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segunda-feira, 1 de junho de 2026

TRANSNORDESTINA

Mais uma semana sem assinatura para retomada das obras da Transnordestina em Pernambuco

Trecho da Transnordestina (Rafael V

Procurada pelo Diario, a vice-governadora Priscila Krause, que tinha previsto a assinatura para a semana passada, afirmou que o Governo de Pernambuco aguarda a confirmação do governo federal


O contrato para a retomada das obras em 73 quilômetros da Ferrovia Transnordestina, no trecho entre Custódia e Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, segue sem confirmação. Na segunda-feira passada, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) havia declarado que a assinatura estava prevista ainda para aquela semana.

Uma semana depois, no entanto, o contrato ainda não foi assinado pela gestão. Procurada pelo Diario, a vice-governadora afirmou que "o Governo de Pernambuco aguarda a confirmação do governo federal para a assinatura do contrato de retomada das obras nos 73 quilômetros da Transnordestina", sem previsão até o momento, uma nova previsão oficial para a formalização do acordo."

Nos bastidores, o novo adiamento aumenta a expectativa em torno da retomada do ramal pernambucano da Transnordestina, cuja permanência no projeto foi alvo de articulações políticas recentes do governo estadual junto à União. 

No dia 13 de maio, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Ministério dos Transportes e a Infra S.A. suspendesse novos compromissos financeiros relacionados à retomada da construção da Transnordestina, no trecho Salgueiro e Suape. A fiscalização do TCU havia apontado que não existem estudos técnicos, econômicos e ambientais que mostrem que os benefícios sociais do empreendimento superam seus custos.

Na semana passada, a governadora Raquel Lyra havia anunciado avanços nas negociações após reunião em Brasília com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. Desde então, a expectativa era de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participasse do anúncio oficial da retomada das obras.

O trecho entre Salgueiro e Suape é considerado estratégico pelo setor produtivo pernambucano por permitir a integração logística entre o Sertão e o Complexo Industrial Portuário de Suape, além de ampliar a capacidade de escoamento da produção e atrair investimentos para o estado.

Mariana de Sousa


O SONHO QUE VIROU PESADELO

Arena de Pernambuco: um gigante isolado com potencial travado

Arena de Pernambuco fica em São Lourenço da Mata, no Grande Recife (Foto: Rafael Vieira/DP Foto)

Estádio assentava o projeto da "Cidade da Copa", e, após 12 anos do Mundial de 2014, foi uma das únicas partes do plano que foi realizada


A concretização do sonho de sediar uma Copa do Mundo. É isso que a Arena de Pernambuco significa. O estádio foi a âncora do projeto estadual para receber o maior evento esportivo do planeta. Quase 12 anos após o Mundial do Brasil, o estádio funciona diferentemente do que se esperava na concepção original.

Erguida do zero e inaugurada sob a promessa de modernidade, conforto e segurança, a Arena de Pernambuco tem capacidade de receber cerca de 45 mil pessoas e ocupa cerca de 40 hectares em uma área entre 240 e 270 hectares, situada na cidade de São Lourenço da Mata, no Grande Recife.

A Arena de Pernambuco assentou o projeto da “Cidade da Copa”, cujo orçamento inicial era bilionário e nunca saiu completamente do papel. O projeto original iria muito além das quatro linhas. No entanto, a realidade mostra que a única promessa efetivamente concretizada foi o próprio equipamento físico, que ainda convive com problemas crônicos.

“Elefante branco”

A ideia do então governo do estado era deixar um legado após o Mundial, o que não aconteceu. Hoje, mais de uma década depois da entrega, a Arena Pernambuco é, para muitos, um “elefante branco”: distante do Recife, sem utilidade justificada e que demanda altos custos de manutenção estadual.

Localizada no chamado “Polo Oeste”, o trajeto mais curto entre o Marco Zero, no Centro do Recife, e o equipamento é de 23 quilômetros, o que demandou um grande plano de incremento na mobilidade da Região Metropolitana da capital pernambucana para garantir o transporte de turistas e torcedores.

O Diario esteve onde seria a “Cidade da Copa”, cuja composição atual se dá pela Arena de Pernambuco, um pavilhão pavimentado, um ramal inacabado e vegetação.

A situação do estádio destoa do projeto de ampla usabilidade do equipamento. Em conversas com moradores da região, o Diario recebeu relatos de sensação de insegurança, agravada pela falta de iluminação e policiamento, especialmente à noite.

Percorrendo o Ramal da Arena, conjunto viário que liga a BR-408 à Avenida Belmino Correia, no Centro de Camaragibe, também no Grande Recife, o Diario encontrou obras que deveriam ter sido finalizadas ainda para a realização da Copa de 2014.

Além disso, algumas estruturas estão degradadas, conforme mostram registros feitos pela equipe de reportagem.

O que se vê hoje é o reflexo de um “isolamento planejado”. O torcedor pernambucano enfrenta uma verdadeira maratona logística para chegar ao estádio, marcada por trânsito caótico, vias de acesso sobrecarregadas e transporte público notoriamente insuficiente em dias de jogos.

No entorno, o cenário é marcado pela escuridão, sujeira e sensação de insegurança. Dentro da arena, placares eletrônicos permanecem quebrados, cadeiras nas arquibancadas acumulam avarias sem reposição e a conectividade móvel e de internet é praticamente nula, prejudicando tanto os torcedores quanto o trabalho da imprensa.

O desafio de trazer a Copa para Pernambuco

Fruto de um esforço político, a Arena de Pernambuco nasceu com o intuito de não deixar o estado ficar para trás na corrida da Copa do Mundo de 2014. É o que conta o ex-secretário extraordinário da Copa do Mundo (Secopa), Ricardo Leitão, entrevistado pelo Diario.

“A Fifa veio ao Brasil, optou por fazer uma Copa em várias regiões do país. Um país muito grande, não podia concentrar a Copa somente no Sudeste. Na concepção original, ficou estabelecido que três estados do Nordeste receberiam jogos da Copa do Mundo. Pernambuco, Bahia e Ceará”, inicia.

Leitão afirma que nenhum dos três estádios do Recife (Ilha do Retiro, Aflitos e Arruda) se adequou ao padrão exigido pela Fifa para participar de uma Copa do Mundo. As razões eram estruturais e geográficas, o que inviabilizava a reforma de um deles.

“A solução da Fifa foi a construção de um novo estádio, uma arena dentro dos padrões. O governo avaliou que dava para enfrentar esse desafio, uma decisão política do governador de fazer a copa. Depois de a Fifa indicar Pernambuco como sede, se o estado dissesse que não ia fazer, qual seria a explicação, sendo um estado com potencial econômico parecido com Salvador e Fortaleza, e superior a Natal?”, complementou.

A corrida contra o relógio e a conclusão do “essencial” para a Copa

Inicialmente pensada para sediar apenas a Copa do Mundo de 2014, a Arena Pernambuco acabou recebendo duas copas – sendo uma mundial e uma das confederações.

“O cronograma era finalizar a arena em dezembro de 2013, para ter 6 meses até a Copa para testar as coisas. Mas a FIFA lançou um desafio: quais cidades topavam receber a Copa das Confederações um ano antes da Copa do Mundo. Eu levei essa informação para Eduardo e ele disse que iríamos receber”, relembra.

O equipamento ficou pronto em maio de 2013, quase um mês antes da Copa das Confederações de 2013, que teve o primeiro jogo em Pernambuco em 16 de junho. No último dia 22 de maio, a inauguração oficial do estádio completou 12 anos – um amistoso entre o Náutico e o Sporting, de Portugal, que terminou em 1x1.

Em 2014, cinco jogos da Copa do Mundo aconteceram na Arena Pernambuco: Costa do Marfim 2 x 1 Japão; Itália 0 x 1 Costa Rica; Croácia 1 x 3 México; Estados Unidos 0 x 1 Alemanha; Costa Rica 1 (5) x (3) 1 Grécia.

Após a Copa, a principal utilidade do espaço era ser o mando de campo do Náutico. Em 2016, o estado de Pernambuco rompeu contrato com a Odebrecht e retomou a gestão da arena. De acordo com o projeto, a administração do estádio nos primeiros 35 anos seria de responsabilidade da empresa.

A relação entre a arena e o time alvirrubro durou até dezembro de 2018. Depois da separação, o estádio teve como principal finalidade sediar eventos de entretenimento e religião.

O Diario procurou a gestão da Arena de Pernambuco e solicitou dados relativos aos gastos estaduais com a manutenção do equipamento desde que o governo assumiu o estádio. Também foi solicitado o valor arrecadado com aluguel das dependências do espaço no mesmo período. A demanda não foi respondida até o fechamento desta edição.

“O que era essencial foi feito. Recebemos duas copas de um e vamos receber a terceira. Porque, se não tivesse a arena, Pernambuco não seria selecionado para receber a Copa Feminina. Um investimento só viabilizou três eventos”, defende Ricardo Leitão.

O ex-secretário argumenta, ainda, que a Arena é um patrimônio pernambucano. “Ela está lá pronta, é um patrimônio de Pernambuco. É o melhor estádio de futebol que Pernambuco tem, incomparavelmente. Vai ficar lá 100 anos se for bem conservada, como acredito que esteja sendo”, acrescenta.

O relacionamento com o Trio de Ferro

A trajetória da arena se mistura com as demandas do Trio de Ferro (Náutico, Sport e Santa Cruz), que historicamente enxerga o estádio mais como uma alternativa temporária do que como uma casa legítima.

O Náutico foi o primeiro a tentar fazer da arena o seu lar. Em 2011, o Timbu assinou um contrato de 30 anos com o consórcio administrador. No entanto, a distância física quebrou o elo com a torcida. Jogos esvaziados, arquibancadas frias e um silêncio incomum transformaram a arena em um "campo neutro" para os adversários.

Em 2018, após cinco anos de desgaste operacional e financeiro, o Náutico rompeu o acordo para retornar aos Aflitos. O caso foi parar nos tribunais, que condenaram a gestão da Arena ao pagamento de multas milionárias e indenizações pelos danos causados, além de custear parte das reformas necessárias para reativar o estádio alvirrubro.

Nicolle Gomes Mareu Araújo e Paulo Mota


Posteriormente, foi a vez do Sport adotar o estádio temporariamente como mandante durante os primeiros meses de 2024, em virtude das obras de modernização da Ilha do Retiro. Mesmo com bons públicos, a baixa identificação do clube, somada a problemas de mobilidade, reforçou o caráter frio e pouco envolvente do local.

Já o Santa Cruz sempre demonstrou enorme resistência em atuar no estádio, protegido pela mística e pela capacidade do Arruda. Porém, o severo processo de degradação estrutural sofrido pelo seu próprio estádio forçou o Tricolor a mandar jogos na Arena desde fim de 2025 até os dias atuais.

O clube mantém uma relação marcada por entraves com a administração da arena. Inclusive, não teve condições de realizar partidas, em razão da falta de datas previamente estabelecidas.

Nos últimos três anos, a Arena de Pernambuco consolidou-se como a principal casa do Retrô e ampliou sua utilização no futebol pernambucano. Além da equipe de Camaragibe, o estádio também passou a receber partidas de clubes do interior e da Região Metropolitana.

No Campeonato Pernambucano deste ano, metade dos participantes atuou no local em algum momento da competição: Retrô, Jaguar, Decisão, Vitória-PE e Santa Cruz utilizaram a arena como mando de campo.

Corrida contra o tempo: os olhos do mundo em 2027

A Arena de Pernambuco, que recebeu jogos da Copa do Mundo 2014 e da Copa das Confederações 2013, volta a ganhar protagonismo no cenário esportivo internacional. Mesmo após um histórico marcado por dificuldades operacionais e debates sobre viabilidade financeira, o estádio foi confirmado pela Fifa como uma das oito sedes oficiais da Copa do Mundo Feminina 2027, recolocando Pernambuco na rota dos grandes eventos do futebol mundial.

Recentemente, comitivas técnicas da Fifa e do Ministério do Esporte realizaram vistorias minuciosas no local. O comitê organizador deixou claro que o equipamento precisa de algumas transformações para atingir o "Padrão Fifa".

Para a Arena de Pernambuco, 2026 é o ano de encarar o abandono de frente. Resolver os problemas que afastam o torcedor local virou o único caminho possível para não deixar uma má impressão diante do mundo em 2027

ATAQUE DE TUBARÃO

Médico detalha socorro a jovem após ataque de tubarão em Boa Viagem, no Recife

Mayk Andrade fez os primeiros socorros na vítima de ataque de tubarão (Foto: Karol Rodrigues/DP Foto)

Vítima de 19 anos foi salva com a ajuda de um cordão de short usado como torniquete improvisado; este é o segundo ataque na região em apenas dois dias


Um dia depois de um ataque de tubarão que deixou uma criança de 11 anos em estado grave, o Grande Recife registrou, nesta segunda-feira (1º), um novo ataque. A ocorrência foi registrada na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A vítima foi identificada como Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, e foi atingida na perna direita.

De acordo com o médico Mayk Andrade, que está de férias no Recife e prestou os primeiros socorros à Marcela, só quando tiraram a jovem da água que ele viu que ela teve a perna direita “quase que integralmente removida”.

“A gente arrastou ela para mais perto da calçada e eu fiquei estancando e orientando [os outros] para ver se a gente conseguia fazer um torniquete (para interromper totalmente o fluxo sanguíneo) efetivo. Fizemos uns três ou quatro torniquetes, nenhum deles foi efetivo. Eu tirava a mão e voltava a sangrar”, conta o médico, que afirma que Marcela estava desacordada, mas chegou a despertar e dizer que estava doendo, voltando a desmaiar.

Foi com o cordão do short dela, segundo Mayk, que conseguiram fazer pressão e estancar o sangramento. “Minha mãe desamarrou o short dela, tirou o cordão para usarmos para fazer pressão maior e estancar o ferimento. Era um cordão fino, só lá pela terceira ou quarta tentativa que conseguimos”, diz. Com a chegada do Corpo de Bombeiros, Mayk conta que foram feitos mais torniquetes para que o sangramento fosse, de fato, estancado.

Mayk e a mãe chegaram ao Recife no domingo (31) para passar dez dias de férias, eles são de Uberlândia, em Minas Gerais. “Eu não entrei no mar por saber dos riscos. Estou com a minha mãe, aí até orientei ela, falei: ‘Olha, a gente vai passar alguns dias lá, mas lá não é praia, lá é só areia’. Porque a água tá fora de questão para mim”, conta.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que a vítima foi levada ao Hospital Alfa, na Zona Sul, onde recebeu os primeiros cuidados médicos e foi estabilizada. Depois, a jovem foi transferida por uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o Hospital da Restauração.

DP

NOVO ATAQUE DE TUBARÃO

Mulher é mordida por tubarão em Boa Viagem; ataque é o 2º em dois dias no Grande Recife

Jovem foi mordida por tubarão na tarde desta segunda (1) (Reprodução de vídeo/redes sociais)

Jovem de 19 anos perdeu a perna direita, na tarde desta segunda-feira (1º)


Pernambuco registrou o segundo caso de ataque de tubarão em dois dias. Desta vez, a ocorrência foi na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, nesta segunda-feira (1º). A vítima foi identificada como Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos.

De acordo com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a jovem perdeu a perna direita.

O ambulante Carlos de Miranda estava na praia no momento do ataque. Segundo ele, a água estava abaixo da altura da cintura da vítima.

"Uma cena de horror. A água estava abaixo da cintura dela. Ela sofreu aquele impacto e quando se levantou, a perna já tinha sido levada. Ela ainda gritou", conta.

"Ela estava com um pessoal, que estava na mesa. Na hora do acontecimento, ela estava sozinha", acrescenta Miranda. Segundo ele, o socorro da vítima pelo Corpo de Bombeiros foi rápido.

Marcela Santos foi levada para o Hospital da Restauração (HR), na área central do Recife.

Menino mordido por tubarão em Piedade

No domingo (31), um tubarão cabeça-chata mordeu a perna de um menino de 11 anos de idade na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O membro precisou ser amputado e a criança segue internada em estado grave no HR, no Derby, área central da capital.

Adelmo Lucena e Marília Parente

LUXO PRA LULA MISÉRIA PRO POVO

Lula é flagrado com tênis italiano de quase R$ 12 mil em evento



Presidente utilizou o calçado no lançamento do streaming Tela Brasil



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou um tênis de grife no evento de lançamento do streaming do governo federal, Tela Brasil, no Rio de Janeiro, no último sábado (30).

O calçado da marca italiana Zegna é vendido por R$ 11.791,00 em um site especializado em moda de luxo e está disponível em diversas cores. Na loja online, o modelo pode ser adquirido em 12 vezes sem juros, com taxa de importação inclusa

Os pés do petista chamaram atenção não apenas pelo tênis luxuoso, mas pelas meias coloridas que transmitiram jovialidade para o presidente, que completa 81 anos em outubro, logo após as eleições.

A plataforma Tela Brasil, lançada na Cidade das Artes, é um streaming público e gratuito que disponibiliza obras audiovisuais brasileiras. A implementação do serviço custou cerca de R$ 9 milhões aos cofres públicos.

sapato de quase R$ 12 mil usado por Lula

Kleber Pizão 

LULA FOI DEFENDER FACÇÕES CRIMINOSAS

Flávio diz que Lula foi ‘lamber a bota’ de Donald Trump

Senador Flávio Bolsonaro (PL) - (Foto: Beto Barata/PL)
Flávio disse que Lula teria feito “lobby” em favor das facções criminosas PCC e Comando Vermelho

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria ido aos Estados Unidos “lamber a bota” do presidente norte-americano Donald Trump durante encontro realizado neste mês. A declaração foi feita durante um evento do PL no Paraná, onde o senador também criticou a política de segurança do governo federal.

No discurso, Flávio disse que Lula teria feito “lobby” em favor das facções criminosas PCC e Comando Vermelho, enquanto aliados do PL teriam defendido junto ao governo dos EUA a classificação desses grupos como organizações terroristas. O parlamentar voltou a afirmar que a oposição tem atuado de forma mais firme no combate ao crime organizado.

O senador também acusou o presidente de defender a soberania das facções criminosas e insinuou que o petista estaria ligado ou sofrendo pressão desses grupos. As declarações ocorreram após críticas feitas por Lula, que chamou Flávio de “traidor” por buscar apoio de autoridades norte-americanas em temas relacionados ao Brasil.

Rodrigo Vilela

LULA SE BORRANDO DE MEDO

Lula e Trump: quando o medo do presidente dos EUA vira política externa

Ex-ditador Nicolás Maduro: a fantasia sobre quem será o próximo tira o sono de figurões da esquerda.

Próximos falam em medo até físico de Lula, infantil e incontrolável


Para um presidente tão falante, chama atenção o medo, não a estratégia. Medo quase infantil, incontrolável, de Lula (PT) diante de Donald Trump. Relatos de pessoas próximas revelam um presidente que, há poucas semanas, fez de tudo para evitar o encontro na Casa Branca, após o Itamaraty adiar a visita da primeira semana de março. Quando a agenda de 7 de maio virou incontornável, ele impôs veto à imprensa. Não queria testemunhas, tinha medo de ser humilhado por Trump, como o ucraniano Volodimir Zelenski. 

Meio sem querer, assumiu o monopólio da informação para confirmar, negar ou inventar, controlando a narrativa sobre fatos do Salão Oval.

Outro medo seria Trump usar o combate ao terror para reproduzir em Brasília o que fez a Maduro, levado pela orelha à prisão em Nova York.

A diplomacia brasileira, que já foi tão elogiada, hoje serve ao presidente que tem mais medo de Trump do que as facções criminosas têm da lei.

Diário do Poder

CAMPEONATO BRASILEIRO 2026

No topo: São Bernardo empata, e Sport fecha a rodada na liderança da Série B

Barletta e Perotti, atacantes do Sport (Sandy James/DP Foto)


Tropeço do São Bernardo carimba a primeira colocação do Rubro-Negro, que agora lidera a Segundona pelo saldo de gols


Após vencer o Náutico no Clássico dos Clássicos, o Sport dependia de um tropeço do São Bernardo para se manter no topo da Série B do Campeonato Brasileiro ao fim da 11ª rodada. O resultado veio. O Tigre do ABC ficou no empate em 1 a 1 com o Novorizontino e acabou despencando duas posições na tabela, caindo para o 3º lugar.

Quem também perdeu posições com a combinação de resultados foi o próprio Timbu, que agora fecha o G4 na 4ª colocação.

Apesar de segurar a liderança, o Leão ganhou um novo perseguidor direto na tabela. O Vila Nova venceu o Londrina fora de casa por 1 a 0 e saltou para a vice-liderança da competição, colando nos mesmos 22 pontos do Sport.

O que mantém o Leão na ponta do campeonato é o critério de desempate do saldo de gols. O Sport ostenta um saldo positivo de 8, enquanto o Tigre tem 6. O Rubro-Negro volta a campo no dia 10 de junho (quarta-feira), às 21h, contra o Athletic, novamente na Ilha do Retiro.

 

Classificação fornecida por Sofascore

SELEÇÃO BRASILEIRA

Brasil goleia o Panamá no Maracanã em amistoso de despedida antes da Copa do Mundo

Luiz Henrique e Vini Jr. em ação pela Seleção Brasileira (Caio Falcão/ESP DP)

Seleção fecha ciclo no país com goleada por 6 a 2 e viaja para os Estados Unidos


Em ritmo de festa, a Seleção Brasileira goleou o Panamá por 6 a 2 na noite deste domingo (31), no Maracanã, no penúltimo amistoso de preparação antes do Mundial. O confronto marcou a despedida da Amarelinha em solo nacional antes do embarque aos Estados Unidos.

Dentro de campo, o time comandado por Carlo Ancelotti aproveitou a chance para mostrar serviço. No primeiro tempo, Vini Jr. abriu o placar com um golaço relâmpago antes do primeiro minuto de jogo e, após o empate panamenho com Murillo em cobrança de falta, Casemiro garantiu o 2 a 1 antes do intervalo. Na segunda etapa, os reservas deslancharam e transformaram a vitória em goleada com tentos de Rayan, Lucas Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos, enquanto Harvey descontou para os visitantes no fim.

A delegação brasileira já embarca nesta segunda-feira rumo aos Estados Unidos para a reta final de preparação. No próximo sábado (6), às 19h (de Brasília), o Brasil enfrenta o Egito, em Cleveland, no último compromisso preparatório oficial antes da aguardada estreia na Copa do Mundo, que está marcada para o dia 13 de junho contra o Marrocos.

O JOGO

Mesmo lesionado, Neymar ainda apareceu no banco de reservas como parte da delegação. Para o 120º jogo da Amarelinha no Maracanã, o Hino Nacional foi cantado por Belo e Alcione. O clima de festa e também de despedida da Seleção para ir ao Mundial ganhou grito de gol logo no primeiro minuto. Casemiro interceptou o passe, e a bola sobrou para Vini Jr. O camisa 7 ajeitou para o pé direito e acertou um chutaço de fora da área; com efeito, a bola foi morrer na rede. Brasil 1 a 0.

A marcação pressão treinada por Carlo Ancelotti surtiu efeito, e o domínio esperado dos brasileiros aconteceu no começo, com o Brasil buscando trocar passes. Vini Jr. seguia como a principal arma de criação e definição. Aos 5 minutos, ele tentou de novo. Bruno Guimarães chegou pelo meio e abriu com Vinicius pelo lado esquerdo; o camisa 7 entrou na área arriscando o chute rasteiro, mas o goleiro Mosquera defendeu.

Aos 13 minutos, em falta perto da grande área, o Panamá chegou ao gol de empate. Murillo cobrou e contou com um desvio na barreira em Matheus Cunha, que mudou a trajetória da bola, enganando Alisson, que não conseguiu alcançar. 1 a 1 no Maracanã.

Depois do gol, o Brasil rodava a bola e tentava sempre os lançamentos partindo de Casemiro e Bruno Guimarães para os pontas, Luiz Henrique e Vini Jr.

Raphinha ainda caía pelo lado direito. Outra arma ofensiva era Wesley, atuando como um ala quando a Seleção tinha a bola.

As boas chances vieram com o Raphinha duas vezes. Uma com defesa de Mosquera e outra para fora. Mas foi o Casemiro quem anotou o segundo gol no Maracanã. Aos 38 minutos, Vini Jr. balançou para cima da marcação, limpou, puxou para o pé direito do lado esquerdo da grande área e finalizou com efeito. No meio do caminho, na pequena área, Casemiro apareceu para desviar de cabeça e tirar do goleiro. O lance ainda passou por revisão do VAR, que traçou as linhas e mostrou posição legal do volante brasileiro. Brasil 2 a 1.

SEGUNDO TEMPO

Na volta dos vestiários, a Seleção Brasileira mudou o time e o futebol também. Os até então "reservas" da equipe de Carlo Ancelotti deslancharam: uma chuva de gols. Aos 7 minutos, a pressão brasileira na saída de bola funcionou mais uma vez, e Rayan, que entrou no intervalo, balançou as redes no Maracanã para fazer 3 a 1.

Aos 14, foi a vez de Paquetá ampliar. De fora da área, o meia bateu colocado, a bola desviou e morreu no fundo das redes: 4 a 1.

Aos 16 minutos, Igor Thiago foi derrubado na área, e o juiz marcou pênalti. O próprio centroavante foi para a cobrança e, com frieza, marcou: 5 a 1. Aos 35 minutos, saiu outro golaço do Brasil. Lucas Paquetá recebeu o passe e lançou de pé direito dentro da área; Danilo Santos dominou com a coxa, fez o drible deixando o marcador caído no chão e finalizou mandando para o fundo das redes: 6 a 1.

Ainda deu tempo para o Panamá diminuir o placar com Harvey, em um golaço. Aos 38 minutos, Murillo trabalhou a bola pelo lado direito, Danilo tirou para a frente, e Harvey pegou a sobra mandando um chutaço no fundo das redes. Outro golaço para fazer 6 a 2 e fechar a conta no Maracanã.

FICHA DA PARTIDA

BRASIL 6

Alisson (Ederson); Wesley (Ibañez), Léo Pereira, Bremer (Douglas Santos) e Alex Sandro (Rayan); Casemiro (Fabinho) e Bruno Guimarães (Danilo); Luiz Henrique (Danilo Santos), Raphinha (Igor Thiago), Matheus Cunha (Paquetá) e Vini Jr (Endrick). Técnico: Carlo Ancelotti.

PANAMÁ 2

Mosquera; Murillo (Iván Anderson), Escobar (Jiovany Ramos), Córdoba (Fariña) e Andrés Andrade (Miller); Harvey (Griffith), Blackman (Kadir) e José Rodríguez (Tomás Rodríguez); Bárcenas (Davis), Waterman (Fajardo) e Ismael Díaz (Cristian Martínez). Técnico: Thomas Christiansen

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro

Horário: 18h30

Árbitro: Daniel Schlager (ALE)

Assistentes: Sven Waschitzki-Günther (ALE) e Lasse Koslowski (ALE)

Quarto Árbitro: Florian Badstübner (ALE)

VAR: Christian Dingert (ALE)

Gols: Vini Jr. (01'/1T), Murillo (13'/1T), Casemiro (38'/1T), Rayan (7'/2T), Paquetá (14'/2T), Igor Thiago (17'/2T), Danilo Santos (35'/2T), Harvey (38'/2T)

Cartões amarelos: Blackman (Panamá)

Público: 72.140

Gabriel Farias

ROLAND GARROS

Fenômeno brasileiro: João Fonseca supera Casper Ruud e avança em Roland Garros

Joao Fonseca, tenista do Brasil (DILKOFF / AFP)

João Fonseca segue fazendo história com grande campanha em Roland Garros


O brasileiro João Fonseca segue fazendo história nas quadras de Roland Garros. Neste domingo (31/5), o tenista venceu o norueguês Casper Ruud nas oitavas de final do Grand Slam francês. A vitória foi por 3 sets contra 1: 7/5, 7/6 (10 -8),5/7,6/2 em 3h e 55min.

Em uma partida disputada com longas trocas de bola e poucos breakpoints aproveitados, o brasileiro se portou de maneira madura e agressiva, sem desistir de nenhum ponto e pressionando bastante o saque do adversário, que já foi numero 2 do ranking mundial.

Com a vitória deste domingo (31), João está classificado para as quartas de finais do torneio parisiense, onde enfrentará o tenista tcheco Jakub Mensik, atual número 27 do mundo, que se classificou com vitória sobre o tenista russo Andrey Rublev.

Com o resultado obtido, João Fonseca se torna o primeiro brasileiro a se classificar para as quartas de finais de um Grand Slam desde Gustavo "Guga" Kuerten, no mesmo torneio de Roland Garros em 2004 e vêm se aproximando novamente do melhor ranking alcançado na breve carreira, que foi a 24º posição alcançada em novembro de 2025.

Correio Braziliense

ATAQUE DE TUBARÃO

Ataque de tubarão na Praia de Piedade é o terceiro de 2026 em Pernambuco

Tubarão envolvido no ataque na Praia do Chifre possuí entre 3 e 3,5 metros de comprimento, diz Cemit (Fotto: Divulgação/CEMIT)

Em 2026, o estado de Pernambuco registrou ataques de tubarão na Praia de Del Chifre, em Olinda, e em Fernando de Noronha, antes do episódio da tarde deste domingo (31), na praia de Piedade, em Jaboatão


Em janeiro, uma turista foi atacada por tubarão-lixa, em Fernando de Noronha e, no mesmo mês, um adolescente foi atacado na Praia de Del Chifre, em Olinda

Sobre para 83 o número de ataques de tubarão em Pernambuco, com o ocorrido neste domingo (31), na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.

Um menino de 11 anos foi atacado, por volta das 13h30, na altura do antigo Hotel Dorisol. Segundo o Corpo de Bombeiros de Pernambuco (CBPE), a criança apresentava ferimentos nos membros superiores e inferiores.

Ele foi socorrido primeiro para o Hospital da Aeronáutica, segundo nota do CBPE. Mas, segundo o Diario apurou foi encaminhado para o Hospital da Restauração.

Ainda de acordo com a nota enviada pelo Corpo de Bombeiros, a área onde ocorreu o incidente está incluída no decreto estadual 21.402/1999, que alerta para o risco de incidente com animais — conforme a sinalização existente no local.

Como aconteceram os casos anteriores

No início do ano, uma turista sofreu uma mordida de um tubarão-lixa na perna direita enquanto fazia um mergulho livre (apneia) na região do Porto de Santo Antônio. O caso não foi grave.

No final do mesmo do mês, um adolescente, de 13 anos, foi atacado na Praia Del Chifre, em Olinda. Ele não resistiu aos ferimentos.

Em 34 anos, Pernambuco teve 83 ataques de tubarão, resultando em 27 mortes em decorrência dos incidentes.

DP

ATAQUE DE TUBARÃO

"Ele só pedia para eu não deixar ele morrer", diz tio do menino que foi atacado por tubarão em Piedade

O vigilante Aldemir José é tio do garoto que foi mordido por um tubarão na Praia de Piedade neste domingo (31) (Sandy James/DP Foto)

O vigilante Aldemir José tirou o sobrinho do mar após ataque de tubarão na Praia de Piedade. O garoto segue internado no Hospital da Restauração e teve a perna amputada


O domingo (31) era pra ser mais um dia normal para a família do menino de 11 anos que foi atacado por um tubarão na Praia de Piedade, bairro de Jaboatão dos Guararapes onde ele mora. Como fazia quase todo fim de semana, neste domingo ele foi à praia que fica próximo da sua residência.

“Eu tinha acabado de largar do trabalho. Quando cheguei em casa, minha esposa pediu para irmos à praia. Fomos eu, ela, minha filha, um outro menino e chamamos o nosso sobrinho”, disse o vigilante Aldemir José, em entrevista exclusiva para o Diario, durante uma visita ao Hospital da Restauração (HR). Ele é tio do garoto, que está internado na unidade após ser atacado nesta tarde.  

Segundo ele, a família sempre frequentou a área, que é próxima ao antigo Hotel Dorisol. “Nunca gostamos de ir pra outra área já devido aos ataques de tubarão”, disse.

De acordo com o vigilante, eles chegaram na praia por volta das 11h. “Pouco antes do ataque estávamos todos no mar. Eu tinha acabado de sair. Mas ficaram meu sobrinho, minha filha e o colega deles. Quando escutei algo diferente. Ao olhar para o mar só vi o sangue. Não pensei duas vezes e entrei para tirar ele dali”, lembra. 

Ele conta que a esposa também entrou no mar e ainda chegou ver o tubarão na água.

“Quando puxei ele (o sobrinho) da água, ele tava consciente. E só pedia para não deixar ele morrer”, disse emocionado.

O familiar conta que na areia chegou uma mulher falando que era enfermeira e foi quem realizou o primeiro socorro até chegarem os bombeiros.

Ele disse que a informação que teve é que o sobrinho está na UTI e que, infelizmente, teve a perna esquerda amputada.

Até o fechamento dessa matéria o HR não tinha enviado a atualização do estado de saúde.

Isabella Fabricio

NÁUTICO - APONTANDO FALHAS NA SEGURANÇA

 'Ficamos vulneráveis': Presidente do Náutico aponta falhas de seguranças do Sport

Bruno Becker, presidente do Náutico (Rafael Vieira/CNC)

Presidente do Náutico, Bruno Becker, atribui ao Sport falhas na segurança após confusão em clássico


O presidente do Náutico, Bruno Becker, se pronunciou pela primeira vez após se envolver em uma briga generalizada e desferir um tapa em um torcedor do Sport, durante o clássico deste último sábado (30), na Ilha do Retiro. Em entrevista coletiva, após prestar depoimento à Delegacia do Torcedor, o mandatário alvirrubro atribuiu ao clube mandante, o Sport, a responsabilidade por falhas na segurança.

De acordo com Becker, o clima de hostilidade começou antes mesmo do apito inicial, motivado por uma quebra de acordo na logística dos camarotes. O dirigente explicou que havia um acerto prévio para que a comitiva alvirrubra ficasse em um setor junto à torcida do Náutico, mas a localização foi alterada na véspera do jogo, deixando-os cercados por rubro-negros.

"Colocaram a mim, a minha família, a minha irmã, o meu irmão, o meu sobrinho de 10 anos, conselheiros do clube e a diretoria do Náutico no meio da torcida do Sport. Não é de hoje. Não só eu recebi, mas várias pessoas no camarote também, copos de cerveja, agressões verbais e xingamentos", desabafou o presidente.

O estopim da reação

Segundo o relato do mandatário, a situação escalou após a marcação do pênalti que originou o primeiro gol do Sport. Becker afirmou que torcedores vizinhos começaram a desferir murros nas paredes divisórias até que abriram a janela de vidro e arremessaram cerveja para dentro do camarote do Náutico, atingindo sua irmã, Roberta Becker. Foi nesse momento que o presidente reagiu abrindo a janela e desferindo um tapa que atingiu um torcedor rubro-negro.

"Desde quando chegamos ouvimos vários xingamentos e não houve nenhuma providência da equipe mandante. É preciso que se tomem providências. Nós ficamos em situação de vulnerabilidade. Escutei pessoas gritando e dizendo que todos iriam apanhar", declarou Becker, acrescentando que espera que o incidente "não tenha sido orquestrado".

O mandatário alvirrubro confirmou que o Náutico formalizará um Boletim de Ocorrência sobre o caso. As declarações de Becker e as imagens que registraram a agressão física agora fazem parte da investigação conduzida pela Delegacia do Torcedor.

Paulo Mota