Em debate, Raquel Lyra reforça acusações contra o PSB e fala em violência política; João Campos rebate
Raquel declarou que pessoas ligadas ao PSB, partido do candidato João Campos, foram detidas enquanto roubavam material eleitoral
Em seu pronunciamento inicial durante debate realizado em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, nesta quinta-feira (17), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), reiterou as acusações contra o PSB referentes ao suposto roubo de material de campanha.
"Antes de falar sobre os nossos projetos para o futuro do estado, gostaria de tratar da política feita em Pernambuco nos últimos dias. Ela ultrapassou limites que jamais deveriam ser cruzados. Acusações, incitação à violência e fake news, seja no mundo real ou virtual", afirmou.
Raquel declarou que pessoas ligadas ao PSB, partido do candidato João Campos, foram detidas enquanto roubavam material eleitoral. Segundo ela, os envolvidos usavam camisas roxas para se passarem por militantes em um ato do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), ocorrido na última quarta-feira (16).
"Já disse que sou 'pernambuquista' e que a violência em Pernambuco não tem lado nem justificativa, não podendo fazer parte da política. O ocorrido foi denunciado às autoridades competentes e precisa ser apurado. Quem tiver responsabilidade terá que responder por isso", concluiu.
Direito de resposta
A assessoria do candidato da coligação Frente Popular de Pernambuco solicitou direito de resposta à organização do evento, que foi concedido. O ex-prefeito do Recife citou Amisadai Andrade da Silva, apontado como responsável por uma suposta estrutura de páginas e perfis nas redes sociais utilizada para ataques políticos contra o candidato. Na ocasião, ele questionou a governadora sobre uma possível judicialização e apontou supostas presenças de Amisadai no Palácio do Campos das Princesas, que não teriam caráter institucional.
Ocorrência no Centro do Recife
De acordo com o advogado Edgar Moury Neto, da Coligação Pernambuco de Coração, a ação teria sido orquestrada pela direção do Partido Socialista Brasileiro (PSB). “Militantes falsos, vestidos com as cores partidárias da governadora Raquel, foram cooptados pela militância do PSB, pela direção da campanha do PSB, para criar um falso fato eleitoral, de maneira a vincular a governadora à candidatura à presidência [de Flávio Bolsonaro] com quem ela não tem nenhuma conexão”, alegou.
“Está provado que essas pessoas foram levadas em ônibus completamente desvinculado à campanha da governadora Raquel e está provado que o líder desses falsos militantes é ligado à cúpula do PSB. Não às pessoas que estão na base não, mas à cúpula, à direção do PSB. Essa falsidade está na antessala da direção e da candidatura do PSB”, completou Edgar.
A confusão ocorreu nas imediações da Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio, horas antes do comício com Flávio Bolsonaro, realizado no Cais da Alfândega. Na ocasião, um homem identificado como Alexsandro Pereira da Silva chegou a ser detido pela Polícia Militar e foi encaminhado à Polícia Federal em razão da natureza eleitoral da ocorrência.
Por outro lado, a Frente Popular ingressou, nesta quinta-feira (17), com uma notícia de fato junto ao Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE) para cobrar a investigação sobre um suposto envolvimento do policial civil Uberdan de Menezes Matos Júnior com a campanha da governadora.
O nome de Uberdan veio à tona após o episódio de um suposto roubo de bandeiras da campanha de Raquel para serem utilizadas no ato do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesta quarta-feira (16) no Bairro do Recife. Na ocasião, o policial abordou um suposto autor do ato criminoso e chegou a disparar contra o homem, que foi detido pela Polícia Militar.
De acordo com o documento apresentado, Uberdan possui ligação com a empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos Ltda., que consta em plataformas oficiais da Justiça Eleitoral como a principal fornecedora da campanha de Raquel Lyra.
Elaine Guimarães

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