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domingo, 26 de fevereiro de 2017

COPA DO NORDESTE 2017

Santa Cruz bate o Uniclinic e fica muito perto da classificação na Copa do Nordeste

Thomás, livre de marcação, cabeceou para abrir o marcador para o Tricolor pernambucano

Mesmo sem jogar bem, o Tricolor venceu por 2 a 0, com gols de Thomás e do estreante Júlio César e, agora, lidera o Grupo A do Nordestão


O Santa Cruz jogou apenas o suficiente para vencer o Uniclinic, neste sábado de carnaval, no estádio Domingão, em Horizonte-CE. Os tricolores fizeram uma partida fraquíssima, mas, mesmo assim, conquistaram três pontos importantes. A vitória por 2 a 0, com gols de Thomás e do estreante Júlio César, deixou a equipe coral na liderança do grupo A, da Copa do Nordeste, com 10 pontos, dois a mais que o Campinense.

Restando duas rodadas para o fim da fase de grupos do Nordestão, o clube deu um passo gigante para a sua classificação à próxima fase da competição. Agora, o Santa Cruz volta as atenções para o Campeonato Pernambucano. Na quinta-feira, depois do carnaval, o confronto será contra o Salgueiro, no Arruda.

CURIOSIDADE


A partida começou com um fato curioso. Os tricolores e o árbitro maranhense Mayron dos Reis estavam com os uniformes parecidos. E chegou a confundir em alguns momentos. Assim, a estreia da nova camisa coral - idealizada por um torcedor do clube e confeccionada pela Penalty -, durou apenas pouco mais de cinco minutos. Os jogadores do Santa Cruz acabaram trocando a camisa coral e retornaram ao gramado com o uniforme branco. Antes um pouco, aos 2 minutos, os tricolores reclamaram de um pênalti. Thomás recebeu um lançamento, entrou em velocidade na área e o goleiro Dionantan saiu nos seus pés derrubando o jogador. Porém, antes tocou na bola e a penalidade não foi marcada.


O forte calor e o estádio praticamente vazio criaram um ar de treino para o confronto. O jogo se arrastou lento, com pouquíssimas chances criadas. Tanto que o primeiro chute a gol do Santa Cruz veio só aos 35 minutos em uma cobrança de falta de Everton Santos, que não levou nenhum perigo. Apesar de maior posse de bola, o time pernambucano esbarrava na marcação do Uniclinic. Faltava criatividade e velocidade aos corais. A equipe estava amarrada e marcando muito recuada para explorar os contra-ataques. Se esperava o Tricolor mais afoito, jogando em velocidade para matar o jogo logo na etapa inicial.

Isso só aconteceu a partir dos 37 minutos, quando Halef Pitbull resolveu aparecer na partida. Em uma arrancada, que iniciou no campo de defesa, o atacante foi levando a bola até a área adversário, quando foi interceptado. No lance seguinte, o mesmo Pitbull dominou a bola na área e deu de calcanhar para Primão. O meia-atacante foi na linha de fundo e cruzou para Thomás, livre de marcação, cabecear para abrir o marcador. Santa Cruz 1 a 0. Logo em seguida, o Uniclinic quase empatou ao chutar  uma bola no travessão com Vaninho.

PRESSÃO
Na segunda etapa, em desvantagem no placar, os cearenses foram só pressão. Nos primeiros sete minutos foram criadas quatro boas chances de deixar o placar igual. A melhor veio com Edson Cariús, que chutou cruzado raspando o travessão coral. Percebendo o crescimento do adversário, o técnico Vinícius Eutróprio resolveu mexer em sua equipe. Era preciso dar mais movimentação ofensiva ao time. Assim, Barbio e Júlio César, que fez sua estreia, entraram nas vagas de Primão e Everton Santos, respectivamente.

O Santa Cruz melhorou. Apenas 12 minutos depois de pisar no gramado, Júlio César marcou o seu primeiro gol com a camisa coral e trouxe mais um alívio para o torcedor. Aos 26, Vítor fez boa jogada pelo lado direito e cruzou na área. O atacante dominou a bola, fez o giro e chutou preciso no canto esquerdo para fazer 2 a 0. O Uniclinic ainda chegou a assustar em dois momentos, mas o goleiro Júlio César apareceu bem.


Ficha do jogo

Uniclinic-CE

Dionantan; Luís Fernando, Anderson Sobral e Airton Júnior;  João Neto (Lima); Guídio, Jerson (Eusébio), Vaninho e Preto (Moré); Edson Cariús e Netinho. Técnico: Vladimir de Jesus.

Santa Cruz

Julio Cesar; Vitor, Jaime, Bruno Silva e Roberto; Wellington Cézar, David, Thomás (Júlio César), Thiago Primão (André Luís) e Everton Santos (William Barbio); Halef Pitbull. Técnico: Vinícius Eutrópio.

Estádio: Domingão (Horizonte-CE). Árbitro: Mayron dos Reis Novais (MA). Assistentes: Antônio Fernando de Sousa Santos (MA) e Djavan Costa da Silva (MA). Gols: Thomás (38’ do 1ºT) e Júlio César (26’ do 2T) (SCZ). Cartões amarelos: João Neto (UNI); André Luís (SCZ). Público e Renda: Não divulgados.

Diario de Pernambuco

OLINDA CARNAVAL 2017

Em Olinda, show de Alceu Valença é adiado para a próxima quarta

O show de Alceu Valença, que aconteceria no sábado, às 22h, no Polo Bajado, na Vila Olímpica de Rio Doce, foi adiado para a próxima quarta-feira (1º), às 14h, no mesmo local. Com a mudança, o artista, que abriu o Carnaval de Olinda nesta quinta, 23, também vai fazer o encerramento da festividade. Os grupos Faringes da Paixão, Zinho e Paulina e É o Jeito, que estão na grade de programação do dia, vão se apresentar normalmente. O evento começa às 21h.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

BENS SURRUPIADOS

LAVA JATO QUER OBJETOS QUE LULA SUBTRAIU DO PALÁCIO DO PLANALTO
AO DEFLAGAR A OPERAÇÃO ALETHEIA, A PF ENCONTROU MOEDAS, ESPADAS, ADAGAS, CANETAS, CONDECORAÇÕES E OUTROS OBJETOS DE VALOR QUE ESTAVAM ARMAZENADOS NO COFRE DO BANCO DO BRASIL DESDE 2011 (FOTO: REPRODUÇÃO)

MPF COBRA A DEVOLUÇÃO DE ITENS QUE SUMIRAM DA PRESIDÊNCIA

A força-tarefa da Operação Lava Jato, no Paraná, pediu ao juiz federal Sérgio Moro que autorize a Secretaria de Administração do Planalto a incorporar uma parte das ‘tralhas’ do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao patrimônio da Presidência da República. Os bens estavam no cofre-forte de uma agência do Banco do Brasil, em São Paulo, segundo a Operação Aletheia – que levou o ex-presidente para depor coercitivamente em 4 de março de 2016.
Na ocasião, a Polícia Federal achou moedas, espadas, adagas, canetas, condecorações e outros objetos de valor que estavam armazenados no cofre do BB desde 2011, sem custo, segundo informou o gerente da agência.
Lula afirma ter recebido as ‘tralhas’ de presente quando exerceu os dois mandatos (2003/2010).
Segundo a Procuradoria da República, os objetos estavam em nome de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente, e da ex-primeira dama Marisa Leticia Lula da Silva – que morreu no dia 3 de fevereiro -, ‘conforme documentação que havia sido anteriormente apreendida por ocasião do cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente’.
Em ofício de 17 de fevereiro, a força-tarefa da Lava Jato afirmou a Moro que a Secretaria do Planalto apresentou relatório e discriminou quais objetos devem ser incorporados ao patrimônio da Presidência.
O documento solicita ainda ‘autorização para a tomada das providências necessárias para incorporação dos bens em testilha ao patrimônio da Presidência da República’.
O pedido da Procuradoria destaca que os bens estão descritos no ‘item 61’ de um documento da Secretaria de Administração da Presidência.
“O Ministério Público Federal requer seja autorizada a Secretaria de Administração da Presidência da República a adotar as providências necessárias à incorporação, ao patrimônio da Presidência da República, dos bens descritos no item 61 Relatório Final da Comissão Especial”, solicitam os procuradores.
Tralhas
No mesmo dia em que foram feitas as buscas no cofre, Lula foi conduzido coercitivamente para depor e, irritado, disse que não sabia onde estavam as inúmeras ‘tralhas’ que ganhou quando presidente e que iria entregar tudo para o Ministério Público.
Antes disso, ele havia sido flagrado em um grampo com um advogado fazendo críticas às investigações sobre os presentes e dizendo que iria mandar tudo para um prédio do Ministério Público Federal em Brasília.
A defesa do ex-presidente afirmou que “o pedido feito pela Força Tarefa da Lava Jato para que o juiz da 13ª Vara Criminal de Curitiba retire bens do acervo que Lula recebeu da Secretaria da Presidência da República, no final do seu segundo mandato, é mais um exemplo gritante dos abusos e da perseguição imposta ao ex-Presidente”.
“A única interpretação possível é a de que a Lava Jato busca destruir a imagem e a história de Lula. A tentativa de retirar bens de seu acervo presidencial agora posta em curso é parte dessa estratégia impatriótica”, diz o advogado Cristiano Zanin Martins. 

(AE)

CARNAVAL ALVIRRUBRO

O carnaval do Náutico começa cedinho nos Aflitos, com 50 frevos no repertório


É a torcida mais apressada para o carnaval. Desde cedinho já está acordada, mudando o humor da cidade, fazendo abrir o sorriso alvirrubro a cada esquina. O domingo é do Timbu Coroado desde 1934, quando os atletas de remo criaram o bloco, saindo pela Rua da Aurora, onde fica até hoje a garagem do remo do clube. A tradição se mantém viva, com o Timbu Coroado dando uma volta no bairro dos Aflitos. O bloco mais tradicional entre os grandes clubes pernambucanos reúne anualmente dez mil pessoas atrás da Frevioca.
No som , o Come e Dorme é imbatível. O frevo-de-rua do compositor coral Nelson Ferreira não tem nem letra, mas se confunde com o próprio hino alvirrubro. Os metais levantam a timbuzada em outra composição de Nelson, o frevo-canção Hino do Timbu Coroado, de autoria de Edvaldo Pessoa, Turco e Jair Barroso. Essas músicas ficaram ainda mais populares no rádio, na execução a cada gol alvirrubro, sobretudo na era de ouro do Náutico, no hexacampeonato estadual. Naquela época, aliás, a segunda-feira de carnaval reservava espaço para o desfile do maracatu do Timbu Coroado.
Nos anos 1980, o carnaval vermelho e branco ganhou o Bonzão da Timbucana, sempre presente nas sociais dos Aflitos. Após um tempo tido como “azarado”, o boneco de olhos vermelhos voltou na Arena. O Náutico tem um repertório superior a 50 versões de frevo-canção, suficiente para um carnaval temático.
Os blocos
Timbu Coroado (Recife, Aflitos/desde 1934, com desfile no domingo)
Nação Alvirrubra (Bezerros/2001, segunda-feira)
Alvirrubros em Folia (Pesqueira/2006, segunda-feira)
Timbu Coroado (Limoeiro, sábado)

Por Cassio Zirpoli

CARNAVAL TRICOLOR

A inspiração do carnaval do Santa, do frevo de Capiba ao manguebeat de Chico


Os blocos Cobra Fumando, no Arruda, e Minha Cobra, em Olinda, arrastam milhares de tricolores, com características únicas no frevo. Em um século de história, o Santinha teve dois dos maiores compositores do envolvente ritmo pernambucano. Nelson Ferreira (1902-1976) e Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba (1904-1997). O primeiro foi um gênio nos frevos-de-rua, extraindo a animação dos metai, mas sem perder a linha como autor. Em 1957, homenageou o primeiro supercampeonato, com um frevo-canção, gravado posteriormente pelo alvirrubro Claudionor Germano. “Vamos cantar com toda emoção / Um, dois, três, quatro, cinco, seis / Saudando a faixa de supercampeão / A que fez jus / O mais querido Santa Cruz / Foram três as vitórias colossais”. 
Capiba, com 200 músicas no repertório, dos mais variados temas, não deixou por menos. Conselheiro coral, compôs em 1948 a marcha “O Mais Querido”. Como o clube não levantou a taça, guardou a letra. Hoje decorada em cada canto do Mundão, a canção só foi lançada em 1957. “Santa Cruz, Santa Cruz , junta mais essa vitória…”. O compositor só mexeu no último verso, adicionando o “super”. Irmão de Capiba, Marambá criou “Cobral Coral” em 1959, na voz de Rubens Cristino. “Quando aparece num gramado / O Santa Cruz dando xaxado / O adversário vai cair / Disso não pode fugir / Deixa a fumaça subir”. 
Muito antes, Sebastião Rosendo compôs o mais famoso frevo-canção do clube, “Santa Cruz de Corpo e Alma” de 1942, atendendo um pedido de Aristófanes de Andrade, renomado tricolor. Ainda que não tenha uma letra específica para o clube, o carnaval foi revigorado mais recentemente com as inúmeras músicas do tricolor Chico Science, através do manguebeat, uma soma de ritmos com total imersão no carnaval. Não por acaso, Chico, que faria 50 anos em 2016, foi o homenageado no bloco a Minha Cobra, juntando todos os sons.
De corpo e alma ao papa-taças, as canções que apaixonam nas orquestras.
Os blocos
Cobra Fumando (Recife, Arruda/desde 1992, com desfile na segunda-feira)
Triloucura (Bezerros/2004, segunda-feira)
Minha Cobra (Olinda, Sítio Histórico/2006, segunda-feira)
A Cobra Vai Subir (Afogados da Ingazeira/2008, terça-feira)
Paixão Coral (Pesqueira/2009, segunda-feira)
Minha Cobra nas Virgens (Surubum/2009, domingo pós-carnaval)
Naza Coral (Nazaré da Mata/2011, domingo)
Tricolor na Folia (Timbaúba, segunda-feira)
Veneno Coral (Bom Jardim, domingo)
Furacão Coral (Ribeirão, domingo)
Santamares (Palmares)

Por Cassio Zirpoli

CARNAVAL RUBRO NEGRO

Arrastado por blocos espontâneos, o carnaval do Sport se espalha no estado


O carnaval rubro-negro não tem um bloco oficial na capital pernambucana há bastante tempo. Desde o Leão Dourado, no início da década de 1990. Campo aberto para a própria torcida, que em 2016 criou a Troça Carnavalesca Futebolística e Cervejeira Eternamente Sportpara desfilar nas ladeiras da Cidade Alta. Acabou recebendo o apoio do clube. Por sinal, de forma espontânea, o Sport tem a maior quantidade de blocos em Pernambuco. O blog contabilizou quinze. Os frevos leoninos seguem em alto e bom som nos metais na Ilha, em Olinda, no Galo da Madrugada e pelo interior do estado.
Na arquibancada, a entrada da orquestra da Treme-Terra é um show à parte, puaxando o frevo-de-rua mais famoso do clube, numa composição do maestro Nelson Ferreira, um tricolor, diga-se. A música Cazá Cazá, ainda tocada nas rádios, foi composta a pedido de Eunitônio Edir Pereira em 1955, ano do cinquentenário do Leão. O mesmo Eunitônio compôs o hino oficial anos do clube depois. Seguindo o tom carnavalesco, há um frevo-canção ainda mais antigo, de 1936, também sob a batuta de Nelson Ferreira, em parceria com Sebastião Lopes, o “Pelo Sport Tudo”, o famoso dos brados. A música ficou conhecida como Moreninha, com vários elementos do carnaval, retratando bem a época.
Entre outros frevos do Sport, Haroldo Praça, autor do gol da vitória rubro-negra sobre o Santa Cruz por 6 x 5 na inauguração da Ilha do Retiro, em 1937, é citado no Frevo Nº 1 do Recife, de Antônio Maria, gravado em 1951 pelo Trio de Ouro. No carnaval, acredite, há espaço até para homenagem a um dirigente após uma conquista emblemática. Com Jarbas Guimarães assumindo a presidência, em 1975 o Sport acabou com o jejum de doze anos. Mereceu um frevo-canção de Rogério de Andrade, “Este ano, nosso time / vai ser mesmo campeão / todo mundo vai cantar e dizer / ninguém segura o Sport não”.
Os blocos
Raça Rubro-negra (Bezerros/desde 1994, com desfile na terça-feira)
Leão da Barra (Goiana/2000, terça-feira)
Nação Rubro-negra (Pesqueira/2002, sexta-feira)
Rubro-negro de Coração (São José da Coroa Grande/2007, segunda-feira)
Cazá-Cazá (Nazaré da Mata/2008, terça-feira)
Sport Folia (João Alfredo/2010, prévia)
Cazá Cazá (Afogados da Ingazeira/2012, domingo)
Bloco do Sport (Condado/2012, terça-feira)
Sport Folia (Ribeirão/2013, segunda-feira)
Leões da Mata (Palmares/2013, quinta-feira)
Leões na Folia (Ipojuca/2013, terça-feira)
Leão da Ilha (Carpina/2015)
Eternamente Sport (Olinda, Sítio Histórico/2016, domingo)
Torcida do Sport (Bom Jardim, terça-feira)
As Marias do Sport (Mercado da Boa Vista/2017, na prévia)

Por Cassio Zirpoli

NÁUTICO - PROMETENDO MUITO TRABALHO

Dudu se culpa por má fase pessoal e promete trabalho forte para ajudar o Náutico

Dudu pode ganhar uma chance no time titular com o novo esquema tático adotado por Milton Cruz

Meia foi o único ofensivo do meio de campo e vem decepcionando até o momento


O meia Dudu foi contratado como o único reforço para a parte ofensiva do meio de campo do Náutico e sua chegada foi cercada de expectativa. Nos primeiros dias de pré-temporada, mostrou que tinha qualidade para ser titular e não estreou na primeira partida do Timbu em 2017 porque não foi regularizado a tempo. Ganhou oportunidade no jogo seguinte. Foi expulso no Clássico das Emoções e só teve mais três oportunidades. Situação que lhe incomoda, mas não transfere a culpa.

“Sem dúvida culpo a mim mesmo por ainda não me firmar. Ainda não estou no meu melhor. Falei com o Ricardo (Seguins, preparador físico) e estou fazendo um trabalho à parte na academia. Não coloco a culpa em ninguém por não estar me firmando. Estou procurando trabalhar da melhor maneira possível para merecer”, explicou.

Talvez a chance que ela tenha seja agora, com a mudança de esquema tático da equipe. Milton Cruz espera trabalhar com um meio de campo mais povoado e deve utilizar três meias. O camisa 7 do Náutico ainda não sabe se atuará mais aberto ou centralizado, onde prefere. Apenas espera ajudar como puder.

“Também faço essa posição (atuando de lado) e o Dado preferia que eu fosse utilizado assim. Confesso que sou mais de atuar por dentro, mas disse para o Milton e para o Ivan que poderia fazer essa posição”.

Apesar de ter trabalhado apenas três dias com Milton Cruz, Dudu se mostrou empolgado com a bagagem do treinador. Foi só elogios ao novo comandante e espera que o grupo aproveite a oportunidade. “Ele tem uma história. É um vencedor no São Paulo e tem um currículo invejável. Estamos sendo comandados por um cara que entende muito de futebol. Ele e o Ivan são muito abertos e temos que vivenciar da melhor forma possível e tirar proveito dessa experiência”.


Diario de Prnambuco

SANTA CRUZ - NOVO UNIFORME

Eleição popular define o novo uniforme do Santa Cruz para temporada

Camisa tricolor concorreu com outras quatro desenhada também por torcedores do Santa Cruz

Padrão escolhido, concebido pelo torcedor Matheus Ventura, será utilizado no Nordestão; camisa estreia no jogo deste sábado, contra o Uniclinic-CE


O Santa Cruz tem agora um novo padrão para 2017. O Superesportes teve acesso ao resultado do concurso promovido pelo clube e pela fornecedora Penalty para eleger este uniforme alternativo. Entre os cinco finalistas, o modelo escolhido foi o concebido pelo tricolor Matheus Ventura. O time já estreia a camisa na partida deste sábado, contra o Uniclinic-CE, em Horizonte - válida pela quarta rodada da Copa do Nordeste.

O design da nova camisa tricolor é todo na vertical (nas cores preta, branca e vermelha) e com detalhes na manga. Ela será utilizada somente na disputa do Nordestão. Como foi projetada pela torcida, o nome dado ao uniforme é Manto das Multidões. O preço do produto na loja do Arruda, a PE Retrô, será de R$ 199,90 e já estará à venda neste sábado.

O concurso se iniciou ainda em setembro do ano passado, quando Santa Cruz e Penalty reataram parceria. Os torcedores enviaram imagens de protótipos de uniformes, que passaram pelo filtro do clube e da fornecedora. Em seguida, cinco modelos foram à votação popular no site oficial do Tricolor por 11 dias, onde se definiu o ganhador.

Também lançados em setembro de 2016, o Santa Cruz conta com mais outros quatro uniformes em 2017: o coral, o branco com listras na altura do peito, além de um preto. Uma versão verde deste último também foi feita para venda. Em alusão às cores da Chapecoense, o Tricolor chegou a utilizá-lo na rodada de fechamento da Série A, em uma homenagem às vítimas da tragédia com o avião do time catarinense.


Diario de Pernambuco

SPORT - DANIEL SE DEFENDENDO

Técnico do Sport defende seu trabalho rebate as críticas sobre falta de experiência

Daniel: "O único sustento do treinador são vitórias e conquistas. E só assim vou consolidar a caminhada"

Para Daniel Paulista, de 34 anos, é preciso se dar o mesmo respaldo e confiança mostrados com técnicos já consolidados no mercado no mercado brasileiro


Em termos de resultados, há pouco o que se questionar no trabalho do técnico Daniel Paulista à frente do Sport. Afinal, o treinador, que foi efetivado no cargo há oito rodadas para o término do Campeonato Brasileiro, conseguiu cumprir o objetivo de livrar o time do rebaixamento. Além disso, acumulando as duas últimas rodadas da Série A, está invicto há 12 jogos (somando as nove partidas oficiais de 2017 e a Taça Ariano Suassuna). Ainda assim, o treinador não é imune às críticas por parte da imprensa e da torcida. Muitas delas ainda baseadas na falta de experiência do comandante, de apenas 34 anos. Questionamentos injustos na visão de Daniel.

Para o técnico existe uma tendência no futebol brasileiro de dar espaços a profissionais novos na área. E com esses é preciso ter a mesma paciência dada a treinadores já consolidados no mercado. "A primeira coisa que a gente tem que fazer é abrir mais a cabeça. Não falo apenas sobre mim, mas a tendência do mercado do futebol brasileiro hoje é dar oportunidades a treinadores jovens e que não faziam parte do ciclo de técnicos que sempre trocavam de clubes, tanto na primeira, quanto na segunda divisão. E quando se abre essas novas oportunidades é preciso dar o mesmo respaldo, crédito e paciência que se tem com os treinadores mais renomados. Mas infelizmente muitas pessoas acabam não fazendo isso."

Confiante no seu trabalho, Daniel, no entanto, sabe que só acumulando resultados positivos poderá diminuir a desconfiança em torno do seu nome. O Sport, que há dois anos não conquista títulos, tem como meta nesse início de ano as taças da Copa do Nordeste e do Campeonato Pernambucano.  

"Eu particularmente encaro isso com naturalidade, mas sei do meu potencial. Sei o que estou fazendo e onde vou chegar. E só vou chegar com o trabalho junto com os atletas e com aquilo que vem sendo feito no dia a dia. O único sustento do treinador são as vitórias e conquistas. E só assim vou consolidar a caminhada da minha carreira", destacou.

Diario de Pernambuco

NÁUTICO - FORTALECENDO O MEIO

Técnico sinaliza mudanças de esquema tático no Náutico e deve fortalecer meio de campo

Milton Cruz afirmou que pretende contar com os retornos de Rodrigo Souza e Maylson ao meio de campo

Milton Cruz pretende utilizar uma formação com uma linha de quatro defensores, dois volantes, três atletas na armação e um centroavante


A esperança de mudança no Náutico é que as peças do meio de campo finalmente joguem o que era esperado delas. O setor que menos sofreu mudanças em 2017 está muito abaixo do esperado e no empate contra o Campinense ficou claro que meia Marco Antônio necessita de ajuda. Com urgência. O camisa 10 sofreu para encontrar alguém com que pudesse montar jogadas ofensivas e o técnico Milton Cruz percebeu.

Logo no intervalo, o treinador colocou Dudu no meio de campo, mas a situação não permitiu que os dois trocassem muitos passes. A necessidade pelos três pontos fez com que Marco Antônio fosse sacado durante a partida, como explicou o técnico.

“Eu conversei bastante com o Dudu e no Coritiba ele jogava muito pelo lado e às vezes por dentro. Ele disse que se sente melhor jogando por dentro e por isso no segundo tempo tirei o Nem e coloquei depois meias para a gente criar mais. Acho que ele entrou bem. Tirei o Marco por opção para tentar com jogadores descansados”, explicou o técnico.

Esta informação complementou outra dada por Milton logo após a partida. O técnico explicou que pretende utilizar uma formação com uma linha de quatro defensores, dois volantes, três atletas no meio e um centroavante. Algo não tão distante do que o ex-treinador do time Dado Cavalcanti vinha fazendo, mas na forma que Milton posicionará a equipe pode fazer a diferença para que atletas como Dudu ganhem espaço.

"Reforços"

Outros jogadores que também devem ganhar mais oportunidade com o novo técnico são o volante Rodrigo Souza e meia Maylson. Rodrigo Souza não jogou pela Copa do Nordeste na última quinta-feira por estar suspenso e Maylson ainda procurar recuperar a melhor forma e o ritmo de jogo após ser afastado do elenco por indisciplina. É provável que ambos estejam à disposição para o Clássico dos Clássicos contra o Sport e o técnico chegou a tratá-los como reforços dentro do clube.

“No meio temos jogadores como o Maylson, que reintegramos, e Rodrigo Souza. Jogadores que estão se preparando. Com a volta desses jogadores iremos reforçar esse time também”, afirmou.

Se Souza e Maylson voltaram ao nível que demonstraram em 2016 e Dudu finalmente desencantar, o Náutico tem tudo para ter um meio de campo bem melhor do que o atual. Só resta fazer com que isso deixe de ser expectativa e vire realidade. 


Diario de Pernambuco

COPA DO NORDESTE 2017

Santa Cruz visita o Uniclinic-CE para reaver liderança e se aproximar de classificação

Thiago Primão é candidato à vaga deixada por Léo Costa, que está em recuperação física

Às 16h30 deste sábado, em Horizonte, equipe tricolor volta a enfrentar pior time da Copa do Nordeste com nova obrigação de vitória


O empate sem gols do Campinense-PB com o Náutico, na última quinta-feira, fez o Santa Cruz deixar o topo da sua chave na Copa do Nordeste. O time paraibano tomou a liderança, mas o Tricolor tem a chance de retomá-la às 16h30 deste sábado, contra o lanterna Uniclinic, em Horizonte-CE - em jogo de complemento da rodada do grupo A. O time coral é um dos melhores segundos colocados e poderia ainda se classificar às quartas de final por esse critério. Mas reaver a primeira posição para trilhar um caminho sem riscos à próxima fase é a prioridade do clube.

Os corais reconhecem a responsabilidade da vitória. Evidente. Derrotar o Uniclinic-CE vai encaminhar a classificação do Santa Cruz. Caso ganhe nesta tarde, a dois jogos do fim da fase de grupos, precisaria só de mais quatro pontos para terminar como líder da chave (isso no pior cenário possível). Aparentemente, a missão de bater o time cearense é simples. Afinal, o adversário sequer pontuou no Nordestão, é o pior entre os 20 participantes e já sofreu duas goleadas por 4 a 0 - uma para o Náutico e a outra para o próprio Tricolor, na rodada passada, no Arruda.

Para o técnico Vinícius Eutrópio, o Santa não pode se enganar com o retrospecto do “azarão” Uniclinic-CE. Como discurso de praxe ou não, aponta a partida como a mais complicada da  temporada. “A primeira armadilha é não respeitar o adversário. Segundo, eles vão querer tirar ponto e exercer a vantagem do mando de campo. Para isso, a gente tem que estar preparado. Preparei o nosso grupo a semana toda com relação a este jogo no sentido de foco, respeito e superação. É assim que a gente vai encarar, como uma decisão. Vai ser encarado como a partida mais difícil do ano.”


Embora tenha perdido a liderança, Eutrópio avaliou como “bom” para o Santa Cruz o empate entre Náutico e Campinense-PB, na Arena de Pernambuco. Afinal, o Timbu é quase um concorrente a menos, já que vê a liderança como algo quase inatingível e depende do improvável para avançar de fase. O técnico projeta a classificação coral com um aproveitamento superior 50%, ou seja, pouco mais de nove nove pontos. Por isso, com sete somados na tabela, acredita que uma vitória no Ceará adianta a vida do Tricolor no torneio.

“A gente não pode fazer especulações porque não sabe o que vai acontecer nas próximas rodadas, mas hoje, não só estaríamos em primeiro da chave, mas entre os três primeiros do torneio, com mais de 50% de aproveitamento. A nossa projeção é fazer mais de 50% de aproveitamento para garantir a primeira colocação ou uma vaga em segundo lugar. Como a nossa chave é equilibrada, buscaremos sempre o primeiro lugar", sentenciou.

Dúvida
O Santa Cruz embarcou para o Ceará, ontem, com uma interrogação na na escalação. Conforme indicou nos treinos da semana, o técnico Vinícius Eutrópio afirmou que está ainda em dúvida entre Thiago Primão e William Barbio para ocupar a vaga de Léo Costa, em recuperação física após incômodos na coxa esquerda. Assegurou que a indefinição não é para fazer mistério, mas porque, de fato, ainda não escolheu qual dos dois irá jogar. Certo é que o volante Elicarlos, suspenso e machucado na coxa direita, cede vaga a Wellington Cézar.

Adversário


O Uniclinic-CE vive um inferno astral também no Campeonato Cearense. Não ganha há quatro jogos na competição e perdeu os três últimos. Na semana passada, ainda foi eliminado na Copa do Brasil ao perder de 2 a 1 da Portuguesa, no Ceará. A derradeira vitória Águia de Precabura foi há quase um mês: em 29 de janeiro, quando bateu o lanterna Itapipoca por 2 a 0, fora de casa - pelo Estadual.

Uniclinic-CE


Dionantan; Amaral, Anderson Sobral, Airton Júnior. e Eusébio; Guídio, João Neto, Jerson e Vanim; Edson Cariús e Netinho. Técnico: Roberto Carlos.

Santa Cruz


Julio Cesar; Vitor, Jaime, Bruno Silva e Roberto; Wellington Cézar, David, Thomás, Thiago Primão (William Barbio) e Everton Santos; Halef Pitbull. Técnico: Vinícius Eutrópio.

Estádio: Domingão (Horizonte-CE). Horário: 16h30. Árbitro: Mayron dos Reis Novais (MA). Assistentes: Antônio Fernando de Sousa Santos (MA) e Djavan Costa da Silva (MA).


Diario de Pernambuco

COPA DO NORDESTE 2017

Sport visita River para "brincar carnaval" na liderança e deixar classificação encaminhada

Leandro Pereira marcou seus primeiros gols pelo Sport no meio da semana e segue no time titular

Leão está empatado com os piauienses na liderança do Grupo C, com sete pontos


Em plena noite de sábado de Carnaval, o Sport terá pela frente um dos jogos mais importantes da temporada até agora. No estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina, às 21h, os rubro-negros encaram o River pela liderança do Grupo C da Copa do Nordeste. Os dois times estão empatados com sete pontos e buscam uma vitória pata deixar encaminhada a classificação para as quartas de final da competição. Para tanto, mais uma vez, o técnico Daniel Paulista utilizará a força máxima. Algo justificado pela relevância do confronto e também por respeito ao adversário, que empatou os últimos três confrontos contra o Leão, todas por 2 a 2 (duas na Copa do Nordeste do ano passado e outra na atual edição).

No entanto, para o confronto desta noite, Daniel Paulista espera uma postura diferente do adversário. Para o treinador rubro-negro, pelo fato de jogar em casa, o River deve adotar uma postura mais ousada da demonstrada no primeiro confronto, na Ilha do Retiro. "Espero uma postura diferente. Eles irão jogar com o apoio do seu torcedor e devem sair um pouco mais. Com isso podem dar espaço, o que seria interessante para nós. Mas o Sport vai atuar como sempre atuou contra todos os adversarios. Vamos entrar em campo para ganhar e buscar o resultado", destacou.

Ciente da importância da partida, Daniel, no entanto, afirmou que o Sport também vai tomar suas precauções para não ser surpreendido. O time ainda está invicto na temporada, com cinco vitórias e três empates em jogos oficiais. "Lógico que vamos respeitar o River. Até porque eles vivem um bom momento dentro da competição e não é à toa que estão juntos conosco dividindo a liderança. Temos que ter cuidados, mas vamos para lá buscar a vitória", reforçou.

O treinador reconhece que, em caso de vitória, o que deixará o Sport com 10 pontos, a classificação à próxima fase ficará bem próxima. Até porque ainda restarão duas partidas, contra os praticamente eliminados Juazeirense, na Ilha, e Sampaio Corrêa, em São Luís. "Com esse regulamento em que apenas o primeiro colocado de cada grupo tem vaga garantida a gente sabe que uma vitória vai deixar tudo bem encaminhado. O que torna esse jogo o mais importante da primeira fase até aqui", avaliou.

Com relação ao time, nenhuma novidade. Assim, esta será a quinta vez que Daniel Paulista repete a mesma formação da equipe principal, com Leandro Pereira mantido no comando de ataque, deixando André, novamente, no banco de reservas. No meio de campo, o volante Rithely, recuperado de dores lombares, também tem presença garantida. 

Ficha do jogo

River
Leandro; Oscar, Alan Miguel, Wesley e Rossales; Amorim, Osmar, Humberto e Júnior Paraíba; Viola e Tety. Técnico: Lucas Andrade (interino).

Sport
Magrão; Samuel Xavier, Ronaldo Alves, Durval e Renê; Rithely, Ronaldo, Everton Felipe, Diego Souza e Rogério; Leandro Pereira. Técnico: Daniel Paulista.

Local: Estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina (PI). Árbitro: Clizaldo Pace França (PB). Assistentes: Kildenn Tadeu Morais e José Maria de Lucena (ambos da PB).


Diario de Pernambuco

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

NÁUTICO - AINDA NÃO VOLTA ESTE ANO

Sem verba, retorno do Náutico aos Aflitos dificilmente acontece em 2017

                        Interditado, Aflitos só poderá ser utilizado após reinauguração (Foto: Marlon Costa / PE Press)

Se tivesse recursos suficientes, o custo total da revitalização giraria em torno de R$8 milhões; Comissão Paritária estuda campanhas para não depender de setor privado


Na última semana, a novela envolvendo a volta do Náutico aos Aflitos ganhou mais um capítulo: o estádio foi interditado. Apesar de não ser utilizado pela equipe principal, o local servia como apoio a outras modalidades do clube, como o futebol feminino - que foi realocado para o CT, com mando de jogos no Estádio Ademir Cunha. Por conta da escassez de dinheiro, a revitalização anda a passos lentos. Além do recrutamento de voluntários, a Comissão Paritária analisa medidas para arrecadação de fundos.
Para captar esses recursos sem ficar refém do setor privado, campanhas estão em estudo. E uma delas já deve ser lançada nos próximos meses.

- Está sendo estudada a possibilidade de comercializar as cadeiras de ferro antigas do estádio, que já foram retiradas. Elas serão restauradas e vendidas como relíquia, lembrança do estádio. É uma forma de arrecadação de recursos - disse Ana Cláudia Nogueira, assessora do Conselho Deliberativo.
Outra possibilidade de obtenção de renda seria por meio de um processo judicial, que ganhou força após o Náutico, na primeira quinzena de dezembro de 2016, ameaçar acionar o Consórcio Odebrecht na Justiça Arbitral. Contudo, o procedimento, neste caso, é lento.
- A questão da Odebrecht certamente vai demorar demais para ser resolvida. Não dá pra contar com esse dinheiro nesse ano, por exemplo.
O Náutico não joga nos Aflitos desde 2013. A ideia de voltar a jogar com o time principal no local vem sendo trabalhada pelo clube há cerca de um ano. Por enquanto, estão sendo realizadas intervenções.

-  Ainda estamos aguardando o início das campanhas de arrecadação. Enquanto não começam, a gente faz o que é possível. Tem alguns voluntários que já estão ajudando a gente. Fazendo retirada de coisas, limpeza, faxina... vendo o que pode ser feito - acrescentou Ana Cláudia Nogueira.
Em certo momento, foi levantada a possibilidade, pelo próprio Náutico, de o estádio receber grama sintética. Com a recente proibição do gramado artificial pela CBF a partir de 2018 (que afetou, principalmente, o Atlético-PR e seu estádio, Arena da Baixada), e custo alto que geraria ao clube, o plano não seguirá em frente. O início da recuperação do gramado dos aflitos, inclusive, é uma das ações a curto prazo, segundo Ana Cláudia Nogueira.
- Umas da ações que devem começar amanhã (quinta-feira) é a irrigação de toda a grama do campo, que é para as ervas daninhas germinarem e serem arrancadas. Depois disso, se esteriliza o terreno para, aí sim, poder receber uma nova grama.
Já foi dito que, assim que o dinheiro necessário estiver em caixa (cerca de R$8 milhões), em oito meses o estádio ficará pronto. Devido ao momento financeiro delicado do país, a conclusão de todas as obras, ainda este ano, é difícil. Mesmo assim, a comissão não usa a palavra impossível.
- A gente não fala que é impossível reabrir (em 2017). Estamos trabalhando por etapas. A primeira proposta é o básico, o gramado. Isso ainda pode ser feito em 2017. Mas é difícil porque estamos tendo muitas dificuldades com investidores. Não podemos jogar tudo nas costas da torcida e o clube não tem dinheiro sobrando. A gente precisa muito do apoio externo, empresarial, na coleta de recursos. 
O clube também está produzindo um portal de transparência. O site terá o objetivo de reunir informações e outras campanhas de arrecadação. Por meio dele dele, qualquer pessoa poderá contribuir e acompanhar como os valores estão sendo investidos.
O curioso é que, na coletiva de apresentação, o técnico Milton Cruz defendeu a volta dos jogos nos Aflitos. Ele confessou que chegou a perguntar ao diretor de futebol Eduardo Henriques onde o Náutico estava se apresentando. Para o treinador, estar de novo na antiga casa é o primeiro reforço do time.
- Acho que o primeiro reforço nosso é voltar a jogar nos Aflitos. Eduardo falou comigo e eu perguntei: "Onde estão mandando os jogos?". Eles disseram que o estádio dos Aflitos está passando por uma reforma e eles estão procurando patrocinadores. Todas as vezes que eu vim jogar aqui, e nós jogamos contra o Náutico nos Aflitos, era uma dificuldade muito grande. E os outros times sentiam muito. A torcida gosta, faz pressão e isso é importante para os jogadores do Náutico que sentem mais o carinho da torcida.


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