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domingo, 1 de maio de 2022

MUSEU FECHADO PELA JUSTIÇA

Após denúncia do deputado Gil Diniz, Museu da Diversidade Sexual fecha por decisão da Justiça de SP

O Museu da Diversidade, localizado no Metrô República, vinculado à Secretaria da Cultura do estado de São Paulo anunciou seu fechamento na noite desta sexta (29), por meio de sua conta no Instagram.

O fechamento por tempo indeterminado atendeu à uma decisão judicial que acatou denúncia de irregularidades envolvendo a organização social que gerencia o local, a informação foi confirmada pelo Instagram da museu, neste sábado (30).

A denúncia foi feita pelo deputado estadual Gil Diniz (PL), conhecido como “Carteiro Reaça”,  que questionou a destinação de verbas para instituição.

Em seu argumento, o parlamentar aponta possíveis irregularidades cometidas pelo Instituto Odeon, responsável pelo espaço, na administração do Theatro Municipal no ano de – cujo contrato à época foi rompido por reprovação das contas.

Neste sábado seria o lançamento de exposição com Drag Queens paulistanas.

No Twitter, o deputado federal comemorou a decisão do desembargador Carlos Otávio Bandeira Lins, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

EX-PRESIDIÁRIO QUER SOLTAR COMPANHEIROS

Lula defende que “meninos de 17, 18, 19, 20” presos sejam perdoados em vez de Silveira


Ex-presidiário fez a declaração em evento com mulheres da Brasilândia, na periferia de São Paulo. 


Neste sábado (30), o ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) deveria indultar jovens presos que não têm advogado, e não o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ). 

O ex-presidiário fez a declaração em evento com mulheres da Brasilândia, na periferia de São Paulo. 

“Está cheio de meninos de 17, 18, 19, 20 anos que foram presos, nem se sabe o crime que cometeram, não têm advogado porque não podem pagar, e esse presidente ao invés de visitar uma cadeia e dar indulto para quem merece indulto resolveu dar indulto para um amigo seu que tinha cometido a barbaridade de ofender a Suprema Corte”, disse o petista.

Segundo o ex-presidiário Lula, Bolsonaro “só conhece ódio, ódio, ódio e ódio”. “Ódio contra sindicalista, ódio contra LGBT, ódio contra quilombola, e agora é ódio com a Suprema Corte”, declarou.







CERTIFICADO DA ONU

Tropa da Marinha do Brasil recebe certificação máxima para missões de paz da ONU

Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil.

Pela primeira vez, uma tropa brasileira recebeu a certificação nível 3 da Organização das Nações Unidas (ONU) para atuação no Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz, que organiza as chamadas missões de paz. Essa é a certificação máxima da ONU e, no momento, o grupamento brasileiro é o único disponível no mundo com esse nível para acionamento em caso de necessidade.

O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais de Emprego Rápido em Força de Paz foi notificado da certificação no dia 18 e, nesta semana, fez exercícios de treinamento, com demonstrações na quinta-feira (28) para autoridades militares, estudantes de relações internacionais, aspirantes da Escola Naval e a imprensa, no Complexo Naval da Ilha do Governador, zona norte no Rio de Janeiro.

A tropa da Divisão Anfíbia é formada por 220 militares, sendo 10% de mulheres, organizada em três componentes: comando, combate terrestre e apoio de serviços ao combate. O comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, vice-almirante Carlos Chagas Vianna Braga, destacou que a atuação ocorre também em emergências no Brasil, como a de Petrópolis, em fevereiro, e a Operação Acolhida, de atendimento humanitário aos refugiados e migrantes venezuelanos em Roraima.

“Somos uma tropa profissional, de pronto emprego e expedicionária. No início deste ano, em menos de seis horas, chegamos a Petrópolis para prestar ajuda à população, duramente atingida pelas chuvas. Também temos tido atuações importantes nas operações de paz, sempre em prol dos interesses internacionais do Brasil, como no Haiti e no Líbano.”

Os exercícios incluíram o estabelecimento de corredores humanitários com emprego de carros lagarta anfíbios; ações de ajuda humanitária com equipe de engajamento, composta por 50% de mulheres; desativação de artefatos explosivos com utilização de robôs; emprego gradual da força e progressão em ambiente urbano com tiro tático e munição real.

O grupamento coloca à disposição das missões de paz viaturas blindadas, anfíbias, para transporte não especializado, frigorífica, cisternas de combustível e de água, além de equipamentos de engenharia como pá carregadeira e retroescavadeira. Também foi apresentada a Base de Operações Temporárias, que pode ser montada em três dias com capacidade para 250 militares, incluindo unidade médica, odontológica, banheiros, cozinha, estação de tratamento de água e coleta de esgoto.

Certificação
A vistoria da ONU foi feita em julho do ano passado, e a expectativa da Marinha era atingir o nível 2 de certificação. Segundo o Ministério da Defesa, o Sistema de Prontidão foi criado em 2015, e o Brasil já tinha tropas da Marinha e do Exército no nível 2. Atualmente, o país tem oito tipos de unidades prontas para entrar em ação se acionadas pela ONU e pelo governo, além desse grupamento nível 3, o único disponível no momento em todo o mundo com essa certificação.

No nível 1, o País Contribuinte de Tropa ou Policial (TCC/PCC, do inglês Troop/Police Contributing Country) manifesta oficialmente o interesse em oferecer uma capacidade em força de paz a ser empregada em missões. O nível 2 significa que o Secretariado das Nações Unidas verificou os requisitos previstos para a qualificação em vistoria e assessoramento. E no nível 3 é confirmado o grau de preparação que atende às condicionantes da ONU.

O relatório da ONU sobre o grupo da Divisão Anfíbia destacou que “os Fuzileiros Navais do Brasil possuem mentalidade expedicionária, móvel e ágil; altos padrões de prontidão operativa e de pessoal; forte comando e controle; elevada moral e disciplina e são bem treinados.”

O vice-almirante Carlos Chagas Vianna Braga destaca que, para atingir esse nível, os batalhões passam pelo treinamento chamado de “pacote azul”, com as particularidades requeridas pela ONU para se tornar um “boina azul” ou “capacete azul”, como são conhecidos os integrantes das forças de paz.

“O pacote verde é aquele treinamento que todas as forças fazem naturalmente, um treinamento de infantaria básica, de tiro, um treinamento de direção. Agora tem a legislação específica da ONU, como a ONU funciona, algumas habilidades que só são utilizadas na ONU, a questão das mulheres, paz e segurança, tudo isso faz parte do que a gente chama de pacote azul.”

Participação brasileira
De acordo com o subchefe de Operações Internacionais do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, do Ministério da Defesa, brigadeiro do ar Álvaro Marcelo Alexandre Freixo, o Brasil atua no momento em 11 missões de paz, com um total de 79 militares ou policiais, em locais como o Chipre, República Centro-Africana, Saara Ocidental, República Democrática do Congo, Guiné Bissau, Sudão e Sudão do Sul.

“Nós temos missões individuais, com oficiais do Estado-Maior, observadores, que compõem um outro contingente, de uma outra missão que está acontecendo sobre responsabilidade de outro país. Nós temos também vários force commander no mundo, pela nossa capacidade de realmente atuar bem. Então nós temos dois ou três generais espalhados pelo mundo que são chefes de uma missão, ainda que nós não tenhamos um contingente ali.”

As últimas participações em que o Brasil enviou tropas foram a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah), de maio de 2004 a outubro de 2017, com 36 mil militares, e a Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), de janeiro de 2011 a dezembro de 2020, com 4 mil participantes.

O professor do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC- Rio), Ricardo Oliveira, integrante da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Operações de Paz, explica que a iniciativa de uma missão de paz começa com um levantamento das Nações Unidas sobre as demandas de segurança no sistema internacional.

“Então a ONU identifica no âmbito do Conselho de Segurança, também no âmbito da Assembleia Geral, algumas situações, alguns cenários de crise que demandam essa intervenção. Claro que é uma decisão ultimamente política. O Conselho de Segurança aciona o Secretariado-Geral, que por sua vez faz uma consulta com os Estados-Membros para saber se eles estão dispostos a contribuir com os esforços de manutenção da paz e da segurança internacional.”

Depois desse contato, o país consulta órgãos nacionais como as Forças Armadas e os ministérios das Relações Exteriores, da Defesa e da Economia. Para Oliveira, a participação do Brasil nas missões contribui para a diplomacia do país, bem como para atuação no próprio território.

“Essa contribuição é muito importante não apenas para tornar o Brasil um importante ator nos assuntos de segurança internacional, mas também reverbera positivamente do ponto de vista doméstico, da expertise alcançada no que diz respeito à aquiescência desses padrões internacionais de manutenção da paz e da segurança nacional. Então o nível de excelência aqui alcançado permite com que o Brasil difunda essa expertise, esse know how, inclusive para treinar outros contingentes ao redor do mundo no sistema internacional.”

Desde 1948, o Brasil participou de 50 missões de paz da ONU, envolvendo quase 60 mil militares.

O brigadeiro do ar Álvaro Marcelo Alexandre Freixo destaca o trabalho para coibir eventuais irregularidades na atuação das tropas, como casos de abuso e exploração sexual. Segundo ele, a ONU cobra dos Estados-Membros rigor na conduta dos enviados e na apuração de denúncias.

Todos os anos, as Nações Unidas atualizam um relatório com levantamento dos casos e medidas especiais de proteção contra a exploração e abuso sexual. Segundo o último relatório, lançado em março, em 2021 foram recebidas 445 denúncias. No ano anterior, foram 387. Do total de 2021, 194 denúncias foram recebidas em todo o sistema, sendo 75 relacionadas à manutenção da paz, 115 a entidades das Nações Unidas e quatro envolvendo forças de segurança não pertencentes à ONU anteriormente destacadas. Além disso, 251 alegações envolveram entidades não relacionadas à ONU, como organizações não governamentais.

Freixo destaca que, no caso do Brasil, as devidas investigações têm sido feitas. “Toda vez que é feita uma denúncia ou uma suspeita, tem uma investigação por parte do Ministério da Defesa junto às forças. Isso é cobrado e a gente envia todos os relatórios, até mais do que a ONU pede. A ONU normalmente pede um investigador e um relatório, e a partir daí é informado um resultado. Nós mandamos todos os processos, foram muito poucos, por volta de dois ou três na história. Nós insistimos nesse pacote azul e não vai haver nenhuma forma de denúncias não serem apuradas com o rigor da lei.”

Ele explica que a agenda de paridade de gênero adotada pela ONU também é uma forma de coibir esse tipo de problema. “Esse é um grande pedido da ONU para nós, justamente para dar mais confiabilidade nas missões de paz, porque é muito complicado para uma mulher que está sofrendo esse tipo de abuso, se abrir com um homem, por mais que tenha condições. Então por isso essa insistência e cobrança da ONU de níveis percentuais de participação de mulheres e a gente tem feito isso muito bem”, disse.

Créditos: Agência Brasil.

DESCOFORTO NA POLÍCIA

Lula faz discurso de ódio contra policiais e diz que Bolsonaro gosta mais deles do que de gente


O ex-presidiário Lula voltou a criticar Jair Bolsonaro e disse que o Presidente Jair Bolsonaro “não gosta de gente, gosta é de policial”. A frase de Lula foi dita durante evento em São Paulo e gerou desconforto entre agentes de segurança pública de todo o Brasil.

Nas redes sociais a reação de diversos policiais foi de revolta. Lula incita o ódio contra agentes ao alegar que policiais não são gente.

ELEIÇÕES 2022

União Brasil prefere vereador de São Paulo para concorrer a vaga no Senado e deixa Moro “chupando o dedo”



Dirigentes da União Brasil já dão como certa a candidatura do vereador paulistano Milton Leite ao Senado por São Paulo, em mais um ato que restringe as alternativas eleitorais de Sergio Moro.

“Aliado do atual governador Rodrigo Garcia, que foi seu correligionário no DEM antes de se filiar ao PSDB a convite de João Doria, Leite sempre atuou ativamente nos bastidores da legenda para minar qualquer pretensão do ex-juiz que não seja concorrer a uma vaga de deputado federal, o que Moro descarta.”

AUXÍLIO COMBUSTÍVEL

Projeto de Lei cria auxílio combustível de R$ 250 para motoristas profissionais e famílias de baixa renda


O Projeto de Lei 535/22 cria o Auxílio Combustível, a fim de mitigar impactos dos preços do produto. O texto em análise na Câmara dos Deputados define como beneficiários os motoristas profissionais e as famílias incluídas em programas sociais federais com renda per capita de até dois salários mínimos (ou R$ 2.424).

Conforme o texto, motoristas de táxi, aplicativos e vans escolares, caminhoneiros e outros, mais as famílias de baixa renda inscritas no futuro Auxílio Combustível, terão direito a um benefício mensal de R$ 250. A cada semestre, esse valor será atualizado pela variação do preço médio dos combustíveis no mesmo período.

O projeto prevê que, se aprovado pelo Congresso Nacional, o Auxílio Combustível só será implementado a partir de 31 de outubro de 2022, após o segundo turno das eleições presidenciais. Caberá ao Poder Executivo regulamentar a futura lei.

“Para a população de baixa renda, o preço dos combustíveis está proibitivo, e os profissionais que usam veículos estão a cada dia sofrendo mais com os rotineiros aumentos”, disse o autor do projeto de lei, deputado Alexandre Frota (PSDB-SP).

“Esta proposta toma o cuidado de não utilizar a eventual aprovação dela como plataforma de campanha, nem qualquer eventual possibilidade de troca do cadastro no futuro programa por voto nas próximas eleições”, afirmou Frota.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Créditos: Agência Câmara de Notícias.

LIDERANÇA ABSOLUTA

Bolsonaro reina absoluto no palanque das redes

São 46,6 milhões de seguidores: Instagram 19,7 milhões, Facebook 14 milhões, Twitter 7,8 milhões, YouTube 3,7 milhões e Telegram 1,4 milhão. Foto: Divulgação CNM


As pesquisas para presidente da República têm apontado a liderança do ex-presidente Lula, de intenção de voto, mas nas eleições em que as redes sociais serão decisivas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) reina absoluto. Ele soma 46,6 milhões de seguidores nas principais redes sociais, 19,7 milhões no Instagram, 14 milhões no Facebook, 7,8 milhões no Twitter, 3,7 milhões no Youtube e 1,4 milhão no Telegram. A supremacia já causou crise no lulismo, com a demissão do marqueteiro.

Menos de um terço

Mesmo bafejado nas pesquisas, O petista Lula tem 28,5% do número de seguires de Bolsonaro, considerando todas as fedes: 13,3 milhões.

Bem menor

Lula tem 4,8 milhões seguidores no Instagram, 4,8 milhões no Facebook, 3,3 milhões no Twitter, 416 mil no Youtube e 50 mil no Telegram.

Comparação

Todas as redes de Lula, somadas, não totalizam os 14 milhões de seguidores de Bolsonaro só no Facebook, sua segunda maior presença.

Tá difícil

O PT tenta apelar para os jovens: criou o tal de “Lulaverso”, que compila as redes do petista. Não deu certo. E até foi punido pelo Whatsapp.

Cláudio Humberto

UNIÃO DAS RAÇAS

Bolsonaro publica montagem como negro e celebra a união

Presidente Jair Bolsonaro Foto: Folhapress/Eduardo Valente


Foto publicada pelo presidente também mostra ele como asiático e como indiano



Na noite deste sábado (30), o presidente Jair Bolsonaro publicou, em suas redes sociais, uma foto com uma montagem em que ele aparece como negro, como asiático e como indiano.

De acordo com ele, nossa maior virtude é “a união”.

 – Nossa maior virtude é a união. Em nós carregamos todos os povos do mundo. Independente de cor, sexo, classe social, somos todos iguais, o que importa são os nossos valores e o nosso caráter – apontou.

A imagem foi feita por meio do aplicativo Gradient App.

Henrique Gimenes 

MANIFESTAÇÕES DO 1º DE MAIO

SP prepara esquema com 840 policiais para atos de 1º de maio

Presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidiário Lula Foto: PR/Anderson Riedel // Divulgação Lula/Ricardo Stuckert


Cidade terá manifestações de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, e de apoiadores do ex-presidiário Lula


As forças de policiamento do Estado de São Paulo prepararam um esquema especial, com efetivo de 840 policiais, para garantir a segurança nas manifestações previstas para este domingo (1º). A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o objetivo é “proteger as pessoas, preservar patrimônios e garantir o direito de ir e vir, bem como o de livre participação nos atos e a fluidez no trânsito”.

Neste Dia do Trabalho, o ex-presidiário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará em um evento organizado pelas centrais sindicais na Praça Charles Miller, no Pacaembu, a partir das 10h.

A três quilômetros dali, na Avenida Paulista, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) se reunirão em defesa do perdão ao deputado Daniel Silveira (PTB). O presidente não confirmou presença, mas Silveira é esperado.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública deixa claro que o policiamento será intensificado nos locais e nas imediações das estações de metrô, com revista pessoal e vistoria em mochilas, para evitar o porte de objetos perigosos.

Para isso, “serão mobilizados PMs de batalhões territoriais e especializados, com apoio de 128 viaturas, dois caminhões blindados (‘guardião’), veículos lançadores de água, cinco cães, 20 cavalos e dois drones”, informa a SSP.

Participam da operação equipes dos Comandos de Policiamento da Capital (CPC), de Trânsito (CPTran), de Choque (CPChq), do Corpo de Bombeiros (CCB), além do CavPM, com um helicóptero Águia. Haverá também mediadores da PM, com coletes azuis, para facilitar a comunicação com os manifestantes.

Além disso, todas as ações serão monitoradas com câmeras fixas, móveis, motolink e bodycams.

*AE

NÁUTICO - TREINADOR CAMPEÃO

Roberto Fernandes chegou, viu e venceu

Roberto Fernandes iguala o número de títulos de Muricy Ramalho à frente do Náutico (Foto: Foto: Tiago Caldas/ CNC)



Com a conquista deste ano, Roberto Fernandes iguala o número de títulos de Muricy Ramalho à frente do Náutico


Menos de duas semanas depois de ser anunciado para a quinta passagem pelo Náutico, o técnico Roberto Fernandes conquista mais um título do Campeonato Pernambucano. Depois de vencer o primeiro jogo da final contra o Retrô nos Aflitos por 2 a 1, o Timbu segurou o empate em 0 a 0 na Arena de Pernambuco e voltou a ser bicampeão estadual após 20 anos. Na ocasião, Muricy Ramalho foi o treinador responsável pelos títulos estaduais de 2001 e 2002.

Com a conquista deste ano, Roberto Fernandes iguala o número de títulos de Muricy Ramalho à frente do Náutico. Antes, o atual comandante alvirrubro foi campeão pernambucano em 2018, sendo responsável por quebrar um jejum de 13 anos sem títulos do clube. Daquela conquista, ainda estão no elenco alvirrubro o goleiro Bruno, o lateral Bryan, o zagueiro Camutanga e o atacante Robinho. Desses, apenas o lateral não entrou em campo na competição, já que ainda se recupera de uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito.

Aos 50 anos, Roberto Fernandes estreou pela primeira vez na carreira logo em uma final de campeonato, já que o primeiro jogo no comando da quinta passagem dele pelo Náutico aconteceu justamente contra o Retrô, nos Aflitos. Terceiro treinador com maior número de jogos à frente do Timbu (159 partidas), ele está atrás no quesito apenas de Duque e Palmeira, com 187 e 221 jogos, respectivamente. 

O Náutico iniciou a competição sob o comando de Hélio dos Anjos, treinador campeão pernambucano pelo clube no ano passado. Apesar da conquista, o técnico ficou apenas três jogos do Campeonato Pernambucano à frente da equipe, com apenas uma vitória e duas derrotas. Desgastado internamente e sem o mesmo prestígio da temporada passada, ele foi demitido após a derrota por 2 a 1 justamente contra o Retrô, nos Aflitos, ainda pela primeira fase da competição.

Substituto de Hélio dos Anjos no comando, Felipe Conceição assumiu o Náutico na sexta rodada da primeira fase, no empate em 2 a 2 contra o Afogados, fora de casa. Ao todo, foram seis jogos do treinador no Campeonato Pernambucano, com duas vitórias, três empates e uma derrota. E apesar da classificação à final do Estadual, ao vencer o Santa Cruz na semifinal nos pênaltis, o técnico foi demitido do cargo, já que o time não apresentava evolução em campo. 

Foi então que Roberto Fernandes entrou em ação. Anunciado às vésperas do primeiro jogo da final do Campeonato Pernambucano, o treinador só teve três dias de preparação com o elenco antes do confronto contra o Retrô nos Aflitos. Já antes de disputar o segundo duelo da decisão do Estadual, na Arena de Pernambuco, o Náutico ainda teve que dividir as atenções para dois compromissos pela Série B do Campeonato Brasileiro, contra Operário e CRB.

NÁUTICO - CAMPEÃO PERNAMBUCANO 2022

Campanha do bi teve altos e baixos

(Foto: Rafael Vieira/ DP.)



Após iniciar o estadual com vitórias seguidas, Timbu tropeçou dentro de casa e viu técnico ser demitido depois de confusão


Desde que assumiu a presidência do Náutico, Diógenes Braga sempre colocou o estadual como uma das prioridades para este ano. Porém, a trajetória do 24º título do Campeonato Pernambucano não foi tão fácil para o clube alvirrubro. Mesmo sendo um dos favoritos ao título, por ser um dos grandes e por ter sido campeão na temporada passada, o caminho para o primeiro bicampeonato após 20 anos teve também seus percalços. Derrotas, confusão entre torcedores e comissão técnica, além de demissões de treinadores no meio do caminho fizeram parte do ambiente do campeão pernambucano de 2022. 

Início promissor

O Timbu estreou com o pé direito, vencendo o Íbis por 3 a 0, dentro de casa. Já na segunda rodada, uma nova vitória por 3 a 0, desta vez sobre o Sete de Setembro, na Arena de Pernambuco. Com três gols nos dois primeiros confrontos, o jovem meia Juninho Carpina, cria das categorias de base do clube, despontava como um dos candidatos a artilheiro da competição.

As duas vitórias nas primeiras partidas trouxeram um ar de confiança muito grande pelos lados da Avenida Rosa e Silva. Mesmo tendo a Copa do Nordeste e a Copa do Brasil para disputar no primeiro trimestre, o favoritismo no Pernambucano vinha se confirmando.
Torcida se revolta

Na primeira fase do estadual, o Náutico obteve cinco vitórias, dois empates e duas derrotas. Nos dois resultados negativos, a torcida alvirrubra pressionou os jogadores e a comissão técnica e houveram confusões no estádio dos Aflitos. Após ser derrotado por 2 a 1 para o próprio Retrô, adversário na final, um grupo de torcedores tentou invadir o vestiário e trocou empurrões com Kieza, capitão e um dos líderes do elenco. Chateados, o técnico Hélio dos Anjos e seu filho e auxiliar, Guilherme dos Anjos, fizeram postagens em rede social cobrando providências e demonstrando chateação com problemas internos. Dias depois, a diretoria do Náutico anunciou as demissões dos dois profissionais por justa causa.

Mais um problema foi registrado depois da derrota para o Sport, na penúltima rodada da primeira fase. Depois de ser bem superior durante boa parte do jogo e sofrer uma virada nos últimos segundos, a torcida novamente causou uma confusão com os jogadores. O zagueiro Carlão, formado na base, explanou que algumas pessoas o intimidaram na saída do estádio e chegaram a jogar um caco de vidro, que por sorte não acertou o seu cunhado, uma criança de apenas 4 anos.
Buscando passar diretamente para semifinal com um novo treinador

Com a saída de Hélio, Felipe Conceição foi contratado para recuperar o ânimo da equipe e recuperar o bom ambiente. Perdendo alguns pontos em casa, restou ao Náutico vencer o maior número de rodadas possíveis para se manter entre os dois primeiros colocados e se classificar para a semifinal sem precisar jogar a quarta de final. Com Santa Cruz, Sport e Salgueiro ameaçando tirar o Timbu da vice-liderança, o time conseguiu vencer o Vera Cruz com todos os titulares sendo poupados, empatou com o Afogados fora de casa e superou o Salgueiro e o Caruaru City como mandante. 

Os resultados deixaram o clube alvirrubro mais confortável para conseguir a vaga direta. Os comandados de Felipe chegaram para a última rodada da primeira fase, diante do Santa Cruz, dependendo apenas de si para manter o segundo lugar. Depois de perder dois clássicos para o Sport - um pelo estadual e outro pela Copa do Nordeste, o Náutico queria a vitória no Clássico das Emoções para espantar o jejum de não vencer os rivais na temporada. Novamente tendo chances de sair com os três pontos, o Timbu ficou no empate em 1 a 1, e se consagrou como vice-líder do campeonato.
Futebol pobre e emoção nos pênaltis

Com a vaga na semifinal, restou ao Timbu aguardar o resultado de uma das quartas de final, que teve vitória do Santa Cruz sobre o Caruaru City, para decretar um novo Clássico das Emoções pelo Campeonato Pernambucano. O duelo, que aconteceu nos Aflitos, foi o primeiro da competição com uso do VAR. Além da ferramenta, o confronto contra os tricolores foi marcado por protesto da torcida contra o rendimento abaixo da equipe, vaiando o treinador Felipe Conceição após as realizações de substituições. O empate em 0 a 0 no tempo normal deixou a decisão da vaga na final para as cobranças das penalidades.

O camisa 10 e craque do time, Jean Carlos, perdeu a primeira cobrança e deixou o estádio apreensivo. Após os jogadores converterem as cobranças, Alex Alves e Edson Ratinho desperdiçarem para o Santa, o Náutico enfim pôde comemorar e garantiu vaga na grande decisão.
 
As penalidades voltariam a aumentar a dose de emoção do título. Com a série de jogos empatada - derrota e vitória por 1 a 0 nos dois jogos - os alvirrubros encararam outra sessão. E, novamente, pôde fazer a festa. 

DP

SPORT - ATUAÇÃO RUIM

"Foi a pior atuação em meu comando", reconhece Dal Pozzo após derrota do Sport para o CSA

Gilmar Dal Pozzo reconheceu o erro e o mal desempenho. (Foto: Anderson Stevens/Sport)



Com a vitória do Azulão, a equipe rubro-negra perdeu sua invencibilidade na Série B


O técnico Gilmar Dal Pozzo reconheceu a péssima atuação da equipe do Sport na derrota para o CSA, pelo placar de 1 a 0, na quinta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A apresentação do rubro-negro, inclusive, foi cacterizada pelo treinador do Leão como a pior em seu comando, em entrevista coletiva realizada após a partida.

“O CSA foi bem melhor no jogo e os números mostram isso. Jogou mais que nós, competiu mais do que o Sport e por isso venceu. Ficamos muito abaixo na questão de competitividade e quando a equipe não compete, ela não retoma a posse de bola do adversário, principalmente no primeiro tempo onde a gente não conseguiu fazer isso. No segundo tempo, a gente conseguiu competir um pouco melhor, só que a gente não conseguiu jogar e o CSA mereceu o resultado”, analisou o técnico Gilmar Dal Pozzo.

Uma das críticas feitas foi pela escalação inicial da equipe com Fabinho, Ronaldo e Pedro Naressi compondo o meio de campo. A performance de todos foi muito abaixo, comprometendo todo um funcionamento do time. 

Fabinho com uma atuação muito ruim, lento e perdendo várias bolas na grande área, gerando jogadas perigosas para o CSA. Ronaldo sem intensidade, errando passes e dando muito espaço na marcação. Já Naressi pouco apareceu, não conseguiu ser o armador das jogadas ofensivas, se escondia no meio da defesa adversária e pouco ajudava na marcação, tanto alta, como média e muito menos na baixa. Após a partida, o treinador do Leão explicou a escolha da formação para esse confronto.

“A equipe toda foi mal, inclusive o técnico. A escolha por Fabinho e Ronaldo eu entendo que um tem a compensação do outro. O William é um jogador com intensidade, com qualidade, só que hoje foi mexido no coração da equipe por conta dos desfalques que tivemos. Consequentemente, quando não funciona esses dois jogadores de contenção, não funciona o homem da armação, que foi o Naressi”, explicou.

“Naressi fez bons jogos naquele setor. Temos outros jogadores naquele setor, como é o caso do Alanzinho, mas o Naressi estava na frente por conta dos outros jogos que foi feito. Sabemos que ele é um segundo homem (de meio de campo), mas ele fez outros jogos substituindo o Denner. Mas a equipe toda ficou muito abaixo e comprometeu todo o desempenho”, encerrou.

DP