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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O DITADOR ALEXANDRE DE MORAES

Em Bruxelas, Nikolas afirma que Moraes age como ditador

Nikolas Ferreira (PL-MG) - (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Durante passagem pelo Parlamento Europeu, mineiro criticou bloqueio de redes sociais e prisões relativas ao 8 de janeiro


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou sua participação na Cúpula Transatlântica, realizada em Bruxelas, para manifestar fortes oposições à condução política e jurídica do Brasil. Em diálogo com o parlamentar europeu Stephen Nicola Bartulica, o congressista brasileiro direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, chegando a afirmar que o magistrado “age como um ditador” no país.

O parlamentar recordou que, ao longo do período eleitoral de 2022, teve todos os seus perfis em plataformas digitais suspensos por determinações judiciais vindas de Moraes. Para Ferreira, o cenário atual sob a administração petista é de instabilidade, mencionando que o governo tenta implementar normas de regulação da rede sob o pretexto de combater boatos.

“Vivemos tempos difíceis no Brasil hoje, porque temos um presidente socialista. Como todos os socialistas, ele quer regular a internet dizendo que tudo o que falamos é desinformação”, declarou o deputado.

Durante a entrevista, Nikolas Ferreira também manifestou receio de que usuários comuns das redes sociais sofram sanções por expressarem seus pontos de vista. Sobre o papel do STF, ele defendeu que Moraes “decide tudo no Brasil”. O interlocutor do deputado, Stephen Nicola Bartulica, é um político nascido nos Estados Unidos que atua na Croácia, tendo sido eleito para o Parlamento Europeu em 2024 pelo grupo dos Conservadores e Reformistas Europeus.

Além das entrevistas, o congressista mineiro discursou na tribuna do Parlamento Europeu, onde tratou de temas como a liberdade de expressão e relembrou a mobilização que liderou em uma caminhada até a capital federal. Ele também aproveitou a oportunidade para reprovar as detenções ocorridas em função dos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro.

Ferreira reforçou sua tese sobre a importância de fiscalizar as esferas de governança. Segundo ele, “sociedades livres entenderam uma verdade fundamental. O poder deve ser supervisionado, confrontado e permanentemente questionado. Isso só é possível com liberdade, especialmente a liberdade de expressão. Liberdade não é uma concessão do Estado, não decorre de permissões administrativas”.

Ao finalizar, o parlamentar citou um alerta histórico:

“Entre todas as liberdades, a liberdade de expressão é aquela que sustenta as outras. George Washington avisou que, quando tiram esse direito de nós, levam-nos em silêncio, como ovelhas para o abatedouro”.

Juan Araujo

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