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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

SPORT - PLANEJAMENTO PARA 2018

Disputa com André, contrato a expirar e volta de lesão: Leandro Pereira planeja 2018

Após sofrer contusão em julho do ano passado, Leandro Pereira voltou a ficar à disposição

Atacante não descarta fazer dupla de ataque com André, diz que não conversou com a diretoria sobre renovação, mas mira ano melhor que o último


As coletivas de imprensa no Sport envolvem, geralmente, jogadores que estejam atuando, titulares do time. Mas nesta quinta-feira o protocolo foi quebrado. Motivado pela recuperação de uma grave lesão que sofreu no joelho, Leandro Pereira foi o entrevistado da tarde. À disposição após sofrer a contusão em julho do ano passado, o atacante deixou 2017 para trás e traçou planos para 2018. Entre os assuntos abordados, ele comentou sobre a concorrência com André por posição e sobre a possibilidade renovação de um contrato que se encerra com o Leão já no meio desta temporada.
Trazido no início do ano passado para a Ilha do Retiro, Leandro seguirá vinculado ao Sport só até 30 de junho. Por enquanto, segundo o atleta, a chance de uma prorrogação contratual ainda não foi discutida com o diretoria do clube.

"Ainda não foi conversado. A gente nem entrou nessa pauta ainda. Eu, meus representantes e o Sport só estávamos focados na minha recuperação total. Ainda tem um tempinho de contrato, dá para fazer muita coisa", disse.

Sem espaço no elenco e com atuações contestadas, Leandro quase deixou o Rubro-negro no ano passado, quando seria cedido por empréstimo à Chapecoense, mas teve a lesão no joelho diagnosticada no próprio time catarinense e acabou sendo obrigado a retornar ao Sport. Para o jogador, a volta dele ao Leão não será à toa.

"Estive perto de acertar com a Chapecoense, realmente. Acabei viajando, fiz procedimentos para a transferência e descobri a lesão. Acredito que se eu não fui é porque tinha que voltar. Sempre sai pela porta da frente por onde passei. Aqui no sport, a única coisa que consegui conquistar foi o Campeonato Pernambucano (do ano passado). É título importante, mas ainda muito pouco. O Sport é grande e precisa conquistar coisas grandes", projetou.

Tornar-se titular da equipe leonina não será uma tarefa simples, no entanto. Ou ele desbanca o artilheiro e ídolo André, ou obrigará o técnico Nelsinho Batista a escalar duas peças de referência no ataque. Leandro acredita que pode reeditar dupla com André. Segundo ele, aliás, o camisa 90 nem tem tantas semelhanças com o seu estilo de jogo.

"A gente pode jogar junto, a gente já jogou junto em alguns jogos no ano passado. Somos de características diferentes, apesar da mesma posição. Não vejo problema algum em jogar junto. Não tive conversa com André ainda, nem com o Nelsinho sobre essa possibilidade. Se optar pelo André, que é o dono da posição, não vejo problema nenhum. Já tive em outros clubes e já soube esperar o meu espaço", pontuou.

Concorrência à parte, Leandro deseja, sobretudo, um 2018 bem mais positivo que foi 2017 para ele. "Ano passado eu já deixei para trás. Foi um ano muito complicado para mim. Um dos piores anos de carreira, senão o pior. Foi uma lesão nova para mim. Fiquei triste, abalado. Mas já esqueci, só estou focado na minha volta. Agora, com o joelho 100%, quero voltar a jogar futebol." Em 2017, ele atou pelo Sport 21 vezes na temporada, 13 como titular, e só balançou as redes quatro vezes.


Diario de Pernambuco

INIBINDO OS FALSOS VENDEDORES

Ambulantes terão que trabalhar uniformizados na Agamenon Magalhães

                                        Ambulantes receberam camisa manga longa e chapéu                                      Foto: Luciano Luck/Divulgação



Parceria entre PM e Prefeitura do Recife, medida busca inibir que falsos comerciantes pratiquem assaltos na região

Duzentos ambulantes que atuam na avenida Governador Agamenon Magalhães, na área central do Recife, começaram a receber kits de identificação nesta quarta-feira (31). O material é composto por uma camisa manga longa com proteção UV, com o nome e a inscrição do vendedor, e um chapéu. De acordo com a Polícia Militar (PM), que seguirá entregando os kits até domingo (4), na altura da Praça do Derby, o objetivo é inibir a ação de pessoas que se passam por comerciantes informais para praticar roubos na via. Quem não estiver trabalhando uniformizado estará sujeito a ser abordado por policiais.

Conforme a Secretaria de Defesa Social (SDS), a ação foi desenvolvida juntamente com a Prefeitura do Recife e faz parte de ações de segurança desencadeadas na avenida. Desde agosto do ano passado, mais de 100 policiais militares passaram a atuar na via. Nos primeiros dois meses, o número de assaltos a transeuntes caiu 34%. Uma das principais queixas dos motoristas era sobre a ação de falsos vendedores de pipocas, que abordavam as vítimas quando os veículos paravam em semáforos ou em congestionamentos. Por isso, foi proposto o cadastramento dos ambulantes.

"Somamos esforços com a Prefeitura do Recife a fim de garantir o ordenamento dos vendedores informais naquela área. Essas informações vão nos ajudar a identificar quem realmente está trabalhando na Agamenon, de forma ordeira e disciplinada. Essas informações contidas nas camisas podem também ajudar o cidadão que for vítima de alguma ocorrência. Lembrando que essa ajuda só poderá ocorrer mediante a queixa prestada na Delegacia”, afirmou o gestor da Diretoria Metropolitana da PM, coronel Ricardo Barbosa, via assessoria de imprensa.

O secretário-executivo de Defesa Social, Humberto Freire, lembrou que o reforço com patrulhas a pé, motorizadas e com o serviço de inteligência à paisana das polícias, que percorre a avenida detectando a presença de criminosos, vem dando resultado. "Em 2017, comparando com o ano de 2016, conseguimos reduzir em 57% o número de Crimes contra o Patrimônio praticados naquela área", declarou.



FolhaPE

REAJUSTE CONTINUA SUSPENSO

Justiça mantém suspenso reajuste da tarifa de ônibus

                                                                                         Ônibus                                                              Foto: Felipe Ribeiro/Folha de Pernambuco



Juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, porém, não impediu que Conselho de Transporte se reúna para discutir aumento

O juiz Djalma Andrelino Nogueira Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, manteve suspenso um eventual reajuste da tarifa de ônibus na Região Metropolitana do Recife (RMR). A decisão, ocorrida na segunda-feira (29), mas divulgada nesta quarta (31), ocorreu após a análise das respostas técnicas enviadas pelo Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), pelo Grande Recife Consórcio de Transporte (GRCT) e pela Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Pernambuco (Arpe). Essas três instituições são rés numa ação popular movida, em 9 de janeiro, por integrantes da Rede de Articulação pela Mobilidade (Ramo), composta por entidades da sociedade civil contrárias ao aumento da passagem.
Na decisão, o juiz afirmou que "não houve e não há vedação a que se delibere e aprove qualquer eventual aumento das passagens", restando, entretanto, "suspensa sua aplicação enquanto permanecerem os efeitos da medida aqui concedida". Ou seja, se o CSTM quiser se reunir para tratar do aumento da passagem, poderá fazê-lo, mas o reajuste da tarifa não poderá ser aplicado por enquanto. A reunião ocorreria no último dia 12, mas foi adiada pelo Governo do Estado depois de o mesmo juiz conceder um liminar favorável ao pleito da Ramo. Na ocasião, a Justiça também não impediu que o reajuste da passagem de ônibus fosse discutido no encontro do conselho, mas suspendeu a aplicação do que fosse deliberado entre os 24 conselheiros. Na decisão da última segunda-feira, portanto, o magistrado manteve esse entendimento.
A decisão também ocorreu após a petição de fatos novos protocolada pela Ramo e pelo Centro Popular de Direitos Humanos (CPDH), na última sexta-feira (26), denunciando o que julgam ser uma irregularidade na recondução dos conselheiros representantes da sociedade civil do CSTM. Em 19 de janeiro, eles tiveram os mandatos prorrogados até que novos integrantes sejam eleitos na 3ª Conferência Metropolitana de Transportes, que está sendo preparada e deve ocorrer ainda no primeiro semestre. Segundo as entidades, a prorrogação fere o regimento interno do CSTM. O reajuste da tarifa de ônibus e qualquer outro tema na pauta do CSTM só pode ser votado por conselheiros com mandatos legítimos.
Por ora, o CSTM ainda não agendou nenhuma reunião para discutir o aumento, mesmo tendo renovado o mandato dos conselheiros temporariamente. Até agora, duas propostas de realinhamento tarifário vieram à tona: a das empresas de ônibus é de 11,02%, o que elevaria o anel A, utilizado por 84% dos passageiros, de R$ 3,20 para R$ 3,55. Já os conselheiros representantes dos usuários, das gratuidades e dos estudantes defenderam formalmente nenhum aumento e a implantação de tarifa única. A Ramo e o CPDH, que não têm assentos no CSTM, pregam a redução para R$ 2,70, com base no argumento de que, desde 2015, aumentos acima da inflação incidiram sobre o valor da passagem.
Em nota, o Grande Recife Consórcio de Transporte informou que enviou, "dentro do prazo legal, todas as informações solicitadas pelo juiz da 4º Vara da Fazenda Pública da Capital, Djalma Andrelino Nogueira Junior, cabendo somente a ele aceitar ou solicitar mais informações". O órgão esclareceu, ainda, que "só se pronunciará a respeito do caso na Justiça, quando assim for necessário".

FolhaPE

BRONCA PARA DILMA

Justiça: audiência discutirá dívida de campanha de Dilma

Prestadora de serviço cobra R$ 75 mil da ex-presidente e do PT por serviços prestados nas eleições de 2014


A ex-presidente Dilma Rousseff tem compromisso na 9ª Vara Cível de São Paulo na segunda quinzena de março. É para a audiência em que se buscará conciliação no processo movido contra a petista pela Mascote Flag, fornecedora de banners, bandeiras e faixas na campanha de 2014. A Mascote cobra R$ 75,4 mil de Dilma e do PT.
Enquanto isso, sempre que perguntado sobre a possível candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) a presidente da República, um assessor do presidente Michel Temer, com grande conhecimento sobre o assunto, responde que o presidente da Câmara dos Deputados terá de decidir entre o seu desejo e o desejo de César Maia, seu pai, de ser candidato ao governo fluminense.
Não seria possível, segundo esse assessor, os dois querendo governar o Brasil e o Rio de Janeiro em razão das alianças que precisam formar. "Não dá para ter tudo", diz. 

ÉPOCA – Marcelo Rocha

ELEIÇÕES 2018

Desalento, brecha para candidato “desconhecido” em 2018

Se a mais recente pesquisa do Datafolha serviu para alguma coisa foi para demonstrar que a eleição presidencial de 2018 tornou-se uma espécie de latifúndio improdutivo à espera de ideias que o ocupem. As duas vagas no segundo turno da sucessão são, a essa altura, terrenos baldios, sem donos. Lula, ainda favorito, está inelegível. Bolsonaro, a direita autoritária que se oferece como contraponto da esquerda presidiária, parou de crescer. Tudo pode acontecer. Inclusive nada.
A Lava Jato revelou o grande amor da oligarquia política e empresarial brasileira pelo desastre. O Datafolha informa que esse amor dos oligarcas pela catástrofe foi plenamente correspondido. Com a política indo a pique, surge uma demanda por novidade. Isso pode resultar em coisa boa. Mas também pode desaguar em aventura e frustração.
Parte do eleitorado parece procurar o candidato desconhecido, capaz de saciar a fome de decência e de rumos que está no ar. No principal cenário sem Lula, os eleitores que informam não ter candidato —votarão em branco, anularão o voto ou estão indecisos— somam impressionantes 36%. É uma taxa de desalento sem precedentes. Para essas pessoas, o Brasil virou um conto do vigário no qual todos caíram. É um entendimento cômodo. Evita que o eleitor enxergue um culpado no espelho. Mas isso não resolve o problema. O governo moralmente sustentável a que o brasileiro tem direito não nascerá da passividade.

Josias de Souza

A MANSÃO DO MAGISTRADO

Casa de juiz do auxílio-moradia foi até capa de revista


A casa em que o juiz Marcelo Bretas vive com sua mulher, a também juíza Simone Diniz Bretas, e com os filhos já apareceu em uma revista de arquitetura e design de interiores. O imóvel, no bairro do Flamengo, tem vista para o Pão de Açúcar. O juiz foi alvo de questionamento na corregedoria por entrar com ação para o recebimento de dois auxílios moradia. Ele conseguiu o direito de receber o benefício apesar de uma resolução que proíbe o pagamento a casais que morem sob o mesmo teto.
Simone compartilhou uma foto da publicação em seu perfil do Facebook em abril de 2016. A imagem foi curtida por 53 pessoas, e algumas fizeram comentários.
Um apartamento com as mesmas características está anunciado por cerca de R$ 4 mil por dia em um site de locação de imóveis por temporada. 

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo

OS PROBLEMAS DA QUASE MINISTRA

Cristiane Brasil faz da gestão Temer ópera-bufa

Dê um Atlântico para Michel Temer administrar e, em pouquíssimo tempo, o oceano estará importando água temperada com sal. Dê-lhe uma Esplanada para preencher e haverá uma hedionda escassez de respeitabilidade nos ministérios. Pendurada nas manchetes há quase um mês como ministra sem posse, Cristiane Brasil tornou-se a penúltima evidência de que, sob Temer, o governo caminha para um desfecho de tragédia. A presença do tenor Roberto Jefferson no palco dá à peça uma incômoda aparência de ‘de ópera-bufa.
Nesta quarta-feira, a filha do Pavarotti do PTB protocolou no Supremo Tribunal Federal uma manifestação na qual, munida de autocritérios, sustenta ser plenamente habilitada para exercer as atribuições de ministra do Trabalho. Depois do vídeo que correu as redes sociais, a insistência da deputada apenas reforça a impressão de que sua quase-nomeação virou uma sátira de costumes mal escrita, com um diretor demasiadamente comercial e atores fora dos seus papeis. Não é à toa que 70% dos expectadores reprovam a presença de Temer na direção-geral.
Uma coisa é certa: considerando-se a cara de pau de Cristiane, a mobilização da Advocacia-Geral da União e o descompromisso de Temer com a plateia, a filha de Roberto Jefferson acabará assumindo o Ministério do Trabalho. Embora continue sendo uma piada.

Josias de Souza

JANOT DERRUBOU TEMER

Flechas de Janot derrubaram Temer, diz marqueteiro

Marqueteiro de Temer diz que “flechadas de Janot” são responsáveis por rejeição de 60% do presidente


Marqueteiro do presidente Michel Temer, Elsinho Mouco viu algo positivo no fato de 60% dos pesquisados pelo Datafolha rejeitarem o emedebista: “40% não o rejeitam”. Segundo ele, o número ruim é fruto das "flechadas" do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e do “17 de maio” de 2017.
Naquele dia, o jornal O Globo revelou que o presidente havia se encontrado secretamente com o empresário Joesley Batista no Palácio do Jaburu para conversar sobre o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.
“Mas vai mudar. As nossas pesquisas apontaram boa recepção do presidente nos programas exibidos no fim de semana. No do Silvio Santos, por exemplo, a entrevista aumentou a média em 1 ponto. Significa dizer que as pessoas podem rejeitá-lo, mas querem ouvi-lo e, ao ouvir, sua popularidade vai aumentar”, disse a EXPRESSO.

ÉPOCA – Coluna Expresso – Nonato Viegas

PF VAI INVESTIGAR

STF rejeita pedido de Jucá e manda a PF investigá-lo

Líder do governo Temer no Senado é suspeito de receber propina por lobby nos Correios em prol da Confederação Brasileira de Tênis


O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), intimou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), a se manifestar sobre as suspeitas de que, em troca de propina, fez lobby nos Correios para a Confederação Brasileira de Tênis.
Jucá negou as acusações e pediu que a apuração fosse arquivada.
O parlamentar não convenceu a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para quem os autos trazem “narrativa consistente e verossímil” por parte de quem denunciou o caso, com a indicação de meios de comprovação dos crimes.
Raquel pediu a Dias Toffoli diligências para o aprofundamento da investigação. O ministro despachou o inquérito para a PF.

ÉPOCA – Marcelo Rocha

CADÊ A AUSTERIDADE?

PREGÃO TRIPLICA GASTOS DO MINISTÉRIO DE MEIRELLES COM MANUTENÇÃO
MANUTENÇÃO NO MINISTÉRIO SOBE DE R$8 MILHÕES PARA R$28 MILHÕES

MINISTÉRIO NÃO ECONOMIZA E AINDA ACEITA ENROLADO NA LAVA JATO

Na contramão da austeridade pilotada pelo ministro Henrique Meirelles, o Ministério da Fazenda promove uma licitação que triplica o valor de contrato de manutenção de seus prédios, incluindo de elevadores, ar condicionado, informática etc. O contrato, que custou R$8 milhões em 2017, passará a R$28 milhões, segundo a proposta vencedora de uma empresa que até já foi declarada inidônea pelo próprio governo federal. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Citada na Lava Jato e no caso do Metrô de São Paulo, a empresa MPE Engenharia e Serviços não foi localizada para se pronunciar.
Para driblar a declaração de inidoneidade, a MPE foi desmembrada em outras, com CNPJs diferentes, liberando-a de participar de licitações.
O ministério informou que a licitação ainda não foi finalizada. Ninguém na empresa MPE atendeu aos insistentes telefonemas da coluna.

Cláudio Humberto

SANTA CRUZ - AS MESMAS LAMENTAÇÕES

Jogadores do Santa admitem erros repetidos e lamentam eliminação na Copa do Brasil

Machowski: "A pressão é forte porque estamos errando em aspectos que não podemos errar"


Atletas corais deixaram o gramado cabisbaixos com o mal resultado na Bahia


Os atletas do Santa Cruz lamentaram bastante a eliminação precoce na Copa do Brasil para o Fluminense, em Feira de Santana. Em discursos parecidos, os jogadores reconheceram que o time esteve mal na noite desta quarta-feira e apontaram pontos que precisam ser ajustados pelo time daqui para frente.]

"Copa do Brasil é mata-amata, não pode vacilar. Infelizmente, a gente vem tendo muitos erros que não podem acontecer. Infelizmente, esses erros aconteceram e a gente foi infeliz", lamentou o volante Luiz Otávio, estreante da noite pelo Santa Cruz.

Capitão do time e um dos jogadores mais experientes da equipe, o lateral-direito Vítor não poupou criticas ao grupo. "A gente tem que ter calma para falar, mas claro que tem que melhorar. A gente não pode ficar nessa. Já se passaram cinco jogos, o grupo, claro, é novo. Mas agora é cobrança, é hora de dar mais, de se fechar mais e não importa se o grupo foi montado agora, queremos o resultado o mais rápido possível", afirmou.

"A pressão é forte porque estamos errando em aspectos que não podemos errar. Só nós podemos mudar isso, só nós. É baixar cabeça agora e saber que estamos errando e temos que melhorar", pontuou o goleiro Tiago Machowski, principal destaque tricolor no jogo.


Diario de Pernambuco

NÁUTICO - TREINADOR IRRITADO

Classificado, Roberto Fernandes não esconde irritação com time: 'Mais responsabilidade'

"Se perdessemos essa classificação para o Cordino ia dar merda", criticou o técnico


Para treinador, faltou concentração ao time alvirrubro no empate com Cordino


A classificação à segunda fase da Copa do Brasil veio. Mas isso não significa que o técnico Roberto Fernandes saiu satisfeito do estádio Castelão, em São Luis (MA), após o empate por 1 a 1 com o Cordino. Sem poupar palavras e com um discurso duro, o treinador cobrou mais responsabilidade dos seus jogadores. Para ele, tanto no empate do último domingo, contra o Vitória pelo Estadual, também por 1 a 1, quanto nesta quarta-feira a principal falha da equipe foi a desatenção.

E para ilustrar a sua reclamação, o comandante timbu citou o lance do gol do Cordino, em um pênalti originado após falhas dos zagueiros Camutanga, que perdeu a bola para o atacante Jonas Piupiu e de Breno Calixto, que comenteu a falta em um carrinho dentro da área.
"A gente está tendo muita dificuldade de propor jogo na hora em que o Náutico precisa se impor. E pela segunda vez seguida, em um jogo equilibrado, cometemos erros em vacilos e deixamos o adversário sair na frente. Aí o clima da partida muda completamente do que foi planejado", destacou o treinador, que seguiu na reclamação.

"A coisa que mais tem me preocupado e me irritado é que o Náutico precisa entender o ano que vamos ter pela frente, que é de muita responsabilidade. E quando o time tem entrado, entre aspas, 'como favorito', tem se mostrado desinteressado no jogo e acaba errando. Foi a segunda vez que saímos atrás por erros e ai o jogo ganha ares de drama, onde temos que criar situações onde poucas vezes temos trabalhado. A formação que terminou o jogo não foi treinada. Temos que ter uma postura mais madura e de mais responsabilidade", completou.

Roberto Fernandes lembrou ainda que a vitória por 3 a 0 sobre o Sport foi uma exceção na temporada. Isso porque antes, o time foi goleado pelo Central pelo mesmo placar e depois só conseguiu empates com Vitória e Cordino. "Precisamos encarar todos os jogos como encaramos o do Sport. Mas falei para os atletas que o clássico acabou há dois jogos atrás. Se perdessemos essa classificação para o Cordino ia dar merda. A ficha precisa cair. Não temos um elenco recheado de craques e sim um elenco de operários. E um elenco de operários precisa ter responsabilidade a cada jogo. Saio feliz pela classificação, mas insatisfeito pelo desempenho do time", finalizou Roberto Fernandes.


Diario de Pernambuco

SANTA CRUZ - AS MESMAS DESCULPAS

Após eliminação, Júnior Rocha pede maior doação ao Santa Cruz: 'Vamos juntar os cacos'

Júnior Rocha: "Temos que ter cuidado com o momento que estamos passando, que é de reconstrução"


Tricolor foi eliminado na primeira fase da Copa do Brasil para o Fluminense-BA


Abatido com a derrota que culminou na precoce eliminação do Santa Cruz na Copa do Brasil, o técnico Júnior Rocha ressaltou o cuidado que ele está tendo para fazer a análise do momento que o clube está passando. Após a derrota para o Fluminense-BA, quinto jogo coral no ano e o quinto sem vitórias, o treinador tricolor pediu que o grupo "juntasse os cacos" e que não volte a repetir os mesmos erros. 

"Pegamos uma equipe que joga muito bem dentro de casa, com um padrão definido de jogo. Oscilamos durante a partida. Não podemos também tirar todo mérito do Fluminense, que foi efetivo nas chances criadas. Temos que ter cuidado com o momento que estamos passando, que é de reconstrução. É juntar os cacos e trabalhar mais, se doar mais e se concentrar mais para que a gente não cometa os mesmos erros cometidos no jogo de hoje", observou o técnico coral.

Apesar do péssimo futebol apresentado pela equipe em Feira de Santana, Júnior Rocha ainda viu o time ter bons momentos na partida. Citou por mais de uma vez uma oscilação que, na verdade, não houve - o time foi mal do início ao fim. Na visão do treinador, porém, um ponto mereceu destaque: o setor ofensivo.

"A gente chega até o último terço (da jogada) bem, mas nesse último terço a dificuldade é maior onde o jogador decide. É um momento que exige personalidade, coragem e vamos procurar soluções também dentro do grupo, mas como não vem resolvendo, vamos procurar peças que resolvam esse problema", ressaltou.


Diario de Pernambuco

COPA DO BRASIL

No sofrimento, Náutico arranca empate com o Cordino e se classifica na Copa do Brasil

Com a vaga, o Timbu também garante uma cota de premiação de R$ 600 mil


Com a vaga, alvirrubros também garantiram cota de premiação de R$ 600 mil


Foi com muito sofrimento, mas o Náutico conseguiu quebrar a sequência de duas eliminações seguidas na primeira fase e segue vivo na Copa do Brasil. A classificação veio com um empate por 1 a 1 com o Cordino nesta quarta-feira, no estádio Castelão, em São Luis (MA), após os alvirrubros ficarem atrás do marcador (e fora da competição) até os 37 minutos do segundo tempo.

Com a vaga, o Timbu também garante uma cota de premiação de R$ 600 mil. Na proxima fase, enfrenta em Feira de Santana, o Fluminense-BA, que eliminou o Santa Cruz, em jogo que valerá uma cota de R$ 1,4 milhão.

Aliviado, o Náutico segue a sua maratona de jogos em 2018. No próximo sábado, enfrenta o Pesqueira, fora de casa, pelo Campeonato Pernambucano. Os alvirrubros lideram o estadual com sete pontos.

O jogo
Para a partida, o técnico Roberto Fernandes abriu mão do esquema com três volantes, utilizado na goleada por 3 a 0 sobre o Sport e no empate por 1 a 1 com o Vitória, ambos pelo Estadual. Com isso, o prata da casa William Gaúcho deu lugar ao atacante Tharcysio, também oriundo da base, com Wallace Pernambucano, artilheiro do time na temporada com quatro gols, voltando a função de armação.

Em tese, a estratégia tinha como objetivo tornar o Náutico mais forte ofensivamente, o que passou longe de acontecer, com o goleiro Alberto sendo pouco incomodado durante todo o primeiro tempo. Por outro lado, o que se viu foi o modesto Cordino à vontade em campo e dominando as ações, mesmo atuando a 439 quilômetros da sua cidade sede, Barra do Cordas. Tendo no atacante Jonas Piupiu o seu principal jogador, infernizando o lado esquerdo da defesa alvirrubra.

E foi justamente em uma escapulida de Piupiu que a equipe maranhense abriu o placar, aos 29 minutos. Contando também com uma bobeira incrível da dupla de zaga do Náutico. Primeiro de Camutanga, que tentou proteger, mas acabou perdendo a bola para o rápido atacante, que mandou no travessão de Jefferson. Na sequência, um desgovernado Breno Calixto derrubou Régis Pitbull na área. Pênalti convertido com categoria pelo meia Ulisses. 

E por pouco o Cordino não amplia logo na sequência. Aos 32, Piupiu deixou o lateral Kevyn desorientado com dribles seguidos e cruzou. Porém, o ataque maranhense não alcançou.

Segundo tempo
Na volta para a etapa final, Roberto Fernandes tentou dar mais força ao ataque do Náutico, mas manteve a estrutura da equipe sacando Tharcysio para a entrada de Daniel Bueno. Porém, a situação alvirrubra se tornaria ainda pior aos 11 minutos, quando o goleiro Jefferson deixou o campo sentindo dores na coxa esquerda para a entrada de Bruno, que pela primeira vez atuou como profissional.

Já no ataque, o Náutico apesar de uma ligeira melhora, seguia com dificuldades de criar boas jogadas. Em uma das poucas, Clebinho cabeceou para fora após cruzamento de Gabriel Araújo, aos 13 minutos. A jogada seria a tônica do time do segundo tempo.

Aos 24, Roberto Fernandes foi para o tudo ou nada atrás da classificação ao sacar o volante Josa e colocar o atacante Robinho, mais um prata da casa. Quatro minutos depois, foi a vez de Wallace Pernambucano chegar próximo do empate ao cabecear próximo da trave direita do goleiro Alberto, após cobrança de falta.

A pressão, enfim, deu resultado aos 37 minutos. Em nova cobrança de falta, Camutanga se redimiu da falha no gol do Cordino e cabeceou para empatar a partida e levar o Timbu para a segunda fase da Copa do Brasil. Nos minutos finais, o Cordino chegou a pressionar, mas o goleiro Bruno segurou. Os R$ 600 mil vão para os cofres alvirrubros.

Ficha do jogo

Cordino 1
Alberto; Michel, Da Silva, Emerson e Renan (Matheus); Júnior Negão, André (Gualberto), Ulisses e Keuson (Alison); Jonas Piupiu. Técnico: Wemesson de Carvalho.

Náutico 1
Jefferson  (Bruno); Thiago Ennes, Breno Calixto, Camutanga e Kevyn; Josa (Robinho), Negretti e Wallace Pernambucano; Clebinho, Tharcysio (Daniel Bueno) e Gabriel Araújo. Técnico: Roberto Fernandes

Local: Estádio Castelão, em São Luís (MA)
Árbitro: Andrey da Silva e Silva (PA)
Assistentes: Márcio Gleidson Correia Dias e Rafael Bastos Cardoso (ambos do PA)
Gols: Ulisses (28 min do 1º) e Camutanga (37 min do 2º)
Cartões amarelos: Breno Calixto, Daniel Bueno (N), Jonas Piupiu (C )
Público: 272
Renda: R$ 1.695

Diario de Pernambuco

COPA DO BRASIL

Inofensivo e dominado pelo Fluminense-BA, Santa perde e está eliminado da Copa do Brasil

Em cinco jogos no ano, o time comandado pelo técnico Júnior Rocha empatou três e perdeu dois


O revés significou também perda da premiação de R$ 600 mil, que ficou com o time baiano - adversário do Náutico na segunda fase do torneio nacional

Inofensivo, ineficiente, desorganizado. Assim esteve o Santa Cruz na noite desta quarta-feira, em Feira de Santana. Com tantos atributos negativos reunidos em uma partida só, o resultado da partida tratada como “decisão” pelo clube não poderia ser diferente: derrota para o Fluminense por 2 a 0. O revés significou a precoce eliminação na primeira fase da Copa do Brasil e a perda da premiação de R$ 600 mil, que ficou com o time baiano - adversário do Náutico na segunda fase do torneio nacional. Em cinco jogos na temporada, o time comandado pelo técnico Júnior Rocha empatou três e perdeu dois. Os gols do Flu foram marcados por Maranhão e Levi, um em cada etapa da partida.


O jogo

Superior de ponta a ponta no primeiro tempo, o Fluminense saiu para o intervalo com uma justa vitória parcial. Desde os primeiros, o Santa Cruz sofreu com uma marcação intensa. Sem conseguir sair para o jogo conforme pede o técnico Júnior Rocha, com trocas de passes, foram muitos e repetidos os erros da equipe. Não fosse o goleiro Tiago Machowski, o prejuízo, fruto da falta de alternativa de jogo tricolor, seria muito maior. 

Após a blitz nos minutos iniciais, o Tricolor chegou a equilibrar as ações da partida em meados da etapa. Aos 20, o estreante Luiz Otávio chegou a arriscar de fora da área. Mas a bola passou sem perigo. Dois minutos depois, foi a vez de Vinícius finalizar, naquela que foi a melhor chance do time no primeiro tempo. Deola defendeu. A partir daí, um personagem ganhou destaque na partida: Tiago Machowski.

Aos 24, Moreilândia faz grande lançamento para Levi, que ganhou na corrida para Vítor. De frente com o goleiro, chutou para o milagre de Machowski. Aos 31, mais uma defesa Tiago Machowski. Roberto Pítio recebeu dentro da grande área e chutou rasteiro. O goleiro tricolor fez mais uma defesa difícil. Dez minutos depois, porém, veio o inevitável. Maranhão aproveita o rebote de Machowski e mandou para as redes. O detalhe é que o goleiro coral falhou ao ceder o rebote no lance.

Segundo tempo

Mesmo com a vitória parcial simples, que já garantia a classificação, o Fluminense manteve a marcação em linha alta e um futebol de alta intensidade sobre a defesa coral. Em dez minutos, foram três boas chances com Levi, que parou duas vezes em Machowski. Na terceira jogada, Paulo Henrique evitou o gol mandando a bola para escanteio.

Com um Santa Cruz inofensivo, sem conseguir qualquer sequência de dois, três passes, o Fluminense seguiu melhor. Administrando o jogo, mas sem perder o foco na busca pela ampliação da vantagem. Na reta final do jogo, Júnior Rocha sacou o volante Jorginho para a entrada do meia-atacante Jeremias. Aos 35, Moreilândia se machucou e deixou o Flu com um a menos - porque o time já fizera as três alterações. Quando o Tricolor ensaiava um “tudo ou nada”, eis que o Fluminense colocou um ponto final na esperança coral aos 40 minutos. Luiz Paulo aproveitou vacilo de Paulo Henrique e cruzou rasteiro para Levi, que dividiu com Renato Silveira e viu a bola morrer nas redes. A equipe baiana estava classificada.

Ficha do jogo

Fluminense de Feira 2
Deola; Edson, Eduardo, Ranieri (Rafhael Silva) e Daniel; Rodolfo Potiguar, Deizinho (Luis Paulo), Moreilândia e Levi; Maranhão e Roberto Pítio (Negueba). Técnico: Evandro Guimarães

Santa Cruz 0
Tiago Machowski; Vítor, Genílson, Renato Silveira e Paulo Henrique; Jorginho (Jeremias), Luiz Otávio, Arthur Rezende (Geovani), Héricles (Daniel Sobralense) e Robinho; Vinícius. Técnico: Júnior Rocha.

Local: Joia da Princesa, em Feira de Santana.
Árbitro: Jean Pierre Goncalves Lima (RS).
Assistentes: Leirson Peng Martins (RS) e André da Silva Bitencourt (RS).
Gols: Maranhão (41’ do 1ºT) e Levi (40’ do 2ºT) (F).
Cartões amarelos: Rodolfo Potiguar e Levi (F);  Geovani (S).