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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

CRITICANDO A DENUNCIA

Gilmar critica denúncia apresentada contra Renan


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), questionou a qualidade da denúncia contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em análise na Corte, hoje, pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. Gilmar criticou as investigações da Procuradoria-Geral da República (PGR), que, segundo ele, foi apresentada com diversas "bizarrices".
Gilmar, que ainda não votou, afirmou que há muitas falhas na investigação, que iniciou em 2007 e terminou em 2011. A denúncia só foi apresentada em 2013. "Veja quanto tempo para termos tantas dúvidas agora enunciadas, com perícias que foram feitas e tudo o mais", disse. "Não se verifica nota fiscal, não se verifica o serviço se o serviço foi prestado. Sete anos não foram suficientes para que isso fosse feito", criticou Gilmar.
Ele disse que muitas vezes se pede inquérito de pessoas sem "justa causa". "Recentemente tive um caso em que houve um pedido de prorrogação do prazo por 60 dias, mas os autos ficaram 90 dias na Procuradoria, para manifestar-se sobre a prorrogação. É esse o quadro que se vive. Mas nesse caso não estamos falando de 90 dias, estamos falando de algo que levou 7 anos para se oferecer a denúncia com todas essas bizarrices”.


por Magno Martins

ADVOGADOS NEGAM PECULATO

Para defesa de Renan, não existe prova de peculato

Durante o intervalo da sessão em que o Supremo Tribunal Federal analisa se aceita ou não a denúncia contra Renan Calheiros (PMDB-AL), o advogado de defesa, Aristides Junqueira, comentou ao Broadcast, serviço de notícia em tempo real da Agência Estado, o voto do ministro relator Edson Fachin, que acolheu em parte a denúncia e votou por abrir a ação penal contra o presidente do Senado pelo crime de peculato.
"Tem um provérbio que eu escuto no Supremo há muitos anos que diz: 'decisão do Supremo a gente cumpre e não se discute'. Discute sim. Eu acho que pode ser discutida sim. E aqui no caso, se todo mundo acompanhar o voto dele, só vai dar mais trabalho. Porque prova de peculato não existe não. Eles não vão conseguir provar peculato não. Mera suposição não pode levar ninguém para a cadeia", disse Junqueira.
O advogado, que é ex-procurador-geral da República, acrescentou: "Eu traduzo ele da seguinte forma: você não pode fazer pagamento em dinheiro. Tem que ser através de cartão de crédito ou de cheque, porque, se você não conseguir provar que pagou, cuidado. Quando na Alemanha 80% dos pagamentos são feitos em dinheiro, as transações são feitas em dinheiro. Eu vejo desta forma. Não concordo com ele nesta parte. No resto, ele nos concedeu como nós queríamos, pela inépcia da denúncia", afirmou Junqueira.
Renan está em confronto com o Poder Judiciário. Nesta quarta-feira, colocou na pauta o requerimento de urgência para votação do pacote anticorrupção, menos de 24 horas depois da votação na Câmara, que ocorreu na madrugada e despertou uma torrente de críticas de magistrados e procuradores. No entanto, o advogado de Renan afirmou acreditar que este momento de tensão, que tem Renan como um dos protagonistas, não deve interferir no voto dos ministros. "Acho que não, os ministros sabem separar bem isso. São pessoas que têm senso de justiça", disse Junqueira.
Julgamento
Além de acompanhar o relator Edson Fachin no recebimento da denúncia contra Renan pelo crime de peculato, o ministro Luís Roberto Barroso acolheu também a acusação pelo crime de falsidade ideológica e pelo uso de documento falso.
Barroso divergiu do relator - que havia aceito apenas a denúncia por peculato - e afirmou que vê indícios de plausibilidade na imputação de falsidade ideológica em um dos documentos analisados na denúncia da PGR.
O ministro Teori Zavascki também acompanhou o parecer do relator e votou pelo recebimento da denúncia contra Renan apenas pelo crime de peculato. Teori criticou os indícios apresentados pela acusação. "A denúncia realmente não é um modelo de denúncia, muito pelo contrário", declarou Teori.
O único crime que Teori considerou foi o de peculato, porém com ressalvas. Para Teori, os indícios neste caso são "precários". Ele destacou que para a abertura de um inquérito não é preciso haver provas, portanto aceitaria a denúncia neste caso para permitir que se possa aprofundar a prova no âmbito jurisdicional. Por fim, ele decidiu, como Fachin, pela extinção da pena por falsidade ideológica e uso de documento falso.
Já a ministra Rosa Weber votou pelo recebimento integral da denúncia contra Renan pelos três crimes: peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. Rosa rejeitou a tese do relator de que há inépcia na acusação dos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso. "A declaração de inépcia só se justifica quando se inviabiliza tanto a compreensão dos fatos imputados ao acusado quanto quando se inviabiliza a ampla defesa", alegou Rosa. Ela tem entendimento semelhante ao do ministro Luís Roberto Barroso, que também votou pelos três crimes.
O ministro Luiz Fux acompanhou integralmente o voto do ministro relator no sentido de acolher a denúncia por peculato e rejeitar as por falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Fux foi o quinto ministro a votar e, até o momento do voto dele, todos haviam se posicionado a favor do recebimento da denúncia por peculato, bastando que apenas mais um dos seis ministros apresente o mesmo entendimento para abrir a ação penal.

por Magno Martins 

RÉUS NA LINHA DE SUCESSÃO

POR 8 VOTOS A 3, STF ACEITA DENÚNCIA POR PECULATO E RENAN SE TORNA RÉU
CASO O STF ACEITE A DENÚNCIA, RENAN PERMANECE NO CARGO ATÉ O JULGAMENTO DO VETO A RÉUS NA SUCESSÃO PRESIDENCIAL

POR 8 VOTOS A 3, STF DECIDIU QUE JULGARÁ SENADOR POR PECULATO

A maoria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por aceitar denúncia pelo crime de peculato (desvio de dinheiro por agente público) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), passa a ser qualificado como réu. Votaram pelo recebimento os ministros Luiz Edson Fachin (relator), Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello.
Renan só permanecerá no cargo devido ao pedido de vistas do ministro Dias Toffoli que adiou, apesar de maioria formada, a conclusão do julgamento no STF sobre o veto à presença de réus na linha sucessória da Presidência da República. Toffoli, inclusive, votou pela rejeição total da denúncia juntamente aos ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
Renan é acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira. Em troca, teve despesas pessoais da jornalista Monica Veloso, com quem mantinha relacionamento extraconjugal e teve uma filha, pagas pela empresa.
Renan apresentou ao Conselho de Ética do Senado recibos de venda de gados em Alagoas para comprovar um ganho de R$ 1,9 milhão, mas os documentos são considerados notas frias pelos investigadores e, por conta disso, Renan foi denunciado ao Supremo. Na época, o peemedebista renunciou à presidência do Senado em uma manobra para não perder o mandato.
Linha Sucessória
A maioria dos ministros no Supremo decidiu, em 3 de novembro, pelo entendimento de que réus com processo na Corte não podem ocupar cargos na linha sucessória da presidência da República. O julgamento, no entanto, não foi oficializado e foi adiado após pedido de vista de Dias Toffoli.
Pela Constituição, a linha sucessória no caso de o presidente da República se ausentar do país ou ser afastado respeita a seguinte ordem: o vice-presidente da República, o presidente da Câmara, o presidente do Senado e o presidente do STF.
O julgamento pode ameaçar Renan Calheiros na presidência do Senado. O peemedebista responde a 12 inquéritos no STF. (Com informações 


(AE)

SANTA CRUZ - POUCA GENTE TRABALHANDO

Em clima de "debandada" no elenco, Santa Cruz treina com poucos jogadores, no Arruda

Crianças de um projeto social da Região Metropolitana aproveitaram o treino para tietar o atacante Keno

Apenas 18 atletas compuseram o treinamento; dos titulares, Léo Moura, Danny Morais, João Paulo e Keno não participaram das atividades desta quinta-feira


Poucos jogadores treinaram nesta quinta-feira, no Arruda. Exatamente 18. Muitas peças do elenco do Santa Cruz encerram contrato um dia antes da partida com o São Paulo, no Pacaembu - adiada de 4 para 11 de dezembro por causa do acidente aéreo que vitimou a delegação da Chapecoense. Outras não querem atuar no jogo de despedida da Série A. O motivo específico da ausência de cada atleta nesta tarde ainda não foi esclarecido. O clube alega apenas que entrará em campo na próxima rodada apenas com "as forças que estiverem disponíveis".

Bruno Moraes chegou a ir ao Arruda, mas deixou o clube antes mesmo do início das atividades. Sem roupa de treino, Keno, que tem um pré-contrato assinado com o Palmeiras, chegou a aparecer ao gramado, tirou foto com fãs, mas foi embora para "resolver problemas particulares".

Dos titulares do time, além de Keno, Danny Morais, Léo Moura e João Paulo não participaram do treino. Os 18 presentes do elenco foram: Tiago Cardoso, Miler, Lucas, Mário Sérgio, Vitor, Walter Guimarães, Neris, Wellington, Luan Peres, Roberto, Eduardo, Allan Vieira, Marcílio, Derley, Williams Luiz, Renatinho, Arthur.

Apenas Vitor faz parte do grupo que encerra contrato dia 10, véspera da partida. Neris, Léo Moura, Bruno Moraes e Arthur completam a lista. A direção ainda não sabe se poderá utilizar todos. 

Em comunicado emitido pela diretoria de comunicação, o Santa Cruz "vai jogar com as forças que estiverem disponíveis." O aditivo contratual segue como uma possibilidade para não ter o elenco tão desmontado. O Tricolor pode ter ajuda de custos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para prolongar os vínculos para o jogo. "A CBF sinalizou aos clubes que faria o adiamento dos contratos até uma semana sem cobrar taxas, se for necessário. Mas isso depende da vontade do jogador também", afirma o clube, ainda segundo nota.



Diario de Pernambuco

SPORT - DEFININDO O TIME

A dez dias da decisão contra o Figueirense, Daniel Paulista começa a esboçar time do Sport

Titular nas últimas três partidas, Ronaldo voltou a atuar ao lado de Rithely no treino desta quinta

Treinador mantém volante Ronaldo no meio de campo e confirma Durval na zaga


Após realizarem apenas um trabalho físico na reapresentação, os jogadores do Sport voltaram a trabalhar com bola nesta quinta-feira, sob o comando do técnico Daniel Paulista. Mesmo ainda faltando 10 dias para o confronto contra o Figueirense, na Ilha do Retiro, o treinador já desenhou o primeiro esboço do time que deve entrar em campo pela última rodada do Campeonato Brasileiro, com o volante Ronaldo mantido no meio de campo.

Titular nas últimas três partidas, o prata da casa voltou a atuar ao lado de Rithely no mini coletivo realizado no centro de treinamento do clube, em campo reduzido. A movimentação contou apenas com oito jogadores em cada equipe. Entre os titulares, uma das ausências foi do zagueiro Ronaldo Alves, que foi poupado por conta de um mal estar. Com isso, Durval, que substituirá Matheus Ferraz, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, foi o único zagueiro.

As outras duas ausências foram no setor ofensivo. Iniciando a transição com o departamento físico, o atacante Rogério ficou fora do coletivo. Mas será titular contra o Figueirense. Já a outra vaga em aberto é, inicialmente, a única dúvida do treinador para a partida. Sem contar com o atacante Rodney Wallace, também suspenso, o prata da casa Everton Felipe, sacado do time diante do América-MG, surge como principal opção.

Assim, a possível formação para o duelo contras os catarinenses será: Magrão; Samuel Xavier, Ronaldo Alves, Durval e Renê; Ronaldo, Rithely, Everton Felipe, Diego Souza e Rogério; Ruiz.

O Sport joga por uma vitória para garantir permanência na Série A em 2017.



Diario de Pernambuco

NÁUTICO - PLANEJANDO 2017

Náutico segue planejando 2017 e direção acredita que patrocínio da Caixa será renovado

O clube não busca apenas manter o patrocínio com a Caixa, como espera conseguir um valor maior em 2017

Clube segue analisando lado financeiro do clube para tomar decisões sobre time


Em 2016 o Náutico conseguiu algo que é um verdadeiro desafio para os times brasileiros. Manter as contas em dia. Diferentemente dos três anos anteriores, quando atrasou salários até na Série A, quando teve seus maior orçamento da história do clube, o Timbu conseguiu equilibrar os gastos com a arrecadação e terminará o ano sem dívidas com os atletas. Para repetir o feito em 2017, as reuniões têm sido diárias no clube e o assunto principal não é a formação do elenco. O lado financeiro é o principal foco e o patrocínio com a Caixa Econômica Federal pode ser fundamental na próxima temporada.

Após reunir toda a documentação e ser um dos clubes contemplados com o apoio da instituição federal em 2016, a direção do clube não acredita que haverá problemas para a renovação do acordo que foi firmado no último mês de setembro na próxima temporada. “Normalmente os clubes que têm patrocínio da Caixa tem os acordos praticamente mantidos. Se continua na Série B os valores continuam os mesmos. Se vai para a Série A, ganha um upgrade”, confirmou o diretor de futebol Emerson Barbosa. 

Além de conseguir manter o patrocínio dos últimos quatro meses de 2016 para a próxima temporada, o clube ainda tem esperança de conseguir até um valor maior em 2017. Isso depende de uma série de relatórios que são apresentados a Caixa. Se tivesse conseguido o acesso à Série A, a previsão era que os valores do patrocínio fosse dobrado. 

“Apresentamos vários relatórios que são levados em conta para a renovação e pode ser que ganhemos algum valor a mais. Porém, o fundamental é manter as certidões em dia. Conseguimos um bom relacionamento com a Caixa e acredito que não teremos problemas para renovar”, finalizou Barbosa.

Ao todo são 18 clubes do futebol brasileiro com o patrocínio da instituição financeira e a previsão de renovação do Timbu para a temporada 2017 é de R$ 3,6 milhões. Algo que daria R$300 mil por mês ao clube.


Diario de Pernambuco

SANTA CRUZ - VAI RECORRER

Após perder vaga na 'Sula', Santa pode entrar em oitavas da Copa do Brasil e recorrer à Fifa

A CBF pode colocar o Santa Cruz diretamente na fase de oitavas de final da Copa do Brasil 2017

Tricolor vai perder, ao menos, 300 mil dólares para 2017 devido à extinção da vaga


A perda da vaga na próxima Copa Sul-Americana com uma "canetada" da Conmebol, acatada pela CBF, vai ter uma resposta do Santa Cruz. Após reunião do presidente Alírio Moraes com a direção e membros do departamento jurídico do clube, ficou decidido que o Tricolor tentará recuperar a vaga ou, pelo menos, ser recompensado tecnicamente e financeiramente.

Para compensar à extinção da vaga do Tricolor, via Copa do Nordeste, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pode colocar o Santa Cruz diretamente na fase de oitavas de final da Copa do Brasil 2017. Assim como o Paysandu, que havia assegurado a sua participação na Sula a partir da conquista da última Copa Verde. A direção coral conta com esse "alento", mas também visa ainda recuperar o seu direito de participar do próximo torneio continental.

"Vamos buscar compensações técnicas e financeiras. Técnica seria entrar em uma fase adiantada da Copa do Brasil. Financeira é dinheiro. A outra possibilidade é recorrer à Fifa, à força arbitral na Suíça", informou o clube, via diretoria de comunicação.

Considerando as cotas do Sul-Americana deste ano, a não participação da Cobra Coral e do Papão representa, para cada um, um prejuízo de R4 300 mil dólares (R$ 1.017.240). Verba relativa apenas à primeira fase do torneio.



Diario de Pernambuco

SPORT - RECUPERADO VAI PRO JOGO

Recuperado de dores abdominais, Rogério volta ao Sport para jogo decisivo contra o Figueirense

Vice-artilheiro do Leão nesta Série A, com sete gols, Rogério não esteve em campo na última rodada

Com adiamento da última rodada, atacante ganhou tempo extra para se recondicionar fisicamente


Com o adiamento da última rodada do Campeonato Brasileiro para o dia 11, devido ao desastre aéreo com a delegação da Chapecoense, que matou 71 pessoas na Colômbia, o Sport terá um problema a menos para a partida contra o Figueirense, na Ilha do Retiro. Nesta quinta-feira, o atacante Rogério iniciou a transição com o departamento físico do clube, após se recuperar de dores abdominais, e com a remarcação do jogo ganhou tempo suficiente para estar apto para retornar ao time.

Vice-artilheiro do Leão nesta Série A, com sete gols, Rogério não esteve em campo no empate por 2 a 2 com o América-MG, na última rodada. Sua última aparição foi na derrota por 2 a 0 para o Atlético-PR, no último dia 20.

Com a presença de Rogério, o técnico Daniel Paulista terá apenas dois desfalques para o duelo decisivo contra os catarinenses. Isso porque o zagueiro Matheus Ferraz e o atacante Rodney Wallace estão suspensos pelo terceiro cartão amarelo.

Na vaga do primeiro, o treinador já confirmou a presença do experiente Durval. Já para a vaga aberta no setor ofensivo, o prata da casa Everton Felipe, sacado do time diante do América-MG, surge como principal opção.



Diario de Pernambuco

DIGITAIS PETISTAS

DIRIGENTES DO PT SÃO SUSPEITOS DE COMANDAR BADERNAÇO DE BRASÍLIA
O EX-DEPUTADO E SINDICALISTA POLICARPO (PT), À ESQUERDA, NO ESTACIONAMENTO DE UM MINISTÉRIO, NO MOMENTO DO BADERNAÇO: A SUSPEITA É QUE ELE FEZ PARTE DO COMANDO.

SUSPEITA É QUE DIRIGENTES DO PT CHEFIARAM ARRUAÇA EM BRASÍLIA

Dirigentes do PT foram flagrados acompanhando e dando instruções a militantes, durante o badernaço realizado em Brasília na terça-feira (29), quando sete ministérios foram depredados, carros incendiados, pessoas agredidas, mobiliário urbano destruído, tudo a pretexto de "protestar" contra a PEC que limita os gastos públicos.
Servidores do Ministério das Relações Exteriores flagraram em seu estacionamento, a poucos metros da arruaça, um desses grupos de dirigentes petistas supostamente envolvidos. Foi fotografado em um desses grupos o ex-deputado Roberto Policarpo (PT-DF), que ganha a vida como sindicalista do setor público, dos mais beneficiados pelos gastos sem limites de governos petistas.
A suspeita é que grande parte dos manifestantes recebeu cachê de entidades organizadoras, como CUT, que também distribuiu lanches em vias paralelas à Esplanada dos Ministérios, onde começou a arruaça.
No vandalismo criminoso, o prédio do Ministério da Educação foi um dos mais atingidos: um grupo de bandidos invadiu o prédio, quebrou vidraças, câmeras de segurança, computadores, caixas eletrônicos, divisórias etc, provocando pânico entre funcionários.

Diario do Poder

RÉUS NA LINHA DE SUCESSÃO

COMEÇA JULGAMENTO NO STF QUE PODE TORNAR RENAN CALHEIROS RÉU
CASO O STF ACEITE A DENÚNCIA, RENAN PERMANECE NO CARGO ATÉ O JULGAMENTO DO VETO A RÉUS NA SUCESSÃO PRESIDENCIAL

ELE É ACUSADO PELOS CRIMES DE PECULATO, FALSIDADE IDEOLÓGICA...

Começou, no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento do presidente do Senado, Renan Calheiros. A Corte julgará se aceita a denúncia contra o peemedebista pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.
Renan é acusado de receber propina da construtora Mendes Júnior para apresentar emendas que beneficiariam a empreiteira. Em troca, teve despesas pessoais da jornalista Monica Veloso, com quem mantinha relacionamento extraconjugal e teve uma filha, pagas pela empresa.
Renan apresentou ao Conselho de Ética do Senado recibos de venda de gados em Alagoas para comprovar um ganho de R$ 1,9 milhão, mas os documentos são considerados notas frias pelos investigadores e, por conta disso, Renan foi denunciado ao Supremo. Na época, o peemedebista renunciou à presidência do Senado em uma manobra para não perder o mandato.
Linha Sucessória
A maioria dos ministros no Supremo decidiu, em 3 de novembro, pelo entendimento de que réus com processo na Corte não podem ocupar cargos na linha sucessória da presidência da República. O julgamento, no entanto, não foi oficializado e foi adiado após pedido de vista de Dias Toffoli.
Pela Constituição, a linha sucessória no caso de o presidente da República se ausentar do país ou ser afastado respeita a seguinte ordem: o vice-presidente da República, o presidente da Câmara, o presidente do Senado e o presidente do STF.
O julgamento pode ameaçar Renan Calheiros na presidência do Senado. O peemedebista responde a 12 inquéritos no STF. (Com informações 


(AE)

FIGUEIRA COM DESFALQUES

Com adiamento da rodada, Figueirense tem dois desfalques para enfrentar o Sport pela Série A

Gerente de futebol do clube chegou a ressaltar o pedido para que o Brasileiro seja encerrado antes da disputa

Dodô foi liberado para casar, enquanto Werley está em fim de contrato com o clube


Diferentemente dos demais clubes - que tornaram aos trabalhos na quarta-feira -, o Figueirense se reapresentou somente na manhã desta quinta, visando o último confronto do Campeonato Brasileiro 2016. Devido ao adiamento da derradeira rodada da competição, declarado pela CBF em função da tragédia ocorrida com a Chapecoense na última terça, o time catarinense visita o Sport na Ilha do Retiro somente na próxima semana, no dia 11 de dezembro, às 16h (horário do Recife). Para o confronto, o time catarinense já conta com dois desfalques confirmados. Isso porque o zagueiro Werley, em fim de contrato, e o meia Dodô, com casamento marcado para a próxima semana, foram dispensados pelo clube e não estarão à disposição para atuar diante do Rubro-negro. Nenhum outro será liberado até o fim do torneio.

Em entrevista coletiva nesta manhã, o gerente de futebol do clube, Branco, ressaltou que, devido às condições psicológicas por que passam os atletas, a entidade máxima deveria encerrar o Brasileiro antes mesmo da disputa da 38ª rodada. “A CBF poderia até acabar o campeonato. Não sei com que cabeça que os jogadores que vão ter que pegar um voo, como nós que vamos para Recife, para entrar em campo e jogar. Os garotos estão todos transtornados. Ninguém fala nada com nada. E não é só aqui não. Está todo mundo triste e não é para menos”, encerrou. A pedida pelo encerramento do torneio, inclusive, havia sido também ressaltada pelo presidente do clube Wilfredo Brillinger em entrevista coletiva nesta quarta.

Sobre o interesse do Internacional na partida diante do time pernambucano, Branco ressaltou a amizade que possui com os diretores do Colorado Chumbinho e Fernando Carvalho. Reafirmou, no entanto, que, fora os dois atletas já dispensados pelo clube nesta semana, o Figueirense jogará “com o que tem de melhor” no Recife.

Um dos principais jogadores da equipe, Dodô não acumula muitos tentos pelo time, foram quatro em 29 partidas disputadas desde que chegou à Santa Catarina. O meia foi, no entanto, determinante para o resultado em todas as quatro partidas em que marcou. Decretando a vitória em uma e garantindo o empate nas outras três. O defensor Werley, por outro lado, vinha de uma sequência de 17 partidas como titular na equipe, em campo pelos 90 minutos de jogo. Com uma única exceção para o confronto diante do Atlético Mineiro, pela 32ª rodada, em que foi expulso aos 32 do segundo tempo e não completou a partida.



Diario de Pernambuco

NÁUTICO - O PLANEJAMENTO CONTINUA

Náutico segue planejando 2017 e direção acredita que patrocínio da Caixa será renovado

O clube não busca apenas manter o patrocínio com a Caixa, como espera conseguir um valor maior em 2017

Clube segue analisando lado financeiro do clube para tomar decisões sobre time


Em 2016 o Náutico conseguiu algo que é um verdadeiro desafio para os times brasileiros. Manter as contas em dia. Diferentemente dos três anos anteriores, quando atrasou salários até na Série A, quando teve seus maior orçamento da história do clube, o Timbu conseguiu equilibrar os gastos com a arrecadação e terminará o ano sem dívidas com os atletas. Para repetir o feito em 2017, as reuniões têm sido diárias no clube e o assunto principal não é a formação do elenco. O lado financeiro é o principal foco e o patrocínio com a Caixa Econômica Federal pode ser fundamental na próxima temporada.

Após reunir toda a documentação e ser um dos clubes contemplados com o apoio da instituição federal em 2016, a direção do clube não acredita que haverá problemas para a renovação do acordo que foi firmado no último mês de setembro na próxima temporada. “Normalmente os clubes que têm patrocínio da Caixa tem os acordos praticamente mantidos. Se continua na Série B os valores continuam os mesmos. Se vai para a Série A, ganha um upgrade”, confirmou o diretor de futebol Emerson Barbosa. 

Além de conseguir manter o patrocínio dos últimos quatro meses de 2016 para a próxima temporada, o clube ainda tem esperança de conseguir até um valor maior em 2017. Isso depende de uma série de relatórios que são apresentados a Caixa. Se tivesse conseguido o acesso à Série A, a previsão era que os valores do patrocínio fosse dobrado. 

“Apresentamos vários relatórios que são levados em conta para a renovação e pode ser que ganhemos algum valor a mais. Porém, o fundamental é manter as certidões em dia. Conseguimos um bom relacionamento com a Caixa e acredito que não teremos problemas para renovar”, finalizou Barbosa.

Ao todo são 18 clubes do futebol brasileiro com o patrocínio da instituição financeira e a previsão de renovação do Timbu para a temporada 2017 é de R$ 3,6 milhões. Algo que daria R$300 mil por mês ao clube.


Diario de Pernambuco

SPORT - O VELÓRIO SERÁ NA ILHA

Vítima da tragédia em voo da Chape, Cléber Santana tem velório confirmado na Ilha do Retiro

"As pessoas querem se despedir dele e vamos dar essa oportunidade", explicou o cunhado de Cléber

Família do atleta formado nas divisões de base do Leão aceitou espaço disponibilizado pelo clube e corpo será velado na sede rubro-negra; ainda não há 


O corpo de um dos pernambucanos vitimados na tragédia envolvendo o avião que levava a delegação da Chapecoense à Colômbia teve o local do velório confirmado por familiares na manhã desta quinta-feira. Formado nas divisões de base do Sport, Cléber Santana será velado na sede social da Ilha do Retiro. Com data e horário do translado do corpo ainda incertos, não há previsão para o dia exato para que a cerimônia aconteça na capital pernambucana. O enterro ocorrerá no cemitério Morada da Paz, na cidade de Paulista. O outro pernambucano vítima do acidente, Kempes, não será enterrado no estado.

Antes de chegar a Pernambuco, o corpo de Cléber Santana ainda será velado na Arena Condá, estádio da Chapecoense. O clube catarinense planeja um velório coletivo com estimativa inicial para acontecer a partir da tarde desta sexta-feira. Familiares e autoridades terão uma área reservada. Até a presença do presidente da República, Michel Temer, é aguardada para a solenidade. Aproximadamente  100 mil pessoas são aguardadas para a despedida de atletas, comissão técnica, dirigentes e membros da imprensa catarinense. 

Os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) já estão em Medellín, estacionados no Aeroporto Olaya Herrera. De acordo com o cunhado de Cléber, Elton Victor, que está em Chapecó, a informação repassada para os familiares das vítimas foi a de que três aviões da FAB trariam os corpos. "Não sabemos exatamente quando o corpo de Cléber vai chegar, se vai ser logo no primeiro avião, no segundo ou terceiro. Mas quando chegar, vamos assinar documentos e velá-lo aqui em Chapecó. A cidade está de luto", conta.

"Encerrando a cerimônia aqui, vamos diretamente para o Recife, direto para a Ilha do Retiro. A diretoria do Sport se colocou à disposição e vamos fazer o velório lá. As pessoas querem se despedir dele e vamos dar essa oportunidade. Em seguida, vamos para o Morada da Paz para o sepultamento. Só não sabemos exatamente ainda o dia, se vai ser hoje, amanhã ou depois", acrescentou Elton.

De acordo com um dos irmão da esposa de Cléber Santana, Romero dos Santos, tanto Rosângela quanto os dois filhos do atleta também virão para o Recife.




Diario de Pernambuco

GALO DE NOVO TREINADOR

Atlético anuncia Roger Machado como treinador do clube para a temporada 2017

Chegada de Roger Machado a Belo Horizonte foi flagrada pela manhã (Edésio Ferreira/EM/D. A Press)

Presidente Daniel Nepomuceno confirmou, pelo Twitter, a contratação do técnico


Roger Machado, de 41 anos, é o novo treinador do Atlético. No início da noite desta quarta-feira, o presidente Daniel Nepomuceno, em seu Twitter, anunciou a contratação. O gaúcho  comandará o Galo só a partir da temporada 2017.

O clube alvinegro informou que Roger terá dois anos de contrato. Ele será apresentado pelo Atlético em janeiro, quando inicia seu trabalho na Cidade do Galo. O salário do treinador gira em torno de R$ 300 mil.

Segundo a assessoria de imprensa do clube, Roger Machado será auxiliado por Roberto Ribas, com quem também trabalhou no Grêmio.

Com a contratação feita para o próximo ano, Diogo Giacomini será mantido como técnico da equipe na decisão da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira, contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Roger comandou o Grêmio de maio de 2015 a setembro deste ano, sendo o responsável por montar a equipe que chegou à final da Copa do Brasil. Ele esteve à frente do Tricolor em 94 partidas, com 48 vitórias, 22 empates e 24 derrotas (58,9% de aproveitamento). Em um ano e quatro meses de trabalho, a equipe marcou 137 gols e sofreu 92. A saída ocorreu a contragosto da diretoria gremista, que queria a permanência do ex-lateral-esquerdo no cargo.

Em contato na semana passada, o agente Leo Ferreira admitiu que trabalhar no Atlético seria uma boa oportunidade para Roger. “Não teve nada. Por enquanto, não. Vamos esperar, né?! Seria uma ótima oportunidade. Isso envolve muitas coisas. Opções de clubes, projetos, um trabalho em longo prazo. Com certeza seria uma bela oportunidade”, declarou o empresário do treinador.



Superesportes


PEDIDO DE DESCULPAS

Dirigente do Internacional pede desculpas após reclamar de adiamento: 'Infelicidade'

Fernando Carvalho disse que mudança era "prejudicial" à "tragédia pessoal" do time gaúcho

Fernando Carvalho disse que mudança era "prejudicial" à "tragédia pessoal" do Inter


A revolta imediata gerada por sua declaração sobre o adiamento da última rodada do Campeonato Brasileiro fez com que Fernando Carvalho se manifestasse rapidamente. Na tarde desta quarta-feira, o ex-presidente e atual vice de futebol do Internacional admitiu a "infelicidade" pelo posicionamento divulgado horas mais cedo.

Fernando Carvalho havia se manifestado contra o adiamento da última rodada, em respeito ao luto decretado pela morte de 71 pessoas na Colômbia, boa parte delas integrantes da comissão técnica da Chapecoense. Com o Inter desesperado na luta contra o rebaixamento, considerou que a transferência da partida contra o Fluminense para o dia 11 de dezembro era "prejudicial" à "tragédia pessoal" do time gaúcho.

Imediatamente as declarações do dirigente geraram revolta nas redes sociais, e ele não demorou a se retratar. "Venho por meio desta pedir desculpas pelas palavras equivocadas utilizadas na entrevista", exclamou em nota. "Nada se compara com a fatalidade que vitimou nossos colegas desportistas e nos feriu a todos. Reitero desejo de força às famílias e amigos das vítimas e a toda comunidade de Chapecó."

Carvalho foi bastante criticado por ter, supostamente, comparado o possível rebaixamento do Inter à tragédia ocorrida nas cercanias do aeroporto de Medellín, onde a Chapecoense disputaria a primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana com o Atlético Nacional, que além de quase toda a delegação do clube vitimou profissionais da imprensa brasileira.

"Em nenhum momento foi minha intenção comparar a tragédia arrasadora que aconteceu com a Chapecoense, instituição pela qual tenho imensa estima, com a situação do Internacional do Campeonato Brasileiro. Certamente foi infelicidade minha a escolha da palavra 'tragédia', nesse momento, ao me referir ao nosso caso", alegou o dirigente.



 Agência Estado

QUER DERRUBAR O GOVERNO

PSDB quer fim de governo Temer e eleição de FHC

FHC, Aécio Neves e Geraldo Alckmin durante encontro de prefeitos promovido pelo PSDB em Brasília


A tempestade perfeita que começou a se formar nos arredores do Palácio do Planalto, com a combinação de abalos políticos e econômicos, intensificou o desconforto e tornou indócil o principal aliado de Michel Temer: o PSDB.
Embora a determinação da cúpula tucana seja manter o apoio ao governo, há no partido quem cogite a possibilidade de Temer não terminar o mandato, em razão de denúncias que possam surgir com a delação da Odebrecht ou mesmo se o Tribunal Superior Eleitoral decidir cassar a chapa Dilma-Temer.
Somado a isso, a economia recuou pelo sétimo trimestre consecutivo e mostrou que a receita de ajuste de Henrique Meirelles não deve gerar resultados tão rápido.
Parlamentares do PSDB já falam em março como a data limite para que a economia mostre reação e Temer consiga pelo menos imprimir a imagem de presidente que colocou em ordem as contas públicas.
Caso contrário, especulam os mais pragmáticos, cogita-se o nome de Fernando Henrique Cardoso como opção em eventual eleição indireta, com a decisão do TSE chancelada a partir do início de 2017.
O movimento dos tucanos não é necessariamente conspiratório. Aliás, o melhor para o PSDB é que o governo funcione, aplicando medidas impopulares, como o ajuste e a reforma da Previdência, e pavimente (para eles) o terreno em 2018.
Cientes da máxima de que não há espaço vazio na política, os tucanos fazem projeções. Temer, por sua vez, tenta se antecipar a essa leitura e avalia dar mais espaço ao PSDB, que pede —e agora vai ter— maior participação nas decisões estratégicas do governo federal.
Um dos principais auxiliares do presidente mostra que entendeu a engrenagem e diz que os tucanos não podem ser tratados como o PT tratou o PMDB na gestão Dilma.
Isso porque, na realpolitik, sempre há um plano B, ou C, e o presidente Michel Temer sabe disso. 


Marina Dias - Folha de S.Paulo

EVITANDO O PRESIDENTE

Em jantar de confraternização, oposição evita Temer


Em um jantar de confraternização de fim de ano considerado esvaziado por alguns dos presentes, cerca de trinta senadores se reuniram na noite desta quarta-feira na casa do líder do PMDB do Senado, Eunicio Oliveira (CE). O presidente Michel Temer foi um dos últimos a chegar ao evento, por volta das 22h45, e quase passou por uma saia-justa. Por pouco, o presidente não deu de cara com um grupo de senadores da oposição, que estava saindo do jantar.
Os senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lidice da Mata (PSB-BA) e Humberto Costa (PT-PE) saíram logo que Temer chegou. Costa não escondeu seu incômodo com a presença do presidente e admitiu que evitou encontrá-lo.
— Evitei esse desprazer para mim e para ele — disse Costa.


O Globo - Junia Gama

A VISÃO DOS POLÍTICOS

Planalto e Congresso vêem autoritarismo da Lava Jato


O Palácio do Planalto e a cúpula do Congresso ficaram surpresos com a entrevista dos procuradores da Lava Jato em reação ao projeto anticorrupção aprovado nesta madrugada pela Câmara. Para o governo e a alta direção do Congresso, os procuradores da Lava Jato usaram hoje à tarde um tom autoritário e não aceitaram a derrota na Câmara.
Nas palavras de um senador, o procurador Deltan Dallagnol, coordenador do Ministério Público na força-tarefa da Lava Jato, fez chantagem com dois poderes _Executivo e Legislativo. Dallagnol disse que, se o presidente Michel Temer não vetar o projeto, os procuradores renunciarão às suas funções na Lava Jato.
Na avaliação do Palácio do Planalto, há uma tentativa de emparedar Temer, com pressão para que ele vete parte do projeto se ele for aprovado pelo Senado. Apesar de não quer brigar com a Lava Jato, a tendência de Temer é jogar afinado com as cúpulas do Senado e da Câmara. Afinal, o Congresso poderia derrubar eventual veto presidencial.
Interlocutores do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), dizem que a reação dos procuradores só estimula a necessidade de votar um projeto que puna abuso de autoridade. Renan articula a aprovação de um projeto relatado por Roberto Requião (PMDB-PR) e que será discutido com o juiz federal Sérgio Moro e o ministro do STF Gilmar Mendes.
Deputados queriam retaliar as investigações da Lava Jato e cobrar que juízes e procuradores pudessem ser responsabilizados por eventual abuso de autoridade. Depois de abrir mão da anistia ampla ao caixa 2, havia na madrugada de terça para quarta na Câmara um clima político contra a Lava Jato. Daí as modificações no projeto apresentado pelo Ministério Público.
O projeto segue para o Senado, onde houve tentativa fracassada de Renan de votá-lo em regime de urgência. Mas, no Senado, há uma tendência a aprovar o projeto relatado por Requião, apesar da oposição de alguns nomes do PSDB e da Rede


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