Samer Agi: “As pesquisas estão fazendo correção moral”
Samer Agi no Pleno Time Foto: Reprodução/Pleno.News
Ex-juiz falou sobre o segundo turno das eleições no Pleno Time nesta sexta-feira
A participação do ex-juiz Samer Agi no Pleno Time desta sexta-feira (16) foi marcada por uma análise sobre o desempenho dos institutos de pesquisa eleitoral, especialmente o Datafolha, e a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
Para Samer, a mudança nos levantamentos, que passaram a apontar vantagem para Flávio Bolsonaro, representa uma espécie de correção diante de distorções observadas em eleições anteriores.
A primeira coisa é a seguinte: o fato de os institutos estarem dando agora o Flávio à frente é uma correção moral – afirmou ao comentar os resultados mais recentes das pesquisas.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15), mostra Flávio com 47% das intenções de votos totais, enquanto Lula aparece com 45%. Os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro do levantamento, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
No levantamento anterior, o primeiro realizado após o primeiro turno, Flávio tinha 49% dos votos totais, enquanto Lula alcançava 45%.
Samer Agi fez questionamentos sobre a credibilidade dos levantamentos eleitorais e a possibilidade de interferências externas na divulgação dos resultados. Ele relacionou suas dúvidas a revelações sobre supostas conversas entre Daniel Vorcaro e profissionais de veículos de comunicação, que indicariam tentativas de influência sobre a cobertura jornalística.
Agi questionou se os institutos de pesquisa também poderiam estar sujeitos a pressões semelhantes.
– Se nenhum diretor da Globo resistiu ao assédio, será que o instituto de pesquisa seria capaz de resistir? Será que o instituto de pesquisa não entrega a pesquisa conforme o gosto do freguês? – indagou.
O jurista ponderou que não estava fazendo uma acusação, mas manifestando dúvidas sobre o funcionamento dos levantamentos eleitorais. Seu principal alvo foi o Datafolha, instituto que, segundo ele, apresenta um histórico de erros que favoreceriam o Partido dos Trabalhadores (PT) nas disputas presidenciais.
– Eu não estou fazendo uma acusação, essa dúvida e eu gostaria de entender por que o Datafolha, desde 2014, pelo menos sistematicamente, em todas as eleições presidenciais, ele erra a pesquisa em desfavor do candidato que se afigura à direita. Ou seja, ele é sempre pró-PT nas suas previsões. Sempre, sempre, sempre, sempre. Isso é difícil de explicar – declarou.
Monique Mello
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