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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

ESCÂNDALO DO BANCO MASTER

Flávio quer Lula investigado com advogado que articulou sua reunião com Vorcaro

Lula posa para foto abraçado a Walfrido Warde, contratado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro - Foto: redes sociais.


Contratado de Vorcado, Walfrido Warde demonstrou ter acesso a Lula


A menos de dez dias do primeiro turno, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal uma representação pedindo a abertura de inquérito contra Lula (PT). O pedido aponta possíveis crimes de corrupção passiva e advocacia administrativa.

A peça foi anexada a inquéritos já em curso no STF sob relatoria do ministro André Mendonça. A base da representação é o conteúdo de mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e divulgadas pelo jornal O Globo. Nelas, o então advogado de Vorcaro, Walfrido Warde, relata conversas que afirma ter tido com Lula.

Lula reconhece apenas um encontro com Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024, em segredo, fora da agenda oficial e intermediado pelo ex-ministro Guido Mantega, que embolsava R$1,5 milhão mensais para “assessorar” o ex-banqueiro. Após a reunião, Warde escreveu ao cliente: “Parabéns. Soube que foi muito bom”. Em outro diálogo, o advogado afirmou que o presidente “agradeceu mais de uma vez o uísque”. Um mês depois, Warde disse que Lula “mandou um abraço”. O Palácio do Planalto e o próprio Lula negam o recebimento de qualquer presente.

Vorcaro está preso há cerca de seis meses em Brasília e busca um acordo de delação premiada. Na representação, Flávio argumenta que diversos crimes precisam ser apurado, envolvendo o recebimento de um presente em encontro extraoficial com um banqueiro que se dizia “perseguido” e hoje está preso por ordem de André Mendonça. O texto afirma ainda que os diálogos indicam, em tese, o patrocínio de interesses privados de Vorcaro junto à administração pública, com possível encaminhamento de pautas e orientação para análise leniente da situação do banqueiro.

“Que a apuração se faça, não para condenar antecipadamente, mas para que a República não se acostume a ser governada nos bastidores, à base de uísque e fora da agenda oficial”, diz trecho da peça. O caso deve ser enviado à Procuradoria-Geral da República para parecer.

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