestação deve ser enviada para a Sala de Atendimento ao Cidadão (SAC) do MPF, com referência ao caso e numeração do caso ao qual a denúncia se refere:
Complexo Penitenciário de Americano: procedimento nº 1.23.000.001583/2019-54
Centro de Reeducação Feminino: digi-denúncia nº 20190071002/2019


Da IstoÉ - Por Estadão Conteúdo