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sábado, 30 de junho de 2018

DECISÕES DO STF

Algum equilíbrio

Decisões do STF introduzem contrapesos no sistema que começou a funcionar após a Lava Jato


Em 12 dias, o STF (Supremo Tribunal Federal) tomou duas decisões que introduzem contrapesos no sistema desbalanceado que começou a funcionar com o surgimento da Lava Jato. A primeira foi declarar inconstitucional a condução coercitiva. Na última terça (26), em gesto inesperado, a Segunda Turma da corte determinou a soltura do ex-ministro José Dirceu (PT).  
É verdade que se tratou de votação contrária à decisão de 2016, tomada por 6 a 5 em plenário, a qual permitiu a prisão após condenação em segunda instância. No entanto, a posição adotada na terça expressa a postura atual da maior parte do STF, pois Rosa Weber, a fiel da balança, tem declarado que votará, quando o tema entrar em pauta novamente, contra o aprisionamento antes do último recurso ser esgotado. 
O assunto é juridicamente controvertido. Basta lembrar que o pedido de habeas corpus a Lula, em 4 de abril, obteve apoio de 5 dos 6 titulares do Supremo. Três dos que sufragaram a favor do ex-presidente conseguiram, agora, que Dirceu esperasse fora do cárcere os pareceres do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e do próprio STF. 
Há uma evidente ligação entre os casos de Lula e Dirceu, supondo-se que a libertação do primeiro acabe por beneficiar o segundo.
Com isso, para além das tecnicalidades envolvidas, cuja discussão cabe aos operadores do direito, o quadro político ganha alguma perspectiva de equidade. De um lado, líderes do campo popular obtêm benefícios. De outro, ainda que de maneira lenta, estreita-se o cerco sobre próceres do PSDB. 
No último dia 21, foi preso um ex-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), em operação que apura esquema de corrupção no trecho norte do Rodoanel paulista em governos tucanos. Trata-se do segundo ocupante do mesmo cargo detido nos últimos meses. A campanha de Geraldo Alckmin poderá ser afetada por tais investigações. 
Não se trata de afirmar, a priori, a inocência ou culpabilidade de ninguém. O problema está em que, revelada pela Lava Jato a maneira sistêmica pela qual as campanhas dos maiores partidos eram financiadas, o polo popular foi manietado, enquanto o da classe média, com poucas e recentes exceções, manteve integral condição de concorrer. Na prática, a alternância no poder ficou abalada e, com ela, a democracia.
A judicialização e criminalização da política, infelizmente, vieram para ficar. A mescla desconfortável de programas econômicos e investigações policiais virou o novo normal. 


Alterado o contexto, é necessário que os disputantes tenham acesso aos mesmos recursos para que a concorrência seja legítima. As últimas resoluções do STF, ainda que controversas, permitem certa esperança no reequilíbrio do jogo.  

André Singer - Folha de S.Paulo

JULGAMENTO DE LULA

Fachin bateu palma para defesa de Lula dançar


A defesa de Lula não dá sorte com magistrados paranaenses. Em Curitiba, esbarrou no estilo sanguíneo de Sergio Moro. Em Brasília, topou com o método cirúrgico de Edson Fachin. Aplicou contra Fachin a mesma tática de guerrilha judicial empregada contra Moro. Consiste num excesso de litigância que beira a má-fé. Tratado como magistrado que cerceia advogados, Fachin passou menos recibo do que Moro. E marcou dois gols em menos de uma semana. Num, expôs a fragilidade da defesa do principal preso da Lava Jato. Noutro, manteve Lula na tranca pelo menos até agosto.
Para azar de Lula, Fachin é uma discreta criatura. Sem vida social, costuma levar trabalho para casa. Aplicado, esteve sempre um lance na frente dos doutores. Desarmou a primeira jogada ao farejar o surto libertário que tomou conta da Segunda Turma do Supremo, a qual integra na condição de minoritário crônico.
Com antecedência premonitória, Fachin retirou o recurso de Lula da pauta de uma sessão avassaladora. Nela, a trinca Toffoli-Gilmar-Lewandowski anulou provas contra um petista (Paulo Bernardo), suspendeu ação penal contra um tucano (Fernando Capez), manteve solto um lobista ligado ao MDB (Milton Lyra) e abriu duas celas: a do petista José Dirceu e a do ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu.
Antecipando-se a um pedido da defesa para a recolocação do “Lula livre” na agenda da segundona, Fachin enviou a encrenca para o plenário da Corte. Com um movimento de caneta, tirou da jogada Toffoli, Gilmar e Lewandowski. E deixou zonza a defesa. Quando os doutores protocolaram uma reclamação requerendo a troca de relator, o sorteio foi feito no plenário geral, não no Jardim do Éden da Segunda Turma.
Por obra e graça dos deuses do acaso, o sorteio enviou a reclamação da defesa para a mesa de Alexandre de Moraes, que chegou ao Supremo por indicação de Michel Temer. Os doutores alegavam que Fachin violara o princípio do juiz natural ao retirar o recurso de Lula da Segunda Turma. E Moraes: ''Inexistiu qualquer violação ao princípio do juiz natural, pois a competência constitucional é desta Suprema Corte, que tanto atua por meio de decisões individuais de seus membros, como por atos colegiados de suas turmas ou de seu órgão máximo, o plenário.''
A reclamação desceu ao arquivo sem que Moraes precisasse decidir sobre o pedido de liminar para que Lula fosse libertado imediatamente. Esse assunto volta à alçada de Fachin. Com um detalhe: o relator da Lava Jato cuidou de iluminar uma dobra do recurso que a defesa preferia manter invisível.
Está em jogo, além da libertação do preso, sua inelegibilidade, realçou Fachin no ofício em que encaminhou a matéria ao plenário. Os advogados tentam desconversar. Renegando a própria petição, alegam que nunca trataram de questões eleitorais, que jamais pretenderam nada além de libertar Lula. O feitiço da defesa acabou enfeitiçado. Raras vezes assistiu-se a tão poucos doutores fazendo tanta besteira em tão pouco tempo.
Sem vocação para o papel de bobo, Fachin pediu explicação sobre as segundas intenções eleitorais da defesa. No mais, afora o risco de uma bala perdida disparada por um dos libertadores do Supremo —disparo que nem Gilmar Mendes parece disposto a dar— Lula permanecerá preso pelo menos até que Cármen Lúcia decida pautar o julgamento do recurso no plenário. Algo que não ocorrerá antes de agosto. Com método, Fachin passou a última semana antes do recesso de julho batendo palma para a defesa de Lula dançar.

Josias de Souza

SPORT - PENSANDO NO G4

Ernando vê vantagens nesta pausa para Copa e mira Sport no G4 até o fim do primeiro turno

No Sport, Ernando está conseguindo ter uma boa sequência de jogos como titular no time


Da 2ª rodada até a 12ª da Série A, Ernando esteve em campo e o Sport teve as redes balançadas por 12 vezes, uma média de 1,2 gols sofridos por partida


Depois de uma sequência de 10 jogos como titular do Sport, o zagueiro Ernando vem apresentando um bom desempenho na Série A do Campeonato Brasileiro ao lado de Ronaldo Alves. A dupla de zaga atua em conjunto desde a segunda rodada da competição, com exceção da 9ª, em que, por questões contratuais, o primeiro não enfrentou o Internacional, adversário na ocasião. No atual período de pausa para a Copa do Mundo, a equipe sofreu uma queda no ritmo de jogo, mas Ernando enxerga vantagens neste tempo sem jogos e planeja ajudar o seu time a diminuir a quantidade de gols sofridos e entrar no G4.

“Acredito que neste retorno à Série A, as coisas podem melhorar. É um período incomum. O Claudinei está aproveitando bem esse momento para nos orientar e para detalhar um pouco mais a sua estratégia de trabalho, já que quando ele assumiu o time foi jogo em cima de jogo”, explicou o zagueiro leonino. “Queremos terminar o primeiro turno com um número de pontos que nos mantenha próximo ao G4. Em casa, somos uma equipe muito competitiva, fora de casa também já conquistamos muitos pontos. Alcançar boas posições é possível”, acrescentou.

Da 2ª rodada até a 12ª da Série A, o Sport teve as redes balançadas por 12 vezes, o que representa uma média de 1,2 gols sofridos por partida. Nas ocasiões, Ernando e Ronaldo Alves estavam em campo. Até o momento, o Leão está rompendo com o padrão defensivo dos anos de 2016 e 2017, nos quais teve a terceira e a primeira pior defesa do Campeonato, com 55 e 58 gols sofridos, respectivamente. 

Recuperação e sequência

Em 2017, Ernando vivenciou um momento delicado quando ainda defendia o Internacional. O atleta precisou se operar de uma hérnia de disco e disputou um número ínfimo de partidas, o que comprometeu o seu ritmo de jogo. Ao ser transferido para o Sport, porém, o atleta ganhou espaço no time titular e está fazendo sequência que há muito tempo não fazia, demonstrando uma boa recuperação e um renovo na carreira.

“O ano passado foi atípico para mim. Eu passei por uma cirurgia muito complicada, e , quebrando meu costume de fazer 30/40 jogos por ano, fiz 10/12. Mas quando cheguei aqui no Sport consegui um ritmo de jogo de forma rápida. O entrosamento com a defesa também veio rápido e, inclusive, surpreendeu as minhas expectativas”, afirmou. “O primeiro jogo não foi tão bom, mas depois eu tive uma boa sequência, realizando algumas partidas sem sofrer gols. Quero diminuir essa média de gols sofridos e continuar mantendo um bom nível de atuação”, finalizou.


Diario de Pernambuco

COPA DO MUNDO 2018

Marcelo volta a treinar, mas ainda não tem presença confirmada contra o México


O lateral-esquerdo Marcelo treinou normalmente neste sábado, em Sochi, mas ainda não tem escalação garantida na seleção brasileira para o jogo com o México na próxima segunda-feira, às 11 horas (de Brasília), em Samara, pelas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. Foi sua primeira atividade com bola depois do espasmo na coluna sofrido durante a partida contra a Sérvia. A comissão técnica está otimista em relação ao aproveitamento do jogador, mas o médico Rodrigo Lasmar prefere ser cauteloso.

"O Marcelo fez o primeiro trabalho físico, se sentiu bem, mas é importante aguardar um pouco mais, as próximas 24 horas", disse Lasmar, neste sábado. "No novo treino (neste domingo), temos condições de ver a resposta que ele vai apresentar, mas seguimos otimistas no seu aproveitamento para o jogo", reforçou o médico da seleção.

Tite, porém, continua preparando Filipe Luis para iniciar a partida. Ele está treinando entre os titulares. A avaliação da comissão técnica é a de que o lateral saiu-se muito bem no jogo com os sérvios e não será problema nenhum escalá-lo.

O lateral-direito Danilo treina normalmente desde sexta-feira, recuperado da lesão no quadril sofrida ao treinar na véspera do jogo com a Costa Rica, pela segunda rodada da fase de grupos do Mundial. "Ele já tem condições de jogo, treinou normalmente e está à disposição do Tite", disse Lasmar. 

No entanto, tanto nos treinos como na avaliação de seu desempenho, o treinador tem demonstrado disposição de manter Fagner como titular.

Douglas Costa, por sua vez, continua vetado. "Ele iniciou um trabalho de transição no campo, trabalho físico, não terá condição para este jogo, mas segue em boa evolução", afirmou o médico da seleção. O atacante, que se recupera de contratura na coxa direita, viajou com a delegação para Samara.

Na dependência da recuperação do titular da lateral esquerda, Tite vai escalar contra o México a seguinte formação: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo (Filipe Luis); Casemiro; Paulinho, Willian, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus.



 Estadão Conteúdo

ELEIÇÕES 2018

Pré-candidatos não podem se apresentar em programas de rádio e TV

                                                       Urna eletrônica                                        Foto: José Cruz/Agência Brasil


Segundo a Lei nº 9.504/1997, Artigo 45, Parágrafo 1º, a partir desta data, é vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária, de imposição de multa à emissora e de cancelamento do registro da candidatura

A partir desta segunda (30), as emissoras de rádio e televisão não poderão transmitir programas apresentados ou comentados por pré-candidatos às eleições gerais deste ano. A data está prevista no calendário eleitoral, aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo a Lei nº 9.504/1997, Artigo 45, Parágrafo 1º, a partir desta data, é vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária, de imposição de multa à emissora e de cancelamento do registro da candidatura.

O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 7 de outubro e o segundo turno, para 28 de outubro. Os eleitores vão às urnas para escolher presidente, governador, senador, deputados federais e estaduais/distritais.



Por: Agência Brasil

COPA DO MUNDO 2018

Cavani marca duas vezes, e Uruguai despacha Portugal

                                           Cavani marcou os dois gols do Uruguai                             Foto: Pierre Philippe Marcou/AFP


Em duelo emocionante, Cavani fez a diferença na vitória do Uruguai contra Portugal por 2x1, neste sábado (30)

Com dois gols de Edinson Cavani, o Uruguai derrotou Portugal do astro Cristiano Ronaldo por 2x1, na tarde deste sábado (30), em Sochi, na segunda partida das oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. Com o resultado, fica definido o confronto entre os sul-americanos e a França, que se classificou mais cedo ao derrotar a Argentina, nas quartas de final do torneio. 

O "Matador" mostrou estrela para marcar os dois gols do time Celeste, aos 7 e 62 minutos. Já o brasileiro naturalizado português Pepe fez o gol de honra do time luso (55), que pressionou bastante, sobretudo na metade final do segundo tempo, mas não conseguiu finalizar com eficiência. 
Campeão mundial em 1930 e 1950, o Uruguai chega às quartas de final da competição pela quarta vez desde 1966. Em 1970 e 2010, conseguiu ir adiante e terminou em quarto lugar. Já Portugal vê sua geração que mais trouxe alegrias desde a década de 70 fracassar em mais um Mundial. Há quatro anos, foi eliminado na primeira fase. Na África do Sul caiu nas oitavas de final assim como agora. O melhor resultado foi em 2006, quando ficou na quarta colocação.

Os portugueses tinham a expectativa de avançar no Mundial pelos resultados alcançados em outras competições. Em 2016, Portugal foi campeão da Eurocopa. Na edição anterior, parou nas semifinais. No ano passado, foi terceiro colocado na Copa das Confederações. As campanhas sempre tiveram como destaque o camisa 7 Cristiano Ronaldo. Na Rússia, ele havia sido o protagonista das duas primeiras partidas da equipe, quando marcou três gols no empate diante da Espanha e fez o único no triunfo sobre Marrocos.

Aliás, foi a única vitória da seleção portuguesa na Rússia -ainda teve um empate com o Irã, quando o craque do Real Madrid perdeu um pênalti. O Uruguai, por sua vez, não encantou nos três primeiros jogos, mas mostrou o coletivo como ponto forte. Obteve vitórias magras sobre Egito e Arábia Saudita e ganhou da Rússia por 3x0. O futebol coletivo uruguaio se deve muito ao técnico Óscar Tabarez, 71, que está no cargo desde 2006. Ele que sofre de síndrome de Guillain-Bané -afeta os seus nervos periféricos-, trocou o estilo de força por um mais técnico e pensado.

Neste sábado, o Uruguai aliou a técnica e a aplicação tática. No início do jogo, colocou a bola no chão e marcou um bonito gol com a participação de seus principais atacantes. Aos 7 minutos Cavani recebeu na direita e inverteu o jogo para Suárez, que cruzou na cabeça do camisa 21 para abrir o placar. Com o gol tomado, Portugal tentou se impor, mas não conseguia encontrar espaços. Cavani, Suárez e Bentancur marcavam a saída de bola do adversário e obrigavam o goleiro Rui Patricio a dar chutão.

Aliás, Cavani era aplicado taticamente. Em diversos momentos, o atacante do Paris Saint-Germain aparecia no campo de defesa ajudando na marcação, enquanto Suárez orientava os companheiros, principalmente os mais novos. Com essa aplicação do time, Muslera não fez nenhuma grande defesa. Os portugueses, no entanto, chegaram ao empate, em um lance de bola aérea. Após cobrança de escanteio curto, o levantamento foi feito na direção de Pepe, que marcou de cabeça, aos 10 minutos. Foi o primeiro gol tomado pelo sistema defensivo uruguaio.

Uruguai não se abateu. Após um chutão de Muslera, a bola chegou em Cavani, que colocou no canto, sem chance para o goleiro português. Já Portugal procurava Cristiano Ronaldo, que não conseguia escapar da marcação e via seus companheiros não acompanharem seu raciocínio, quando cruzou para a área e ninguém completou. Ele ainda tentou uma finalização, mas foi travado pela defesa uruguaia e teve uma chance em uma cobrança de falta, que pegou na barreira.

português tentou uma jogada individual antes de terminar a partida, mas foi desarmado por Torreira, para vibração dos uruguaios, que estavam tensos na arquibancada até o apito final do árbitro, quando começaram a cantar. No final, Cristiano Ronaldo ainda reclamou acintosamente com a arbitragem e levou o amarelo.

Ficha do jogo

URUGUAI 2Muslera; Caceres, Gimenez, Godin, Laxalt; Nandez (Carlos Sanchez), Torreira, Vecino, Bentancur (Cristian Rodriguez); Suarez, Cavani (Stuani). T.: Oscar Tabárez

PORTUGAL 1Rui Patricio; Ricardo, Pepe, Fonte, Raphael Guerreiro; William Carvalho, Adrien Silva (Quaresma), Bernardo Silva, João Mario (Manuel Fernandes); Gonçalo Guedes (André Silva), Cristiano Ronaldo. T.: Fernando Santos

Local: Estádio Olímpico Fisht, em Sochi
Juiz: Cesar Ramos (México)
Cartões amarelos: Cristiano Ronaldo (Portugal)
Gols: Cavani (U), aos 7min do primeiro tempo e aos 16min do segundo tempo; Pepe (P), aos 10min do segundo tempo

FolhaPE

COPA DO MUNDO 2018

França elimina a Argentina na abertura das oitavas

                               Mbappé, jovem e talentoso atacante da seleção francesa                              Foto: Franck Fife/AFP


Em duelo de muitos gols, a França levou a melhor e bateu Messi e companhia por 4x3, neste sábado (30)

Em partida de duas viradas e digna de Copa do Mundo, a Françavenceu a Argentina por 4x3, neste sábado (30), em Kazan, e garantiu a vaga nas quartas de final da competição, encerrando o sonho do título de Messi e companhia. Com apenas 19 anos, o jovem Kylian Mbappé comandou o ataque francês e bagunçou a defesa argentina. O camisa 10 marcou dois gols e foi o nome do jogo, mostrando muita maturidade em um mata-mata de Copa do Mundo. Antoine Griezmann e Benjamin Pavard fizeram os outros gols franceses, enquanto Ángel Di María, Gabriel Mercado e Kun Aguero marcaram para os sul-americanos.
Aos 19 anos, o atacante Mbappé desequilibrou. O atacante, possível candidato a melhor do mundo em um futuro próximo, contribuiu para tirar a Argentina da Copa do Mundo com uma exibição de velocidade, técnica e finalizações em Kazan. Ele sofreu um pênalti e fez dois gols na vitória da França. Pode ter sido o último jogo da carreira de Lionel Messi no torneio e, se isso acontecer, ele se despedirá do futebol sem conquistar um título com a seleção argentina. 

O único fator em que a Argentina foi superior aos franceses foi na torcida, que só se calou quando o atacante do Paris Saint-Germain, companheiro de Neymar, fez o quarto gol. Antes disso, ela havia ido da ansiedade à depressão pela queda, passando por instantes de euforia quando teve a vantagem no placar.

O esquema de Messi como falso 9 era uma aposta que só não naufragou nos primeiros 45 minutos porque Di María apareceu para salvar. Como todas as ideias de Jorge Sampaoli para a seleção argentina, ele queria dar a maior liberdade possível para seu camisa 10 e sem a obrigação de voltar para defender. Isso cabia a Di María e Pavón. Mas, isolado e bem marcado, o principal jogador da seleção quase não jogou até o intervalo.

A França era organizada e ciente do seu jogo. Tinha a referência na área que faltava ao adversário (Giroud) e dois atacantes pelas pontas que aterrorizavam os argentinos cada vez que partiam com a bola dominada: Griezmann e, principalmente, Mbappé. Foi este último quem conseguiu o pênalti aos 11 minutos, cometido por Marcos Rojo. Depois de ser herói do gol da classificação argentina na fase de grupos, o zagueiro flertou com o papel de vilão ao decidir que era melhor derrubar o francês dentro da área e não fora. Griezmann deslocou Armani e abriu o placar.

A Argentina era dominada porque não havia como furar a retaguarda francesa com o plano de jogo desenhado por Sampaoli. As trocas de passes rápidos com Messi não funcionavam porque ninguém se aproximava do camisa 10. Os lançamentos para Di María e Pavón nas costas dos laterais, nas poucas vezes em que funcionaram, foram inúteis porque não havia ninguém na área para concluir para o gol.

A França estava armada para matar a partida. Com Griezmann e o infernal Mbappé, possuía duas peças para aproveitar a inacreditável decisão do técnico argentino de colocar sua defesa, velha e lenta, adiantada em campo. Pogba achava espaço para lançar. A Argentina precisava de um momento de mágica para voltar ao jogo. Esperava-se de Messi. Veio de Di María. Tal qual havia acontecido em outra partida de oitavas de final da Copa do Mundo, em 2014, ele tirou sua seleção do sufoco com um golaço. Desta vez, em um chute de fora da área no ângulo aos 42.

Pior em campo e dominada na maior parte do tempo, a equipe sul-americana foi para o vestiário com seus milhares de torcedores, ampla maioria em Kazan, cantando. Parecia que, apesar de mais uma vez jogar mal e estar com um esquema tático equivocado, a Argentina renasceria de forma improvável. Sensação que ficou ainda mais forte quando Gabriel Mercado desviou chute de Lionel Messi para fazer o segundo da partida. Sampaoli pulou, alucinado, como se fosse o responsável pela virada.

Messi se abaixou, ajeitou a meia, olhou para a torcida e cerrou os punhos, pedindo pela vibração dela. Foi atendido na hora. Com média de 26 anos, a França tem o segundo time mais jovem do Mundial da Rússia. Em um ambiente hostil e cerca de 25 mil argentinos gritando sem parar, os jogadores poderiam sentir o peso de decidir uma vaga no Mundial. Uma teoria que serviria para psicólogos. Não em campo. O lateral Benjamin Pavard, 22, fez questão de provar isso com um dos mais belos gols da Copa do Mundo, no nível da melhor partida da competição até agora.

Era a hora que a Argentina, como nunca, precisava de Lionel Messi. O camisa 10 manteve o mesmo desempenho apagado dos três jogos anteriores. Tentava criar espaços, mas impotente diante da marcação, não recebia passes. Faltava a oportunidade que sobrou a Mbappé. E o francês fez de Kazan o palco para a maior atuação individual de um jogador no Mundial até agora.

Fez dois gols e se fosse fominha, poderia ter anotado mais um. Bastaria ter dominado a bola e ido para cima da marcação do cansado e lento Mascherano. Apontada como candidata ao título pelo próprio Jorge Sampaoli antes do início da competição, a França teve uma frase de grupos burocrática. Ameaça embalar no momento mais importante e a Argentina foi vítima da velocidade dos europeus.

A imagem que fica de Lionel Messi, um dos maiores jogadores da história do futebol, foi criar uma chance nos minutos finais, chutar fraco nas mãos de Lloris e ficar cinco segundos prostrado em campo, com as mãos na cabeça. A sensação era de mais uma chance desperdiçada. Talvez a última.

Não demorou para Mbappé, o dono do jogo, sair trotando de campo ao ser substituído. Aproveitava os aplausos de pé do público em Kazan para a maior partida da sua carreira. Aguero ainda descontou para a Argentina. Apenas para dar mais um toque de drama ao adeus da seleção que marcou com a desorganização sua passagem pela Rússia.

Ficha do jogo

FRANÇA 4Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Lucas Hernández; Kanté e Pogba; Mbappe (Thauvin), Griezmann (Fekir) e Matuidi (Tolisso); Giroud.
T.: Didier Deschamps.

ARGENTINA 3Armani; Mercado, Otamendi, Rojo (Fazio) e Tagliafico; Enzo Pérez (Agüero), Mascherano e Banega; Pavón (Meza), Messi e Di María.
T.: Jorge Sampaoli.

Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan e Mohammadreza Mansouri (ambos do Irã)
Cartões Amarelos: Pavard, Giroud (França); Rojo, Tagliafico, Mascherano, Banega e Otamendi (Argentina)

Gols: FRANÇA: Griezmann (pênalti), aos 13min do primeiro tempo, Pavard, aos 12min do segungo tempo, Mbappe, aos 18min e aos 22min do segundo tempo; ARGENTINA: Di María, aos 42min do primeiro tempo, Mercado, aos 3min do segundo tempo, e Agüero, aos 47min do segundo tempo.

FolhaPE

ELEIÇÕES 2018

Pesquisa ruim para Alckmin faz DEM mirar Álvaro Dias


O resultado da última pesquisa encomendada pelo DEM foi tão ruim para Alckmin que fez nomes do partido que torcem o nariz para uma aliança com Ciro Gomes (PDT) ampliarem a pregação por um acordo em torno de Álvaro Dias (Podemos). O tucano hoje é visto como a opção menos promissora.
O movimento começou a ganhar corpo na Câmara. O deputado Arthur Maia (DEM-BA) diz que vai defender internamente uma discussão ampla sobre o tema porque Dias tem mais afinidade ideológica com a sigla do que Ciro.
A cúpula do Democratas, porém, parece cada vez mais convencida de que o pedetista é a melhor aposta. O partido de Dias soma pouco tempo de TV à coligação e não tem como fazer alianças em estados como RJ e PR.

(Daniela Lima – FSP) 

FILHA DE PAULO PRETO

Filha de Paulo Preto tem Aloysio testemunha de defesa


A filha de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, pediu para arrolar o ministro Aloysio Nunes (Relações Exteriores) como sua testemunha de defesa no processo que investiga irregularidades na desapropriação de terrenos para a construção de trecho do Rodoanel, em SP. No final de uma audiência nesta sexta (29), a juíza que conduz a ação avisou que acataria o pedido da defesa. Tatiana Cremonini é ré no caso, ao lado do pai, que chegou a ser preso durante a investigação, mas foi libertado pelo STF.
Por ser ministro, Aloysio tem a prerrogativa de escolher data e hora para falar à Justiça. Ele, que não é investigado no caso, é o único tucano que admite ter proximidade pessoal com Paulo Vieira de Souza, a quem já se referiu publicamente como amigo.


Procurado, o ministro disse não ter conhecimento do pedido da defesa de Tatiana. 

 (Painel- FSP)

COPA DO MUNDO 2018

'Não há muitos jogadores que conseguem parar Cristiano Ronaldo', diz Tabárez

Experiente técnico uruguaio ressaltou ainda a necessidade de sua equipe dividir as atenções com equipe


Para Óscar Tabárez, parar o atacante português será uma meta difícil


Para o técnico uruguaio Óscar Tabárez, parar o atacante português será uma meta difícil. "Não há muitos jogadores que conseguem isso", disse neste sábado.

Uruguai e Portugal fazem neste sábado, às 15 horas (de Brasília), em Sochi, um dos grandes duelos das oitavas de final da Copa do Mundo. A equipe sul-americana chega credenciada como uma das três a terminar a primeira fase do Mundial com 100% de aproveitamento e apostando na dupla de ataque formada por Cavani e Suárez, enquanto os europeus esperam contar mais uma vez com grande atuação de Cristiano Ronaldo, autor de quatro gols até aqui e grande responsável por classificar sua seleção às oitavas. 


Tabárez não quis prever como será a partida. "Os protagonistas são os jogadores, desde que o árbitro apita até terminar. Fizemos tudo para estar bem preparados e vamos tentar vencer, esse é sempre o objetivo. O adversário tem muita qualidade e não vai ser fácil. As duas equipas têm pontos fortes", considerou.

Ao seu estilo, demonstrando alguma resignação, o treinador falou sobre sua preocupação com Cristiano Ronaldo. "É um grande atacante, com grande potencial. O Ronaldo, além de tudo, é o líder da equipe, o que é um fator adicional. Não há muitos jogadores que consigam pará-lo. Vamos tentar limitar o impacto que ele pode ter no jogo", ponderou Tabárez.

O experiente técnico uruguaio ressaltou ainda a necessidade de sua equipe dividir as atenções também com o restante da seleção portuguesa. "Eles foram os últimos campeões europeus", lembrou. "Ao nos prepararmos para o jogo, nos focamos no adversário levando em consideração todos os jogadores."

SUÁREZ - Além de valer vaga às quartas de final da Copa, a partida colocará em lados opostos dois rivais por clubes na Espanha: Cristiano Ronaldo, do Real Madrid, e Luis Suárez, do Barcelona. Mas o atacante uruguaio preferiu deixar a rivalidade clubística em segundo plano e ressaltar a importância da partida no contexto de uma Copa do Mundo.

"É totalmente diferente, a rivalidade que temos com Cristiano lá (na Espanha) é diferente. Sempre tratamos de competir cada um por seu clube e tentando fazer o melhor. Aqui é uma Copa do Mundo, o sentimento é de cada um fazer o melhor para sua seleção, para o seu país. É especial", afirmou Suárez. "Vai ser um grande jogo e todo mundo vai querer fazer o melhor para que sua equipe continue avançando."



Estadão Conteúdo