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quinta-feira, 19 de março de 2026

NA MIRA DO TCU

Operação entre Master e cunhada de Hugo Motta entra no radar do MP

Presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB). (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)

MPTCU quer apurar se empréstimo para compra de terreno na Paraíba envolveu subsídios públicos ou favorecimento político


O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) protocolou um pedido para que seja instaurada uma investigação sobre um financiamento de aproximadamente R$ 22 milhões realizado pelo Banco Master. A beneficiária da operação é a empresária Bianca Medeiros, que possui vínculo familiar com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). As informações são da Folha de S. Paulo.

A representação direcionada à Corte de Contas busca esclarecer se a transação contou com o aporte de verbas estatais, garantias do governo ou qualquer tipo de subsídio oficial. Além disso, o documento questiona a eficácia da fiscalização do Banco Central quanto aos critérios de concessão do crédito e ao monitoramento da instituição financeira em questão.

Firmado em março de 2024, o contrato de empréstimo teve como finalidade a aquisição de uma propriedade com extensão superior a 400 hectares localizada em João Pessoa (PB). No local, planeja-se a construção de um complexo imobiliário que deve abrigar, inclusive, uma unidade de produção de cimento. Embora o MPTCU ressalte que ainda não há provas do uso de dinheiro público, o órgão aponta que o parentesco com Hugo Motta gera suspeitas sobre uma possível “concessão favorecida”.

Dentro do escopo do pedido, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado defende que o TCU ordene ao Banco Master a guarda integral de toda a documentação pertinente ao negócio. O texto também sugere que o Banco Central acompanhe o desdobramento do caso e mantenha o tribunal informado sobre eventuais providências administrativas. Furtado destaca que, caso irregularidades venham à tona, os responsáveis devem ser punidos e os valores eventualmente subtraídos do erário devem ser recuperados.

Em nota, Bianca assegurou que o acordo financeiro seguiu os padrões vigentes no mercado e contou com garantias proporcionais ao montante emprestado. Segundo ela, “a escolha da instituição financeira decorreu exclusivamente de condições negociais e operacionais apresentadas à época da contratação”.

Juan Araujo

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