Flávio denuncia rede com 1.525 perfis pró-Lula por ataques digitais
Flávio Bolsonaro Foto: EFE/ Isaac Fontana
Grupo espalha fake news com participação do perfil oficial do petista
A equipe jurídica do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A denúncia aponta uma rede de perfis no Instagram que teria divulgado conteúdos falsos ou fora de contexto em favor da campanha petista.
Segundo a ação, foram identificados 1.525 perfis organizados em 16 grupos, conectados a outras 5.882 contas. Em três dias, a rede publicou 2.856 conteúdos favoráveis à reeleição de Lula. Desse total, 74% foram divulgados em colaboração entre diferentes perfis, recurso conhecido como collab.
A equipe também identificou 218 publicações consideradas falsas ou descontextualizadas. De acordo com o levantamento apresentado ao TSE, 123 perfis produziram esse material, que alcançou 11,6 milhões de visualizações em 62 horas.
A denúncia relaciona a estrutura ao programa “Porta-Voz do Lula”, canal oficial da coligação petista que distribui conteúdos pelo WhatsApp e promove missões diárias e rankings digitais. A ação afirma que os perfis @brasilcomlula e @portavozdolulabr divulgam essas tarefas e publicam materiais que depois são compartilhados pela rede.
Outro ponto levantado envolve perfis de grande alcance, que somariam mais de 1 milhão de seguidores. Segundo a petição, duas contas publicaram 58 conteúdos em conjunto ao longo de três dias, incluindo mensagens que atribuíam a Lula um pedido explícito para que os eleitores seguissem os perfis. Contas de deputados de esquerda e de influenciadores também são citadas como responsáveis pela produção e disseminação de vídeos editados.
PEDIDOS AO TSE
A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro pediu medidas urgentes para interromper a divulgação dos conteúdos apontados na denúncia. Entre as solicitações estão o bloqueio temporário, até o fim do segundo turno, de 32 perfis considerados centrais na produção de desinformação e a suspensão do recurso de publicações colaborativas.
A ação também pede a aplicação de multa de R$ 100 mil por hora de descumprimento de ordens dirigidas aos provedores de serviços e de R$ 50 mil por publicação que desrespeite determinações destinadas aos investigados e aos responsáveis pelas contas.
Pleno.News
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