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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

FILHO DE LULA SUSPEITO

Ex-presidente da CPMI aciona PGR e Policia Federal para Interpol localizar Lulinha para depor

Senador Carlos Viana (PSD-MG) é candidato a reeleição e defende investigar Lulinha em CPMI, no Congresso Nacional. (Foto: Redes sociais)


Presidente da CPMI do INSS já pediu que STF preserve provas e questione se filho de Lula deve cooperar com investigação


O senador Carlos Viana (PSD-MG) informou nesta sexta-feira (21) que acionou a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que a Interpol ajude a localizar o paradeiro do filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, para assegurar que ele possa depor sobre as suspeitas de corrupção e tráfico de influência no governo petista.

Viana presidiu a CPMI do INSS e agora articula no Congresso Nacional uma nova CPMI do Lulinha, para investigar as relações suspeitas do herdeiro de Lula com lobistas e investigados pelo roubo bilionário a aposentados e pensionistas.

“Acabo de acionar a PF e a PGR para saber oficialmente onde está Lulinha e se ele está à disposição das investigações. Se estiver no exterior e houver necessidade, pedi que sejam avaliados todos os mecanismos de cooperação internacional cabíveis, inclusive os canais da INTERPOL. Quero uma resposta simples: Se a PF precisar ouvi-lo amanhã, sabe onde encontrá-lo?”, escreveu Viana, em suas redes sociais.

Pela manhã, Carlos Viana disse que protocolou requerimento à Presidência da República para obter informações e documentos sobre reuniões, acessos, contatos e a suposta oferta de cargo à amiga de Lulinha e lobista, Roberta Luchsinger, mencionada em mensagens reveladas pela investigação.

“Não estamos investigando um sobrenome. Estamos tentando descobrir se relações pessoais e acesso ao centro do poder foram utilizados para abrir portas do governo a interesses privados. […]A investigação precisa ir até o fim”, justificou Viana.

Em outro esforço pela investigação, o senador que disputa a reeleição em Minas Gerais pediu, ontem (20), que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), preserve e rastreie provas envolvendo Lulinha. No alvo da demanda de Viana estão mensagens, pagamentos e possíveis contas no exterior, além de contatos com órgãos públicos e autoridades.

Desde a CPMI do INSS, a defesa de Lulinha tem tratado as denúncias como motivadas por objetivos políticos e eleitorais. O advogado Marco Aurélio Carvalho cobrou que a PF conclua o inquérito que investiga sua suposta relação com o empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, acusado no esquema bilionário contra aposentados. O defensor de Lulinha já pediu o arquivamento do caso, com o argumento de que não haveria elementos que justifiquem a continuidade das investigações contra o filho de Lula. 

Veja o que Carlos Viana falou ontem sobre o caso:

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