Vinícius se isola como artilheiro do Náutico na temporada e na Série B
Vinícius, atacante do Náutico (Rafael Vieira / CNC)
O camisa 7 alvirrubro chegou ao 10º gol pelo Náutico em 2026 após marcar contra o Operário-PR
Recuperado de uma lesão muscular que o tirou dos gramados por 52 dias, o atacante Vinícius voltou a balançar as redes pelo Náuticono empate contra o Operário-PR. O camisa 7 alvirrubro chegou ao 10º gol em 2026 após marcar contra o Fantasma na última terça-feira (15).
A marca fez Vinícius se isolar como o principal artilheiro do Timbu na atual temporada. O ponta vinha dividindo o posto com o centroavante Paulo Sérgio, que marcou nove vezes.
Vinícius também lidera a artilharia alvirrubra na Série B do Campeonato Brasileiro, com sete gols. O vice-artilheiro ainda é o meia Dodô, que deixou o clube em meio à competição, com cinco.
Completando a lista de goleadores do Náutico na Segundona estão os atacantes Derek, Kauã Maranhão, Luiz Cláudio e Júnior Todinho, todos empatados com três gols.
Marca pessoal de Vinícius
Além dos 10 gols marcados, Vinícius também já contribuiu com três assistências nos 30 jogos realizados pelo Náutico neste ano. Esses números fazem desta a temporada com mais participações em gols do atacante desde 2022, quando participou diretamente de 19 gols vestindo a camisa do Goiás.
Lula foi ao TSE contra Bolsonaro por aumento do Bolsa Família
Presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: Ricardo Stuckert / PR e Foto: José Dias/PR
Em 2022, o petista criticou o maior aumento feito no programa
Nas eleições de 2022, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL) por medidas adotadas pelo governo durante a eleição daquele ano. A equipe petista apontou suposto uso eleitoral do então Auxílio Brasil, atual Bolsa Família.
A ação citava três medidas tomadas em outubro de 2022: a antecipação dos pagamentos do benefício, a inclusão de cerca de 500 mil famílias no programa e a criação do crédito consignado do Auxílio Brasil. Para a campanha de Lula, as iniciativas poderiam influenciar o voto de eleitores de baixa renda.
Não há dúvidas a respeito do caráter eleitoreiro da medida, uma vez que as pesquisas e até mesmo o resultado do primeiro turno demonstraram que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva possuía ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro dentre o eleitorado de baixa renda – afirmaram os advogados de Lula ao TSE. Entre eles estava Cristiano Zanin, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
A equipe jurídica do petista afirmou que a crítica não era direcionada ao programa social, mas à forma como Bolsonaro e seus apoiadores teriam utilizado os pagamentos durante a disputa eleitoral. Segundo os advogados, havia um claro intuito de conquistar votos.
– A antecipação da concessão de transferência de renda para os eleitores que se encontram em situação de vulnerabilidade possui o condão de influenciar na escolha do voto do eleitor e em sua liberdade de direito de votar, de modo a ferir a lisura do pleito – acrescentaram os representantes de Lula.
REAJUSTE OCORRE A 17 DIAS DO PRIMEIRO TURNO Nesta quinta-feira (17), o governo Lula anunciou um reajuste de 15% no Bolsa Família, a 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026. O decreto publicado pelo Planalto prevê a correção dos benefícios pela inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026.
Com a mudança, o valor mínimo pago pelo programa passará de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio deverá subir para R$ 777. O governo informou que a medida terá impacto de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, justificou a atualização pela reposição da inflação acumulada no período. A medida, portanto, ocorre no mesmo contexto eleitoral em que Lula, quatro anos antes, havia questionado no TSE ações de Bolsonaro envolvendo o aumento e a ampliação do programa social.
Lula é o candidato mais rejeitado ao Planalto em Santa Catarina: 62%
Presidente Lula. (Foto: Wallison Breno/PR).
Petista aparece com repulsa recorde no eleitorado catarinense
Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (17), mostra que o presidente e candidato à reeleição Lula (PT), é o nome mais rejeitado pelo eleitado de Santa Catarina à Presidência da República.
Conforme o levantamento, o petista aparece com 62% de rejeição.
Na sequência, aparece Flávio Bolsonaro (PL), com 36%.
Lula (PT): 62%; Flávio Bolsonaro (PL): 36%; Pablo Marçal (PRTB): 34%; Ronaldo Caiado (PSD): 32%; Renan Santos (Missão): 30%; Romeu Zema (NOVO): 29%; Escritor Augusto Cury (Avante): 27%; Rui Costa Pimenta (PCO): 26%; Hertz Dias (PSTU): 26%; Edmilson Costa (PCB): 26%; Samara (UP): 25%; Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 24%; Clariana Barão (DC): 23%; Poderia votar em todos: 1%; Não sabem/Não responderam: 2%.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores de Santa Catarina entre os dias 12 e 16 de setembro de 2026, e tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob onúmero BR-09582/2026.
Lula pode, mas em 2022 Gilmar Mendes impediu Bolsonaro
Ministro Gilmar Mendes, do STF | Foto: Victor Piemonte / STF
Lula (PT) provocou indignação ao se utilizar outra vez recursos públicos para azeitar sua candidatura, aumentando o Bolsa Família após ser superado por Flavio Bolsonaro (PL) nas pesquisas Quaest e AtlasIntel. Juristas e oposição acusam crime eleitoral, mas, no STF e TSE, o petista é inimputável. Já em 2022, quando o presidente era Jair Bolsonaro (PL), por isso mesmo o ministro Gilmar Mendes liderou no STF outro criativo entendimento de “perigo de gol”: vetou aumento de benefícios sociais.
Criatividade
Gilmar alegou “inconstitucionalidade”, quebra de “paridade de armas”, “violação da anterioridade eleitoral”, até ofensa a “liberdade do voto”.
Efeito Bolsonaro
Liderado por Gilmar, o STF concluiu ainda é “desvio de finalidade” aumentar benefício social perto da eleição, e “nítido efeito eleitoral”.
Bem diferente
Ao contrário do anúncio e Lula, ontem, o aumento dos benefícios no governo Bolsonaro foi PEC aprovada em dois turnos no Congresso.
Juristas questionam aumento do Bolsa Família por interesse eleitoral de Lula
Fachada do Palácio do Planalto em Brasília | Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
Juristas desconfiam da legalidade do reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado a 17 dias da eleição. A benesse teve aval da Advocacia-Geral da União, sob justificativa de “recomposição inflacionária”, mas tem toda pinta de crime eleitoral. José Paes Neto, da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, destaca que a lei autorizava o reajuste há três anos, mas Lula deixou a manobra para as vésperas do primeiro turno das eleições, o que sugere a interpretação de desvio de finalidade.
Ilegalidade
A medida acabou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que foi acionado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC) horas após a manobra do petista.
Na esperteza
A pressa tem justificativa: o primeiro pagamento da parcela já reajustada será feito entre os dois turnos da eleição, dia 19 de outubro.
Mudou em dias
O deputado lembra que a medida não está na proposta orçamentária enviada ao Legislativo dias antes, o que desmonta a versão governista.
Tamanho do rombo
Só neste ano, o impacto financeiro da medida é de R$5,8 bilhões. Para 2027, a fatura dispara e sobe para em torno de R$22 bilhões.
Vorcaro se reuniu com Gilmar Mendes e contratou seu então cunhado para temas de interesse no STF
Ministro do STF Gilmar Mendes - Foto: Alejandro Zambrana/STF.
Chiquinho Feitosa prestava assessoria ao ex-banqueiro e tratou com o ministro sobre processo de sua relatoria
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro do STF Gilmar Mendes em 11 de abril de 2024 para pedir seu voto favorável a uma questão bilionária envolvendo precatórios de usinas do setor sucroalcooleiro que ele adquiriu com deságio. A informação foi divulgada esta noite por Monica Bergamo, coluosta da Folha.
O interesse de Vorcaro era usar o valor de face dos precatórios para engordar o balanço do seu banco. Vorcaro mantinha no Master carteira bilionária em precatórios, que são títulos de dívidas do governo. Na ocasião, o Supremo discutia a pedido do governo Lula (PT) a validade de ações indenizatórias que perdeu, em sentenças transitadas em julgado, e que resultaram na emissão de títulos de dívida cujo pagamento vinha postergando, até que decidiu oficializar o calote com a chancela do STF.
Vorcaro também contratou o ex-senador Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, o Chiquinho Feitosa (Republicanos), por meio de uma outra empresa, e tratou com Gilmar de processos no Supremo, inclusive de relatoria do ministro, de quem era cunhado na época. A informação foi revelada pelo Blog do Fausto Macedo, do Estadão.
As conversas, extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro entre abril e novembro de 2024, mostram que Feitosa prestava “assessoria” e cobrava andamento de pautas de interesse do Banco Master. Gilmar Mendes votou contra os interesses do banco nos dois casos citados. Procurado, o ministro não se manifestou.
Chiquinho Feitosa é irmão da advogada Guiomar Feitosa, que foi casada com Gilmar até novembro de 2025. Os diálogos ocorreram enquanto o vínculo familiar ainda existia.
Contrato de R$500 mil mensais
Inicialmente, Feitosa negou ter trabalhado para o banco de Vorcaro. Confrontado com o contrato da Super Empreendimentos — empresa do banqueiro apontada pela PF como instrumento de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio —, admitiu a prestação de serviço “durante um curto período”. Disse que, na época, a empresa era vista como “idônea”.
Mensagens indicam remuneração de R$500 mil líquidos por mês, mais R$ 800 mil extras na primeira parcela. O operador Leonardo Palhares pediu confirmação a Vorcaro sobre o contrato; o banqueiro autorizou. A consultoria F&A, de Feitosa, aparece em lista de pagamentos enviada a Vorcaro.
Precatórios e vagas de medicina
Os dois temas tratados nas conversas foram:
Precatórios da Usina Agroindustrial Tabu (Paraíba), adquiridos por fundos do Master. Gilmar e outros ministros votaram contra os interesses do banco.
Ação sobre regras para abertura de cursos de medicina (ADC 81), de relatoria de Gilmar. O fundo Calêndula, ligado ao Master, financiava a mantenedora da Universidade Luterana do Brasil. O STF manteve a exigência de chamamento público prevista na lei do Mais Médicos — resultado que, indiretamente, não favorecia Vorcaro.
Em setembro de 2024, Feitosa prestou contas ao banqueiro sobre “precatórios” e “educação” e cobrou a assinatura do contrato: “estou 100% dedicado aos nossos assuntos”.Intermediação de encontroEm abril de 2024, Feitosa encaminhou a Vorcaro o contato de uma servidora ligada ao gabinete de Gilmar e um roteiro de reunião: primeiro um encontro a sós com o ministro e, em seguida, a entrada do diretor jurídico do Master, André Krutchevsky, e do advogado Bruno Bianco (ex-AGU), contratado para atuar nos precatórios.
O Estadão apurou que o encontro de Bianco com Gilmar ocorreu. Feitosa relatou a Vorcaro que “a conversa do Bianco ficou perfeita c o Gilmar”. Depois, enviou decisão do então presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que suspendia o pagamento do precatório da Usina Tabu.
Feitosa também mencionou jantar com Gilmar, possível encontro em Londres e reunião marcada com a irmã Guiomar. Ela afirmou que Vorcaro a procurou por intermédio do irmão, mas que recusou atuar porque ele não apresentou processos específicos.
O que dizem os envolvidos
Chiquinho Feitosa afirmou que não tinha contrato com o Banco Master, só com a Super Empreendimentos; que não sabia que Bianco atuava para Vorcaro; que não intermediou encontro de funcionários do banco com Gilmar; e que sugeriu retirar o nome do Master de um convite de evento “de forma despretensiosa”.
Bruno Bianco disse que atuou de forma independente, por seu escritório, em discussão jurídica de interesse de clientes; que não integrou o Master; e que a tese não foi acolhida pelo STF.Gilmar Mendes não se pronunciou. O espaço permanece aberto.
Em debate, Raquel Lyra reforça acusações contra o PSB e fala em violência política; João Campos rebate
Raquel Lyra (PSD) (Sandy James/DP Foto)
Raquel declarou que pessoas ligadas ao PSB, partido do candidato João Campos, foram detidas enquanto roubavam material eleitoral
Em seu pronunciamento inicial durante debate realizado em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, nesta quinta-feira (17), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), reiterou as acusações contra o PSB referentes ao suposto roubo de material de campanha.
"Antes de falar sobre os nossos projetos para o futuro do estado, gostaria de tratar da política feita em Pernambuco nos últimos dias. Ela ultrapassou limites que jamais deveriam ser cruzados. Acusações, incitação à violência e fake news, seja no mundo real ou virtual", afirmou.
Raquel declarou que pessoas ligadas ao PSB, partido do candidato João Campos, foram detidas enquanto roubavam material eleitoral. Segundo ela, os envolvidos usavam camisas roxas para se passarem por militantes em um ato do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), ocorrido na última quarta-feira (16).
"Já disse que sou 'pernambuquista' e que a violência em Pernambuco não tem lado nem justificativa, não podendo fazer parte da política. O ocorrido foi denunciado às autoridades competentes e precisa ser apurado. Quem tiver responsabilidade terá que responder por isso", concluiu.
Direito de resposta
A assessoria do candidato da coligação Frente Popular de Pernambuco solicitou direito de resposta à organização do evento, que foi concedido. O ex-prefeito do Recife citou Amisadai Andrade da Silva, apontado como responsável por uma suposta estrutura de páginas e perfis nas redes sociais utilizada para ataques políticos contra o candidato. Na ocasião, ele questionou a governadora sobre uma possível judicialização e apontou supostas presenças de Amisadai no Palácio do Campos das Princesas, que não teriam caráter institucional.
Ocorrência no Centro do Recife
De acordo com o advogado Edgar Moury Neto, da Coligação Pernambuco de Coração, a ação teria sido orquestrada pela direção do Partido Socialista Brasileiro (PSB). “Militantes falsos, vestidos com as cores partidárias da governadora Raquel, foram cooptados pela militância do PSB, pela direção da campanha do PSB, para criar um falso fato eleitoral, de maneira a vincular a governadora à candidatura à presidência [de Flávio Bolsonaro] com quem ela não tem nenhuma conexão”, alegou.
“Está provado que essas pessoas foram levadas em ônibus completamente desvinculado à campanha da governadora Raquel e está provado que o líder desses falsos militantes é ligado à cúpula do PSB. Não às pessoas que estão na base não, mas à cúpula, à direção do PSB. Essa falsidade está na antessala da direção e da candidatura do PSB”, completou Edgar.
A confusão ocorreu nas imediações da Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio, horas antes do comício com Flávio Bolsonaro, realizado no Cais da Alfândega. Na ocasião, um homem identificado como Alexsandro Pereira da Silva chegou a ser detido pela Polícia Militar e foi encaminhado à Polícia Federal em razão da natureza eleitoral da ocorrência.
Por outro lado, a Frente Popular ingressou, nesta quinta-feira (17), com uma notícia de fato junto ao Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE) para cobrar a investigação sobre um suposto envolvimento do policial civil Uberdan de Menezes Matos Júnior com a campanha da governadora.
O nome de Uberdan veio à tona após o episódio de um suposto roubo de bandeiras da campanha de Raquel para serem utilizadas no ato do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesta quarta-feira (16) no Bairro do Recife. Na ocasião, o policial abordou um suposto autor do ato criminoso e chegou a disparar contra o homem, que foi detido pela Polícia Militar.
De acordo com o documento apresentado, Uberdan possui ligação com a empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos Ltda., que consta em plataformas oficiais da Justiça Eleitoral como a principal fornecedora da campanha de Raquel Lyra.
Coligação de Raquel diz que homem detido em suposto roubo de bandeiras é ligado à cúpula do PSB
Edgar Moury, advogado da Coligação Pernambuco de Coração (Foto: Karol Rodrigues/DP Foto)
Afirmação foi feita pelo representante jurídico da campanha da governadora; SDS abriu inquérito na Corregedoria para investigar disparo feito por policial civil na ocorrência
A equipe jurídica da Coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) concedeu uma entrevista coletiva nesta quinta-feira (17), em frente à sede da Polícia Federal, no Bairro do Recife, para esclarecer sobre a denúncia de um possível roubo de bandeiras da campanha de Raquel para serem utilizadas no ato do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), ocorrido nesta quarta-feira (16).
De acordo com o advogado Edgar Moury Neto, a ação teria sido orquestrada pela direção do Partido Socialista Brasileiro (PSB). “Militantes falsos, vestidos com as cores partidárias da governadora Raquel, foram cooptados pela militância do PSB, pela direção da campanha do PSB, para criar um falso fato eleitoral, de maneira a vincular a governadora à candidatura à presidência [de Flávio Bolsonaro] com quem ela não tem nenhuma conexão”, alegou.
“Está provado que essas pessoas foram levadas em ônibus completamente desvinculado à campanha da governadora Raquel e está provado que o líder desses falsos militantes é ligado à cúpula do PSB. Não às pessoas que estão na base não, mas à cúpula, à direção do PSB. Essa falsidade está na antessala da direção e da candidatura do PSB”, completou Edgar.
A confusão ocorreu na Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio, horas antes do comício com Flávio Bolsonaro, realizado no Cais da Alfândega. Na ocasião, um homem identificado como Alexsandro Pereira da Silva chegou a ser detido pela Polícia Militar e foi encaminhado à Polícia Federal em razão da natureza eleitoral da ocorrência.
Segundo Edgar, a abordagem ao grupo supostamente liderado por Alexsandro se deu em razão de atitudes suspeitas.
Antes da PM assumir a ocorrência, a primeira intervenção foi feita pelo policial civil Uberdan de Menezes Matos Júnior, que chegou a efetuar um disparo de arma de fogo e atingir Alexsandro na perna esquerda. O servidor integra o quadro societário da empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos Ltda., apontada pela plataforma de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como o maior fornecedor da campanha de Raquel Lyra, com um repasse de R$ 2,5 milhões.
Questionado sobre uma possível ligação entre Raquel e Uberdan, o advogado da campanha argumentou que não se pode “aceitar que narrativas desviem o foco do que aconteceu”. Edgar afirmou ainda que Raquel Lyra e Priscila Krause (PSD), candidata a vice-governadora, vêm sendo vítimas de violência de gênero.
Polícia Civil investiga o caso
Em nota enviada à imprensa, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) afirmou que a ocorrência foi registrada pelo 16º Batalhão da Polícia Militar. Na ocasião, um suposto furto de bandeiras resultou na prisão de um suspeito, que foi conduzido à Central de Plantões da Capital (CEPLANC) e em seguida encaminhada à Polícia Federal, responsável por investigar fatos e eventos de natureza eleitoral.
O órgão também confirmou a abertura de um inquérito para apurar a ocorrência do disparo de arma de fogo, que segue a cargo da Corregedoria Geral da SDS-PE. “Foi instaurado um procedimento preliminar por meio do qual serão verificadas as informações referentes ao caso, coletando-se também os subsídios necessários à análise de repercussão administrativa dos fatos. O procedimento segue em trâmite no Órgão Correcional”, diz um trecho do comunicado.
PF marca depoimentos de Daniel Vorcaro e do pai dele para o fim de setembro
Henrique Vorcaro e Daniel Vorcaro (Reprodução)
Os depoimentos fazem parte da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de intimidação e vigilância comandado por pessoas ligadas a Vorcaro
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e seu pai, Henrique Vorcaro, vão depor à Polícia Federal no dia 30 de setembro. Daniel fala às 14h e Henrique às 16h. A data havia sido remarcada depois que a defesa do banqueiro pediu o adiamento de uma primeira convocação, marcado para a última terça-feira (15). A informação foi apurada com exclusividade pela coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.
Por que os dois foram chamados?
Os depoimentos fazem parte da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de intimidação e vigilância comandado por pessoas ligadas a Daniel Vorcaro.
Segundo a PF, o grupo batizado internamente de "A Turma" teria sido usado para pressionar críticos do banqueiro, acompanhar autoridades e conseguir informações sigilosas que interessassem a ele.
Henrique Vorcaro é apontado pelos investigadores como uma peça financeira desse esquema desde o início do inquérito. Ele comandava a Multipar, uma empresa que, segundo levantamento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), transacionou mais de R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025, com todo esse montante circulando apenas entre contas do próprio grupo controlado por Daniel Vorcaro.
Na fase mais recente da operação, Henrique chegou a ser preso em Belo Horizonte (MG). Uma delegada e uma agente da Polícia Federal também foram detidas na mesma ação
O que acontece em paralelo no STF
Enquanto isso, a defesa de Daniel Vorcaro tenta reverter sua prisão por outra via. Na quarta-feira (16), os advogados pediram ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que solte o banqueiro e suspenda o processo aberto contra ele na Corte.
Atlas: Raquel Lyra empata com João Campos nos dois turnos ao Governo de Pernambuco
Raquel Lyra e João Campos (Karol Rodrigues/DP Foto)
Governadora Raquel Lyra soma 48,7% das intenções de voto no 1º turno contra 45,6% do ex-prefeito do Recife, João Campos. Cenário de 2º turno também indica igualdade dentro da margem de erro
A pesquisa do instituto AtlasIntel, divulgada nesta quinta-feira (17), mostra um cenário de empate técnico na disputa pelo Governo de Pernambuco entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB). A candidata à reeleição aparece com 48,7% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Campos registra 45,6%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Na sequência, Ivan Moraes (PSOL) ocupa o terceiro lugar com 2% da preferência do eleitorado, seguido por Renan Hallais (Missão), com 1,1%, e Professora Camila (UP), com 0,1%. Os votos brancos e nulos somam 1%, enquanto os eleitores indecisos ou que não souberam responder representam 1,6%.
Simulação de 2º turno
O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre os dois primeiros colocados. No confronto direto, Raquel Lyra alcança 51,1% das intenções de voto, e João Campos marca 47,3%, configurando novo empate técnico no limite da margem de erro. Os votos brancos e nulos somam 1,2%, e os indecisos representam 0,3%.
Ficha técnica da pesquisa
O AtlasIntel ouviu 1.793 eleitores em Pernambuco entre os dias 11 e 16 de setembro de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório. A pesquisa apresenta nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela Bloomberg e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo PE-02989/2026.
Troca de acusações e herança política marcam debate entre candidatos ao Governo de Pernambuco
Candidatos ao governo de Pernambuco (Sandy James/DP Foto)
Evento promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, elevou o tom da disputa eleitoral com embates diretos
O segundo debate entre os candidatos ao governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL), nesta quinta-feira (17), em Caruaru, no Agreste pernambucano, foi palco de mais um confronto político. O evento, promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste, elevou o tom da disputa eleitoral com embates diretos centrados em acusações, gestões anteriores e citações a um suposto "gabinete do ódio".
A governadora e candidata à reeleição aproveitou parte dos blocos de confronto direto para trazer à tona o debate sobre a segurança no exercício da cidadania e a lisura do processo eleitoral. Na ocasião, ela citou episódios de violência política e reafirmou acusações contra o PSB apontando práticas que, segundo ela, buscam desestabilizar o pleito.
"Estão incitando violência na rua, que se pratique violência contra nós e contra a minha campanha. O que é que a gente tem feito? Trabalhado. Trabalhado propostas e entregue a Pernambuco o maior investimento da sua história”, disse a governadora.
Por outro lado, o candidato João Campos (PSB) rebateu as declarações cobrando explicações sobre a condução administrativa do governo e trazendo novamente à tona a questão do chamado "gabinete do ódio", apontando que a adversária se utiliza de estruturas de disseminação de ataques virtuais.
"Desde o início de 2025 eu tenho sido vítima de ataques recorrentes na rede social. Denunciamos o 'gabinete do ódio', supostamente constituído no entorno do Palácio do Campo das Princesas, e a Polícia Federal está investigando esses ataques que afrontam a democracia”, falou.
Ivan Moraes (PSOL) e Raquel Lyra (PSD) (Sandy James/DP Foto)
As bets também foram tema de embate entre os dois adversários. Ao questionar João Campos sobre a redução da tributação para empresas do setor nos anos em que esteve à frente da prefeitura do Recife, Raquel reiterou seu posicionamento contrário às casas de aposta associando-as à atuação do crime organizado e problemas sociais.
“Eu sempre fui contra as bets. Fui delegada da Polícia Federal e sei que esse tema é tratado diretamente pelo crime organizado no Brasil. Bets e crime organizado. Não é que seja unanimidade para todas as empresas de apostas, mas cristalizar o crime organizado do Brasil não é um bom caminho. E as bets são um caminho para isso”, declarou a candidata à reeleição.
Paulo Câmara no centro do debate
Tentando se distanciar da polarização protagonizada por Raquel e João, Ivan buscou ocupar um espaço crítico no debate. Em suas intervenções, Ivan apontou semelhanças nas práticas políticas dos dois principais concorrentes. Em determinado momento da dinâmica, Ivan direcionou provocações a João ao relembrar e associar o oposicionista às heranças da gestão do ex-governador Paulo Câmara, que comandou o estado por dois mandatos.
“Vejam como meus adversários são semelhantes. Que carreira, João. A pergunta foi sobre o governo do qual você foi chefe de gabinete. Foi teu primeiro emprego, recém-saído da faculdade. Você fez parte do governo anterior. Se há problema de gestões passadas, você é parte desse problema, assim como a candidata Raquel Lyra, que fez campanha para Paulo Câmara. O modelo de desenvolvimento de Pernambuco tem que mudar”, apontou o pessolista.
Disputa presidencial
Ao ser questionado pelo Diario de Pernambuco sobre governabilidade, em uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL), João destacou não ter dúvidas sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eu tenho uma alegria muito grande de poder ser candidato ao governo do estado de Pernambuco, contando com o apoio do presidente Lula. Eu tenho certeza de que juntos nós vamos fazer muito por Pernambuco”.
João também ressaltou que pretende buscar a parceria com o governo federal para obras no estado citando mais uma vez a Transnordestina. “Tive a oportunidade, como prefeito, de governar com presidentes diferentes e posso testemunhar que é muito melhor ter Lula presidente", afirmou.
Logo Caruaruense
Em outro momento de embate entre Raquel e João, o candidato da Frente Popular questionou a governadora sobre direitos trabalhistas e sua relação com a Logo Caruaruense, empresa de transporte que pertenceu a João Lyra.
“A candidata falou no debate que Pernambuco conhecia ela, falou do currículo e omitiu a parte enquanto empresária, enquanto a candidata foi por mais de 10 anos dona de uma empresa de ônibus. Porque, enquanto esteve como dona da empresa de ônibus, não garantiu os direitos trabalhistas, inclusive com condenações na Justiça do Trabalho pelo não pagamento de férias, 13º e trabalhadores trabalhando sem carteira assinada”, afirmou o socialista.
Em resposta, a governadora salientou que integrou o quadro societário até 2016. “Ela foi sócia dessa empresa. Tem processos muito graves que respondem, que já foram julgados na Justiça e que condenaram a empresa. Agora você tem que saber a verdade para poder escolher quem pode fazer mais por Pernambuco", disse o ex-prefeito.