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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

DENÚNCIA

Ministério Público denuncia policial preso suspeito de estuprar mulher em posto do BPRv no Cabo

Posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), no Cabo de Santo Agostinho (Foto: Reprodução/Google Maps)

O subtenente da Polícia Militar Luciano Valério de Moura foi denunciado por estupro e prevaricação


O subtenente da Polícia Militar Luciano Valério de Moura foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), nessa quarta-feira (12), por estupro e prevariação. Ele é suspeito de ter violentado uma mulher de 48 anos em um posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, e está preso na Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM).

A denúncia foi movida na quarta-feira (12) pelos crimes previstos nos artigos 232 e 319, do Código Penal Militar. Com isso, o policial passa a responder formalmente pelas acusações.

O Art. 232 do Código Penal Militar tipifica o crime de estupro, definindo-o como o ato de constranger alguém à conjunção carnal ou a outro ato libidinoso por meio de violência ou grave ameaça. A pena prevista é de reclusão de 6 a 10 anos. Existem ainda agravantes, como a lesão grave, a vítima ser menor de 18 anos ou a morte resultante do crime, que aumentam a pena.

Já o artigo 319 tipifica o crime de prevaricação, que ocorre quando um militar retarda, omite ou pratica indevidamente um ato de ofício, com a intenção de satisfazer um interesse ou sentimento pessoal. A pena prevista é de detenção de seis meses a dois anos. Este crime é caracterizado pela conduta do agente público que age em benefício próprio, em vez de cumprir seu dever legal.

Suspeita de estupro em posto policial

A mulher de 48 anos alega ter sido estuprada durante uma abordagem, no momento em que estava indo para Gaibu com as duas filhas e uma amiga. Segundo a vítima, ela foi levada para dentro do posto pelo policial, que teria a chamado para “beber água”.

A mulher teria sido levada para o posto pois o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) do carro estaria atrasado. Prints de conversas de WhatsApp anexadas ao processo mostram que a motorista havia ligado para o vendedor do veículo para questionar sobre a pendência. Momentos depois ela teria sido vítima do crime.

A filha, que permaneceu no carro, comentou com o namorado por mensagens que a mãe estava demorando para retornar do posto. Toda a ação teria durado cerca de 20 minutos.

No dia seguinte, a mulher questionou o vendedor do carro novamente e relatou ter sofrido um abuso, alegando que a pendência no IPVA havia custado “caro”. Ela também contou o caso a um amigo e registrou um boletim de ocorrência na 14ª Delegacia da Mulher (DEAM), no Cabo de Santo Agostinho.

A perícia não constatou presença de espermatozóide no vestido que a mulher usava no dia do ocorrido. No entanto, foi encontrado material genético diverso do da vítima, porém, em menor quantidade, o que impediria de ser feita a comparação com o do suspeito. Uma perícia feita no local identificou fragmentos com sêmens em colchões do posto, que seriam de, ao menos, sete indivíduos distintos dos sexos masculinos e fluídos femininos. Nenhum material corresponde ao do subtenente.

De acordo com a advogada Maria Júlia Leonel, a mulher está em estado de depressão, precisou deixar a cidade onde vivia e teve a rotina alterada por conta do ocorrido.

Adelmo Lucena

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