Esquerda ‘é o freio de mão deste país’, diz Nikolas na estrada
Deputado afirma que a esquerda tenta deslegitimar ato popular que
Em meio à “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, nesta sexta-feira (26), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rebateu as críticas feitas pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), à mobilização.
Durante coletiva concedida ao longo do percurso, Nikolas ironizou as críticas e afirmou que a mudança de discurso dos adversários demonstraria o crescimento e a legitimidade do movimento.
Segundo o mineiro, inicialmente a caminhada teria sido alvo de zombarias, mas agora passaria a gerar preocupação entre opositores:
“Primeiro zombam, depois ficam preocupados porque sabem que isso aqui é genuíno”, declarou.
O deputado também direcionou críticas à esquerda, afirmando que o campo político adversário atuaria como um entrave ao desenvolvimento do país. Lindbergh Farias questionou o ato e afirmou que a iniciativa poderia representar riscos à segurança viária, informando ter acionado a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Em sua fala, Nikolas disse acreditar que a mobilização reflete o sentimento de milhões de brasileiros que estariam desanimados com a situação política atual, mas que veem no movimento uma possibilidade de mudança do cenário nacional.
“A gente sabe que tudo o que a esquerda faz é ser o freio de mão desse país. Eu não tenho dúvidas: tem milhões de brasileiros que, assim como eu, muitas vezes ficam desanimados, achando que não estão ajudando em nada, querendo sair do país. Estão preocupados com isso agora, estão achando absurdo. O que precisa acontecer, cara, no nosso país, para gente acordar?”, ponderou.
Ao longo do discurso, o parlamentar ressaltou que a caminhada não teria caráter eleitoral e afirmou que a iniciativa estaria ligada a uma mobilização de valores e crenças. Nikolas destacou sua identidade cristã e disse ter consagrado o movimento a Deus, afirmando acreditar que a ação estaria “movendo corações”.
Ele também recorreu a referências bíblicas para justificar a participação de cristãos na política, mencionando personagens como Daniel, José, Josué e Elias.
Em outro momento, o deputado citou o episódio bíblico envolvendo Pôncio Pilatos para defender que a omissão política pode abrir espaço para decisões tomadas por outros grupos.
“Deus usou tantas pessoas, né? E eu não estou aqui me comparando, tá? Estou dando exemplos de pessoas que Deus usou. Deus usou Daniel ali no meio da Babilônia, usou Josué, usou José, usou Elias. E olha só, eu tô aqui para abrir e quero colocar aqui um contrário. Pilatos era o governador da Judéia e ele, como político, poderia ter tomado uma decisão, não tomou e deixou que o povo decidisse. E o povo condenou um homem inocente. Quando a gente não se envolve, outras pessoas vão se envolver, mas esse espaço não vai ficar vazio”, destacou.
Nikolas também destacou a presença de crianças e adolescentes ao longo da estrada. Para o deputado, esse engajamento demonstraria que o movimento teria impacto a longo prazo e não se encerraria com o ato atual.
“Dia 25 não vai ser o fim, vai ser o começo”, concluiu.
Mael Vale

Nenhum comentário:
Postar um comentário