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quinta-feira, 12 de março de 2026

AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS

Procon autua 12 postos e Sindicombustíveis diz que preços continuarão altos

Procon autua 12 postos de gasolina em Recife (Reprodução)

Postos do Recife foram autuados por elevarem os preços dos combustíveis sem apresentar justificativa, mas presidente do Sindicombustíveis afirma que aumento deve persistir até o fim da guerra


A alta dos preços dos combustíveis em Pernambuco, que chegou a R$ 7 por litro na Região Metropolitana do Recife, levou o Procon Recife a autuar, nesta quarta-feira (11), 12 postos nas Zonas Norte e Sul do Recife por elevarem os preços dos combustíveis sem apresentar justificativa.

Apesar da medida, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE), Alfredo Pinheiro Ramos, afirmou que a tendência é o aumento persistir até o fim do conflito no Oriente Médio.

Ramos afirmou que o posto de gasolina "é apenas um repassador" e reiterou que o Nordeste é a região mais economicamente impactada pela guerra no Oriente Médio, com apenas 35% do produto da Petrobras e 65% da refinaria da Acelen e importadores.

Segundo ele, apesar da Petrobras não ter anunciado diretamente o aumento, a empresa teria chamado as distribuidoras para uma reunião e diminuído as cotas em 50%, realizando um leilão com o preço do mercado internacional. “Isso é aumento. Amanhã (quinta) vai ter uma repercussão estúpida em relação a tudo isso; as distribuidoras comprando mais caro vão vender mais caro e o posto comprando mais caro, vai vender mais caro. Mas a relação de consumo só estoura no posto de gasolina”.

Quando questionado sobre o preço do etanol (álcool) também ter aumentado, apesar da matéria-prima não ser o petróleo, o presidente do Sindicombustíveis afirmou que o motivo é devido ao comportamento do mercado. “Existe uma paridade de acompanhamento praticada pelas distribuidoras, que vendem aos postos mais caro quando a gasolina aumenta”, explicou.

“Toda vez que tem aumento de combustível, a gente tem um aumento de capital de giro e um acréscimo no cartão de crédito. O que era 1x passa ser um 1,5x, o desconto é maior e o nosso custo operacional continua o mesmo com menos venda. Então, a gente torce para que esse conflito acabe logo e a gente volte à normalidade nos preços de combustíveis”, completou.

Em nota, a Petrobras reiterou o compromisso de mitigar os efeitos do atual cenário de conflito global sobre o Brasil. A empresa, no entanto, ressaltou que a volatilidade do mercado internacional de energia é uma realidade no momento.

“A companhia segue comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira. Por questões concorrenciais, a Petrobras não antecipa decisões sobre manutenção ou reajustes de preços”, explicou no texto.

Já o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou que irá avaliar os indícios apresentados para verificar se há elementos suficientes que justifiquem a abertura de uma investigação. Por enquanto, o órgão afirmou que não irá comentar o caso.

Amanda Medeiros

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