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sábado, 29 de abril de 2017

LONGE DA SALVAÇÃO

Prescrição está distante para salvar delatados

Odebrecht
Foto: Edilson Dantas - Agência O Globo

Esperança de alguns políticos que passaram a ser investigados com base na delação de executivos da Odebrecht, a prescrição dos processos ainda é uma possibilidade distante. Levantamento do GLOBO mostra que, nos casos de 95 dos 96 investigados em inquéritos sem sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), os crimes só começam a prescrever em 2022; para 33 deles, isso só ocorrerá em 2030.
O cálculo da prescrição dos crimes é feito com base na pena máxima da infração apontada e de acordo com os critérios definidos no Código Penal. A contagem de prazo para a prescrição só é interrompida no momento em que a denúncia é aceita pela Justiça. Nos casos da delação da Odebrecht, o crime que tem a prescrição mais rápida é o de falsidade ideológica eleitoral, tipificação usada para enquadrar o caixa dois. Como a pena máxima é de cinco anos, a prescrição ocorre em 12 anos, pelas regras do Código Penal. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) é acusado de ter recebido caixa dois somente em 2006 e, por isso, pode se livrar da investigação se uma eventual denúncia não for recebida pelo Supremo até o ano que vem. É o único caso que pode ser beneficiado nesta década.

O Globo - Eduardo Bresciani

PRONUNCIAMENTO

Temer defenderá reformas em pronunciamento

Temer defenderá reformas em fala de 1º de maio nas redes sociais

1º de Maio
O presidente Michel Temer gravou um pronunciamento para o 1º de maio em que fez uma defesa das reformas trabalhista e da Previdência. Na fala que será divulgada nas redes sociais, Temer afirma que a reforma trabalhista ajuda a gerar emprego, modernizar a economia e colocar o Brasil nos trilhos. 
Temer também ressalta que o governo não este intimidado por ter recebido um país com quase 13 milhões de desempregados. E que a reforma trabalhista modernizou uma legislação para se adequar as condições atuais. No pronunciamento, Temer argumentará que as mudanças são necessárias para ajudar na recuperação dos postos de trabalho.

Blog do Camarotti

NÃO ME PREJUDICA

Lula e Palocci: pode prejudicar muita gente, menos eu

Ex-ministro disse ao juiz Sergio Moro que estava disposto a contar tudo; Lula afirmou ter certeza de que ele não fechará delação

ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta sexta-feira sobre a possibilidade do ex-ministro Antonio Palocci fechar delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. Mantendo a praxe de se dizer o homem mais honesto do país, Lula disse que Palocci pode “prejudicar muita gente, menos ele”. Mesmo assim, afirmou “ter certeza” de que o ex-homem forte do seu governo não fará acordo com os investigadores, apesar de ele ter dito ao juiz Sergio Moro que está “disposto a contar tudo” e a abrir um caminho que “pode render mais um ano de Lava Jato”.
“Se tem alguém que sabe tudo sobre mim, esse é o nosso homem lá de cima. Eu não tenho preocupação com nenhuma delação.[O Palocci] foi meu companheiro por 30 anos, é uma das figuras mais inteligentes desse país. Ele já é maior de idade. Eu tenho certeza absoluta de que não vai fazer delação. Ele pode contar tudo o que sabe, mas tenho certeza que pode prejudicar muita gente, menos eu”, disse Lula, em entrevista à Radio Guaíba, do Rio Grande do Sul.
Lula também aproveitou a entrevista para declarar abertamente que será candidato à Presidência em 2018, pedir votos à população e dizer que não há plano B no PT. Nas últimas semanas, diante das acusações do empreiteiro Léo Pinheiro e de delatores da Odebrecht, o partido passou a fazer análises internas sem o seu líder máximo na disputa do próximo ano. 
“Antes eu tinha dúvida, mas hoje eu tenho certeza: quero ser presidente outra vez. Vou pedir ao povo brasileiro a licença para votar em mim. Para mim, não tem plano B”, disse Lula, completando que está tranquilo de que não será impedido de concorrer. O ex-presidente é réu em cinco ações penais. Se ele for condenado em segunda instância até o ano que vem, ele fica enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
O ex-presidente também declarou apoio à greve geral, que acontece desde a manhã desta sexta-feira contra as reformas previdenciária e trabalhista, dizendo que ela é um “sucesso” e que pode levar os deputados a mudarem de opinião. Com ligação histórica com as centrais sindicais e movimentos de esquerda que convocaram a mobilização de hoje, Lula se empenhou em mostrar que é o homem”capaz de resolver a crise do país”. “Se tem uma coisa que eu entendo bem, é da alma do povo brasileiro”.

VEJA Online

A PIADA COM O NOME DE TEMER

No muro: cemitério troca Fora Temer por Entra Temer


O funcionário de um cemitério em SP fez um protesto inusitado pintando no muro do local onde trabalha, no lugar do refrão “Fora Temer”, justamente o inverso: 'entra Temer',  
Sobre a greve, as centrais sindicais que organizaram as paralisações de ontem afirmam que não contabilizaram números de adesões, mas, segundo a Força Sindical, passou de 40 milhões de pessoas. Dados disponíveis pelas entidades indicam que a última grande greve no País, em 1989, teve 35 milhões de adesões.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse que o movimento de ontem foi um recado para que o governo abra negociações para se fazer uma reforma "civilizada", que não seja feita só pelo governo e o Congresso, mas com a participação dos trabalhadores.
"Foi a maior greve da história", afirma o presidente da CUT, Vagner Gomes. "Foi uma resposta ao Temer e ao Congresso de que a sociedade não concorda com o fim da CLT, com a terceirização e o fim da aposentadoria."

SEQUESTRO FRUSTRADO

Presos suspeitos de sequestro em PE

PM prende suspeitos de sequestro e resgata vítima em PE. Ação ocorreu na noite de sexta-feira (28), na BR-101 Norte, logo depois que homem foi obrigado a dirigir entre Abreu e Lima, no Grande Recife, e Goiana, na Mata Norte do estado.

A polícia Militar de Pernambuco frustrou um sequestro, na noite de sexta-feira (28). A ação criminosa começou no Centro de Abreu e Lima, no Grande Recife, e terminou, momentos depois, no caminho para Goiana, na Zona da Mata Norte do estado. Um policial, que estava de folga, acionou uma equipe da PM e os militares conseguiram prender os três suspeitos e resgatar a vítima
De acordo com a PM, o caso teve início quando um homem saiu de uma agência bancária, em Abreu e Lima. A vítima foi abordada por três homens ao entrar no carro.
Os suspeitos, armados de facas, ameaçaram a vítima. Eles obrigaram o homem a dirigir o carro até a cidade de Goiana. Ao perceber a investida, o policial acionou a equipe do 17º Batalhão, que é responsável pelo policiamento da área.
Essa equipe, com apoio de outras viaturas, localizou o veículo onde estavam os suspeitos e a vítima. A abordagem aconteceu na Rodovia BR-101 Norte, perto de um posto de gasolina.
O homem escapou ileso e, segundo a PM, teve todos os objetos recuperados. A vítima, muito nervosa, detalhou aos PMs ter sofrido ameaças durante todo o tempo em que ficou sob a ameaça dos suspeitos. Após a prisão, o trio foi levado para a Delegacia de plantão na cidade de Paulista, também no Grande Recife.

Portal G1 - PE

TERROR NAS RUAS DO RIO

'GREVE GERAL' VIROU PRETEXTO PARA VÂNDALOS CRIAREM CLIMA DE TERROR
DIANTE DE UMA POPULAÇÃO ASSUSTADA, OS BANDIDOS VANCALIZARAM ÔNIBUS, LOJAS, PRÉDIOS PÚBLICOS E AGÊNCIAS BANCÁRIAS. (FOTO: MARCOS ARCOVERDE/AE)

BANDIDOS ESCONDEM O ROSTO PARA PRATICAR CRIMES NAS RUAS DO RIO

A “greve geral” que não houve acabou degenerando em atos de terror no Rio de Janeiro, com nove ônibus incendiados e várias lojas e agências bancárias vandalizadas, segundo testemunhas, por delinqüentes mascarados. Policiais suspeitam da participação conjunta de ativistas “Black blockers” e representantes do crime organizado ndas favelas do Rio de Janeiro.
O pretexto das manifestações era protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária, mas na verdade os organizadores eram a Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do Partido dos Trabalhadores (PT).
Os confrontos entre mascarados e policiais militares levaram pânico à Cinelândia e deixaram saldo de oito ônibus incendiados. A Cinelândia se tornou uma praça de guerra. Ao menos nove ônibus e um carro foram incendiados.

'GREVE' NÃO PAROU O PAÍS

‘GREVE GERAL’ FEZ BARULHO, TEVE ATÉ VANDALISMO, MAS NÃO PAROU O PAÍS
AINDA PELA MANHÃ, AS EVIDÊNCIAS DO FIASCO: NAS RUAS, APENAS PEQUENOS GRUPOS DE SINDICALISTAS.

AÇÕES ISOLADAS DE SINDICALISTAS DO PT MARCARAM MANIFESTAÇÕES

Já no início da manhã desta sexta (28) o Palácio do Planalto celebrava o fiasco da “greve geral” convocada por sindicalistas ligados à CUT, braço sindical do PT. Protestos foram realizados, mas o País não parou, segundo avaliação do sistema de monitoramento do Palácio do Planalto. Os sindicalistas se dividiram em pequenos grupos, para ações pontuais, insuficientes para tornar realidade a prometida “greve geral”. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Mas houve conflitos com a sociedade. Com o fiasco, sindicalistas passaram a agredir pessoas no trânsito que não conseguiam bloquear.
No aeroporto Santos Dumont, no Rio, bandidos com bonés e camisetas da CUT espancaram passageiros na fila do check-in e para pegar táxi.
Um êxito da greve foi no transporte público de algumas cidades, onde os mais pobres não puderam exercer o direito de ir e vir.
Profissionais de unidades públicas de saúde também negaram socorro a doentes, de maioria pobre, sem plano de saúde ou médico particular.
 Cláudio Humberto


BANDITISMO

EM ALAGOAS, MST FECHOU LOJAS À FORÇA E PAGOU CACHÊ A MANIFESTANTE
INTEGRANTES DO MST USAM FOICE PARA AMEAÇAR LOJISTAS EM ARAPIRACA (REPRODUÇÃO TV GAZETA/GLOBO)

ATERRORIZARAM LOJISTAS COM FOICES E PAGARAM A MANIFESTANTES

Enquanto nenhum incidente foi registrado nos protestos contra as reformas trabalhista e previdenciária em Maceió, nesta sexta-feira (28), na cidade de Arapiraca, a maior do interior, manifestantes usaram da truculência e ameaça para invadir lojas, ameaçar trabalhadores e empresários com foices e obrigar donos e gerentes de pequenos negócios a fechar suas portas. Além disso, uma mulher disse a um radialista que receberia dinheiro para participar do ato na cidade que fica a 128 km de distância da capital alagoana.
A um repórter, uma desempregada admitiu desconhecer os motivos da manifestação e disse que seria paga para estar presente no protesto convocado pela CUT e pelo PT, com forte presença de integrantes do Movimento Sem Terra, em Arapiraca.
A mulher disse ao repórter da Rádio 96 de Arapiraca, Mitchel Torquato, que levou a filha de três anos de idade para a manifestação, por não ter com quem deixá-la em casa, já que o marido teria vindo tocar zabumba no ato. Na conversa gravada e publicada no site Diário Arapiraca, a mulher é perguntada se a menina teria comido alguma coisa, e responde: “Bolacha e picolé”.
AMEAÇA E DESRESPEITO
Um dos momentos mais tensos ocorreu quando o protesto se aproximou da região onde fica a Concatedral Nossa Senhora do Bom Conselho, no Centro de Arapiraca. Em frente à loja de produtos agrícolas o grupo começou a ordenar o fechamento da loja e invadiram o estabelecimento. Segundo o gerente da loja Coagro, alvo da intervenção, Edmilson Firmino, foi o locutor do carro de som que determinou a invasão.
Um integrante do MST usou uma foice para puxar para baixo a porta de uma loja, enquanto uma mulher tenta impedir, antes de ceder à intimidação. A loja de presentes e brinquedos chamada Brinkz também teve suas portas fechadas à força pelo mesmo grupo. E a proprietária Tânia Lopes reclamou seus direitos a trabalhar.
“É um direito deles. Não tenho nada contra, se querem protestar. Só que eu estava aqui no meu estabelecimento, trabalhando. Não falei mal de ninguém, não sou contra. Apenas eu acho que é um direito de quem quer trabalhar, trabalhar”, disse a dona da Brinqz, à reportagem da TV Gazeta.

OPERAÇÃO EFICIÊNCIA

MINISTRO GILMAR MENDES MANDA SOLTAR O EMPRESÁRIO EIKE BATISTA
NO HABEAS CORPUS, A DEFESA ALEGOU QUE A PRISÃO PREVENTIVA É ILEGAL E SEM FUDAMENTAÇÃO FOTO: FÁBIO MOTTA/ ESTADÃO

EIKE DEVERÁ SER SOLTO SE NÃO ESTIVER CUMPRINDO OUTRO MANDADO DE PRISÃO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes mandou soltar hoje (28) o empresário Eike Batista, preso, no final de janeiro na Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Lava Jato. O empresário é réu na Justiça Federal do Rio por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
De acordo com a decisão do ministro, Eike deverá ser solto se não estiver cumprindo outro mandado de prisão. Caberá ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal no Rio de Janeiro, avaliar se o empresário será solto e aplicar medidas cautelares.
Segundo as investigações, Eike teria repassado US$ 16,5 milhões em propina ao ex-governador Sérgio Cabral, por meio de contratos fraudulentos com o escritório de advocacia da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, e uma ação fraudulenta que simulava a venda de uma mina de ouro, por intermédio de um banco no Panamá. Em depoimento à PF, Eike confirmou o pagamento para tentar conseguir vantagens para as empresas do grupo EBX, presididas por ele.
No habeas corpus, a defesa de Eike Batista alegou que a prisão preventiva é ilegal e sem fudamentação. Para os advogados, a Justiça atendeu ao apelo midiático da população .
"Nada mais injusto do que a manutenção da prisão preventiva de um réu, a contrapelo da ordem constitucional e infraconstitucional, apenas para satisfazer a supostos anseios de justiçamento por parte da população, os quais, desacoplados do devido processo legal, se confundem inelutavelmente com a barbárie", argumenta a defesa.

(ABr)

NÁUTICO - CONTANDO TUDO

Mais união entre diretores, elenco e força da base: o que Marco Antônio vê do Náutico

"Falando de todo coração, o Náutico tem que melhorar como um todo", afirmou Marco Antônio

Líder do vestiário, camisa 10 analisou o mau momento do clube em todos os setores; Política e salários atrasados foram alguns dos assuntos comentados


Marco Antônio voltou ao Náutico para ser a peça que faltava no meio de campo em 2016. Um atleta experiente, que pudesse comandar o meio de campo e, o principal, tivesse identificação com a torcida. Característica única no elenco timbu. Caiu como uma luva e a engrenagem alvirrubra, que parecia estar pronta para quebrar voltou a funcionar. O problema é que, na reta final, faltou óleo. Tropeços inexplicáveis. O problema é que o que ocorreu no dia 26 de novembro de 2016, na derrota para o Oeste, na Arena de Pernambuco, reflete diretamente em 2017 com a perda da vaga na Série A. Essa é a visão do capitão, líder e camisa 10 do Náutico.

Porta voz dos atletas junto à diretoria, Marco Antônio falou um pouco de tudo o que pensa sobre o Náutico em entrevista exclusiva ao Superesportes um dia antes de tomar a frente na paralisação dos jogadores. Seu discurso parecia um prenúncio. Falou sobre os erros do início de temporada, criticou a falta de unidade dentro do clube, revelou que tem sido o bombeiro nessa crise de salários atrasados e ainda encontrou algo positivo em todo esse turbilhão: a união do grupo.

Para fechar, o meia falou sobre o que pensa para o seu futuro e elogiou os atletas que o Náutico vem produzindo. Apesar de serem lançados por urgência e falta de rendimento de quem foi contratado para ser titular, Marco Antônio enxerga futuro em todos eles. Só espera que recebam o apoio necessário para evoluírem e renderem, em desempenho e financeiramente, o que o clube espera.

O começo de ano foi marcado por uma renovação e criou uma expectativa enorme. Se falava em título estadual, avançar na Copa do Nordeste e, no fim das contas várias, vieram frustrações. Quais foram os erros que levaram a isso?

Com toda sinceridade, foi todo esse planejamento feito para a temporada. É difícil um time que bate na trave e ficar por uma rodada fora da Série A. Quando aqui cheguei, o Givanildo tinha chegado um dia antes, o time estava em 12º lugar e vinha de uma derrota. Praticamente, já tinham jogado a toalha e Givanildo chegou, ajeitou a situação da forma que ele achava e tivemos um fim de ano excepcional. Porém, tivemos a frustração do jogo do Oeste e a temporada foi por água abaixo. O Givanildo não teve a temporada toda, mas o trabalho de 15 jogos se resumiu a 38 do campeonato. Quando muda tudo é difícil. Sentaram com o Dado, fizeram um planejamento para a temporada e depois de um mês ele saiu. Acho difícil o time encaixar em tão pouco tempo e com uma filosofia nova de trabalho. A minha visão, estando aqui dentro, mesmo com todos os outros problemas do clube, foi essa mudança geral.

Depois da chegada do Milton houve uma mudança e evolução do time. O que isso pode influenciar na Série B?

A grande mudança foi nossa postura tática. O Milton optou por mudar, nos ouvir para saber onde preferíamos atuar e como poderíamos render mais. Acho que basicamente foi esse encaixe tático e de postura colocando os jogadores onde eles se sentem melhor.

O que dá para se tirar de positivo após esse primeiro trimestre do Náutico que teve tantas decepções?

Acho que a união que o grupo fez aqui dentro. Pelo compromisso de tentar lutar por objetivos maiores. Se abraçar em um único pensamento e no intuito de fazer com que o clube cresça para disputar de igual para igual com outras equipes. A gente sabe que deixou a desejar, muito talvez por problemas que não competem aos jogadores, mas que dentro de campo é só o resultado final de toda uma situação que acontece. Não é simples de resumir isso, mas é difícil trabalhar com a cabeça cheia de problemas. E isso acaba refletindo nos 90 minutos e o saldo positivo é essa agregada que o grupo deu e é isso que temos que levar pelo restante da temporada.

O que o Náutico tem que melhorar para entrar bem nesta Série B?

Acho, sinceramente, falando de todo coração, o Náutico tem que melhorar como um todo. O clube tem um grande potencial para estar em outro patamar. Extracampo acho que as pessoas que gostam do Náutico e têm esse poder de agir diretamente no clube, que possam todos entender que estão lutando pelo mesmo clube. Pela mesma paixão. E é o clube que tem que estar acima de qualquer um. O dono do clube são os torcedores e tem que se pensar exatamente nessas pessoas. Eles estão esperando ver uma melhora no clube e nós que estamos dentro de campo temos que refletir isso. Torço do fundo do meu coração, espero que essas pessoas que possam vir agregar, tirar o Náutico dessa situação que está e colocar ele no patamar que pode estar.

Pela sua experiência, o quanto você, que é o líder, tem que atuar dentro do elenco para acalmar essa situação?

(suspiros)Tenho que atuar muito. Até mais do que deveria. Até mais do que pela minha função. Não é por ser capitão que um monte de situações chegam e a gente tem que tentar contornar e tentar segurar de alguma forma. Unir o grupo e colocar todo mundo no mesmo pensamento. Mas, até estava falando isso com Kuki, que o Náutico tem uma sorte muito grande em formar bons grupos com caras de muito caráter e muita hombridade, que às vezes até ouvem muita besteira de pessoas de fora do clube e aguentam calados. Pessoas que não têm dimensão do que acontece aqui no clube e da situação. A gente ouve quieto, não dá uma resposta e acaba que engole seco.  Tomamos uma responsabilidade que não é nossa e sabemos que o produto é aquele que se vê em campo.

E dentro de campo? O que se pode esperar no segundo semestre?

Dentro de campo, temos que levar como lição os bons jogos neste trimestre. Mostramos uma garra, uma luta e um desejo de vitória. Temos que tirar lições de como foram doloridas, como essa virada para o Sport em dois minutos. Temos que utilizar isso para minimizar os erros e evoluir como equipe para que as coisas no final do ano deem certo. No começo da Série B temos que mirar a liderança, a segunda colocação. Se ficar mirando o quarto lugar e der algo errado, não sobe. Temos que pensar naquele provérbio de atirar a pedra mais longe tentando alcançar a lua. Se não acertar, ir mais longe do que o outro conseguiu. Temos que pensar grande no começo da Série B para que as coisas possam fluir e, no fim do ano, a gente possa comemorar.

E pessoalmente? Para em dois anos? Vai virar gerente de futebol? Técnico?

Eu tento me manter na minha melhor forma para desempenhar o meu melhor papel e continuar ajudando os clubes por onde tenho passado. Quando comecei a jogar profissionalmente estipulei que iria jogar até os 35 anos. Hoje, estou com 32 e completo 33 neste ano. Não por questões físicas ou psicológicas, mas acho que 35, 34 é uma idade onde eu vou mudar os rumos e cuidar mais da minha família. Quero estar mais com minha filha e com minha esposa. Quero tocar outros projetos e que a vida possa encaminhar outras coisas. Não sei se vou ficar no mundo do futebol. É uma rotina desgastante e não tem parada. Quero dar para a minha filha o que eu não tive. Minha base é São Paulo e quero deixar ela conviver perto dos primos, tios e avós. Ainda não sei o que fazer depois que parar, mas o homem lá em cima sempre abre algumas portas para a gente poder pensar e decidir o que fazer.

Em 2004, você chegou bem jovem e foi importante naquela temporada. Neste ano, o Náutico tem uma base muito presente no elenco. O acesso pode passar por eles?

Qualquer clube para sobreviver bem financeiramente tem que dar espaço para essa garotada. O Náutico tem uma safra muito boa de jogadores e temos inúmeros jogadores aqui que podemos falar. Acho que esses meninos têm toda a chance de levar o nome do Náutico onde merecem. São esses meninos que darão o retorno que o clube precisa e tem que ter. Para ter esse espaço, o time tem que estar encorpado para que os atletas não queimem etapas. Para que eles entrem sem a necessidade de abraçar esse jejum que o clube está vivendo. Que eles possam entrar em campo leves e possam colocar todo o talento para fora.

As competições do início do ano foram o suficiente para deixarem eles cascudos para a Série B? 

Acho que é outro estilo de campeonato e outras escolas de futebol, mas eles só vão criar isso jogando e vivendo. Não tem outra forma. Mesmo se o Pernambucano não trouxe isso para eles, acho que eles têm tudo para fazer uma grande Série B.  

Diario de Pernambuco

CLÁSSICO DAS MULTIDÕES

Amigos, amigos, decisão à parte: um papo com os técnicos de Santa Cruz e Sport

Técnico Ney Franco (E), do Sport, e Vinícius Eutrópio (D), do Santa Cruz, são conterrâneos de MG

Superesportes reuniu os conterrâneos Ney Franco e Vinícius Eutrópio para uma conversa 'mineira' antes do primeiro confronto dos dois na carreira

Vinte e cinco dias e 158 quilômetros de distância separam os nascimentos dos mineiros Vinícius Eutrópio e Ney Franco. Cinquenta anos depois, tendo o futebol como elo condutor, o Recife foi o ponto de encontro dos dois. Treinadores com carreiras bem distintas, eles se enfrentarão pela primeira vez neste sábado, pela semifinal da Copa do Nordeste. Eutrópio, mais velho e há mais tempo na cidade, no comando do Santa Cruz. Ney, com pouco mais de um mês na capital pernambucana, à frente do Sport. Rivais apenas por noventa, 180 minutos. Conterrâneos para sempre. E que aceitaram o convite do Superesportes para um bate-papo descontraído em um restaurante especializado em comida mineira. No cardápio, futebol, estratégias para o clássico e a impressão dos dois à capital pernambucana. 

Com relação a ambientação ao Recife, Eutrópio larga com certa vantagem. Isso porque, além de ter iniciado a pré-temporada com o Santa Cruz, o treinador também conhece a capital da época de jogador, quando encerrou a carreira no Náutico, em 1999. Já Ney Franco, apesar de já ter tido outros convites para treinar o Sport em anos anteriores, só desembarcou no Aeroporto dos Guararapes para morar na cidade no fim de março.

"Ele tem que conhecer Carneiros. Lá é a praia", brincou Eutrópio, em tom de guia turístico. "Outro dia fui em Muro Alto. Achei muito legal. Passei um sábado lá e voltei à noite. Aos poucos, a gente vai conhecendo. Mas pelo que vou percebendo na nossa agenda, vai demorar", emendou, numa brincadeira crítica, Ney Franco, referindo-se à maratona de jogos a que o Leão vem se submetendo, com quatro competições simultâneas. "Da época em que eu joguei aqui pelo Náutico, acho que a cidade está mais limpa, mais bem sinalizada. Antes tinha muita van. Pela minha função agora de treinador, e não de jogador, estou curtindo mais atrações turísticas e culturais", completou o treinador coral.

Momentos

O maior conhecimento da cidade quem tem é Eutrópio. Quem vive o melhor momento, entretanto, é Ney. Enquanto o técnico rubro-negro é apontado como um dos responsáveis pela melhora do futebol do time, Vinícius Eutrópio vem tendo seu trabalho contestado. Principalmente após a eliminação no Campeonato Pernambucano. Ao ponto de um insucesso frente o conterrâneo poder abreviar a sua segunda estadia em Pernambuco.

Por isso, se o primeiro duelo entre os dois já teria um peso especial por se tratar de um clássico válido por uma semifinal, ganha ainda mais contornos de decisão para o comandante coral. "O Sport tem referências técnicas como Diego (Souza) e Rithely. Tem um individual muito forte, porque investiu pesado nisso. Também tem uma base montada já. A preocupação é com o todo", destacou Eutrópio.

Do lado de Ney Franco, a preocupação principal não é segredo. Ele, que na época do encontro ainda não vinha observando o Santa Cruz com afinco, já sabia da necessidade de evitar as faltas na entrada da área devido ao alto aproveitamento do zagueiro Anderson Sales nas cobranças. "Sei que vai ser um confronto muito difícil. Esse tipo de jogo a gente tem que considerar que não existe favoritismo, independentemente do mando de campo. Sport tem jogadores que conhecem muito bem a equipe do Santa Cruz", declarou.

Ficha dos técnicos

NEY FRANCO Silveria Júnior
Naturalidade: Vargem Alegre (MG)
Idade: 50 anos
Currículo: Ipatinha, Flamengo, Atlético-PR, Botafogo, Coritiba, São Paulo, Vitória, seleção brasileira sub-20 e Sport
TítulosMineiro (2005), Copa do Brasil (2006), Carioca (2007), Paranaense (2010), Série B (2010), Copa Sul-Americana (2012) e Sul-americano sub-20 (2011) e Mundial Sub-20 (2011).

VINÍCIUS Soares EUTRÓPIO
Naturalidade: Mutum (MG)
Idade: 50 anos
Currículo: Ituano, Fluminense, Grêmio Barueri, Estoril, Duque de Caxias, América-MG, Figueirense, Al-Ittihad Kalba-EAU, Chapecoense, Ponte Preta e Santa Cruz.
Título: Catarinense (2014)

Superesportes entrevista Ney Franco e Vinícius Eutropio

Qual o nível de satisfação de vocês com a estrutura dos seus clubes?Eutrópio - O Santa Cruz tem uma particularidade. A estrutura do estádio é muito boa. E por isso se moldou em cima do que tinha. Física, de logística, de recurso de software, nós temos o que todos os times têm no Brasil. Mas tem o ponto negativo, que realmente só tem ali (o Arruda) para treinar. Mas há também o ponto positivo: quando joga, é como tivesse em casa. Os atletas estão ali todo dia e sobem para fazer o jogo onde eles treinam. Isso é muito bom, mas não é o ideal. Mas acredito que (ausência de CT) não influencia muito no meu trabalho.

Ney - Em termos de estrutura, eu me surpreendi com o CT do Sport. Já me encontrei com Eduardo Baptista e ele falou que, se eu tivesse proposta, poderia ir porque os caras me dariam toda a condição de trabalho. Quem me falou isso também foi o (Alexandre) Gallo. Quando cheguei, comprovei. É acima do que eu esperava. Além da parte física, as pessoas que trabalham no dia a dia são muito boas, competentes. Estão vivendo o Sport. Peguei um clube já bem-estruturado. Me cabe chegar e acrescentar alguma coisa a mais.

Como enxergam as possibilidades do rival no Brasileiro?

Eutrópio 
- Se eu falar (de vaga na) Libertadores, ponho uma baita responsabilidade no Ney (risos). Acho que tudo é conquistável, você tem que fazer por onde. A história é se preparar. Falo que Campeonato Brasileiro é um rali de regularidade. O que é isso? Logística, parte financeira, qualidade de trabalho, dos jogadores e ambiente. Uma série de coisas que ao longo dos jogos metade dos times se auto elimina. O mais importante é cumprir tudo isso. Acho que o Sport tem total possibilidade de cumprir todas essas metas.

Ney
 
- Vinícius foi feliz no que ele colocou. A Série B, como a Série A, é um campeonato muito difícil. Na Série B, a gente vê o Santa Cruz como clube tradicional, de torcida. Se conseguir manter regularidade, der estrutura para trabalhar, sem problemas com jogador e com a comissão técnica tendo condições de implantar o trabalho dela, é um candidato a subir. Mas é uma competição muito difícil. A equipe pode se acertar, dar arrancada, mas tem que saber passar por momento difíceis. Acho que é uma das equipes fortes para subir.

Quem você gostaria de contratar do rival?

Vínícius 
- Eu aceito o Diego (Souza) (risos). A gente põe outro número nele (risos).

Ney 
- Estou precisando de um batedor de faltas (risos). Hoje, no Brasil tem poucos talentos de falta frontal. Por mais que você não peça para o seu jogador cavar faltas perto da área, em algum momento isso vai acontecer. Hoje, um batedor de falta faz a diferença.

PERNAMBUCANO 2017

Clássico entre Sport e Santa Cruz já conta com quase 17 mil ingressos vendidos

Partida marca o oitavo mata-mata entre Sport e Santa Cruz nos últimos sete anos

Só com as vendas antecipadas, público da semifinal do Copa do Nordeste de 2017 é o segundo maior da Ilha do Retiro na atual temporada


O clássico deste sábado entre Sport e Santa Cruz deve registrar o maior público do ano na Ilha do Retiro. De acordo com a diretoria rubro-negra, até o início da noite desta sexta-feira, um total de 16.563 ingressos já haviam sido comercializados. Número que já representa o segundo maior público pagante do Leão na temporada.

Até o momento, a maior presença de público do Sport como mandante em 2017 foi registrados na vitória por 3 a 1 sobre o Campinense, pelas quartas de final do Nordestão, com 19.308 torcedores, sendo 17.884 pagantes. Os ingresso vendidos antecipadamente para o clássico contra o Santa já superam o público geral da partida de ida das semifinais do Campeonato Pernambucano contra o Náutico, com 15.082 presentes. 

Os bilhetes continuam à venda neste sábado, em regime especial promovido pela diretoria do Sport. Por conta da greve geral contra as reformas trabalhistas e da previdência, ocorrida nesta sexta, a diretoria rubro-negra decidiu reforçar o esquema de venda neste sábado. Serão 23 bilheterias abertas na Ilha das 9h as 19h, com quase 40 funcionários envolvidos no esquema. 

Os ingressos para a torcida do Santa Cruz estão sendo vendidos no Arruda. Que também podem se adquiridos pelos sites www.sportrecife.com.br (sócios do Sport) ou www.futebolcard.com.br (público geral)

Valores

Camarotes:

Proprietário:R$40
Proprietário e sócio: R$15

Sociais:

Sócio: R$15

Conselheiros:

R$30

Arquibancada frontal:

Não sócio: R$30
Sócio: R$15

Arquibancada Sede:

Sócio: R$10
Não-sócio: R$ 20

Cadeiras de Ampliação:

Não sócio: R$40
Proprietário: R$30
Proprietário sócio: R$15
Sócio: R$30

Assento Especial:

Não sócio: R$ 40
Proprietário: R$ 30
Proprietário sócio: R$ 15
Sócio: R$ 30

Cadeira central:

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Proprietário: R$ 40
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Diario de Pernambuo

CLÁSSICO DAS MULTIDÕES

André e Halef Pitbull entram em clássico para quebrar jejum e fazer história no Nordestão

André já está há 11 jogos sem balançar as redes enquanto Pitbull não marca há oito partidas

Referências ofensivas de Sport e Santa Cruz, atacantes não marcam há mais de um mês e se enfrentam neste sábado, na Ilha do Retiro, pela semifinal


Referências do ataque de Sport e Santa Cruz,  André e Halef Pitbull convivem com um jejum incômodo na temporada. O centroavante coral está há oito jogos sem fazer gols. Principal investimento do Leão para 2017, o atacante rubro-negro vive um hiato ainda maior sem balançar as redes adversárias. Na derrota para o Botafogo, o camisa 90 completou 11 jogos de abstinência. Neste sábado, no Clássico das Multidões pela ida das semifinais da Copa do Nordeste, o dois têm mais uma chance de reencontro com o caminho do gol.

Pelo lado rubro-negro, o último tento marcado por André foi há mais de um mês, na goleada por 5 a 0 sobre a Juazeirense, no dia 11 de março, ainda pela fase de grupos da Copa do Nordeste. De lá para cá, o jogador passou em branco diante do Boavista, Sampaio Corrêa, Santa Cruz, Danúbio, Botafogo e duas vezes diante do Campinense, Náutico e Joinville. Ao todo, em 19 jogos foram apenas cinco gols marcados. 

Aproveitamento que nem de longe lembra o obtido pelo Sport em 2015, quando anotou 13 gols na Série A e o tornou ídolo da torcida. Ao ponto do clube ter desembolsado R$ 5,2 milhões por sua contratação e recepção de astro no aeroporto, em seu retorno ao clube.

Ainda nulo com o técnico Ney Franco, o jogador chegou a ser sacado do time titular nas últimas partidas. Apesar do próprio treinador, repetidas vezes, pedir paciência com o jogador. 

Já o jejum de gols de Pitbull no Santa é menor, mas não menos incômodo. Também faz mais de um mês que o atacante coral marcou o seu último gol. Foi ainda em 18 de março, quando o Tricolor goleou o Central por 5 a 1 pelo Campeonato Pernambucano. Desde então, perdeu para zagueiro Anderson Salles o posto de artilheiro do time no ano. Estacionado nos seis gols, tem um a menos que o defensor.

A carência evidente no setor de criação do Tricolor tem prejudicado Halef Pitbull. Após a eliminação do Santa no Estadual, diante do Salgueiro, o centroavante não mediu as palavras, desabafou. Criticou os colegas de meio de campo ainda no intervalo do jogo no Cornélio de Barros. "Jogar sem meio é f... A bola às vezes não chega e eu tenho que me movimentar para colocar os companheiros na cara do gol. É assim mesmo", disparou.

Ao contrário de André, Pitbull ainda não teve sua vaga no time titular do Santa ameaçada. E tem o respaldo do treinador Vinícius Eutrópio. "Posso falar que o Pitbull tem total confiança nossa. Está muito à vontade com todos nós." 

Segundo o comandante coral, tanto ele como André podem decidir o clássico. "Independentemente de eles fazerem gols ou não, são bons jogadores, são matadores. Já provaram isso. André, claro, com uma larga experiência e uma história danada no futebol. O Pitbull é uma revelação que a gente está trabalhando. Ele tem muita coisa boa, muita coisa para acrescentar", analisou.

SPORT - ESCONDENDO O JOGO

Ney Franco garante Sport com três volantes, mas ainda esconde substituto de Rogério

"O Sport vem funcionando muito bem desta forma", disse o treinador rubro-negro, Ney Franco

Com estrutura do time mantida, André deve permanecer no banco de reservas, com Everton Felipe e Juninho disputando vaga em aberto no ataque leonino


Devido ao desgaste de jogos seguidos, o time do Sport vai entrar em campo para enfrentar o Santa Cruz, neste sábado, na Ilha do Retiro, sem ter feito nenhum trabalho com bola. Nesta sexta-feira, mais uma vez os titulares realizaram apenas um trabalho de recuperação muscular na academia do centro de treinamento. Assim, o técnico Ney Franco fez mistério quanto a escalação da equipe para o clássico, principalmente no que diz respeito ao substituto do atacante Rogério, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Porém, o treinador adiantou que a estrutura com três volantes será mantida.

Desta forma, é quase certo que o atacante André deve permanecer no banco de reservas, com a base do time sendo a mesma que entrou em campo na última quarta-feira, contra o Botafogo, pela Copa do Brasil, com os pratas da casa Fabrício e Ronaldo sendo responsáveis pela maior proteção no meio de campo e Rithely mais liberado para ajudar o ataque e Diego Souza livre para flutuar também no setor ofensivo.

"Não vou mexer nisso. O Sport vem funcionando muito bem desta forma. No outro jogo, contra o Botafogo, ficou bem claro. Quando mexi, tirei um volante para colocar um atacante, mesmo quando a gente ficou com um a mais, não deu certo", explicou Ney Franco, na entrevista coletiva.
No ataque, Lenis, que esteve bem diante do Botafogo, tem boas chances de ser mantido na equipe. Assim, Everton Felipe e Juninho aparecem como os cotados para herdar a vaga de Rogério.

Para a partida, o treinador rubro-negro voltará a contar com o zagueiro Henriquez, recuperado de um incômodo muscular e que disputa uma vaga com Matheus Ferraz, titular nos dois últimos jogos. Ronaldo Alves, ainda na transição física por conta de um estiramento muscular, segue vetado. Outro que está fora de combate é o atacante Leandro Pereira, com dores no joelho.

Provável escalação

Assim, a provável formação do Sport para o clássico será: Magrão; Samuel Xavier, Henríquez (Matheus Ferraz), Durval e Mena; Fabrício, Ronaldo, Rithely e Diego Souza; Lenis e Everton Felipe (Juninho).

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