Os cinco maiores erros que levaram o Sport ao rebaixamento para a Série B
Sport viveu um ano marcado por inúmeros erros na condução do futebol do clube
O ano de 2025, que começou com o discurso de reconstrução e ambição na Ilha do Retiro, terminou no pior cenário possível para o Sport, rebaixado à Série B após a derrota por 5 a 1 neste sábado (15) para o Flamengo na Arena de Pernambuco . Um elenco reformulado, altos investimentos e promessas de uma temporada sólida na Série A criaram a expectativa de um novo ciclo no Leão.
Em novembro, o clube vive o oposto: rebaixado com cinco rodadas de antecedência, endividado, pressionado pela torcida e com o futuro político incerto após o presidente Yuri Romão anunciar que vai antecipar a a sua saída do clube.
Confira os maiores equívocos que pavimentaram o caminho do Leão ao vexame e rebaixamento, com direito a lanterna da tabela do Campeonato Brasileiro.
1. Investimentos milionários, retorno mínimo
O Sport iniciou 2025 com um dos maiores orçamentos do Nordeste. Foram cerca de R$ 57 milhões investidos em contratações (recorde na história do Leão), incluindo atletas estrangeiros e jogadores com passagens por grandes clubes, apresentados como "peças de impacto". No entanto, o retorno em campo foi praticamente nulo.
Muitos desses reforços pouco atuaram, alguns deixaram o clube antes do fim da temporada e não justificaram o investimento. O resultado foi um elenco caro, desajustado e sem identidade — um contraste gritante com a expectativa criada pela diretoria no início do ano.
De 15 jogadores que desembarcaram na Ilha do Retiro, nove chegaram em definitivo: João Silva, Matheus Alexandre (R$ 9 milhões), Rivera (R$ 17 milhões), Sérgio Oliveira, Atencio (R$ 12 milhões), Paciência, Carlos Alberto (R$ 15 milhões), Gustavo Maia e Pablo). Com uma Série B em 2026, o futuro desses atletas parece indefinido, principalmente pela nova realidade na próxima temporada.
2. Perfil equivocado na montagem do elenco
O erro começou ainda na primeira janela de transferências, com a montagem de um elenco sem equilíbrio entre experiência e funcionalidade. O Sport apostou em nomes de currículo pesado, mas com pouca intensidade física e pouca adaptação ao futebol brasileiro.
Faltou planejamento e leitura de perfil: enquanto outros clubes buscaram atletas em ascensão, o Leão apostou em "grifes" que não renderam. O resultado foi um grupo desmotivado e limitado tecnicamente, que jamais encontrou entrosamento ou padrão de jogo.
Chamaram a atenção assim que chegaram os três portugueses (Gonçalo Paciência, João Silva e Sérgio Oliveira), o lateral Matheus Alexandre, o volante colombiano Rivera, o meia-atacante argentino Atencio e o atacante Carlos Alberto — essas foram as contratações mais badaladas.
No segundo semestre, Yuri Romão admitiu erros na montagem do elenco no começo do ano, apesar de defender a estratégia inicial. O próprio mandatário reconheceu falhas na análise e no processo de escolha dos atletas.
Com futuro incerto, o Leão sabe que possui 32 jogadores com contrato garantido para a próxima temporada.
Gabriel Farias

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