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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

REVELAÇÕES CONTRA ALEXANDRE DE MORAES

Gabinete de Moraes monitorava e perseguia oposição, afirma Tagliaferro

O ministro do STF, Alexandre de Moares junto a seu ex-assessor, Eduardo Tagliaferro Foto: Reprodução/Instagram

Tagliaferro disse que recebeu ordens diretas de Moraes para investigar e monitorar pessoas ligadas à direita


O ex-assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, afirmou nesta quarta-feira (30) que irá fazer revelações dos bastidores durante o período em que trabalhou no gabinete do magistrado. Tagliaferro se encontra atualmente na Itália.

Tagliaferro disse que recebeu ordens diretas de Moraes para investigar e monitorar pessoas ligadas à direita.

“Eu tenho bastante coisa (…) tem algumas coisas fraudulentas, ele vai assistir e ele sabe do que eu estou falando”, afirmou ele em entrevista à revista Timeline.

Na entrevista, Tagliaferro declara que tem provas de conversas que incluem até a Procuradoria-Geral da República (PGR) e disse que em Brasília “não é cada um por si, é um grupo terrível”, que monitorava ilegalmente pessoas ligadas à oposição do governo federal.

Perito, Tagliaferro é formado em engenharia e direito pela Universidade Paulista. Foi assessor-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, no TSE, tendo sido nomeado por Moraes para o cargo em 2022.

Em maio deste ano, a Polícia Federal indiciou Tagliaferro por violação de sigilo funcional com dano à administração pública. O ex-assessor do ministro foi investigado pela divulgação de diálogos do ministro com servidores do TSE e do STF.

Para a PF, Tagliaferro “praticou, de forma consciente e voluntária, a violação do sigilo funcional – sendo que ele ocupava função de confiança na Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no Tribunal Superior Eleitoral”.

No início deste mês, Moraes negou o depoimento de Tagliaferro como testemunha de Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais da Presidência no governo de Jair Bolsonaro (PL) que responde ao processo da suposta “trama golpista”.

O ministro justificou dizendo que há jurisprudência na Suprema Corte que impede depoimento de investigados.

Luan Carlos

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