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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

SANTA CRUZ - PROBLEMAS PARA O JOGO

Santa Cruz tem retornos, mas perde dupla Aquino e Grafite e treinador já faz mistério

A dupla Anderson Aquino e Grafite é responsável por 13 gols dos 30 do Santa Cruz na Série B

Marcelo Martelotte não quer se adiantar em definir time que encara o América-MG


A recuperação desejada pelo Santa Cruz na próxima rodada, diante do América Mineiro, já tem dois importantes obstáculos. A equipe coral perdeu as duas grandes referências ofensivas para o jogo desta terça-feira no Arruda. Grafite acabou sendo expulso no jogo contra o Paraná. Anderson Aquino levou o terceiro cartão amarelo. Sem eles, o técnico Marcelo Martelotte já adota mistério para montar o time. 
Até porque o treinador coral conta também com retornos para a equipe. São opções o zagueiro Alemão e os volantes Wellington e Bruninho. “O espaço é curto. Mas não é esse espaço que nos obriga a definir o que vai ser feito agora. Não temos nenhuma definição com quem volta. Não temos definição de quem vai substituir os jogadores que estão suspenso. Podemos fazer isso na segunda-feira, mas vai depender do departamento de fisiologia para saber da condição dos nossos jogadores. Se não der, vamos soltar a escalação, muito provavelmente, 45 minutos antes da partida”, disse.
A dupla Anderson Aquino e Grafite é responsável por 13 gols dos 30 marcados pela equipe nesta Série B. O primeiro, por sinal, é vice-artilheiro da competição com dez tentos assinalados. Para o setor, o treinador pode promover a estreia de Diogo Campos, que ainda busca o melhor condicionamento físico. Além dele, Martelotte conta com Luisinho - peça que vem sendo acionada constantemente. Outro jogador é Bruno Moraes, que tem mais característica de referência, pode ser o substituto de Grafite. 
Elogios a Marcílio
Forçado a escalar o jovem Marcílio na partida diante da série de desfalques, o treinador coral se mostrou satisfeito com a atuação do atleta. “Marcílio estreou bem, fez gol e teve um bom posicionamento. Era o que tinha menos responsabilidade dentro de campo com relação a decidir o jogo, mas teve uma postura boa.”


Diario de Pernambuco

SPORT - EXPLICANDO A DERROTA

Para Eduardo Baptista, expulsão no primeiro tempo foi determinante para derrota do Sport

"Até a expulsão estava tudo normal. Depois dela perdemos um pouco o equilíbrio", disse Eduardo Baptista

Segundo treinador, time vinha fazendo jogo equilibrado até cartão de Samuel Xavier


Nem um excesso de nervosismo, muito menos o gol sofrido aos quatro minutos de jogo. Para o técnico Eduardo Baptista, o que foi mais determinante para a derrota do Sport para o Flamengo por 1 a 0, neste domingo, na Arena Pernambuco foi a expulsão do lateral-direito Samuel Xavier, aos 23 minutos do primeiro tempo. Na opinião do treinador, até o momento do cartão vermelho, o Leão vinha fazendo uma partida equilibrada contra os cariocas.
"Não foi o gol que desarrumou, foi a expulsão. Até a expulsão, o jogo estava igual e franco. Tivemos duas boas chances de empatar (com Wendel e MAtheus Ferraz). Mas com um jogador a menos fica complicado. O Flamengo é um time que troca passes com muita qualidade e velocidade. No segundo tempo tentei ainda dar velocidade pelas beiradas do campo (com a entrada de Élber na vaga de Diego Souza) mas o tempo foi se arrastando e veio o desgaste. Mesmo assim tivemos um bom chute (com Maikon Leite) mas não foi o suficiente", analisou o treinador rubro-negro, que não viu excesso de nervosismo por parte da sua equipe.
O treinador, no entanto, reconheceu que o cartão amarelo sofrido por Diego Souza, por reclamação, pesou na sua substituição. Outro assunto que não mereceu atenção de Baptista na coletiva foi a polêmica do "fair play", quando a torcida do Sport xingou o lateral-esquerdo Renê após o atleta jogar a bola para fora para atendimento do atacante Everton, do Flamengo, no segundo tempo.
"Até a expulsão estava tudo normal. Depois dela perdemos um pouco o equilíbrio. E um dos motivos para ter tirado o Diego foi o fato que ele já tinha cartão. Eu não podia perder outro jogador. O lance do fair play foi isolado e irrelevante para a partida", destacou.
Por fim, apesar de estar há sete jogos sem vencer no Brasileiro, Eduardo Baptista evitou tratar o momento do Sport como delicado. Para ele, o time já passou por momentos mais difíceis dentro da temporada. "É preciso equilíbrio e estar concentrado para trabalharmos e tentar recuperar os pontos perdidos aqui. Não podemos achar que está tudo errado e que se tem que mudar tudo. Já saímos de situações mais difíceis do que essa", finalizou.


Diario de Pernambuco

domingo, 30 de agosto de 2015

BRASILEIRO SÉRIE A - PERDEU A INVENCIBILIDADE EM CASA

Nervoso, Sport perde do Flamengo e vê fim de invencibilidade de 30 jogos em casa

Desde 1987, Sport e Flamengo possuem a maior rivalidade entre clubes fora dos seus estados e regiões

Placar de 1 a 0 ficou barato para o Leão, que teve Samuel Xavier expulso


Após 30 partidas, o Sport voltou a sentir o dissabor de perder um jogo em casa. Até então dono da maior invencibilidade do planeta, o Leão caiu diante de dois adversários neste domingo, na Arena Pernambuco. O Flamengo, melhor durante todo o jogo, e de um inexplicável nervosismo, frente um rival histórico, mas que até então não era direto neste Campeonato Brasileiro. Com isso, o Sport chega ao sétimo jogo sem vencer na Série A e pode cair para o oitavo lugar ao final da rodada. Terá que torcer por tropeço do Atlético-PR diante do Goiás, na Arena da Baixada. Seria sua pior posição nesta edição.
Desde 1987, Sport e Flamengo possuem a maior rivalidade entre clubes fora dos seus estados e regiões. Rivalidade essa alimentada a cada nova polêmica. A última ocorrida no jogo entre os dois no Maracanã, no primeiro turno, com os pernambucanos reclamando de falta de “fair play” por parte dos cariocas no lance que originou o empate por 2 a 2. Por tudo isso, mesmo com os times fazendo campanhas distintas no Brasileiro, a Arena Pernambuco viveu um dia de panela de pressão. Pior para o Leão, que “pilhado” na emoção da torcida e excessivamente nervoso, foi dominado pelo rival durante a maior parte do jogo.
O gol do Flamengo, logo aos quatro minutos do primeiro tempo contribuiu ainda mais por isso. E fruto de uma falha recorrente da defesa do Sport: as bolas áreas. Após Pará receber com liberdade, Everton subiu com liberdade na pequena área leonina e estufou as redes de Danilo Fernandes. 
Outro exemplo do estado de nervos de time e torcida do Sport aconteceu aos 12 minutos. Após o Flamengo colocar uma bola para fora de propósito para atendimento médico de um jogador, os torcedores do Sport, lembrando o jogo do Maracanã, pediram para o time não devolver a bola aos cariocas, o que só foi feito após os donos da casa hesitarem por um momento. 

No momento em que colocou os nervos no lugar, o Sport conseguiu criar. Mesmo com os homens de criação do time (Marlone, Diego Souza e Maikon Leite) apagados. E o empate só não veio graças a uma linda defesa de Paulo Victor em chute de Wendel e do travessão, em cabeçada de Matheus Ferraz. Porém, o nervosismo voltou a atrapalhar.
Aos 23 minutos, Samuel Xavier foi expulso após levanta a sola do pé na altura do joelho de Alan Patrick no meio de campo. Em lance completamente desnecessário. Com um a menos, o Flamengo voltou a dominar a partida. E só não ampliou porque Renê chegou antes de Kayke salvado um gol certo dos cariocas, após rebote de Danilo Fernandes.
Segundo tempo
No retorno para a etapa final, o técnico Eduardo Baptista queimou as suas últimas duas substituições, com André na vaga do Brocador e Élber substituindo Diego Souza, que por reclamação havia sido advertido com cartão amarelo. As mudanças não deram certo e o Sport passou a ter, além do emocional abalado, um deserto de criatividade no meio. Melhor para o Flamengo, que por pouco não amplia logo aos três minutos, com Kayke.
O único lance digno de registro do Sport no segundo tempo só veio aos 13 minutos. Em mais um exemplo de desequilíbrio de time e torcida, que xingou bastante o lateral Renê após colocar a bola de proposito para fora para atendimento do atacante Everton, do Flamengo.  
Em campo, o jogador pedia mais vaias. E era atendido. Mas também seguia salvando o Leão, após travar chute de Alan Patrick, após erro de Rithely na saída de bola.
A essa altura, com o Sport totalmente entregue e com jogo totalmente a seu favor, o Flamengo seguia criando como queria e perdendo gols incríveis, como o de Alan Patrick, livre e de frente para a meta, aos 40 minutos. E com Danilo Fernandes fazendo seu milagre habitual aos 39 em novo lance com Alan Patrick. Ficou barato.
Ficha de jogo
Sport

Danilo Fernandes; Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Wendel, Marlone (Ferrugem), Diego Souza (Élber) e Maikon Leite; Hernane (André). Técnico: Eduardo Baptista.
Flamengo
Paulo Victor; Pará, César Martins, Samir e Jorge; Márcio Araújo, Canteros, Alan Patrick, Everton (Luiz Antônio); Emerson Sheik (Paulinho) e Kayke (Marcelo Cirino). Técnico: Oswaldo de Oliveira
Local: Arena Pernambuco. Árbitro: Braulio da Silva Machado (SC). Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa -SP) e Carlos Berkenbrock (SC). Gol: Everton (4 min do 1º). Cartões amarelos: Diego Souza (S), Canteros, Kayke, Pará, Emerson Sheik, César Martins (F). Expulsão: Samuel Xavier (S).


Diario de Pernambuco

PROCURANDO A FUGITIVA

Ela postava selfies e governava pelo celular


Entre festas, eventos sociais e a academia, a prefeita Lidiane Leite (PRB), 25, administrava Bom Jardim com os dois polegares e a 275 km de distância, em São Luís. Era por meio de um grupo de mensagens, batizado de "Força Tarefa", que a prefeita despachava com secretários, no mesmo celular que usava para tirar fotos de si mesma (selfies) ostentando luxo.
Foragida há uma semana, após a deflagração da Operação Éden, da Polícia Federal, ela é suspeita de desviar R$ 15 milhões da educação da cidade, onde há escolas que funcionam debaixo de árvores.
Lidiane chegou ao cargo por acaso. A dias da eleição de 2012, assumiu a candidatura no lugar do namorado, o pecuarista Beto Rocha, barrado pela Lei da Ficha Limpa. Eleita prefeita, pôs o namorado como secretário de Assuntos Políticos. Preso na semana passada, Beto é quem tocava o dia a dia da prefeitura, segundo políticos locais.
Antes, Lidiane vendia leite na porta de casa e ajudava a mãe em uma loja de roupas. Trocou a vida de classe média por uma rotina de riqueza ao namorar Beto, que tem bens avaliados em R$ 13,9 milhões, segundo a Justiça.
Suspeita de desviar recursos de escolas municipais, Lidiane está foragida desde o dia 20 de agosto. Ela ficou conhecida por publicar nas redes sociais fotos em que aparece ostentando luxo. A "Operação Éden" apura fraudes em licitações, desvio de dinheiro e transferências bancárias irregulares.
Enquanto ainda estava no cargo, Lidiane gostava de compartilhar "selfies" nas redes sociais segurando taças de champanhe ou fazendo poses com amigas e com um personal trainer. Também comentava sobre suas compras.
"Devia era comprar um carro mais luxuoso porque graças a Deus o dinheiro está sobrando", escreveu. Além da Polícia Federal, o Ministério Público do Maranhão e a Polícia Civil também participam das investigações. Os ex-secretários municipais Antônio Cesarino e Beto Rocha foram presos.

iG Minas Gerais 

BRASILEIRO SÉRIE A - RELEMBRANDO 87

Em meio à velha polêmica sobre 1987, Sport recebe o Fla para voltar a vencer no Brasileiro

Com passado no Rubro-negro carioca, Hernane pode começar como titular do Sport pela 1ª vez no Brasileirão

Há seis rodadas sem vitórias, Leão enfrenta um rival que vem bastante desfalcado


Há 28 anos vem sendo assim. Sempre que Sport e Flamengo se enfrentam, logo vem à tona a polêmica sobre o título brasileiro de 1987, conquistado no campo pelo Leão e contestado na Justiça pelos cariocas. Será assim mais uma vez neste domingo, quando os dois rubro-negros estarão frente a frente a partir das 16h, na Arena Pernambuco, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, a maior rivalidade entre clubes do Brasil, fora dos seus estados e regiões, e alimentada por um jogo que nunca existiu, também tem outros capítulos escritos. Ai sim, dentro de campo. Como, por exemplo, no empate por 2 a 2, do primeiro turno, disputado no Maracanã.
Na ocasião, os leoninos reclamaram de uma suposta falta de "fair play" do time carioca, que não devolveu uma bola jogada para fora de proposito pelo Sport para atendimento do meia-atacante Élber. A sequência do lance originou o gol de empate do Flamengo, que tinha um jogador a mais em campo, após o goleiro Magrão deslocar o ombro e ser substituído pelo meia Diego Souza, dono da emblemática camisa 87. Um dos mais revoltados após o jogo. Desde então, o seu desabafo vem sendo repetido a exaustão em uma propaganda de canal pago de televisão Sportv. Em tom de ameaça. "O Flamengo aqui está de parabéns, eles vão jogar lá". 
Passados três meses, o meia garante que a raiva com o Flamengo já passou. Mas não a motivação para a partida, considerada decisiva pelo DS87. "Sai de cabeça quente porque fomos prejudicados naquele jogo. Mas já passou. Temos que concentrar no nosso trabalho. Se tivermos que devolver a bola para o Flamengo, vamos fazer normalmente. Não tenho nada contra o Flamengo e nem a favor. Tenho que fazer o melhor para o Sport", garantiu o jogador, que passou pela Gávea entre 2005 e 2006. "Será mais um jogo difícil e decisivo para nós. Mais uma guerra, onde eles precisam vencer e nós também. É uma partida chave para ficarmos mais próximos do nosso objetivo no Brasileiro."

Diego Souza está certo. Apesar de vir motivado pela goleada e a classificação na Copa Sul-Americana sobre o Bahia, na quarta-feira, o Sport está há seis rodadas sem vencer no Brasileiro. Assim, da mesma forma que um triunfo pode levar o time de volta ao G4, uma derrota pode derrubar o time para o 10º lugar. Já o Flamengo, a cinco pontos da zona de rebaixamento, busca se recuperar da eliminação na Copa do Brasil para o Vasco. Motivos não faltam para que a partida seja mais um capítulo marcante da rivalidade entre rubro-negros pernambucanos e cariocas.
O time
A importância do jogo contra o Flamengo pode ser traduzida na decisão do técnico Eduardo Baptista, que ao contrário do que faz normalmente, resolveu não divulgar com antecedência a escalação da equipe. E são muitas as interrogações. No gol, após atuar nos dois jogos contra o Bahia pela Sul-Americana, Magrão pode retornar na vaga de Danilo Fernandes. Da mesma forma, após as boas atuações na última quarta-feira, Élber, no meio de campo e, principalmente, Hernane Brocador, no ataque, tem boas chances de começar como titulares.
O adversário
O Sport vai enfrentar um adversário esfacelado após uma eliminação traumática na Copa do Brasil. Diante de um Vasco fragilizado, o Flamengo não conseguiu, no jogo de volta, reverter a derrota da primeira partida. E ainda perdeu Guerrero e Éderson - os dois principais reforços do clube para o Brasileiro. Para substituí-los, o técnico Oswaldo de Oliveira pode apostar em Alan Patrick no meio-campo e na velocidade de Paulinho ao lado de Éverton e Emerson Sheik.
Ficha do jogo
Sport
Danilo Fernandes (Magrão); Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rodrigo Mancha, Rithely, Marlone (Élber), Diego Souza e Maikon Leite; Hernane (André). Técnico: Eduardo Baptista
Flamengo
Paulo Victor; Pará, César Martins, Samir e Jorge; Márcio Araújo, Canteros, Alan Patrick e Everton; Emerson e Kayke. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Local: Arena Pernambuco. Horário: 16h. Árbitro: Bráulio da Silva Machado (SC). Assistentes: Marcelo Van Gasse (SP) e Carlos Berkenbrock (SC). Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (estudante e sócios).


Diario de Pernambuco

NÁUTICO - PRECISANDO MELHORAR

Lisca comemora desgaste do Boa, mas reconhece que finalização do Náutico precisa melhorar

À vontade na coletiva, treinador do Náutico comemorou a vitória, mas reconheceu má pontaria do seu time


Técnico revelou que soltou o time no 2º tempo porque contava com cansaço do rival


Por muito pouco o Náutico não transformou uma partida que devia servir como recuperação em mais uma decepção. Depois de ter sido goleado pelo Luverdense, o Timbu teve que suar muito para derrotar o Boa Esporte pelo placar mínimo. Muito por conta da baixa eficiência do seu ataque, que não conseguiu converter o bom volume de jogo criado em arremates perigosos na direção do gol adversário.
Na coletiva após a partida, o técnico alvirrubro reconheceu a dificuldade que seu time teve de concluir com qualidade as jogadas criadas. Mas ressaltou a dificuldade imposta pelo Boa que, para ele, veio para impedir que o Náutico impusesse seu padrão de jogo. “A gente sabe que a proposta de Nedo (Xavier) é uma marcação baixa, para neutralizar o adversário. É sempre complicado. Tivemos um volume bem grande de finalizações, mas poucas no gol. Perdemos algumas situações e o jogo começou a ficar complicado”, analisou.
Lisca revelou ainda que, em sua estratégia, contou com uma circunstância a favor: a longa viagem do time adversário, que veio de Varginha e chegou ao Recife somente na véspera da partida. “Tínhamos passado aos jogadores no intervalo que, pela dificuldade que eles tiveram na logística, nós sabíamos que o final do jogo seria a nosso favor. Eles não conseguiram contra-atacar pelo cansaço. Já estava no nosso planejamento soltar o time no segundo tempo. A vitória foi o prêmio pela insistência, pela garra. Se não foi um jogo brilhante, foi um jogo em que a gente voltou a transpirar bastante”, elogiou o técnico.
É preciso melhorar
Apesar da alegria pela vitória suada, o comandante do Náutico não conseguiu deixar de lado a insatisfação com a incompetência que seu time mostrou na hora de concluir as jogadas. E prometeu que vai conversar e fazer trabalhos específicos com seus jogadores de frente para fazê-los evoluir no quesito.
“Pelo menos criamos, mas temos que melhorar”, enfatizou. “Temos trabalhado mais a sincronia dos movimentos, mas está faltando um pouco de trabalho na finalização. Quando a gente tiver uma brechinha, vamos dar uma conversada. Mas vamos tentar trabalhar isso porque foram 22 finalizações, mas o gol foi de um zagueiro e de cabeça”, comentou.


Diario de Pernambuco

SANTA CRUZ - CRITICANDO SEU TIME

Técnico do Santa Cruz critica postura do time: 'Muito fora do que tínhamos treinado'

"Na verdade, a gente sabia que precisava marcar o adversário no campo dele", disse o treinador coral

Marcelo Martelotte ficou insatisfeito com falhas no sistema de marcação da equipe


O treinador do Santa Cruz foi direto e não poupou a atuação da equipe. Nas primeiras palavras, Marcelo Martelotte classificou o primeiro tempo como “muito ruim”. A partir disso, o resultado passou a ser uma consequência. O comandante chegou a dizer que o time não fez o que foi trabalhado durante a semana. No fim, portanto, a vitória de 3 a 2 para o Paraná acabou sendo justa.
“Fizemos um primeiro tempo muito ruim. Muito fora do que tínhamos treinado durante a semana e programado para o jogo, principalmente após fazer 1 a 0. Tinha tudo para ter uma condição melhor para a partida, mas não foi assim que fizemos. Foi ruim. No intervalo, fizemos a troca. Mas voltamos desatentos e sofremos dois gols. Depois disso, foi que voltamos a ter posse de bola e marcação acima. Tudo que pedimos para o jogo. Só que o adversário já tinha dois gols na frente e acabou sendo tarde demais”, analisou o técnico.
A questão da marcação, por sinal, parece que foi o ponto que ainda mais incomodou o técnico Marcelo Martelotte. Afinal, o treinador já havia alertado para o estilo de jogo paranista, que gosta de trabalhar tocas curtos e manter a posse de bola. 
“Na verdade, a gente sabia que precisava marcar o adversário no campo dele. A gente sabe que é um time que sai tocando a bola com passes curtos. Tínhamos tudo para adiantar a marcação. Mas, no primeiro tempo, passamos a marcar no meio-campo. Com isso, eles passaram a tocar bola perto da nossa área. Erramos nesse aspecto. Nós ainda tínhamos a vantagem do gol, mas não aproveitamos e acabamos sendo penalizados.”


Diario de Pernambuco

sábado, 29 de agosto de 2015

BRASILEIRO SÉRIE B - SEM PERDER NA ARENA

Náutico mantém invencibilidade na Arena e vence o Boa Esporte

                                      Rafael Pereira fez o gol da vitória alvirrubra sobre o Boa Esporte na Arena


Gol timbu foi marcado no finalzinho do jogo


O Náutico manteve a invencibilidade dentro de casa na Série B do Campeonato Brasileiro ao bater o Boa Esporte por 1x0 neste sábado (29), na Arena Pernambuco, em partida válida pela 21ª rodada da competição. Agora o Timbu tem nove vitórias em seus domínios e dois empates. Os três pontos conquistados na partida contra o time de Varginha fez o alvirrubro subir temporariamente para a sexta colocação, com 35 pontos, e próximo ao G-4. Os pernambucanos estão colados no Sampaio Corrêa e no América-MG, quinto e quarto colocados, nessa ordem, com a mesma pontuação do Náutico, mas levando vantagem nos critérios de desempate. 
Esse panorama pode ser alterando se o Bahia, que joga às 21h deste sábado (29) contra o Mogi Mirim, vencer seu confronto. O Tricolor de Aço está em sétimo, com 34 pontos, e um jogo a menos que os rivais diretos pelo G-4.
O Boa Esporte, por sua vez, permanece na zona de rebaixamento, em 17º com os mesmos 23 pontos. A derrota para o time pernambucano quebrou a sequência de três jogos sem tropeços dos mineiros. Nas partidas anteriores, foram duas vitórias e um empate. Na próxima rodada, o Boa Esporte pega o Paraná, a partir das 20h30 desta terça-feira (1), no Estádio Municipal de Varginha, em Minas Gerais. Já o Náutico entra em campo no mesmo dia, mas no Heriberto Hülse, contra o Criciúma, em Santa Catarina.
Confira o lance a lance da partida:
Primeiro Tempo
1’ Daniel Morais foi lançado entre os zagueiros do Boa Esporte e quase conseguiu a finalização.
1’07 Cobrança de escanteio para o Náutico, Rafael Pereira tentou a cabeçada e a bola passou por cima do gol do Boa Esporte.
4’ Willian Magrão abriu pela direita com Lucas Farias, que tentou invadir a área do adversário e acabou sendo desarmado.
9’ Gabriel Dias foi lançado na área alvirrubra, mas o auxiliar marcou impedimento. O volante estava em posição legal.
18’ Zagueiro Rafael Pereira salvou o Náutico duas vezes, em bombardeio do Boa Esporte na área timbu.
21’50 Gastón cobrou falta, levantando na área do Boa. Daniel Morais cabeceou e a bola passou muito perto, à esquerda do gol de Andrey.
23’10 William Magrão solta a perna de fora da área e a bola passa pela linha de fundo.
24’25 João Ananias recupera bola para o Náutico, lança Rogerinho, que invade a área sozinho, mas desperdiça ao chutar para fora.
38’08 Após receber bom passe de Rogerinho, William Magrão perdeu a chance de inaugurar o placar, chutando em cima de Andrey.
42’ Rogerinho bate colocado na cobrança de falta e a bola sai por cima do gol de Andrey.
Segundo Tempo
3’20 Lucas fez bela jogada pelo lado direito, achou Rogerinho dentro da área adversária, mas o meia foi travado.
5’50 Mais uma vez pelo lado direito, William Magrão invadiu a grande área, achou Daniel Morais e chutou cruzado. Mas o atacante chegou atrasado e não conseguiu completar para o fundo das redes.
11’ Pirão chegou pela esquerda, cruzou na área. A bola sobrou para Léo Baiano, que ajeitou e chutou cruzado, mas goleiro do Timbu fez a defesa.
16’19 Bergson, que entrou no lugar de Marino, cobrou falta e bateu bem na bola. Andrey conseguiu espalmar e mandar para escanteio.
17’ Lucas Farias tocou Willian Magrão pela direita, o volante fez boa jogada, mas chutou mal de pé esquerdo. A bola foi para fora.
25’30 Em jogada pela  direita, Hiltinho levantou a cabeça e cruzou para Willian Magrão, que chutou de primeira e Andrey defendeu.
29’ Em rápido contra-ataque puxado por João Ananias, a bola sobrou para Douglas, que soltou o pé de fora da área. Andrey salvou o Boa Esporte novamente. 
36’ Hiltinho recebeu pela direita, acionou Bruno Alves, que não alcançou a bola para finalizar.
38’ Bergson fez linda jogada pelo lado direito, encontrou Douglas dentro da área, que deu voltando para William Magrão. Ele pegou muito mal na bola e mandou para fora. 
44'  Em cobrança de falta ensaiada, Willian Magrão recebeu na direita, cruzou na área, na medida para Rafael Pereira, que se antecipou e cabeceou no contrapé de Andrey. 1x0 Náutico.

JC Online

BRASILEIRO SÉRIE B - PERDEU DE VIRADA

Santa Cruz falha na defesa, cede virada para o Paraná e frustra chance de alcançar o G4

Paraná conseguiu virada sobre o santa Cruz após se aproveitar de falhas na defesa do Santa Cruz

Equipe coral acabou derrotada por 3 a 2 no Durival de Britto após sair na frente


O primeiro sinal era animador. Sete minutos de jogo e um gol do estreante Marcílio. Mas não. Não foi um Santa Cruz decisivo que encarou o Paraná, neste sábado, no Durival de Britto. Falhas defensivas da dupla de zaga. Um apagado João Paulo. Passes errados de Lelê e Anderson Aquino. Expulsão de Grafite. Os vacilos individuais deram o tom de mais uma derrota do time. É o 15º tropeço atuando na região Sul do País em dez anos. Algo que custou caro. O G4 ainda não se tornou realidade após a derrota por 3 a 2, e a equipe caiu para a oitava posição, com 31 pontos.
Primeiro tempo
O Santa Cruz começou o jogo de maneira decisiva. Na primeira chance clara, o gol. A ação, por sinal, teve participação do técnico Marcelo Martelotte. Após subida pela esquerda, Lelê, que viria a errar muito, deu um passe para trás. Ele encontrou Marcílio, que, após ser promovido pelo técnico aos profissionais, abriu o placar da partida aos sete minutos. O lance, no entanto, foi o único suspiro da equipe na primeira etapa.

A equipe coral se mostrou retraída. Fora de casa, voltou a ter dificuldades para criar. João Paulo sumiu. A bola rodava pouco nos pés dos jogadores. Enquanto isso, o Paraná se mostrou mais incisivo. Principalmente pelas laterais. Antes de marcar com Henrique, aos 37, criou duas belas oportunidades defendidas pelo salvador Tiago Cardoso.
Segundo tempo
O ritmo do Paraná se manteve para o começo da etapa final. Rapidamente, veio a virada. Com um minuto, Carlão aproveitou um vacilo na saída de jogo de Neris e colocou o Paraná na frente. Sem tempo para se recuperar, o time local tratou de passar por cima do Tricolor do Arruda em novo erro defensivo. Danny Morais marcou a bola e não viu Carlão. Novamente, o camisa 9 fez a sua parte e ampliou para 3 a 1.
O golpe parecia ter abatido o Santa Cruz. Mas a equipe coral encontrou forças para responder. Até porque estava mais arrumada na defesa com a entrada de Diego Sacomam no lugar de Marlon. As chances começaram a surgir. Assim, Lelê se desfez dos erros, driblou o goleiro e diminuiu a diferença aos 19 minutos. A reação, no entanto, travou com a expulsão de Grafite. O atacante revidou uma entrada dura do zagueiro, mas o árbitro expulsou apenas o camisa 23. 
Ficha do jogo
Paraná 3
Felipe Alves; Ricardinho, Luiz Felipe, Luciano Castán e Rafael Carioca (Anderson Uchoa); Fernandes, Rafael Costa (Jean) e Danielzinho; Carlão, Henrique e Guga (Gustavo Sauer). Técnico: Fernando Diniz.
Santa Cruz 2
Tiago Cardoso; Vitor, Neris, Danny Morais e Marlon (Diego Sacomam); Moradei, Marcílio, João Paulo, Lelê e Anderson Aquino (Luisinho); Grafite. Técnico: Marcelo Martelotte.
Estádio: Durival de Britto (Curitiba-PR)
Árbitro: Wagner Reway (MT) - Fifa
Assistentes: Paulo César Silva Faria (MT) e Marcelo Grando (MT)
Cartões amarelos: Rafael Carioca, Rafael Costa, Luciano Castán) (P); Anderson Aquino, Pedro Castro (S)
Cartão vermelho: Grafite (S)
Gols: Marcílio (aos 7min do 1°T), Henrique (aos 37min do 1°T), Carlão (1min e 8min do 2°T), Lelê (19min do 2ºT)
Público: 4.725 pessoas
Renda: R$ 62.990,00


Diario de Pernambuco

BRASILEIRO SÉRIE B - VOLTAR AO G-4

Em duelo cheio de "espiões", Náutico recebe o Boa Esporte na Arena PE

Arena Pernambuco será o palco do duelo entre Náutico e Boa Esporte (Foto: Elton de Castro)

Equipes têm em seus elencos jogadores que conhecem bem o adversário. Vitória pode fazer Timbu voltar ao G-4. Já o Boa quer se afastar da zona de rebaixamento


Por mais que tenham se enfrentado só uma vez neste ano, Náutico e Boa Esporte se conhecem muito mais do que imaginam. Quando pisarem no gramado da Arena Pernambuco, às 16h30 deste sábado, estarão nutrido de informações um do outro. Cada um dos elencos tem "espiões" que podem dar informações em detalhes aos treinadores. No Timbu, o meia Hiltinho e o atacante Daniel Morais são peças que conhecem bem o clube adversário, que ao seu favor podem contar com as dicas do lateral-direito Moacir, zagueiro Éverton Sena, meia Clebson e atacante Tadeu. Para os alvirrubros, o duelo pode significar a volta ao G-4, enquanto os mineiros tentam sair da zona de rebaixamento.
Hiltinho já passou pelo Boa Esporte nesta temporada. Fez 11 jogos na disputa do Campeonato Mineiro - nove como titular. Daniel Morais estava também no futebol mineiro antes de vir para o Náutico, defendendo o Tupi, onde, inclusive, era artilheiro da Série C. Chegou a comentar durante a semana que conhece o adversário e que já o enfrentou neste ano - pelo Estadual, empate sem gols. E são justamente estas duas peças que concorrem à única vaga restante no time do técnico Lisca.
Já no Boa Esporte, o atacante Tadeu conhece bem o Timbu. Afinal, esteve no Recife na disputa da Série B no ano passado.Outros pernambucanos do elenco também se encaixam no quesito "espiões", que podem passar informações para o técnico Nedo Xavier: o meia Clebson (que jogou no Salgueiro entre 2010 e 2013), o lateral-direito Moacir, que foi revelado no Central e atuou por cinco anos no Sport (de 2008 a 2009 e de 2011 a 2013) e o zagueiro Everton Sena, revelado pelo Santa Cruz, onde atuou até o ano passado - este tem ficado no banco de reservas recentemente.
Em boa fase e sem perder há três rodadas, o Boa Esporte conquistou sete dos últimos nove pontos disputados. A equipe, chegou a sair do Z-4, mas com o empate contra o Atlético-GO na última rodada voltou a ficar entre os últimos. Para esta partida, o time deverá ter um desfalque importante: o meia Chapinha, que marcou três gols nos últimos três jogos, sentiu uma lesão e é dúvida. 
O trio de jogo será sergipano. A partida será apitada por Claudio Francisco Lima e Silva, sendo auxiliado por Victor Oliveira Cruz e Daniel Vidal Pimentel. O GloboEsporte.com acompanha a partida em tempo real, com vídeos. 
Náutico: apenas uma dúvida ronda a cabeça do técnico Lisca: Hiltinho ou Daniel Morais no ataque. O resto do time foi revelado pelo treinador, que fez pouco mistério. E a montagem terá Julio Cesar; Lucas Farias, Rafael Pereira, Fabiano Eller e Gaston Filgueira; João Ananias, Marino, Willian Magrão e Rogerinho; Douglas e Daniel Morais (Hiltinho).
Boa Esporte: sem poder contar com o volante Radamés até o fim do ano, Nedo Xavier pode ter outro problema para escalar a equipe titular, já que Chapinha não participou do último treino e é dúvida. O Boa deve ir a campo com Andrey; Moacir, Raphael Silva, Wallace e Pirão; Gabriel Dias, Alê, Chapinha (Kleiton Domingues) e Clébson; Felipe Alves e Tadeu.

BRASILEIRO SÉRIE B - O DESESPERADO PARANÁ

Com um pé no Z-4, Paraná Clube recebe o embalado Santa Cruz na Vila

                                    Tricolores se enfrentam na Vila Capanema (Foto: Nadja Mauad/ RPC)

Enquanto o Tricolor não quer fechar a rodada na zona de rebaixamento, pernambucanos podem entrar no G-4. Jogo é neste sábado, às 16h30, em Curitiba


Paraná e Santa Cruz jogam em situações bem diferentes na Série B do Campeonato Brasileiro. De um lado, o time paranaense tenta vencer para não terminar a rodada na zona de rebaixamento. Já os pernambucanos podem, conforme os resultados, entrar pela primeira vez no G-4. Os tricolores se enfrentam neste sábado, às 16h30 (horário de Brasília), na Vila Capanema, em Curitiba.Com apenas uma vitória nos últimos cinco jogos, o Paraná está à beira da zona de rebaixamento. Em 16º lugar com 23 pontos, o Tricolor paranaense tem a mesma pontuação do Boa Esporte, primeiro time do Z-4. Precisando da vitória, o time paranista tenta manter a série de três jogos sem perder na Vila Capanema.Para a partida, o técnico Fernando Diniz deixou várias dúvidas e não revelou qual deve ser o time titular. O treinador não deve contar com o goleiro Marcos, machucado. Por outro lado, ele terá o retorno do meia Rafael Costa, que volta de suspensão.Após perseguir o G-4 desde a chegada do técnico Marcelo Martelotte, na oitava rodada, o Santa Cruz pode, pela primeira vez na Série B 2015, entrar no grupo de acesso à primeira divisão. Se vencer o jogo e for beneficiado por outros resultados da rodada, o Tricolor pode figurar entre os quatro melhores. Para isso, porém, o time pernambucano terá de quebrar um tabu: o de vencer fora de casa. Na competição, isso ocorreu apenas uma vez: contra o Bragantino, na 10ª rodada da Série B.Buscando reverter o quadro, Martelotte promoverá uma estreia: menos de uma semana após ter sido promovido para o elenco profissional, o meia Marcílio, de 20 anos, será titular na vaga de Bileu, que se lesionou e só retorna no final de setembro. Além disso, o time se apoia na boa fase do atacante Grafite, que marcou três gols nos quatro jogos que disputou pelo Santa Cruz desde o seu retorno.

BRONCA PESADA PARA O PRESIDENTE

STF nega mandado de segurança e CPI do Futebol consegue acesso ao sigilo de Del Nero


CPI já havia aprovado a quebra do sigilo do presidente da CBF na semana passada


O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, perdeu a primeira disputa contra a CPI do Futebol. Ele teve negado nesta sexta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF) o mandado de segurança no qual pedia que a CPI fosse impedida de ter acesso ao seus dados bancários e fiscais. A decisão negando o pedido liminar foi do ministro Edson Fachin.
A CPI havia aprovado a quebra do sigilo do presidente da CBF na semana passada. Na última quarta-feira, a defesa de Del Nero, comandada pelo advogado Carlos Eduardo Caputo Bastos, recorreu ao STF em busca do bloqueio do acesso. Alegou, entre outros motivos, que se tratava de uma vingança pessoal do senador Romário, presidente da comissão, contra ele. O ministro Fachin, então, pediu a Romário que justificasse o pedido do acesso às movimentações financeiras e fiscais.
Romário alegou em documentação enviada no final da tarde de quinta-feira ao STF que o fato de haver suspeitas, levantadas pela investigação do FBI, de envolvimento do dirigente na irregularidades nos contratos de marketing e de direitos de transmissão de várias competições, entre elas quatro edições da Copa América, justificava o interesse da CPI pela quebra do sigilo. Fachin, então, decidiu por negar a liminar.
Há no STF uma outra ação contra a CPI do Futebol, esta de autoria da CBF. Por meio dela, a entidade tenta impedir o acesso aos repasses feito às federações estaduais e a seus dirigentes. No mesmo pedido, procura evitar que os senadores recebam os contratos referentes aos amistosos da seleção brasileira e aos direitos de transmissão. O processo está nas mãos do ministro Marco Aurélio Mello, que ainda não emitiu sua decisão.


Agência Estado

A VOLTA DO PESADELO

Volta da CPMF: Dilma quer ajuda dos governadores


Com a resistência dos presidentes da Câmara e do Senado e a recusa de Michel Temer de trabalhar pela volta da CPMF, o Planalto aposta na situação crítica das finanças estaduais para fazer avançar no Congresso o projeto que recria a contribuição. Mas apesar de algumas manifestações favoráveis, governadores, e não só de oposição, se recusam a pagar a fatura política da negociação. “Se a ajuda deles for semelhante à que deram no ajuste fiscal, não avança um milímetro”, diz um ministro. A informação é de Vera Magalhães, na Folha de S.Paulo deste sábado. Com mais detalhes:
De um cacique peemedebista sobre a recriação do tributo: “A exumação da CPMF pode enterrar Dilma de vez no volume morto”.
Aliados de Dilma veem no caso da CPMF a certeza de um duplo desgaste para o governo: o de ter anunciado a ideia sem combinar e o do provável recuo num futuro próximo.
 “Dilma esqueceu uma regra básica: antes de entrar no recinto, veja se ele tem uma porta de saída”, diz um ministro descrente no avanço da proposta.
Interlocutores de Joaquim Levy dizem que o titular da Fazenda reconhece que a falta de negociação e o prazo apertado entre a decisão de recriar o tributo e o envio do projeto ao Congresso dificultam sua tramitação.
Segundo colegas, Levy afirma que não havia outra saída diante da queda da arrecadação de R$ 150 bilhões em relação à previsão.
por Magno Martins 

SERÁ MINORIA MESMO?

Dilma no CE: minoria aposta no "quanto pior, melhor"


Em discurso em Caucaia (CE), onde entregou residências do programa Minha Casa Minha Vida, a presidente Dilma Rousseff criticou o que chamou de "minoria" que aposta sempre no "quanto pior, melhor".
"Tem muita gente no Brasil que tem orgulho de ser brasileiro, que tem otimismo em relação ao país, que sabe que este país tem condições de crescer, avançar. Falta muito a fazer? Falta. Mas nós mostramos que somos capazes. Essa é a maioria do Brasil. Agora, tem uma minoria que aposta sempre no quanto pior, melhor", disse a presidente.
"É aquele pessoal que pesca em águas turvas, e que, quando as águas estão claras, nunca conseguem o que querem. Mas quando ficam um pouquinho turvas, pescam em águas turvas", completou Dilma.
A petista voltou a falar de programas sociais, como o Pronatec e Mais Médicos, e citou a inflação ao falar do Minha Casa Minha Vida. "Não vamos abrir mão das políticas que têm ajudado o povo brasileiro a melhorar da vida."
"Eu sei que estamos passando dificuldades. Muitos de vocês temem, acham que a situação está incerta, acham que a inflação ainda está alta, têm medo de perder o emprego. Quero dizer que meu governo pensa em duas coisas. Em como aumentar o emprego, garantir que o país volte a crescer. E reduzir a inflação, pois sabemos que a inflação corrói a renda do trabalhador", disse.
Dilma também voltou a falar sobre golpes e ditaduras, e citou a América Latina. "Não vamos deixar haver retrocesso neste país, nem no que se refere aos programas, nem o que se refere à questão da democracia. Nós todos sofremos as consequências de ter um país que não era democrático, que não respeitava as leis", disse.
"Mudamos a história do nosso país, assim como a América Latina mudou a história dela, que era a história de golpes e ditaduras. O Brasil é um país democrático e que sabe superar as dificuldades, como todos os países do mundo. Mas temos uma característica especial, que é superar isso com muita esperança e muito amor no coração."
À tarde, Dilma se reuniu com cerca de 50 empresários cearenses, numa tentativa de restabelecer a confiança do setor. Também participaram do encontro os ministros Armando Monteiro (Desenvolvimento), Nelson Barbosa (Planejamento), Kátia Abreu (Agricultura) e Antônio Carlos Rodrigues (Transportes).
Um grupo de cerca de 30 pessoas vestidas de verde e amarelo e com bandeiras do Brasil protestou contra Dilma na entrada do Centro de Eventos do Ceará, mas a presidente chegou de helicóptero e não cruzou com os manifestantes.
Ao abrir o encontro, Dilma assinou a ordem de serviço para início das obras do lote 4 da ferrovia Transnordestina e disse aos empresários que, assim como a transposição do rio São Francisco, é uma obra "estruturante" para o Nordeste, que irá "abrir fronteiras", reduzir os custos dos transportes de mercadorias e os gastos com manutenção das rodovias no país.
Disse ainda que a ferrovia irá funcionar como uma "espinha de peixe", ao interiorizar a estrutura ferroviária brasileira. Com 1.753 km interligando o interior de Ceará, Pernambuco e Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), a Transnordestina começou a ser construída em 2006, com orçamento previsto de R$ 4,5 bilhões e previsão inicial de entrega para 2010. A conclusão foi adiada diversas vezes e a previsão atual é para 2018, com custo estimado de R$ 7,5 bilhões. 

Da Folha de S.Paulo