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sábado, 20 de dezembro de 2025

EXPLICAÇÕES DE MAIS UM PERSEGUIDO DA DIREITA

Sóstenes diz que dinheiro em sua casa é da venda de imóvel

A Polícia Federal vazou imagens do dinheiro apreendido em poder do deputado da oposição - Foto: Divulgação/PF.


Deputado que é alvo de operação da PF afirma que o dinheiro tem origem lícita e nega irregularidades


O deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, afirmou que o dinheiro encontrado pela Polícia Federal (PF), no âmbito da operação “Galho Fraco”, nesta sexta-feira (19), é referente a “uma venda de um imóvel”.

Em coletiva na Câmara, o parlamentar afirma que o valor tem origem e que ele “não tem nada a temer”.

“O valor encontrado em minha residência trata-se de recurso lícito da venda de um imóvel de minha propriedade. Dinheiro de corrupção não aparece lacrado, identificado e recolhido oficialmente na sua residência. Quem quer viver de dinheiro de corrupção, bota em outro lugar. Vendi um imóvel, o imóvel me foi pago com dinheiro lícito, está lacrado, tem a origem, então não tenho nada a temer”, declarou.

Sóstenes destacou ainda que nas instâncias judiciais, os advogados e contadores dele, darão as explicações necessárias para o esclarecimento do caso.

A operação da PF, onde o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também é alvo, investiga supostos desvios em recursos públicos e cotas parlamentares.

De acordo com a PF, agentes públicos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma esquematizada para o desvio de verba pública. A ação é desdobramento de operação deflagrada em dezembro de 2024 e apura os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Sóstenes nega qualquer envolvimento e aponta que a empresa onde ele aluga o carro em que usa, também presta serviços ao deputado Carlos Jordy:

“Quero dizer que há um ano atrás, exatamente um ano atrás, houve uma operação da Polícia Federal, pasmem senhores e senhoras, porque dizem que eu tenho um carro alugado abaixo do preço de mercado, o que é verdade. Eu tenho um Corolla desde o meu primeiro mandato alugado, esse contrato feito, e quem sempre contrata carros aqui para nós, parlamentares, são os nossos assessores, neste caso, meu motorista, que contratou junto a uma empresa, empresa esta também, que também presta o mesmo serviço de locação de carro ao deputado Jordy, e o carro, para quem quiser ver, se a Polícia Federal quisesse de verdade fazer uma investigação séria, era só pedir as câmeras, da Câmara dos Deputados, se eu tenho esse carro ou não, porque a acusação é de que eu lavo dinheiro de um contrato de R$ 4.500,00 de um carro”.

O parlamentar cita, ainda, que deputados da esquerda gastam muito mais em aluguéis de veículos e que ele aluga mais barato, pois não gosta de gastar com aluguel de carros:

“Ora, tem deputados da esquerda aqui, que alugam também carro da cota parlamentar, que pagam R$ 7.000,00, tem gente que paga até R$ 8.000,00, e eu não estou falando que eles estão praticando nada ilícito, porque cada um contrata o carro que quiser. No meu caso, como eu gosto de gastar menos com aluguel de carro, o nosso carro tem dois anos de uso sempre, por isso que eu pago mais barato do que é o preço de mercado, mas o carro sempre esteve aqui, as câmeras do estacionamento do meu gabinete, é só ir lá buscar ver se eu estou colocando algum contrato para ressarcimento ilícito. Isso é para começar a história. Não tem nada de contrato ilícito, não tem nada de lavagem de dinheiro”.

Mael Vale

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