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quinta-feira, 26 de março de 2026

OPERAÇÃO FALLAX

Fictor é alvo da PF em operação contra fraudes R$500 milhões na Caixa
Operação Fallax - (Foto: PF/Reprodução)


Foram cumpridos 43 mandados de busca e 21 mandados de prisão preventiva


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (25) uma operação contra fraudes arquitetadas dentro da Caixa Econômica Federal. O prejuízo chega a passar de R$ 500 milhões.

Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo.

As buscas e apreensões foram realizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Entre os alvos está o empresário Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor.

O grupo bancário está sob investigação desde fevereiro pelos crimes de gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro, equiparados a valor mobiliário, e por operar instituição financeira sem autorização. O grupo tentará comprar as ações do Banco Master no fim de 2025.

A investigação teve início em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a grupo econômico específico, para a movimentação de valores e para a ocultação de recursos ilícitos.

Também foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, de veículos e de ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões. Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

De acordo com a investigação, o grupo utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos Funcionários das instituições inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências indevidas. Os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, com o intuito de dificultar o rastreamento.

Conforme a Lei Penal, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, de estelionato qualificado, de lavagem de dinheiro, de gestão fraudulenta, de corrupção ativa e passiva e crimes contra o sistema financeiro nacional, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.

Luan Carlos

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