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segunda-feira, 30 de abril de 2018

NÁUTICO - PÉSSIMA LARGADA

Com largada ruim, Náutico terá que contrariar a história por acesso à Série B do Brasileiro

Com a derrota para o Atlético-AC, Timbu passou a ter a pior campanha entre os 20 clubes da Série C


Desde que a Série C passou a adotar o atual formato, apenas um dos 24 acessos foi obtido com um ponto somado nas três primeiras rodadas


A Série C do Campeonato Brasileiro está apenas no seu início. Mas o desempenho do Náutico nas três primeiras rodadas já ligou o sinal de alerta. Com apenas um ponto somado, o Timbu é não apenas o lanterna do Grupo A, mas também o pior time da competição, considerando-se também todas as equipes do Grupo B. Dado que se torna ainda mais alarmante quando se observa a história. Isso porque, desde que a Série C passou a adotar o atual formato, apenas uma vez um clube conseguiu subir para a Série B após computar apenas um ponto nos primeiros três jogos. De 24 acessos possíveis.

O feito em questão coube ao CRB, em 2014. Na ocasião, o time alagoano ficou ausente da primeira rodada por conta das finais do campeonato estadual e com isso, ao contrário do Náutico, começou sua caminhada com dois jogos seguidos em casa, estreando na segunda rodada com um empate sem gols diante do Paysandu e perdendo posteriormente para o Crac-GO por 3 a 0. Na sequência, novo revés, dessa vez para o Botafogo-PB por 2 a 0, em João Pessoa. 

O alvirrubro alagoano, que na ocasião contava com o meia Clebinho, liberado recentemente pelo Timbu, só foi conseguir a sua primeira vitória na competição na sua quinta partida, ao fazer 3 a 0 no Treze-AL, em Maceió, após segurar um 0 a 0 com o Fortaleza, no Castelão. Resultado que iniciou uma reação de três triunfos seguidos. No fim, o time ainda conseguiria terminar a fase de grupos na segunda colocação, tendo o direito de decidir o mata-mata do acesso, contra o Madureira-RJ, no Rei Pelé.

Exemplo que pode servir de inspiração para o atual campeão pernambucano, que terá agora dois jogos seguidos na Arena de Pernambuco, contra Confiança, no próximo sábado, e Salgueiro, no dia 12 de maio. "Temos duas partidas em casa para só pensar em vitória. Nosso campeonato começa no próximo final de semana. Temos que conseguir esses três pontos", afirmou o atacante Lelê.

Retrospecto positivo

No geral, os times que conseguem o acesso já largam bem na Série C. Para se ter uma ideia, no ano passado, o campeão CSA, além de Fortaleza e Sampaio Corrêa somaram seis dos nove pontos possíveis nas três primeiras rodadas. Já o São Bento foi ainda além, fazendo sete pontos.

Além do CRB, os piores inícios dos times que conseguiram subir para a Série B foram do ABC, em 2016, e do Oeste, em 2012, que fizeram três pontos. No caso do time paulista, a recuperação também veio acompanhada do título, na primeira edição dentro do atual formato (dois grupos de dez clubes na primeira fase, com os quatro melhores de cada chave avançando e decidindo o acesso no mata-mata das quartas de final).

O inícios dos times que subiram*

2017
CSA
6 pontos (v/v/d)

Fortaleza
6 pontos (d/v/v)

São Bento
7 pontos (e/v/v)

Sampaio Corrêa
6 pontos (v/d/v)

2016

Boa Esporte
4 pontos (E/V/D)

Guarani
7 pontos (v/e/v)

ABC
3 pontos (d/v/d)

Juventude
4 pontos (e/v/d)

2015

Vila Nova
6 pontos (v/d/v)

Londrina
7 pontos (v/v/e)

Tupi
7 pontos (v/v/e)

Brasil
5 pontos (e/e/v)

2014
Macaé 
4 pontos (e/v/d)

Paysandu
7 pontos (v/e/v)

Mogi Mirim
7 pontos (v/v/e)

CRB
1 ponto (e/d/d)

2013

Santa Cruz
6 pontos (v/d/v)

Sampaio Corrêa
7 pontos (v/e/v)

Luverdense
4 pontos (d/e/v)

Vila Nova
4 pontos (v/e/d)

2012

Oeste
3 pontos (d/d/v)

Icasa
7 pontos (e/v/v)

Chapecoense
4 pontos (e/v/d)

Paysandu 
6 pontos (v/v/d)

*Após três rodadas


Diario de Pernambuco

SANTA CRUZ - ADMITINDO ERROS

Na volta ao Santa, Halef Pitbull surpreende e admite problemas extracampo: 'Fiz muita m...'



Atacante mostrou personalidade ao reconhecer erros e mira evolução


Halef Pitbull é um atleta que não foge à imagem de tantos outros jovens que tentam a vida no futebol. Como um reflexo da realidade social do Brasil, jogadores abandonam o convívio familiar e deixam cidades pequenas para rodar por vários clubes e enfrentar diversas situações, até alcançar uma boa oportunidade. Alguns, ao primeiro sinal de sucesso e sem a devida orientação, deixam-se levar pela vaidade e enveredam por caminhos que atrapalham o rendimento profissional. O atacante coral é um exemplo claro desse retrato, mas agora quer mudar a própria imagem e transformar o seu nome em sinônimo de superação, na sua segunda passagem pelo Santa Cruz.

E o primeiro passo dessa reconstrução - deve-se reconhecer - já foi dado. Em uma entrevista coletiva surpreendente, fugindo da rotina muitas vezes maçante do futebol, Halef Pitbull mostrou personalidade ao reconhecer os próprios erros, falando abertamente dos problemas que provocou na temporada passada, além de ressaltar a vontade de construir uma nova nova história no futebol, vestindo novamente a camisa tricolor.

“Fiz muita merda (sic) no ano passado, em questão de sair e de ter muita companhia também. Não era o certo na minha carreira profissional. Hoje eu penso muito no meu profissionalismo, penso no jogador. Estou aqui pra fazer a diferença. Os erros são consequências, mas a gente aprende errando. E eu me recuperei. Eu voltei para cá para fazer a diferença, porque foi aqui que eu fiz as coisas erradas e é aqui que eu quero consertar”, declarou.

“Ano passado, (o sucesso) subiu para a minha cabeça e eu não nego a ninguém. Como estava fazendo muitos gols, eu me empolguei, como todo jogador novo empolga. Comecei a sair, comecei a fazer as merdas (sic) e vi que depois ninguém estava do meu lado. Foi aí que eu fui ver que na hora boa todo mundo quer estar do seu lado, mas na hora ruim ninguém quer”, continuou.

O atacante também afirma ter amadurecido após os erros cometidos e relembra o bom início da temporada passada, terminando o ano com nove gols marcados. “Eu tive uma passagem boa aqui no ano passado. Sei das coisas que fiz aqui e as coisas que não deveria ter feito. Hoje posso falar que sou um jogador mais maduro. Aprendi muita coisa depois que saí daqui. Tive um baque na minha carreira também, mas graças a Deus pude voltar. Tô feliz em dar continuidade ao meu trabalho. Fico feliz pelos torcedores que me apoiaram. Agora vão olhar para mim de outra maneira.”


Diario de Pernambuco

SPORT - RECEBENDO ELOGIOS

Após atuação de destaque contra Paraná, Mailson passa segurança e recebe elogios

"Mailson passa bastante segurança apesar da juventude", disse o técnico Claudinei Oliveira


Atleta substitui Magrão com atuação decisiva em primeira vitória do Sport


Diante do Paraná, pelo Brasileirão, a primeira vitória do Sport teve, basicamente, dois aspectos positivos. O primeiro deles é que a equipe mostrou um poder de decisão ofensivo, principalmente na bolas paradas. No outro lado, o goleiro Mailson apareceu. Por sinal, com segurança e não menos decisivo. Com defesas importantes, o atleta rubro-negro já ganhou a confiança do técnico Claudinei Oliveira. Agora, o novo comandante já admite ter uma maior  tranquilidade na espera pelo retorno de Magrão, que passou por uma artroscopia, iniciou o processo de recuperação física e só deve estar liberado para jogar no fim de junho.

"Mailson passa bastante segurança apesar da juventude. Posso falar isso porque fui goleiro. Lógico que ele vai falhar, errar. Ele não é do tipo de goleiro que bate desespero quando o time tem que marcar uma bola parada ou um cruzamento. Foi uma grande atuação”, avaliou Claudinei Oliveira, que, antes de ser técnico, teve uma carreira como goleiro iniciada no Santos e com várias passagens por clubes do interior de São Paulo.

O treinador do Sport ainda ressaltou outro aspecto positivo para se mostrar tranquilo a possibilidade de manter Mailson entre os titulares: a reposição de bola. Já no empate em 1 a 1 com o Botafogo, na segunda rodada, foi o próprio goleiro quem iniciou a jogada que culminou no gol de Everton Felipe após fazer um lançamento que atravessou o campo até chegar ao meia.

“Não tem muito o que falar dele. Na reposição de bola, acertou 90% também. Temos que valorizar o trabalho dele e do preparador Gilberto. Isso nos dá tranquilidade para não pular etapas com Magrão”, disse Claudinei.

Mailson foi titular do Sport nos últimos dois confrontos. A chance sobrou para o atleta da base rubro-negra após a lesão de Magrão e de Agenor falhar duas vezes na derrota de 3 a 0 para o América-MG, na estreia da Série A. Em seguida, o antigo treinador decidiu promover o jogador de 21 anos a condição de titular e o próprio Agenor pediu para ser negociado. 

Mas, apesar de Mailson ter correspondido no que foi apenas seu terceiro jogo entre profissionais, a diretoria do Sport ainda procura um novo goleiro para compor o elenco. O clube deseja trazer um atleta que tenha condições de disputar posição com Magrão e fazer a transição após a aposentadoria do ídolo rubro-negro, brigando também com a nova promessa rubro-negra pela condição de titular.


Diario de Pernambuco

ELEIÇÕES 2018

Vaquinhas para eleger candidatos

TSE começa a cadastrar empresas para realizar ‘vaquinhas virtuais’ dos candidatos

O TSE inicia nesta segunda-feira, 30, o cadastro das empresas interessadas em realizar as chamadas “vaquinhas virtuais” para os candidatos das eleições deste ano.
Somente os sites que se registrarem vão poder arrecadar recursos para as campanhas.
O período de arrecadação via crowdfunding começa em 15 de maio.
A partir desta data os pré-candidatos vão poder usar os sites de financiamento coletivo para levantar recursos para as campanhas. Caso desistam de disputar, terão que devolver o dinheiro aos doadores. 

Couna do Estadão – Andezza Matais

ELEIÇÕES 2018

Barbosa, Eduardo e as resistências no PSB atual

Para evitar fuga de apoiadores, aliados divulgam ideias de Joaquim Barbosa
Ex-juiz deve superar resistências no PSB e mostrar o que pensa sem arriscar capital político


Era abril de 2014 quando um emissário do então presidenciável Eduardo Campos levou pela primeira vez o convite para que Joaquim Barbosa se filiasse ao PSB.
A receita fácil que mistura a autoridade de um ministro do Supremo Tribunal Federal ao frescor de um outsider da política era o prenúncio, aos olhos do pernambucano, do fenômeno que aconteceria quatro anos depois: Barbosa foi alçado ao posto de principal novidade da eleição, com até 10% nas pesquisas, antes mesmo de se declarar candidato.
Naquela ocasião, foi de Alexandre Navarro, seu amigo há mais de 30 anos, a missão de dizer que o PSB gostaria de tê-lo na disputa pelo governo do Rio. Avesso a articulações políticas e prestes a se aposentar, Barbosa não quis nem ouvir Campos pessoalmente.
Respondeu que não queria parecer oportunista, já que deixaria a corte dali a menos de três meses. No fim da conversa, porém, deu um recado direto a Navarro: “No futuro, posso ser candidato e pode até ser pelo seu partido”.
E foi ali que Joaquim Benedito Barbosa Gomes chancelou seu desejo de concorrer à Presidência da República.
Recém-filiado ao PSB, o relator do mensalão em 2012 agora tenta consolidar, dentro e fora da sigla, sua candidatura ao Palácio do Planalto.
Sabe que precisa vencer resistências a seu nome no partido, mostrar mais claramente em que campo ideológico se posiciona e decidir se vale a pena trocar a unanimidade de uma vida como advogado bem-sucedido pelo papel de candidato ao mais alto cargo Executivo do país.
O ministro aposentado resolveu apostar. Reiniciou as conversas com o PSB em agosto do ano passado, em um jantar na sede da Fundação João Mangabeira, em Brasília. Mais uma vez Navarro, presidente do conselho de ética do partido, recebeu Barbosa em um encontro discreto, ao lado do presidente da legenda, Carlos Siqueira, e o da fundação, Renato Casagrande.
A conversa foi inconclusiva mas, em 8 de novembro, o grupo se encontrou novamente e ofereceu a legenda para que o ex-ministro disputasse as eleições deste ano.
Outras reuniões se seguiram, até que, dez dias antes de se filiar ao PSB, Barbosa falou de forma mais objetiva sobre suas pretensões eleitorais com um de seus principais conselheiros: o ex-colega de STF Carlos Ayres Britto.
Os dois se encontraram em um café de Brasília e ali já estava claro que seu maior desafio seria unir um partido do qual nunca fizera parte. E mais: mostrar o que pensa sem perder o capital político que, de saída, parece ser capaz de abocanhar eleitores de diferentes campos ideológicos.
Barbosa não está ladeado por uma equipe robusta e seu ainda nebuloso pensamento sobre áreas estratégicas, principalmente na economia, faz com que aliados se apressem a espalhar algumas de suas ideias. O objetivo é evitar a fuga de potenciais apoiadores.
Na política externa, por exemplo, tem manifestado intenção de resgatar o protagonismo do Brasil na América Latina, movimento iniciado, em suas palavras, timidamente durante o governo FHC e potencializado com Lula.
É contra o semipresidencialismo defendido por Michel Temer e não apoia indicações partidárias para o comando de agências reguladoras. É a favor da reforma política, com voto distrital misto e lista, e contrário à reeleição.
De resto, as conversas são mais genéricas, todos dizem, passando pelo livre mercado e a preocupação com o social.
A vacina é voltada especialmente para investidores e executivos que ainda estão céticos quanto à possível densidade política dele.
A tese é de que ele faça uma série de conversas temáticas nas próximas semanas e escolha o quanto antes um medalhão para doutriná-lo no campo econômico e, assim, vencer as resistências no mercado.
O ex-presidente do Banco Central Chico Lopes procurou Barbosa há três meses, mas a conversa não aconteceu.
Aliados querem articular o encontro do ministro aposentado com o economista Armínio Fraga e dizem que, submerso, Barbosa evita se expor a ataques de adversários.
 “Não há por que ter medo da candidatura de Joaquim. Ninguém vai fazer loucuras estando no governo”, diz Carlos Siqueira, presidente do PSB.
Para transpor os obstáculos dentro do partido, o deputado Alessandro Molon (RJ) ganhou a confiança de Barbosa. Foi ele, por exemplo, o primeiro a dizer que era preciso conversar com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, antes de fazer a aproximação com o de São Paulo, Márcio França. No PSB, os dois são os mais avessos ao ministro aposentado, que não os ajuda na formação de alianças regionais.
Câmara hoje parece menos resistente, mas quer que as discussões sobre a candidatura passem pelo coração das demandas pernambucanas, principalmente no setor energético.
França, apoiador de Geraldo Alckmin (PSDB) ao Planalto, é encarado pelos aliados de Barbosa como qualquer pragmático: não mudará de ideia até ele se consolide como mais viável que o tucano, que hoje tem 8% em cenários sem o ex-presidente Lula.
Entre seus grandes entusiastas no PSB está o deputado Júlio Delgado (MG), que já ecoa “JB” como marca oficial da candidatura, em alusão ao JK do também mineiro Juscelino Kubitschek. Barbosa não gosta da ideia. Diz preferir um de seus apelidos, Joca, que lhe parece mais simpático.
O filho único do ex-presidente do STF, Felipe, é o contraponto mais feroz à ideia de que o pai deve disputar a eleição.
Acha que a vida da família será devassada durante a campanha e se traduz no retorno mais emblemático ao dilema de Barbosa: tornar-se um candidato pouco tradicional, sob o risco de sua personalidade sabidamente explosiva, ou manter o verniz de uma imagem quase unânime do juiz que deu início a punições mais firmes aos crimes de colarinho branco no país.

Marina Dias – Folha de S.Paulo

DELAÇÃO PREMIADA

Renato Duque, operador do PT, vai delatar


Seguindo as pegadas do ex-ministro petista Antonio Palocci, o operador de propinas do PT na Petrobras, Renato Duque, está na bica de fechar com a Lava Jato um acordo de delação premiada. Num entendimento prévio, o ex-diretor da estatal petrolífera já firmou um acordo com procuradores brasileiros e italianos, para delatar crimes investigados em processos que correm na Itália.
Duque está preso desde 14 de novembro de 2014. No princípio fazia pose de durão. Em maio do ano passado, num depoimento a Sergio Moro, revelou-se propenso a delatar. Nesta segunda-feira, o repórter Robson Bonin informou, em notícia veiculada no Globo, que a celebração do acordo está perto de acontecer.
Confirmando-se o acordo, a delação não deve ser banal. No depoimento prestado a Moro, seis meses atrás, Duque dissera que Lula não apenas sabia da roubalheira na Petrobras, como era beneficiário das propinas. Contou detalhes dos encontros secretos que manteve com Lula.
Duque revelou também que Lula, já com a Lava Jato a espreitar-lhe os calcanhares, orientou-o a apagar as digitais que imprimira em contas na Suíça. Contou também que, na conversa, Lula ecoava preocupações da então presidente Dilma Rousseff.
Num instante em que a Segunda Turma do Supremo retira de Moro pedaços das delações da Odebrecht, as confissões de Renato Duque podem ser úteis à força-tarefa de Curitiba. Com ela, deve ficar mais difícil para Lula ostentar o papel de personagem de uma ficção em que imóveis reformados lhe caíam sobre o colo —um sítio em Atibaia, por exemplo.   

(Josias de Souza)

ELEIÇÕES 2018

Lula solto, Lula preso


Um sábio que já viu cinco eleições presidenciais avisa:
"Se Lula estiver em liberdade no dia da eleição, mesmo sem ser candidato, dobrará as chances do seu poste, seja ele quem for.
Os ministros do Supremo podem saber muito direito, mas não conseguiriam explicar na rua por que um homem libertado 'Excelso Pretório' pode ser culpado de alguma coisa."
As chances de Lula ser libertado antes da eleição de outubro pelo Judiciário, pelo Padre Eterno, ou por extraterrestres, são praticamente nulas.
Está entendido que o ex-governador baiano Jaques Wagner não é candidato a poste de Lula. Hoje, o lugar é de Fernando Haddad. Como o PT não consegue viver sem uma briga interna, surgiu um novo nome, o do ex-chanceler Celso Amorim 
(Elio Gaspari - Folha de S.Paulo) 

DELAÇÃO DE PALOCCI

A hora de Dilma, a vez de Palocci


A delação de Antônio Palocci – ministro de Lula, ministro de Dilma – já está na Polícia Federal. Palocci diz que conversou com o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, sobre levantar dinheiro para a campanha na construção de sondas de águas profundas. Segundo o colunista Cláudio Humberto (www.diariodopoder.com.br), Palocci vai também detalhar a reunião com Lula, Dilma e Emílio Odebrecht, em 2010, mal encerradas as eleições, para acertar a vitória da empreiteira em grandes licitações e a propina que deveria pagar – quanto, a quem e como.
Só há um problema: faz tempo que Palocci disse a Sérgio Moro que tinha explosivas revelações a fazer, revelações que dariam à Lava Jato pelo menos mais um ano de trabalho.
De lá para cá o Ministério Público rejeitou qualquer acordo com ele, até que a Federal entrou no circuito. O MP quer exclusividade na negociação de delações premiadas e isso pode atrapalhar a colaboração de Palocci. Além disso, parece que ele tem a contar algo sobre a atividade bancária nas eleições, e bancos odeiam aparecer nessas horas.

Carlos Brickmann

PROJETO ENGAVETADO

PRESIDENTE DA CÂMARA MANTÉM NA GAVETA PROJETO QUE ACABA FORO PRIVILEGIADO
RODRIGO MAIA 'SEGURA' PROJETO APROVADO HÁ 1 ANO NO SENADO


A proposta de emenda que acaba com o foro privilegiado foi aprovada no Senado e chegou à Câmara em maio de 2017, mas até agora o seu presidente, Rodrigo Maia (DEM), não usou o poder para fazê-lo andar e ser votado. O fim dessa excrescência é uma rara unanimidade nacional. Outra decisão do Senado, que anula a cobrança de malas nas cias. aéreas, também repousa na gaveta de Maia há 16 meses. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
O projeto aprovado no Senado, de autoria de Álvaro Dias (Pode-PR), limita o foro privilegiado aos presidentes dos três poderes.
Nas PECs, os líderes têm 48h para indicar os membros das comissões ou o presidente deverá fazê-lo, mas Maia finge que não é com ele.
O regimento é escrito em português, mas a assessoria de Maia diz que não há prazo para compor comissões: “A praxe é aguardar os líderes”.
A praxe é outra: descumprir o regimento, deixando criar uma absurda fila com dezenas de PECs. Há projetos na gaveta há 27 anos.

Diário do Poder

RELAÇÕES EXTERIORES

TEMER ADIA VIAGEM PARA SE CONCENTRAR NA PAUTA DE VOTAÇÕES NO CONGRESSO
PRESIDENTE TEMER


DECISÃO ACABA SUSPEITA DE 'ACERTO' PARA AFASTAR CÁRMEN DO STF


A viagem que o presidente Michel Temer faria para o sudeste asiático foi adiada pela segunda vez. O presidente iria para Cingapura, Tailândia, Indonésia e Vietnã a partir do dia 7 de maio. A informação foi confirmada pelo Palácio do Planalto e pelo Itamaraty no fim da tarde de hoje (29). A justificativa, segundo o Itamaraty, é que a viagem do presidente poderia prejudicar a pauta de votações no Congresso.
O adiamento também deve traquilizar muitos brasileiros que suspeitavam de algum tipo de "acerto" para afastar a ministra Cármen Lúcia da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiria a presidência da República, para abrir caminho a alguma decisão que favoreça o relaxamento da prisão do ex-presidente Lula, que cumpre pena de 12 anos e 1 mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
“Tendo em vista o calendário eleitoral, a concentração de votações no Congresso, essenciais ao programa de reformas do governo, e a necessidade da ausência simultânea do país dos presidentes das duas Casas legislativas, durante o período da visita, por exigência da lei eleitoral, a pauta de votações no Congresso ficaria prejudicada”, disse a chancelaria, em nota.
Isso ocorre porque, como desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o Brasil não tem vice, caberia ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assumir o cargo. E na ausência de Maia, a responsabilidade seria do presidente do Senado, Eunício Oliveira. Mas tanto Maia quanto Eunício se tornariam inelegíveis para as próximas eleições caso assumissem. Diante disso, eles precisam deixar o país até o retorno de Temer.
O governo quer evitar que uma eventual ausência de Maia e Eunício do país atrase votações consideradas importantes. Dentre elas estão a privatização da Eletrobrás, a reoneração da folha e o cadastro positivo. Com o recesso parlamentar, de 17 de julho a 1º de agosto, e o período de campanha eleitoral, o governo teme não conseguir votar as medidas.
Na última viagem internacional do presidente, para o Peru, Maia foi para o Panamá e Eunício viajou para o Japão. Quem assumiu a presidência da República interinamente foi a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.
Adiamentos
É a segunda vez que a viagem de Temer para a região é adiada. No início do ano havia a previsão de uma visita a Timor Leste, Vietnã, Cingapura e Indonésia, entre os dias 5 e 13 de janeiro. Mas em razão de uma cirurgia a que Temer precisou se submeter no final do ano passado para desobstrução, a agenda não ocorreu.
Na viagem que ocorreria no início da próxima semana, estavam previstos encontros bilaterais – quando seria recebido por chefes de Estado – em todos os países. Além disso, Temer se encontraria com investidores na Tailândia e em Cingapura. Já na Indonésia e no Vietnã, estavam marcadas reuniões para firmar acordos comerciais entre o Brasil e esses países.

ATIVISMO DERROTADO

TST DERROTA O ATRASO E DERRUBA LIMINAR QUE RESTABELECIA CONTRIBUIÇÃO OBRIGATÓRIA
MINISTRO LELIO BENTES CORRÊA.

REVOGADA LIMINAR ATIVISTA QUE RESTAUROU DESCONTO PARA SINDICATO


O corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Lelio Bentes Corrêa, suspendeu uma decisão da Justiça de Porto Alegre, típica do ativismo de setores do judiciário, que determinou o desconto de contribuição sindical dos empregados das Lojas Riachuelo. A liminar ativista ignorou a nova lei (decorrente da reforma trabalhista que entrou em vigor em 11 de novembro, quando cobrança obrigatória passou a ser facultativa após a sanção da 13.467/2017 (Reforma Trabalhista).
Não por acaso, a liminar foi concedida em desfavor da loja de departamento que é de propriedade do empresário Flávio Rocha, conhecido por enfrentar o ativismo de juízes do Trabalho em vários estados, mesmo antes de aceitar candidatar-se à Presidência da República.
FLÁVIO ROCHA, ALVO DO ATIVISMO.

A decisão, assinada no dia 18 de abril, tem validade somente para o caso concreto, mas poderá servir de precedente para anular liminares que também autorizaram a cobrança obrigatória em todo o país. O ministro entendeu que liminar da primeira instância antecipou o exame do mérito de outra ação sobre a mesma questão e que também tramita na Justiça Trabalhista da capital gaúcha, na qual é discutida a constitucionalidade do fim da obrigatoriedade.
Corrêa também concordou com os argumentos dos advogados das Lojas Riachuelo. A empresa alegou que a ordem de recolhimento traria dano irreparável porque a eventual restituição de valores seria "extramente difícil".
"Nesse contexto, extrai-se que a referida decisão - frise-se, de natureza eminentemente satisfativa, de difícil reversibilidade, impôs genericamente à ora requerente a obrigação de proceder ao recolhimento da contribuição sindical de todos os seus empregados.", afirmou.

GUERRA CONTINUA

JÁ SÃO 40 POLICIAIS ASSASSINADOS NO RIO DE JANEIRO SOMENTE ESTE ANO
JÁ SÃO 40 POLICIAIS ASSASSINADOS NO RIO DE JANEIRO, EM 2018


Mais dois policiais militares foram mortos nesse sábado (28) no estado do Rio de Janeiro. O sargento Carlos Eduardo Gomes Cardoso, de 36 anos, era lotado no Batalhão de Irajá (41º BPM) e foi morto ao ser baleado durante uma operação policial na favela do Bateau Mouche, em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade do Rio.
O corpo do policial será velado a partir das 12h na Capela 7 do Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, bairro localizado também zona oeste da capital fluminense.
A outra morte, é do cabo Antônio Carlos de Oliveira. Ele foi sequestrado e executado por criminosos em Iguabinha, cidade da Região dos Lagos.
Agora, o total de policiais mortos no estado este ano chega a 40, dos quais 38 eram policiais militares. O Disque Denúncia oferece recompensa de R$ 5 mil por informações que levem à identificação e prisão dos envolvidos nos dois assassinatos.