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sábado, 6 de junho de 2026

EX-PREFEITO CONDENADO

Ex-prefeito de Gravatá é condenado a ressarcir R$ 597 mil aos cofres públicos

O ex-prefeito Joaquim Neto. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Joaquim Neto é acusado de autorizar contratações e pagamentos com "graves irregularidades"


O ex-prefeito de Gravatá Joaquim Neto (PSDB) foi condenado a ressarcir o erário em R$ 597.541,55. Ele é acusado de autorizar e ratificar, deforma deliberada, contratações e pagamentos com "graves irregularidades". Cabe recurso à decisão.

A sentença foi assinada por juiz da 2ª Vara Cível da Comarca de Gravatá, no Agreste de Pernambuco, no último sábado (30). Segundo o magistrado, Joaquim Neto, enquanto prefeito, autorizou despesas sem o devido processo licitatório, o que configuraria improbidade administrativa. O ex-prefeito nega irregularidades.

Inicialmente, o processo teve decisão proferindo prescrição do caso. O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) entrou com apelação e conseguiu que os autos retornassem para julgamento do mérito.

Nos autos, o MPPE alega que o ex-prefeito, ao autorizar despesas de vulto sem licitação, "agiu com dolo, pois tinha plena ciência da ilicitude de seus atos e da obrigatoriedade do procedimento concorrencial". Para o MPPE, o prejuízo identificado decorre de um padrão de ilegalidade nas contratações e não de uma falha isolada.

Decisão

O juiz Augusto Cézar de Sousa Arruda destaca na sentença que o réu tinha o dever de zelar pela legalidade dos gastos públicos.

"A autorização reiterada de pagamentos sem o correspondente processo licitatório, em valores expressivos, revela, no mínimo, uma grave omissão dolosa", escreve.

Além do ressarcimento integral do dano, o juiz também determinou a suspensão dos direitos políticos de Joaquim Neto por cinco anos e proibição de contratar com o Poder Público por três anos.

"É mentira", diz o ex-prefeito ao Diario de Pernambuco sobre as acusações. "Se eu tivesse processo com graves irregularidades, o Tribunal de Contas teria aprovado minhas contas?", questiona.

"Eu nunca tive uma condenação e nem um tribunal pedindo para eu devolver recurso nos meus três mandatos", acrescenta o ex-gestor. Ele adianta que a defesa apresentará recurso à sentença. "Com certeza o tribunal [TJPE] lá na frente vai reconhecer", completa.

Joaquim Neto foi prefeito de Gravatá em três oportunidades, tendo exercido o último mandato como gestor de 2017 a 2020. Em 2024, ele voltou a disputar o cargo, mas ficou na segunda colocação.

Jorge Cosme

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