Desconfiança no STF atinge 60% após caso Banco Master, aponta pesquisa
Levantamento indica queda de 15 pontos na confiança e aumento da percepção negativa sobre atuação dos ministros
A condução de investigações envolvendo o Banco Master no STF contribuiu para o aumento da desconfiança na Corte, segundo pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada nesta semana.
O levantamento mostra que 60% dos brasileiros não confiam no tribunal, enquanto 34% confiam.
O índice representa uma queda de 15 pontos percentuais na confiança em relação ao segundo semestre de 2025, período marcado por maior protagonismo do STF, incluindo o julgamento de envolvidos na tentativa de golpe que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A percepção negativa também se reflete na avaliação sobre os ministros: 59,5% dos entrevistados consideram que a maioria não demonstra competência e imparcialidade, enquanto 34,9% avaliam positivamente. O desgaste se intensificou após revelações sobre relações comerciais envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e integrantes da Corte.
As investigações citam contratos ligados à esposa do ministro Alexandre de Moraes e ao ministro Dias Toffoli, ampliando a repercussão pública do caso.
Segundo a pesquisa, a queda na confiança atinge diferentes segmentos da população, incluindo eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022. Nesse grupo, a percepção positiva da Corte recuou 22,7 pontos percentuais desde agosto de 2025, enquanto a avaliação negativa avançou 19,2 pontos. O levantamento ouviu 2.090 pessoas entre os dias 16 e 19 de março, por meio de recrutamento digital aleatório.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Lucas Soares

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