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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

COMPETITIVIDADE AMEAÇADA

Trump tira só 10% do tarifaço e CNI pede negociação

A carne brasileira é um dos principais itens da pauta de exportações. Foto: Divulgação Ministério da Agricultura

Presidente da CNI alerta que países sem taxação extra terão mais vantagens que o Brasil para vender aos norte-americanos


A redução de 10% das chamadas tarifas recíprocas dos Estados Unidos sobre alguns produtos agrícolas chegou a ser celebrada pelo governo de Lula (PT) como “conquista” atribuída à suposta “competência diplomática” do chefe do governo brasileiro em negociar com o presidente Donald Trump. Mas o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, alerta que é justamente neste momento que o Brasil deve ter urgência de avançar na negociação para remover a taxa extra de 40% do tarifaço remanescente dos 50% que resiste desde agosto contra outros produtos brasileiros.

A CNI destaca que que apenas quatro produtos ficaram totalmente isentos do tarifaço de 50%: três tipos de suco de laranja e castanha do pará. Enquanto outros 76 ainda enfrentarão 40% de tarifa para entrar no mercado americano, inclusive os de setores de destaque das exportações como carne bovina e café não torrado, após o recuo de Trump nos 10% de tarifas recíprocas, celebrado pelo governo petista.

“Países que não enfrentam essa sobretaxa terão mais vantagens que o Brasil para vender aos americanos. É muito importante negociar o quanto antes um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em condições melhores no principal destino das exportações industriais brasileiras”, alerta Alban.

A fala é baseada na análise preliminar da CNI sobre a decisão do governo Trump de retirar as tarifas recíprocas de 10% para 238 produtos agrícolas, que contempla 80 itens exportados pelo Brasil aos Estados Unidos. Produtos estes que, em 2024, totalizaram totalizaram US$ 4,6 bilhões das exportações brasileiras para os EUA, cerca de 11% do total.

Veja os argumentos da análise da CNI sobre a medida do governo Trump:

•  A lista de produtos isentos da tarifa adicional de 10% inclui 238 produtos como carne, café, hortaliças, cera de carnaúba, frutas cítricas, castanha-do-Pará, suco de laranja, fertilizantes e produtos químicos agrícolas. Desses, o Brasil exportou 80 produtos no último ano.
•  Em 2024, as exportações brasileiras para os EUA desses 80 produtos totalizaram US$ 4,6 bilhões, cerca de 11% do total. Destacam-se café não torrado, suco de laranja, carne bovina e frutas.
•  Quatro produtos passam a ser isentos de tarifas adicionais, três tipos de suco de laranja e castanha-do-Pará. Os outros 76, antes taxados em 50%, permanecem com os 40% específicos ao Brasil, com destaque para café não torrado, cortes de carne bovina e cera de carnaúba.
•   A nova medida americana não faz referência à Ordem Executiva 14.323, que institui os 40% adicionais ao Brasil. 
•  O documento também atualiza o anexo Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners, de 5 de setembro, que define a estrutura para futuros acordos recíprocos, com códigos elegíveis a isenção da tarifa adicional.

Davi Soares

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