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sábado, 22 de novembro de 2025

INDIGNAÇÃO COM A PERSEGUIÇÃO A BOLSONARO

Líder da oposição sobre prisão de Bolsonaro: ‘indignação’

Deputado federal Zucco, líder da Oposição na Câmara. (Foto: Álvaro Maciel/Diário do Poder).

Bolsonaro foi preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes


A liderança da oposição na Câmara dos Deputados divulgou nesta manhã uma nota oficial assinada pelo deputado Zucco (PL-RS) manifestando “profunda indignação” com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. No texto, classificado como “mais um capítulo na escalada de arbítrio”, a decisão é descrita como uma afronta à Constituição, à lógica jurídica e à própria humanidade, especialmente diante do quadro de saúde considerado gravíssimo de Bolsonaro.

A nota destaca que o ex-presidente, vítima de um atentado à faca em 2018, enfrenta sequelas permanentes que se agravaram com cirurgias recentes, crises de soluço, vômitos e limitações físicas severas. “Submeter um ser humano nessas condições a um regime fechado não é apenas injusto: é desumano”, afirma o documento, alertando que qualquer agravamento do estado de saúde do ex-presidente sob custódia estatal será de “responsabilidade direta, objetiva e inesquecível” do Estado.

Líderes da oposição, incluindo o próprio deputado Zucco, anunciaram deslocamento imediato para Brasília com o objetivo de acompanhar a situação de perto e prestar apoio a Bolsonaro e sua família. “Não ficaremos calados. Não aceitaremos que o Brasil seja transformado em um país onde a vingança política suplanta a lei”, diz o texto, que acusa decisões monocráticas de se sobreporem às garantias constitucionais e trata a prisão como “um ataque direto à democracia e à alternância de poder”.

Em tom de resistência, a nota encerra com um compromisso de luta: “Vamos resistir. Permaneceremos unidos, firmes e vigilantes”. Para a oposição, o legado de coragem e liderança de Jair Bolsonaro segue vivo em milhões de brasileiros, e o grupo promete não desistir diante do que classifica como um dos momentos mais sombrios da recente história política do país. Até o momento, o STF não se pronunciou sobre a nota da oposição.

Rodrigo Vilela

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