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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

ANALISTA DA GLOBO

Jornalista diz que público em comício de Lula foi “orquestrado”

Clarissa Oliveira, da CNN, comenta comício de Lula Foto: reprodução


A analista política da CNN comentou estratégia da campanha petista em São Bernardo do Campo (SP)



A apresentadora do canal CNN Brasil, Clarissa Oliveira, afirmou nesta segunda-feira (17) que o ato de lançamento da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em São Bernardo do Campo, no interior de São Paulo, foi orquestrado para reunir o público e não teria tido uma adesão tão espontânea de apoiadores.

O evento aconteceu no Estádio 1º de Maio, no último domingo (16), na cidade que é um berço político do petista. Foi em São Bernardo do Campo que Lula ganhou destaque como líder sindicalista dos metalúrgicos.

Segundo a analista política do canal, a equipe da campanha de Lula organizou uma estratégia para criar um ambiente nostálgico ao candidato.

— Estádio lotado, com um monte de gente levada de ônibus para lá porque não é um movimento espontâneo. Aquilo foi organizado, orquestrado, pra dar aquele efeito, aquela lembrança do passado — declarou.

A apresentadora destacou ainda, durante o programa Live CNN, o aspecto mais emocional do discurso do atual presidente. A fala do petista durou cerca de 36 minutos.

— Fez ali um discurso bastante emocional, né? Como a gente já esperava, aproveitando tanto o ambiente em que ele estava quanto o momento da campanha em que ele tenta conquistar um eleitorado que está lá mais resistente, aquele cara do meio do caminho, que não decidiu ainda em quem vai votar — disse.

Segundo a organização, o comício recebeu um público de 40 mil pessoas, dobrando a expectativa inicial da própria equipe de campanha, que era de 20 mil. Os números foram divulgados pelo próprio time de Lula e não puderam ser confrontados com outras análises.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) proibiu o sobrevoo de drones de outras equipes de imprensa para análise de público. Portais como Poder360, Monitor do Debate Político da USP e a ONG More in Common estão entre as equipes que tiveram o pedido de captação de imagens aéreas negado.

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