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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

SANTA CRUZ - BUSCANDO EQUILÍBRIO

Variando esquemas, Martelotte busca equilíbrio e formação ideal para o Santa Cruz

São cinco pontos nos últimos três jogos, sob o comando de Martelotte (Foto: Rafael Melo/Santa Cruz)



Pela primeira vez, em seu terceiro jogo à frente do Santa, treinador largou linha de três zagueiros, mas segue variando peças


Os primeiros dias do técnico Marcelo Martelotte no Santa Cruz não têm sido favoráveis para a estabilização de uma equipe titular, com onze atletas bem definidos. Ainda sem conseguir repetir a formação contra Remo, Manaus e Jacuipense, o treinador, ao menos, se aproximou de um estilo de jogo mais ofensivo, que imprime ao time mais as suas características de comando.

O cenário de mudanças, no entanto, também sofre influência da grande quantidade de atletas que se recuperam de lesão, tendo Paulinho de volta ao time contra o Jacuipense, enquanto Pipico não esteve à disposição nas três partidas, além de Júnior, Célio Santos e Willian Alves. Outros atletas que chegaram a ser desfalques em pelo menos um desses jogos foram Chiquinho, Toty e Jeremias. 

Ainda assim, entre as peças que teve à disposição, Martelotte variou por opções técnicas também. Diante do Remo e do Manaus, o técnico tricolor escalou Denilson para ser o terceiro zagueiro pelo lado esquerdo, fazendo uma linha de três defensiva que alterava a forma do Santa Cruz jogar de acordo com a posse da bola. Quando estava com o adversário, o ala direito recuava, já quando estava com o Tricolor, o setor esquerdo se tornava ofensivo. 

Contra o Jacuipense a escolha foi mudar a formação e colocar Perí na lateral, abrindo mão da linha de três zagueiros, se aproximando do estilo de jogo com maior pressão ofensiva. No meio, Tinga foi usado nos dois primeiros jogos, sendo na presença de outros quatro atletas contra o Remo e com André e Didira diante do Manaus, os dois, inclusive, estiveram em todas as partidas sob o comando do novo técnico. Já Bileu e Chiquinho só apareceram na partida contra o Remo. 

No ataque a mudança também aconteceu nos três jogos. Contra o time de Belém, Jáderson deu suporte ao ataque que contava Victor Rangel. Diante do Manaus a escalação de frente foi um trio, o camisa 11 contou com a parceira de Augusto Potiguar e Negueba. Já nesta segunda-feira, Jáderson voltou a titularidade com Rangel, mas dessa vez com o Mayco Félix para fechar o ataque.

DP

SPORT - JOGOS DETALHADOS

CBF detalha jogos até 20ª rodada e Sport terá 'semanas cheias' de treinos a partir da 17ª

A partir da 17ª rodada Leão terá uma sequência de quatro jogos aos domingos (Foto: Anderson Stevens/Sport)



Até então, foram apenas duas oportunidades em que Jair teve 'semanas cheias'


A CBF divulgou na tarde desta terça-feira os detalhes para mais cinco rodadas da Série A do Campeonato Brasileiro. Com isso, o Sport conheceu as datas, os horários e os locais das partidas contra Inter, Red Bull Bragantino, Atlético-MG, Atlhetico-PR e Ceará - o último já pelo returno.

Com isso, a partir da 17ª rodada, quando enfrentará o Bragantino no Nabi abi Chedid, em São Paulo, o Leão terá uma sequência de quatro jogos aos domingos. Cenário que dá ao técnico Jair Ventura um fôlego maior de período treinos junto à equipe rubro-negra.

Até então, foram apenas duas oportunidades em que Jair contou com duas 'semanas cheias' entre um jogo e outro da equipe na Série A. Além do intervalo de sete dias entre os jogos contra Palmeiras e Fluminense (10ª e 11ª rodadas), vive agora o maior intervalo até então. Dez dias separam o jogo contra o Corinthians, na última quarta-feira, e o próximo, contra o Bahia, no domingo (12ª e 13ª rodadas).

Confira os próximos jogos do Sport na Série A

04/10 - DOM - 13ª rodada
Bahia x Sport
18h15 - Pituaçu, Salvador-BA

07/10 - QUA - 14ª rodada
Flamengo x Sport
19h15 - Maracanã, Rio de Janeiro-BA

11/10 - DOM - 15ª rodada
Sport x Botafogo
18h15 - Ilha do Retiro, Recife-PE

14/10 - QUA - 16ª rodada
Sport x Inter
21h30 - Ilha do Retiro, Recife-PE

18/10 - DOM - 17ª rodada
Red Bull Bragantino x Sport
20h30 - Nabi Abi Chedid, Bragança Paulista-SP

25/10 - DOM - 18ª rodada
Atlético-MG x Sport
20h30 - Mineirão, Belo Horizonte-MG

01/11 - DOM - 19ª rodada
Sport x Athletico-PR
16h - Ilha do Retiro, Recife-PE

08/11 - DOM - 20ª rodada
Ceará x Sport
18h15 - Castelão, Fortaleza-CE

DP

terça-feira, 29 de setembro de 2020

CAMPEONATO BRSILEIRO

Náutico joga mal e perde por 1x0 para o Cuiabá

Timbu segue sem vencer adversários da metade de cima da tabela da Série B do Campeonato Brasileiro 200

 

Sem Jean Carlos, o técnico Gilson Kleina apostou em um esquema mais ofensivo, acionando Dadá Belmonte entre os titulares e abdicando do sistema do 4-4-2 para utilizar o 4-3-3. A outra novidade no time foi a entrada de Djavan na vaga de Jhonnatan.

“Vamos bater em gol” foi uma das instruções gritadas por Kleina no banco de reservas. Isso porque o Náutico, mesmo com mais posse de bola nos primeiros 15 minutos, não transformava o volume em chances efetivas. Já o Cuiabá quase marcou após desvio de Jenison em cobrança de falta. Jefferson se esticou para defender - minutos antes, o goleiro quase cometeu uma falha ao demorar para chutar uma bola na saída de jogo.

A ordem do treinador alvirrubro não foi atendida. O efeito disso foi um Náutico nada produtivo e um Cuiabá sempre mais próximo de balançar as redes. Na melhor das chances da primeira etapa, o cruzamento de Lucas Ramon achou Maxwell. Lombardi salvou o que seria o gol dos mandantes.

Além de não criar, o Náutico manteve um de seus maiores problemas na temporada: a saída de bola. Exemplo disso foi Lombardi, que ao ser apertado, entregou um escanteio de graça ao Cuiabá. Na sequência do lance, Jenison subiu mais do que Rafael Ribeiro para testar firme e fazer 1x0 na Arena Pantanal.

Desorganizado, o Náutico sequer esboçou uma reação para mudar o cenário do jogo. Atrás, Jefferson ia empilhando boas defesas para não deixar a desvantagem ainda maior. Nessa altura, o empate já seria um resultado satisfatório aos pernambucanos, mas pouco crível pela performance em campo. E não houve milagre para evitar mais um tropeço do Timbu na Segundona. 


 Ficha técnica

Cuiabá 1

João Carlos; Lucas Ramon, Everton Sena, Luiz Gustavo e Hayner; Matheus Barbosa, Rafael Gava, Felipe Ferreira (Yago) e Elvis (Marino); Jenison (Elton) e Maxwell (Felipe Marques). Técnico: Marcelo Chamusca

Náutico 0 

Jefferson; Hereda, Rafael Ribeiro, Fernando Lombardi e Wilian Simões; Rhaldney (Josa), Djavan (Matheus Trindade) e Jorge Henrique (Thiago); Erick (Junior Britez), Dadá Belmonte (Salatiel) e Paiva. Técnico: Gilson Kleina.

Local: Arena Pantanal (Cuiabá/MT)
Árbitro: Charly Wendy Straub Deretti (SC). Assistentes: Éder Alexandre e Clair Dapper (ambos de SC)
Gols: Jenison (aos 15 do 2ºT)
Cartões amarelos: Paiva, Josa (N); Maxwell, Hayner (C)

Por William Tavares

MAIS UMA MENTIRA DESLAVADA

O Globo mentiu, MP não apresentou denúncia contra Flávio Bolsonaro e Queiroz


O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) negou que tenha apresentado denúncia, nessa segunda-feira (28/9), contra o senador Flávio Bolsonaro e o ex-assessor Fabrício Queiroz no caso das rachadinhas. 

A denúncia havia sido noticiada pelo jornal O Globo, que depois voltou atrás na informação.

Em nota, o Ministério Público fluminense diz que, até o momento, não há denúncia ajuizada contra o senador nas investigações referentes a movimentações financeiras em seu gabinete no período em que era deputado estadual.

“Em relação à matéria: ‘Ministério Público denuncia Flávio Bolsonaro e Queiroz por ‘rachadinha’ na Alerj’, publicada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira (28/09), o MPRJ, por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos (SUBCRIM/MPRJ), esclarece que, até o momento, não há denúncia ajuizada contra o atual senador Flávio Bolsonaro nas investigações referentes a movimentações financeiras em seu gabinete no período em que era deputado estadual”, diz a nota. 

Ainda na nota, o Ministério Público afirma que o caso corre em sigilo e que a publicação de informações sem confirmação por parte da instituição atrapalha as investigações.

“A Instituição lamenta e repudia a divulgação de notícias relacionadas a investigações sigilosas, sem qualquer embasamento ou informação oficial por parte do MPRJ, o que causa prejuízo à tramitação do procedimento e desinformação junto ao público”, diz a nota.

“Uma denúncia do Ministério Público somente se torna denúncia quando é ajuizada e, a partir disso, a própria sociedade pode acompanhar esse caso. Veja, o povo, hoje, está falando que o Flávio Bolsonaro cometeu ‘rachadinha’ com base em uma informação sigilosa, que não se transformou em denúncia. Ora, se ela não se transformou em denúncia, é porque não tem nem sequer robusteza para se provar alguma coisa”, comentou Bruno Dornelles no Boletim da Manhã.

As agências de fact-checking, que supostamente checam fatos, nada falaram a respeito da fake news do Globo.

Lupa, Aos Fatos, Estadão Verifica, UOL Confere, dentre outras, não se manifestaram publicamente por questões óbvias.

O Globo não assumiu que foi uma “barriga” (inverso de furo, no jornalismo), muito menos que mentiu.

“A notícia não era verdadeira, mas não houve nada?”, questionou José Carlos Sepúlveda sobre o posicionamento da Globo. E continuou: “aí houve má fé, houve desinformação, houve um engano. Mas, conforme a atitude deles, parece que não houve nada.”

Com informações, Gazeta do Povo


WITZEL CONTINUA AFASTADO

Witzel sofre nova derrota e não voltará ao governo do Rio


Afastado do cargo há um mês, não foi desta vez que Wilson Witzel conseguiu voltar ao governo do Rio de Janeiro.

Mais um pedido para retornar ao cargo foi rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 28.

O ministro Edson Fachin rejeitou o novo pedido da defesa. Segundo Fachin, o tipo de ação escolhida pelos advogados de Witzel, um habeas corpus, não é o meio adequado para enfrentar o tema.

“Considerando que o presente writ [habeas corpus] pretende a recondução do paciente ao exercício de cargo público e não a tutela a direito de locomoção imediatamente afetado ou ameaçado, concluo que a via eleita é inadequada”, escreveu o ministro de acordo com o G1.

Witzel foi afastado durante a Operação Tris in Idem, que também cumpriu 17 mandados de prisão e mais de 80 de busca e apreensão. Segundo o Ministério Público, depois da eleição de Witzel, uma organização criminosa se instalou no governo do estado e loteou secretarias para beneficiar empresários em troca de pagamento de vantagens indevidas.

Bruna de Pieri


JAIR BOLSONARO

‘Se nada faço, sou omisso. Se faço, estou pensando em 2022’



O presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Facebook, nessa terça-feira (29/9) para elucidar aos críticos as ações do governo federal, referindo-se principalmente às medidas para destinar renda aos brasileiros que sofreram com a crise imposta pela pandemia do novo coronavírus.

“Minha crescente popularidade importuna adversários e grande parte da imprensa, que rotulam qualquer ação minha como eleitoreira. Se nada faço, sou omisso. Se faço, estou pensando em 2022”, disse o presidente.

Ele explicou que o anúncio de um programa social (Renda Cidadã) para reforçar o já existente Bolsa Família tem o objetivo de continuar ajudando as famílias beneficiadas pelo auxílio emergencial, pago em parcelas durante a pandemia.

“Estou pensando em 2021, pois temos milhões de brasileiros que perderam seus empregos ou rendas e deixarão de receber o auxílio emergencial a partir de janeiro/2021.”, completou.

“Os responsáveis pela destruição de milhões de empregos agora se calam”, afirmou.

“A responsabilidade fiscal e o respeito ao teto são os trilhos da Economia. Estamos abertos às sugestões juntamente com os líderes partidários. O auxílio emergencial, infelizmente para os demagogos e comunistas, não pode ser para sempre”, reforçou.

Brehnno Galgane

INDICAÇÃO RÁPIDA

Bolsonaro deve indicar logo o ministro sucessor de Celso de Mello no STF


O presidente Jair Bolsonaro deve intensificar os contatos para a indicação do substituto do ministro Celso de Mello, que decidiu antecipar a aposentadoria no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Ele deveria deixar a corte no dia 1º de novembro, quando completa 75 anos, mas por razões de saúde vai sair 20 dias antes, em 13 de outubro. 

Bolsonaro já disse que o novo ministro terá perfil conservador e deve tomar uma decisão rápida. O indicado ainda terá que ser sabatinado em uma comissão do Senado e aprovado pela maioria em votação no plenário.

Até agora, segundo a grande mídia, os nomes mais cotados para a vaga são Jorge Oliveira, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República; André Mendonça, ministro da Justiça; José Levi, chefe da Advocacia Geral da União; Augusto Aras, procurador-geral da República; o ministro do STJ João Octávio de Noronha; e o ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho.

“Eu, particularmente, não colocaria nenhum desses nomes. A grande mídia coloca esses nomes e fica repetindo eles para que possa ir entrando na cabeça das pessoas e ir se acostumando”, comentou Daniel Lemos. Disse, ainda: “o ministro, de fato, precisa ter douto saber jurídico, ter escrito livros, ter um currículo que realmente seja reconhecido”, por exemplo.

Respondendo uma fala de Celso de Mello, Lemos também disse na sua conta de Twitter que, “para haver cidadãos livres é preciso juízes íntegros, independentes, discretos, ‘não ser politiqueiro nas decisões judiciais, menos intervencionista em outro poder da República, não dado a vinho/espumante e que não goste de lagosta’, Celso”.


GREVE DOS CORREIOS

TST determina fim da greve dos correios e aprova reajuste de 2,6% a trabalhadores

 


O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu determinar o fim da greve dos funcionários dos Correios e o retorno ao trabalho no dia 22 de setembro. A greve dos trabalhadores da estatal, começou no 17 de agosto, diante das discussões do novo acordo coletivo.

Por maioria de votos, os ministros da Seção de Dissídios Coletivos consideraram que a greve não foi abusiva. No entanto, haverá desconto de metade dos dias parados e o restante deverá ser compensado. Além disso, somente 20 cláusulas que estavam previstas no acordo anterior deverão prevalecer. O reajuste de 2,6% previsto em uma das cláusulas foi mantido.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), a greve foi deflagrada em protesto contra a proposta de privatização da estatal e pela manutenção de benefícios trabalhistas. Segundo a entidade, foram retiradas 70 cláusulas de direitos em relação ao acordo anterior, como questões envolvendo adicional de risco, licença-maternidade, indenização por morte, auxílio-creche, entre outros benefícios.

Durante a audiência, os advogados dos sindicatos afirmaram que a empresa não está passando por dificuldades financeiras e que a estatal atua para retirar direitos conquistados pela categoria, inclusive os sociais, que não têm impacto financeiro.

Os representantes dos Correios no julgamento afirmaram que a manutenção das cláusulas do acordo anterior podem ter impacto negativo de R$ 294 milhões nas contas da empresa. Dessa forma, a estatal não tem como suportar essas despesas porque teve seu caixa afetado pela pandemia.

A empresa também sustentou que não pode cumprir cláusulas de acordos que expiraram, sob forma de “conquista histórica” da categoria.

Com informações: Agência Brasil

JOICE INVESTIGADA

Ministério Público Federal quer investigar “Gabinete do Ódio” de Joice Hasselmann


O Procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu que o STF abra inquérito para investigar o “Gabinete do Ódio” da deputada Joice Hasselmann (PSL-SP).

Para a PGR, há indícios da prática dos crimes de constrangimento ilegal de assessores para a criação de perfis e divulgação de notícias falsas; difamação, pela imputação de fatos ofensivos a terceiros; falsidade ideológica, pela suspeita de uso de CPFs falsos para criação dos perfis; e associação criminosa.

O pedido da PGR tem por base uma representação da Polícia Federal e uma notícia-crime após o vazamento de um áudio em que Joice dá ordem a assessores para a criação de perfis para “entrar de sola” em seus adversários políticos.

“Acabei de chegar em São Paulo. Cheguei há pouco para umas entrevistas, mas podia falar com a turma aí para fazer vários perfis e entrar de sola no Twitter especialmente, Instagram, porque eles estão colocando todas as milícias lá e robôs para cima de mim, entendeu?”, disse Joice em áudio.

Cabe ao ministro Barroso decidir se abre ou não o inquérito.

Com informações de O Antagonista.

FALCATRUA NA PANDEMIA NO PARÁ

Saúde: Polícia Federal cumpre mandados contra o governador Helder Barbalho e outros 36 investigados

 


A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (29), a pedido do Ministério Público Federal (MPF), 13 mandados de prisão temporária, além de buscas em endereços ligados a 37 pessoas físicas e jurídicas. As providências foram autorizadas pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os pedidos foram apresentados ao STJ pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, após representação da Polícia Federal. Além da capital, Belém e de outras cidades do interior, há mandados sendo cumpridos no estado de Goiás.

Entre os alvos está o governador do estado, Helder Barbalho (MDB), cujo endereço, no Palácio dos Despachos, passa por busca e apreensão. Outras pastas do Executivo paraense, como a Casa Civil e a Secretaria de Transportes também são alvos de buscas. O inquérito corre sob sigilo e, por isso, os nomes dos investigados que não têm foro por prerrogativa de função não serão divulgados neste momento.

O esquema – A investigação apura possíveis irregularidades na contratação, por parte do governo do estado do Pará, de organizações sociais para gestão de unidades hospitalares. Com a pandemia de covid-19, essas entidades assumiram também a instalação e administração de hospitais de campanha. Essa atuação é objeto de outra investigação em curso, também no STJ. As contratações, formalizadas entre agosto de 2019 e maio de 2020, ultrapassam a quantia de R$ 1,2 bilhão. As apurações começaram com a Polícia Federal no Pará, foram robustecidas por material compartilhado pela Polícia Civil de São Paulo e passaram à PGR após envolvimento de autoridades com foro por prerrogativa de função.

Na decisão, o ministro afirma que o contexto da pandemia intensificou a atuação da organização criminosa, que passou a formalizar novos contratos com organizações sociais para instalação e gestão de hospitais de campanha na capital e em diversos municípios do interior do Pará. Em um decreto estadual assinado pelo governador Helder Barbalho, foi autorizada a realização de contratações emergenciais de organizações sociais com dispensa de chamamento público, possibilitando o direcionamento para organizações integrantes do esquema criminoso.

No pedido feito ao STJ, os investigadores indicam que “o governador do estado do Pará, Helder Barbalho, tratava previamente com empresários e com o então chefe da Casa Civil sobre assuntos relacionados aos procedimentos licitatórios que, supostamente, seriam loteados, direcionados, fraudados, superfaturados, praticando prévio ajuste de condutas com integrantes do esquema criminoso e, possivelmente, exercendo função de liderança na organização criminosa, com provável comando e controle da cadeia delitiva, dado que as decisões importantes acerca dos rumos da organização criminosa lhe pertenciam”.

Fonte: MPF

OPERAÇÃO RAIO X

Megaoperação cumpre 64 mandados de prisão em investigação que apura fraudes na Saúde em 5 estados


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado de São Paulo (Gaeco) e a Polícia Civil (DEINTER-10/DEIC/SECCOLD) deflagraram nesta terça-feira (29) a Operação Raio X, visando a desmantelar grupo criminoso especializado em desviar dinheiro destinado à saúde mediante celebração de contratos de gestão em diversos municípios por meio de organizações sociais.

A investigação, que conta com inquéritos policiais e civis instaurados, teve a duração de aproximadamente dois anos, período  em que foram levantadas informações que indicam a existência de um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais, bem como de desvio de milhões de reais que deveriam ser aplicados na saúde.

Em decorrência desse trabalho investigativo foram expedidos 64 mandados de prisão temporária e 237 mandados de busca, sendo 180 no Estado de São Paulo e 57 em outras unidades da Federação, além do sequestro de bens e valores.

As prisões e as buscas se deram em dezenas de municípios do Estado de São Paulo, dentre eles Penápolis, Araçatuba, Birigui, Osasco, Carapicuíba, Ribeirão Pires, Lençóis Paulista, Agudos, Barueri, Guapiara, Vargem Grande Paulista, Santos, Sorocaba, bem como em cidades do Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Para o cumprimento dos mandados foram empregados 816 policiais civis, 204 viaturas e dois helicópteros. Por parte do MPSP, 30 promotores de Justiça e 10 agentes de Promotoria participaram da operação. Também cooperaram policiais civis de outros Estados e a Polícia Federal do Pará, onde objetivou-se o cumprimento do maior número de prisões temporárias e mandados de busca e apreensão fora de São Paulo. No Pará, também foi deflagrada a Operação SOS.

De acordo com a investigação, há indícios de esquema de desvio de verba pública por meio da celebração de contratos de gestão entre organizações sociais e o Poder Público, em sua maioria, através de procedimentos licitatórios fraudulentos e contratos superfaturados.

No transcorrer da investigação, foram identificadas dezenas de envolvidos com o grupo criminoso divididos em diversos núcleos, cada um com sua colaboração na prática das infrações penais.

De acordo com o apurado, houve a aquisição de grande quantidade de bens móveis e imóveis, sendo que parte da evolução patrimonial do grupo se deu justamente no período da pandemia.

Fonte: Ministério Público de São Paulo

ELEIÇÕES 2020

 Em nota, Tonca diz que Lupércio está inelegível










Nota oficial

Lupércio está inelegível e manobras extemporâneas não podem voltar no tempo para dar uma elegibilidade perdida, ante a sua condenação pela utilização de notas frias, segundo o TCE, à luz da alínea g do art. 1º, I, da LC 64/90.

Após as impugnações eleitorais ao registro de Lupércio de Antonio Campos e Jorge Federal, os advogados do professor Lupércio apressaram e agilizaram a pauta de recurso para essa quarta-feira, 30.09.20, qual seja, um recurso de rescisão para tentar anular a decisão anterior do TCE, processo nº 2050280-1, recurso atualmente da relatoria do Conselheiro Ricardo Rios, competência do Pleno do TCE.

Tal pedido do Professor Lupércio resta assinado por procurador do município, que indevidamente atua no caso, como advogado da pessoa física do Prefeito e não da Prefeitura. Hoje,  29.09, fiz pedido de habilitação como terceiro interessado, ante ser o autor da denúncia que originou o caso, para ser ouvido e ter direito a sustentação oral, via advogado, entre outros requerimentos , inclusive noticiando o impedimento do advogado/ procurador, como também que se decida a questão de ordem, antes do julgamento. Também foram encaminhados memoriais para os Conselheiros do TCE e a Procuradora Geral de Contas.

Antonio Campos

Olinda, 29 de setembro de 2020


por Magno Martins 

ELEIÇÕES 2020

Coronel Feitosa apresenta propostas alinhadas ao governo Bolsonaro

 



O convidado desta terça-feira (29) da série de sabatinas da Rádio Folha (FM 96,7) com os candidatos a prefeito do Recife foi o deputado estadual coronel Alberto Feitosa (PSC). Feitosa se apresenta como alternativa da oposição à atual gestão municipal e alinha seu discurso com o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Na entrevista, o candidato apresentou suas propostas para a cidade em relação a temas como Desenvolvimento Econômico e Social; Turismo; Saúde e Pandemia; Segurança Pública; Infraestrutura, urbanismo e mobilidade e Educação e Cultura. Como medida de segurança contra a Covid-19, a emissora optou pela participação dos concorrentes por telefone, com respeito ao tratamento isonômico defendido pela justiça eleitoral.

Exercendo seu quarto mandato como deputado estadual,  Alberto Feitosa é tenente-coronel da reserva da Polícia Militar de Pernambuco e já exerceu os cargos de superintendente do Aeroporto do Recife; secretário de Turismo de Pernambuco e secretário de Saneamento da Cidade do Recife em gestões do PSB, partido do qual agora se coloca como adversário. "Eles apresentam propostas como se não tivessem governado a cidade por 20 anos, um partido liderado pelas cores ideológicas da bandeira vermelha", afirma.

Segundo ele, seu objetivo é "fincar na Prefeitura do Recife a bandeira verde e amarelo, alinhando nosso governo e nossa pauta com o governo do presidente Bolsonaro", frisou, prometendo inclusive trazer mais recursos federais para a cidade.

Entre as críticas ao PSB, Feitosa citou a adesão do Governo de Pernambuco ao Consórcio Nordeste. Segundo ele, esse encontro dos governadores "só serviu para fazer política contra o governo federal. E todas as vezes que o prefeito Geraldo Julio ia às ruas era para atacar o presidente Bolsonaro. Não tem nenhuma parceria com o governo federal", criticou.

Questionado sobre o motivo de Bolsonaro não tê-lo citado como seu candidato quando falava sobre as capitais, Feitosa atribuiu isso a um "esquecimento" do presidente. "A gente pensa igual. Eu defendo a hidroxicloroquina, a política armamentista. Eu estive com o presidente na Reforma da Previdência e contra Moro. Talvez ele tenha esquecido, ou talvez por o líder do governo ser daqui e ter falado tanto com ele, ele não quis desagradá-lo".

Por Blog da Folha

CAMPEONATO BRASILEIRO

Sem Jean Carlos e contra líder da Série B: Náutico enfrenta Cuiabá, na Arena Pantanal

Atacante Dadá Belmonte deve ser o substituto do meia Jean Carlos (Foto: Caio Falcão/CNC)



Após 11 dias sem jogos, partida entre Dourado e Timbu acontecerá em horário incomum, às 22h30 (horário do Recife), desta terça-feira


O próximo desafio do Náutico será maiúsculo. Quando entrarem em campo hoje, às 22h30 (horário do Recife), os alvirrubros terão pela frente a equipe do Cuiabá, que atualmente ocupa a liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. Uma vitória no duelo longe do estádio dos Aflitos, poderá fazer com que o time pernambucano siga na sua arrancada para subir na tabela, porém, mesmo com os três pontos, não será nesta rodada que o Timbu ingressará no G4. 

Além da liderança do campeonato e o mando de campo, que vem sendo determinante para o bom desempenho no torneio, uma vez que está invicto na Arena Pantanal, o Cuiabá ainda possui um dos melhores ataques da Série B, com 15 gols marcados em 11 jogos disputados, média de 1,36 gol/partida. O aproveitamento da equipe mato-grossense também deve ser destacado, são 66,7% dos pontos disputados conquistados. 

Na preparação para anular os pontos fortes da equipe pantaneira, o Náutico teve a oportunidade de aproveitar o maior intervalo entre jogos da Era Gilson Kleina. Com 11 dias para melhorar a defesa, que vem sendo um calo alvirrubro na Série B, o treinador ainda teve de pensar no substituto ideal para o meia Jean Carlos, destaque do time no ano e na competição, com quatro gols e duas assistências na Série B.

Como favorito para ser acionado no time titular na vaga de Jean Carlos, desponta o atacante Dadá Belmonte, que esteve presente na equipe principal no jogo-treino disputado com o Íbis, na última quinta-feira, nos Aflitos, vencido pelo Timbu. Autor do gol contra a Chapecoense no último jogo, o centroavante Kieza deve seguir no banco contra o Cuiabá. 

A novidade do Náutico para o confronto será o meia Ruy. Oficializado na semana passada, o experiente jogador de 31 anos, poderá fazer sua estreia pelo Timbu diante do Cuiabá. O atleta deve ficar no banco, pois vem sem ritmo de jogo, uma fez que sua última participação em uma partida foi no dia 15 de agosto. 

Como vem o Cuiabá?
Líder da Série B, invicto em casa e com o melhor ataque da competição, o Cuiabá vem de empate fora de casa diante do Operário-PR, em Ponta Grossa. Diante do Náutico, o Dourado vem com dúvidas nas laterais. O time pantaneiro também conta com velhos conhecidos do futebol pernambucano, sendo eles o volante Jean Patrick (ex-Sport), o atacante Elton (ex-Náutico e Sport), além do titular Everton Sena (ex-Santa Cruz). 

Ficha do Jogo

Cuiabá
João Carlos; Lucas Ramon (Hayner), Everton Sena, Ednei e Lucas Hernández (Romário); Matheus Barbosa, Rafael Gava, Felipe Ferreira e Elvis; Jenison e Maxwell. Técnico: Marcelo Chamusca. 

Náutico
Jefferson; Hereda, Rafael Ribeiro, Fernando Lombardi e Wilian Simões; Rhaldney, Jhonnatan (Djavan) e Jorge Henrique; Dadá Belmonte, Erick e Guillermo Paiva. Técnico: Gilson Kleina. 

Local: Arena Pantanal, em Cuiabá
Horário: 22h30 (horário do Recife)
Árbitro: Charly Wendy Straub Deretti (FIFA-SC)
Assistentes: Éder Alexandre e Clair Dapper (ambos de SC)

DP

SANTA CRUZ - ELOGIANDO JACUIPENSE

Técnico do Santa Cruz enaltece qualidade do Jacuipense em empate: 'Veio querendo jogar'

Estádio do Arruda foi palco do empate da noite desta segunda-feira (Foto: Rafael Melo/Santa Cruz)



Marcelo Martelotte espera poder contar com dupla de reforços chegados recentemente, em partida diante do time do Ferroviário/CE no fim de semana


Depois de uma partida de muitas alternância na noite desta segunda-feira, no Arruda, que resultou no empate entre Santa Cruz e Jacuipense/BA em 3 a 3, o técnico coral Marcelo Martelotte avaliou positivamente o setor ofensivo dos pernambucanos. No confronto, o time mandante encontrou dificuldades e ficou atrás no placar, por exemplo, em duas oportunidades.

“Temos que enaltecer a qualidade do adversário, que veio querendo jogar. Particularmente, prefiro um 3 a 3 que um 0 a 0. É lógico que eu queria ganhar, mas o jogo foi aberto e os dois times buscaram a vitória. Tivemos erros, ao mesmo tempo que em alguns momentos acertamos e conseguimos nossos gols”, comentou Martelotte.

Agora, o Tricolor do Arruda terá uma semana para estudar sua organização e buscar corrigir as falhas. Há ainda a expectativa de que o treinador possa contar com a dupla de reforços anunciada recentemente pelo Santa, Leonan e Lourenço. Além disso, deve ter o retorno dos atletas que estavam sob os cuidados do departamento médico do clube, como o atacante Pipico e os zagueiros Célio Silva e Willian Alves.

No próximo domingo, às 15h30 horas, o Tricolor visita o vice-líder Ferroviário-CE, no estádio Domingão. O adversário tem apenas um ponto a menos que o Santa na tabela de classificação da disputa nacional.

DP

PERNAMBUCANO ALTAMENTE QUALIFICADO

Importância de um Ministro Pessoa com Deficiência na bancada do Supremo Tribunal Federal

Dr. Roberto Wanderley Nogueira
Juiz Federal
Professor de Direito da UFPE


Os acontecimentos que decorrem das escolhas políticas para funções vitalícias da República, a exemplo dos cargos de ministro do Supremo Tribunal Federal, geram dúvidas, algumas razoáveis, outras nem tanto, mas que justificam, umas e outras, a exigência social pelo escrutínio dos candidatos a esses postos avançados do Poder Público no Brasil. Essa exigência compõe o espectro político de uma democracia participativa e é importante que esse exercício se torne uma prática costumeira nas sociedades politicamente esclarecidas.

O sistema constitucional brasileiro toma emprestado o norte-americano para delegar à Presidência da República a responsabilidade dessa escolha, efetivável após sabatina organizada e empreendida pelo Senado Federal. Depois de aprovado pela maioria absoluta dos Membros da Câmara Alta, o nome do(a) candidato(a) indicado(a) segue à nomeação por ato do(a) Presidente(a) da República, desaguando na posse de um novo Ministro do STF, de acordo com um protocolo bem conhecido.

A própria Constituição Federal, em termos abertos, estabelece os pressupostos para que um(a) brasileiro(a) nato(a) possa ser indicado(a) à composição da Suprema Corte: deve contar entre 35 e 65 anos de idade, ter notável saber jurídico e ser notabilizado por uma reputação ilibada. Compete à Presidência da República, mediante o adminículo do Senado Federal, portanto, a aferição desses predicados constitucionais sem cuja presença um nome não é elegível à Suprema Corte do país (artigo 101 e seu Parágrafo único).

Pode-se dizer, em primeiro lugar, que a resposta inicial para o supramencionado escrutínio social diz respeito ao atendimento fiel dos pressupostos da Constituição Federal. Cumpri-los, desse modo, importa em exame de dados biográficos, curriculares, pretéritos de vida social, política, profissional e intelectual, enfim. Aquele que se dispõe ao múnus público, sobretudo de carga suprema, não tem o direito de se negar ao conhecimento público, exatamente porque vai servi-lo e será pelo povo sustentado no encargo que lhe terá sido confiado em caráter vitalício.

É grande a responsabilidade dessa empresa. A uma, porque importa em um exercício de representação política com metodologia técnica para a qual o candidato deve, sim, estar muitíssimo bem preparado. Esse preparo, revelado nos títulos acumulados e na experiência, deve reunir na contemporaneidade aspectos multifacetados do conhecimento humano, à luz do notável saber jurídico que se lhe atribui, de sua ilibada reputação e da sensibilidade especial ao fenômeno jurídico para que se torne uma cidadela real de sustentação dos direitos individuais e coletivos preconizados no Ordenamento Jurídico da Nação. A duas, porque, mediante as próprias faculdades humanas, lhe é confiada a exponencial atribuição de dar corporeidade ao Estado-Jurisdição (no caso, em máxima instância no espaço interno), que é precisamente o papel a desempenhar no cotidiano da vida judiciária, o qual se densifica e se materializa constantemente na medida em que se mantenha fiel ao Direito posto, à Constituição e às Leis. Na Suprema Corte, suas decisões vão se integrar a um colegiado formado por 11 (onze) Ministros, mas nem por isso devem ser adotadas sem a consciência de tudo isso. O Supremo Tribunal Federal é a instância máxima do Poder Judiciário da República Federativa do Brasil. Assim sendo, trata-se de uma Instituição e não de uma corporação de ofício. 

Desse modo, todo ativismo judicial deve ser entendido como excepcional e, sobretudo, obtemperado em face dos permissivos legais. Fora da Lei não há solução pacífica para nada nesta vida, ainda que nobres sejam os consideranda com os quais se empenhe o intérprete para fazer valer os seus valores, e não os valores constitucionalizados. Para uma reflexão generalista dos postulados primevos da sociedade a que o magistrado está a serviço, cumpre ter a sobranceira humildade científica de compreender que cabe ao poder constituinte - originário e derivado - e também ao Poder Legislativo proceder, consoante a dinâmica de seus funcionamentos político-jurídicos (clássicos). De fato, o juiz não é um legislador e a consciência técnica que o forja como operador do sistema jurídico é que se lhe aperfeiçoa a dignidade da própria função e o conserva, sobranceiro, na própria atividade jurisdicional como elemento integrante da engrenagem do Estado de Direito. Esse perfil confere ao magistrado plena legitimidade de ação, motivo pelo qual, dentro dessas balizas lógicas, priva de faculdades formidáveis para produzir decisões livres, calcadas na racionalidade do próprio sistema jurídico (independência funcional).

Adicionalmente, mas não menos importante, cumpre destacar uma singularidade que compõe a agenda política da Nação brasileira desde o advento da mencionada Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, sob os auspícios da ONU, assinada pelo Brasil em Nova Iorque e mais tarde internalizada com status de Emenda Constitucional, de acordo com a fórmula do art. 5º, § 3º, da Constituição Federal.

Sobre isto, parece claro que a deficiência, embora presente em ¼ da população brasileira (IBGE 2010), não marca critério algum aferidor de atributos, competências e habilidades, sobretudo para fins de inserção ou reabilitação em algum posto mais ou menos importante, social e politicamente falando, caso de uma até agora inédita investidura em cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Por que não? 

A propósito, com ou sem deficiência, a pessoa dispõe de múltiplos talentos, virtudes, habilidades e competências não necessariamente associados às limitações humanas, sejam elas físicas, psicossociais, sensoriais, intelectuais, mesmo múltiplas ou de qualquer outra natureza ou grau de severidade, as quais comumente não são superadas em razão de barreiras que a sociedade precisa trabalhar para eliminá-las e saber como fazê-lo com máximo grau de eficiência e operacionalidade. Para isso, carece de massa crítica e aparelhamento funcional e atitudinal indispensáveis em todos os setores públicos e privados da sociedade. Essa pauta compõe o espectro de um status pós-moderno e contemporâneo que marca as relações sociais doravante no Estado de Direito democrático, que não prescinde da participação de todos na construção da felicidade geral e que abandona a tutela e a opressão como mecanismos de conservação de privilégios que não se podem validamente tolerar.

Desse modo, contar com um magistrado que conheça pela razão da própria experiência da discriminação sofrida ao longo da vida e dos conhecimentos associados que hauriu e os pratica e também os leciona na atividade judicial e acadêmica, ao par de suas competências e habilidades clássicas, reveladas em sua biografia curricular e calcadas numa experiência considerável, sobretudo na própria magistratura e sem nódoas, além de produtiva, engajada e racional, especialmente eficiente e notabilizada no próprio meio social dessa atuação e na atividade acadêmica, pedagógica, de pesquisa, na produção científica aplicada bem assim noutros campos da atividade humana, tudo devidamente comprovado, faz toda a diferença para se dispor de Ministro à Suprema Corte de fato dotado de real sensibilidade para compreender o alcance, o significado e as perspectivas normativas que hão de resultar de uma adequada incidência da Convenção de Nova Iorque entre nós e de todas as disposições por ela influenciadas. 

Tem-se observado, outrossim, que a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, embora se trate de uma Constituição dentro da Constituição Federal, é pouquissimamente conhecida entre os denominados operadores jurídicos e, se conhecida, malferida, ante a crônica falta de sensibilidade ao desate das questões que envolvem os direitos desse grupamento social que se eleva, conforme esclarecido acima, ao patamar de ¼ da população nacional, algo em torno de 47 milhões de brasileiros. Some-se a eles o enorme contingente de seus parentes, cônjuges, simpatizantes e militantes do campo dos direitos humanos que se terá uma noção dessa massa de interessados em soluções juridicamente adequadas, e em última instância, para esse segmento nada desprezível do povo. Na Suprema Corte, um magistrado com essa envergadura faria um contraponto formidável à densificação de todo esse universo normativo, sem prejuízo das demais rotinas que o estariam a aguardar no desate de suas funções de competência jurisdicional próprias. Parecem fartas as vantagens sociais, políticas, filosóficas e institucionais pelas quais um ministro pessoa com deficiência viesse a ser alçado aos quadros da Suprema Corte do Brasil.

Realmente, vencidas as barreiras de gênero e étnicas, cumpre à Nação brasileira, agora, vencer, também e principalmente, a barreira de atitude que envolve o pressuposto de que todo aquele que tiver algum tipo de limitação física, psicossocial, intelectual, sensorial ou múltipla deve ser tratado como "peso social" e não se admite que exercite qualquer protagonismo digno de nota e de transformação da própria sociedade. Ao par do descalabro que essa cultura silenciosa de exclusão suscita, convém esclarecer que os talentos adormecidos de tão farta parcela da população brasileira precisam despertar, também em face da especial simbologia que será o advento de um ministro pessoa com deficiência ao Supremo Tribunal Federal que, naturalmente, reúna todos os predicados constitucionais para assumir tão elevado posto da República. 

Seria como que um primeiro passo concreto à inserção proativa desse contingente social nos negócios de Estado para estimular novas conquistas até à completa igualdade social. Ora, em toda a história da Suprema Corte brasileira, jamais foi incorporado em seus quadros alguém com algum tipo de limitação tecnicamente definida como tal. Aliás, em nenhum momento da história do Poder Judiciário nacional, Tribunal algum até muito pouco tempo atrás incluiu a reserva de vagas para ingresso nas carreiras da Magistratura, a despeito do comando constitucional preconizado no art. 37, inc. VIII, da Carta Política, das disposições da Lei nº 7.853, de 24 de outubro de 1989 e do art. 37, § 1º, do Decreto Federal 3.298, de 20 de dezembro de 1999, bem assim do art. 5º, § 2º, da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990. 

Enfim, do mesmo modo que foi a luta pelo advento da redentora Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, um movimento nacional se eleva, vertiginoso, crescentemente, e que nada tem de ingênuo, muito menos de maldoso, no intuito de desfraldar mais uma bandeira, firmada no protagonismo de seus enredos funcionais e categóricos a suscitarem proatividade, visibilidade e efetivação dos direitos das pessoas com deficiência no Brasil. A presença firme e resoluta de um Ministro com deficiência na Suprema Corte vai acalentar os sonhos e os desafios dessa parcela não desprezível da população, ante a certeza de que, doravante, as pessoas com deficiência estarão sendo, finalmente, tratadas de igual para igual, e não como se fossem desqualificadas para a vida social produtiva. O exemplo arrasta. Praticar sem contingenciamentos os parâmetros acervados na norma convencional é resgatar a própria cidadania adormecida ou maltratada dessas pessoas. É o que se espera do Brasil em relação aos seus filhos da invisibilidade. Guarnecer essa prática de uma visão compatível com o modelo normativo preconizado é fundamental, haja vista um lema que ressalta justamente dos fundamentos e valores que cristalizaram essa norma universal de direitos fundamentais: NADA SOBRE NÓS, SEM A NOSSA PARTICIPAÇÃO!

Pode-se, ainda, facilmente descrever o efeito simbólico de uma tal indicação ao Supremo Tribunal Federal, espaço no qual todo debate jurídico se aterma e em que toda solução legal encontra o seu epílogo no âmbito interno da Federação. Uma tal indicação, além do mais, anunciaria ao país e ao mundo que as pessoas com deficiência somos de fato capazes para realizar o desafio da liberdade e de uma vida realmente autodeterminada, o mesmo que sucede às demais pessoas sem traços de limitação permanente de qualquer natureza ou intensidade. Redescobrindo-se a si mesmas, ainda que no aspecto por enquanto simbólico e dando mostras de que somos capazes, o bloqueio cultural que deriva das diversas formas de atitudes preconcebidas tende a reciclar-se na direção de sua eliminação. Um país grandioso não pode conviver com o preconceito por muito tempo, pois esse quadro é autofágico. 

Além de tudo, a construção jurídica adequada sobre os novos paradigmas que já estão constitucionalizados no Brasil contribuirá para a emancipação social de muita gente que aspira, com ansiedade tardinheira, por ser reconhecida como protagonista do seu tempo, e não como mero contingente humano, subjugado e pesaroso. 

Querendo viver sem tutelas externas e internas, quer sejam corporativas, sociais, afetivas ou institucionais - e disso têm todo o direito - as pessoas com deficiência no Brasil pedem passagem, enquanto cidadãs, em direção ao futuro. Para isso, reclamam espaço, respeito e liberdade real para que possam, juntamente com todas as demais pessoas, realizar-se plenamente em seus direitos e em sua cidadania. Sobretudo, pretende-se vencer, talvez, a mais perversa de todas as barreiras: o preconceito! 

É chegada a hora de quebrá-lo de um modo particularmente emblemático e eloquente 

Devemos todos estar prontos e preferencialmente unidos para enfrentar mais esse desafio: a indicação, afinal, de um Ministro com deficiência para o Supremo Tribunal Federal, dado que a solução não encontra conjuntura que seja desfavorável e que, pela postergação de décadas, realmente, não tem mais e porque aguardar. Trata-se de uma questão de Justiça e de vida intergrupal e plenamente participativa. Outra inferência pressupõe a conservação de privilégios que já vêm compondo a pauta da crítica social hodierna, sempre baseada em recorrente desconhecimento de causa ou na obtusidade dos agentes públicos e daqueles que atuam na iniciativa privada.

Outrossim, ganhamos todos os de boa vontade com a ascensão de um representante das pessoas com deficiência conquanto jamais presentes na Suprema Corte, um órgão essencial para os seus destinos e aspirações legais para todos.

Importa, ao fim, realçar que não é a deficiência que qualifica o agente público ou privado, mas, detendo qualidades e sendo pessoa com deficiência, pode reunir melhores condições de trabalho e de aptidão funcional para o exercício de múltiplas funções, exatamente por ser uma pessoa mais sensível aos problemas humanos. A experiência forja. A dor humana faz crescer. Isso tudo parece muito claro até mesmo ao senso comum. De fato, só é preciso vencer o preconceito ainda arraigado na sociedade brasileira.

De tudo o que aqui se expõe, constata-se não só a pertinência contemporânea do tema, mas a sua importância institucional na construção permanente de uma sociedade mais justa, qualificada e condizente com o seu potencial de liberdade, emancipação e vida plena para todos, efetivamente participada e afirmativa.

Do mesmo modo, considera-se que toda análise qualitativa de meios e resultados, quanto à empregabilidade e ocupação funcional das pessoas com deficiência física, intelectual, sensorial ou múltipla depende, sobretudo, do exercício pleno da inclusão, enquanto pressuposto social de resgate das desigualdades e das injustiças cronificadas no socius. Essa atitude de incluir - ultima ratio - consiste em assegurar o acesso, a permanência e os recursos assistivos às pessoas com deficiência no respectivo espaço de trabalho. A simples sugestão de seu aproveitamento em igualdade de condições com as demais pessoas já sinaliza nessa direção edificante.

Cumpre, pois, sem obsessão identitária, eliminar as deficiências, elidir as limitações, prevenindo-as, compensando-as ou reabilitando-as, em geral e, muito especialmente, no âmbito do trabalho e das funções públicas mais elevadas, nunca, porém, com diminuição das pessoas com deficiência, as quais devem ter sua dignidade humana inteiramente respeitada, chamadas a participar em igualdade de condições com as demais pessoas em todos os espaços no socius.

A inclusão emancipatória, vale a ênfase retórica, das pessoas com deficiência, inclusive quanto à questão da empregabilidade nos mais amplos segmentos, é dever da sociedade, das empresas e do Estado e direito delas, enquanto persistirem as condições de desigualdade que marcam o perfil de países periféricos como o Brasil.

Silvinho Silva