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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

FIASCO E TRAGÉDIA ANUNCIADA NA COP30 DE LULA

ONU alertou governo Lula sobre riscos uma semana antes

Presidente Lula (PT) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA). (Foto: Ricardo Stuckert).


Documento descreve vulnerabilidades e inação policial contra manifestantes sob 'orientações' do petista


Uma semana antes do incêndio que atingiu a Zona Azul da COP30 nesta quinta-feira (20), a Organização das Nações Unidas (ONU) enviou um alerta formal ao governo Lula (PT) sobre falhas de segurança e problemas de infraestrutura no local da conferência.

A informação foi revelada em uma carta enviada em 12 de novembro pelo secretário-executivo da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Simon Stiell, ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago, e ao ministro da Casa Civil, Rui Costa.

O documento, antecipado pelo portal Bloomberg, aponta uma série de vulnerabilidades que colocavam em risco a integridade física de delegados, funcionários e visitantes da conferência.

Entre os problemas listados estavam portas sem segurança, efetivo de vigilância insuficiente e incertezas sobre como as autoridades federais e estaduais reagiriam a possíveis invasões, mesmo com acordos de segurança firmados previamente com o Brasil.

Para Stiell, as falhas representavam “grave violação da estrutura de segurança estabelecida”.

Na mesma carta, o chefe da UNFCCC relatou um episódio ocorrido na noite de 11 de novembro, quando cerca de 150 manifestantes forçaram a entrada no espaço da conferência, provocando danos materiais e ferindo agentes de segurança.

Segundo Stiell, apesar da presença das forças de segurança e de uma estrutura de comando no local, “elas falharam em agir”, agravando os riscos.

O texto também menciona que, segundo informações recebidas pela ONU, o gabinete de Lula teria orientado a Polícia Federal (PF) a não intervir para dispersar os manifestantes.

Infraestrutura precária e riscos elétricos

Além dos problemas de segurança, a ONU alertou para condições inadequadas de infraestrutura. Stiell citou temperaturas extremas nos pavilhões e sistemas de ar condicionado inoperantes ou ainda não instalados, o que já teria provocado “casos de problemas de saúde relacionados ao calor” entre participantes da conferência.

As fortes chuvas em Belém também agravaram a situação. A ONU registrou goteiras, vazamentos e infiltrações no teto e nas luminárias, criando “possíveis riscos à segurança devido à exposição à eletricidade”.

Mael Vale

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