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domingo, 16 de agosto de 2026

A VERDADE DOS FATOS

Vídeo não registra abordagem relatada por motorista de Haddad

Viatura passa pelo carro do motorista de Haddad, mas sem abordagem Foto: Reprodução


Viatura passou próximo, mas sem abordar o profissional



Uma gravação analisada pela Polícia Militar mostra uma viatura passando, na última terça-feira (11) à noite, pelo local onde estava o motorista de Fernando Haddad (PT), na Vila Mariana, em São Paulo, sem registrar parada ou contato com o condutor. O vídeo integra a apuração aberta pela corporação após o candidato relatar uma suposta intimidação policial.

As imagens mostram um Ford Fusion prata chegando à Rua Joinville às 21h58. O motorista sai do veículo, abre o porta-malas e depois retorna ao carro. O Fusion permanece estacionado por cerca de 26 minutos, até que uma viatura passa pelo local às 22h24, sem desembarque de agentes.

Pouco depois, às 22h26, o motorista deixa a rua. A gravação, porém, não registra a abordagem relatada por Haddad, que teria ocorrido antes, nem permite verificar o início ou todo o trajeto do suposto acompanhamento policial.

A equipe do candidato afirma que as imagens são compatíveis com o relato do motorista. Segundo os assessores, a viatura teria reduzido a velocidade e feito um movimento para a direita, enquanto os ocupantes, com os vidros abertos, olhavam em direção ao Fusion.

A campanha também afirma que o motorista fez contatos com seu advogado durante o episódio. Segundo a equipe, ligações e mensagens foram registradas em prints e podem ser apresentadas para sustentar que o relato foi feito no momento da ocorrência.

O motorista, ainda segundo os assessores, manteve a mesma versão após assistir às imagens. Ele afirma que a viatura o acompanhou durante o trajeto e seguiu até as proximidades de um hotel na Rua Joinville, onde teria ocorrido a abordagem.

O Ministério Público Federal, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo, abriu investigação para apurar as circunstâncias do episódio. A PM também iniciou uma apuração preliminar e analisou cerca de 70 câmeras privadas ao longo do percurso informado pelo motorista.

Até o momento, a corporação afirma que não encontrou indícios de abordagem ou de procedimento irregular. O trajeto das viaturas também foi conferido por meio do sistema de geolocalização dos veículos.

Haddad havia relatado que seu carro foi parado de forma “um pouco ostensiva, mas rápida”. Depois de deixá-lo em casa, segundo o candidato, o motorista teria sido seguido por cerca de cinco quilômetros por policiais militares.

O caso ocorreu após um evento na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco. Haddad disse que foi parado por um policial e liberado. Depois disso, segundo seu relato, o motorista teria seguido sozinho e sido acompanhado pelos agentes.

A justificativa apresentada pela Secretaria da Segurança Pública foi questionada pelo candidato. Segundo o secretário Osvaldo Nico Gonçalves, os policiais procuravam suspeitos de roubos de celulares na região da Avenida Nove de Julho quando abordaram o veículo.

Haddad afirmou que os horários não coincidiam com essa explicação. Segundo ele, o boletim de ocorrência usado para justificar a ação registra um roubo às 23h10, enquanto a abordagem que relatou teria ocorrido por volta das 21h45.

Pleno.News

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