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domingo, 1 de setembro de 2019

JUSTIÇA BRASILEIRA

Brumadinho: sete meses depois, quase 300 mortos e ninguém preso

Vale deu preço de R$100 mil por morto e R$50 mil por família desabrigada pela lama


Ainda não rendeu uma prisão sequer o rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho, matando quase 300 pessoas em janeiro. Há mais de sete meses os bombeiros de Minas Gerais fazem buscas por desaparecidos na mina Córrego do Feijão. Mais um corpo foi encontrado nesta sexta-feira (30). Ações foram movidas por autoridades como o Ministério Público e até a Comissão de Valores Mobiliários, mas são apenas notícias: nenhum responsável está preso. 
Oito executivos da Vale chegaram a ser presos dias após a tragédia, mas no final de fevereiro o STJ mandou solta-los.
Com o corpo encontrado essa semana, a agonia de mais uma família chegou ao fim, mas ainda há oficialmente 22 pessoas desaparecidas.
A Vale se vê no direito de precificar vidas ceifadas e famílias destruídas oferecendo R$100 mil por morto e R$ 50 mil por família desabrigada.

A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A REVOLTA DE QUEM PERDEU A BOQUINHA

ONGs ‘atearam fogo’ no governo Bolsonaro após perderem dinheiro e poder

Em apenas três contratos ONGs embolsaram R$11,6 milhões sem prestar contas


O fim do dinheiro farto para ONGs, até sem prestar de contas, coincidiu com acusações de que a Amazônia estava em chamas, apesar de os 2 mil focos de incêndio no Brasil estarem longe dos 7 mil em Angola e 3 mil no Congo, na África. Duas dezenas de contratos entre ONGs e o Fundo Amazônia, aos quais a coluna teve acesso, são chocantes. R$11,6 milhões foram pagos a três ONGs (IBAM, IPAM e TNT Brasil), sem prestação de contas ou comprovação de execução dos projetos. 
Além da falta de notas fiscais e recibos, o BNDES, sempre leniente na gestão do Fundo, não atestava a efetividade dos projetos contratados.
No cadastro de inadimplentes, a ONG de sigla Ibam levou R$18,8 milhões para “Apoiar o fortalecimento da gestão ambiental” blábláblá.
Apesar de a expertise e estrutura do INPE, a TNT Brasil teve R$16 milhões para “monitorar o desmatamento por imagens de satélite”.
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia faturou R$ 25 milhões para, basicamente, “ensinar” quem mora na Amazônia a cuidar dela.
A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

EDUARDO BOLSONARO

Eduardo nos EUA:últimas horas com sangria e paella

Foto: Paola de Orte 
Sangria e paella nas últimas horas de Eduardo Bolsonaro em Washington.Comitiva brasileira saiu sem falar com a imprensa.

Um restaurante fino de frutos do mar, à beira do rio Potomac. No cardápio: tapas, paella e sangria. Foi nesse cenário que a comitiva brasileira que viajou a Washington para se encontrar com o presidente Donald Trump na sexta-feira passou as últimas horas em Washington, neste sábado.
O local escolhido foi o Del Mar, um dos mais disputados do The Wharf, região recentemente revitalizada da capital americana que conta com diversos restaurantes cujas reservas estão sempre esgotadas no jantar e uma casa de show onde se apresentam os artistas mais concorridos do indie rock – no último dia 25, por exemplo, foi a vez da banda Tame Impala.
Apesar de terem passado mais de duas horas e meia em um almoço em que pediram três paellas grandes e uma pequena de marisco, tapas e sangria, em uma conta que totalizou cerca de US$ 1 mil (cerca de R$ 4.145) para uma mesa de sete pessoas, nenhuma das autoridades presentes quis falar com a imprensa ao final da refeição.
Quatro repórteres esperavam do lado de fora para falar com os representantes do governo brasileiro, porém a comitiva escolheu sair pela porta da cozinha. De acordo com um funcionário do restaurante, que revelou a quantia gasta pela comitiva e os pratos escolhidos no cardápio, os representantes pediram para sair pela porta da cozinha por se tratar do filho do presidente do Brasil.
O mesmo funcionário disse que a prática não é incomum quando grandes autoridades frequentam o local, e a ideia é evitar a multidão que se junta na porta. Uma das autoridades que já escolheram a mesma saída foi o ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Durante o dia, no entanto, Eduardo Bolsonaro havia parado para tirar uma foto com um fã que o esperava do lado de fora da residência oficial da Embaixada do Brasil em Washington, onde a delegação ficou hospedada.
Além do deputado federal, que almeja ocupar a residência do embaixador em Washington de maneira mais definitiva do que as 33 horas passadas neste fim de semana, também estavam na comitiva o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o Assessor Especial da Presidência, Arthur Weintraub, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins, e o secretário-executivo da Casa Civil, Vicente Santini.
O bate e volta a Washington feito com avião da Força Aérea Brasileira contou também, além do almoço e da reunião com Trump, com um encontro com o ideólogo de direita Olavo de Carvalho e uma saída na sexta-feira para aproveitar a cidade depois da reunião na Casa Branca, que durou cerca de meia hora e depois da qual resultados concretos não foram anunciados, apesar de os representantes do governo terem passado duas horas no local.

Paola de Orte, especial para O GLOBO

MUDANÇA DE SIGLA

Filiações no radar de Maia, que reúne Carreras e dissidentes

Rodrigo Maia tem se reunido com dissidentes, que estudam deixar seus partidos. Entre eles, Felipe Carreras.Foto: Divulgação


O democrata pode ajudar deputados a serem acolhidos por outras siglas

Os deputados que votaram a favor da Reforma da Previdência, contrariando orientações de seus partidos, têm se reunido constantemente com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia. No grupo, estão nomes do PSB e do PDT. Leia-se: o deputado federal pernambucano Felipe Carreras, um dos suspensos pelo partido após reunião do Diretório Nacional ontem, integra esse conjunto. Esteve entre os que compareceu, na última terça-feira, a almoço promovido por Maia na residência oficial da Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara tem atuado junto aos dissidentes. E pode ajudá-los a serem acolhidos por alguns partidos. O debate tem no radar uma série de opções: PP, DEM, PSDB, MDB e Solidariedade. Em outras palavras, de Pernambuco, Felipe Carreras tem participado dessas conversas que podem desaguar em negociações.
Movimento similar já foi realizado por Maia em 2017. Quando o PSB posicionou-se contra as reformas do governo Michel Temer, Maia arrebanhou os alinhados ao Palácio do Planalto, inclusive, o deputado federal pernambucano Fernando Filho. A atuação de Maia, à época, chegou a gerar reação de Michel Temer, que também acenou aos dissidentes. Na ocasião, o PSB destituiu de comandos estaduais quatro deputados que votaram a favor da reforma trabalhista: Danilo Forte (CE), Tereza Cristina (MS), Fábio Garcia (MT) e Maria Helena (RO). Ontem, em relação à Reforma da Previdência, o PSB expulsou só Átila Lira (PI), mas optou por suspender nove deputados que votaram favoráveis. Entre eles, Felipe Carreras. Átila votara também a favor da reforma trabalhista, foi enquadrado como reincidente.
Resultado: legalmente, esses parlamentares não podem deixar o partido. Tem a opção de judicializar ou esperar a janela de 2022. Se alguém decidir desfiliar, terá o mandato requerido. A despeito da ajuda de Maia, o caminho de Carreras, ainda que dentro do PSB, pode ser mais duro do que até socialistas pernambucanos calculavam.
Seria um prêmio expulsar
Os nove deputados suspensos pelo PSB, ontem, não poderão exercer atividades como participar de comissão, assumir relatoria ou função de liderança. Leia-se: o PSB não expulsou, mas sufocou os parlamentares. A leitura que prevaleceu, nos bastidores socialistas ontem, foi: "Seria um prêmio expulsar".
365 dias > Relator de plenário do Diretório Nacional, Domingos Leonelli recomendou suspensão por 12 meses com a possibilidade de, aos 6 meses, a pena ser reduzida. Foram 84 votos a favor da suspensão, 7 contra e 1 abstenção. Havia 107 presentes.
Exoneração > Adailton Feitosa ainda não foi exonerado, porque é preciso convocar o conselho de Administração da Perpart para referendar a mudança. Pelo prazo regimental, isso ocorrerá na semana que vem. Feito isso, Nilton Mota assume e será publicada exoneração de Adailton, que será executivo de Administração.
Música no... > Recém-nomeado secretário da Casa Civil, José Neto transmitiu o cargo, ontem, a Marília Lins. Não é a primeira vez que protagoniza transmissão da Administração. Primeiro, recebeu do próprio Paulo Câmara, depois passou para Ricardo Dantas...
...Fantástico > Em outra ocasião, recebeu de Décio Padilha, passou para Milton Coelho, recebeu de Marília e volta a passar para Marília. Já pode pedir música no Fantástico.
autor > Joaquim Francisco tem reunião na próxima segunda com Ricardo Leitão, presidente da Cepe. Em pauta, o livro que o ex-governador vem organizando há dois anos: "Tomando a maçaranduba do tempo". O nome foi dado, durante uma conversa informal, pelo jornalista Paulo Sérgio Scarpa, que já faleceu.


DEMISSÃO NA ANCINE

Ação que afastou presidente da Ancine fala em conluio entre ele e ex-ministro

Ex-presidente da Ancine, Christian de CastroFoto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Segundo a investigação, eles teriam se unido contra outros diretores da agência.

A decisão judicial que levou ao afastamento de Christian de Castro da presidência da Ancine (Agência Nacional de Cinema), na sexta (30), se baseia em ação do Ministério Público Federal que apura um suposto conluio entre o ex-dirigente, servidores e o atual secretário de Cultura e Economia Criativa do estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão. 

Segundo a investigação, eles teriam se unido contra outros diretores da agência.


"Christian de Castro e demais requeridos teriam atuado no contexto de disputa pelo cargo de diretor-presidente da Ancine, de forma a macular a honra e a integridade moral de seus opositores, afastando-os, assim, da disputa pela presidência da agência reguladora", diz o despacho assinado pela juíza Adriana Alves dos Santos Cruz, da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Os fatos teriam ocorrido em 2017.

"Para tal fim, teriam acessado e franqueado dados de forma criminosa nos bancos de dados da Ancine", segue o texto.

A defesa de Sá Leitão, que também foi ministro da Cultura, afirma que as imputações contra ele "são absolutamente infundadas e revelam um caráter estritamente político e midiático". Castro não quis comentar.

Este assumiu a presidência da Ancine em janeiro de 2018, substituindo a então interina Débora Ivanov, por nomeação do então presidente Michel Temer. Sá Leitão foi diretor da agência em dois períodos: entre março de 2008 e janeiro de 2009 e de maio a julho de 2017.

Com a saída de Castro, Alex Braga assume a Ancine.

A investigação supõe que Castro e outros dois servidores da Ancine, também afastados, teriam acessado o sistema eletrônico da agência para obter e repassar informações sigilosas a um sócio do ex-presidente afastado. E aponta que Sá Leitão e outras três pessoas teriam deixado de comunicar o ocorrido às autoridades, incidindo em prevaricação. 

"No que concerne a Sérgio Sá Leitão, o sentimento pessoal estaria caracterizado por ser Christian o seu 'candidato' à presidência da Ancine", informa o despacho.

Ainda de acordo com isso, o grupo teria "enviado para ao menos dois veículos de imprensa notícias com fatos que qualificavam a conduta de Alex Braga Muniz e Débora Ivanov , diretores da Ancine à época dos fatos, como criminosa, sabendo, em tese, que os fatos seriam falsos. 

"Os denunciados tinham a finalidade de provocar a instauração de procedimento investigativo criminal em desfavor de Alex e Débora [...] e com isso beneficiar o denunciado Christian de Castro, que disputava a nomeação para o cargo" de presidente da Ancine. 

O despacho ainda aponta suposta prática de associação criminosa: "Os acusados se associaram de maneira permanente e estável com o fim de praticarem vários crimes contra a honra, contra a administração pública e contra a administração da Justiça, a fim de obterem vantagens pessoais". 

A decisão, porém, negou o pedido de afastamento de Sá Leitão, afirmando que os fatos apurados na ação não se relacionam com sua função atual.

Este não foi o único imbróglio envolvendo Castro durante o seu mandato. Em abril, ele interrompeu atividades da Ancine em resposta à exigência do Tribunal de Contas da União (TCU) de que a agência revisse a forma como avalia as suas contas.



Folhapress

PREVISÃO DO TEMPO

Apac prevê chuva fraca no início da manhã neste domingo

Tempo nublado em Recife. Vista para o Rio Capibaribe.Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco


Confira a previsão completa divulgada pela Agência Pernambucana de Águas e Climas

A previsão do tempo dos últimos dias deve se manter para este domingo (1°), na Região Metropolitana do Recife, com tendência de chuva rápida nas primeiras horas da manhã, com céu parcialmente nublado. A temperatura máxima deve atingir os 28°C e a mínima os 20°C.

Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), com o céu parcialmente nublado no Agreste, a chuva surge no período da tarde e da noite. Quem estiver na região, pode pegar o casaco. A temperatura mínima atinge os 15°.

E no Sertão de Pernambuco e São Francisco não há previsão de chuva. As duas regiões recebem apenas tempo nublado, com máxima de 33°C e 34°C, respectivamente.


Confira a previsão completa:


Região Metropolitana

Parcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 28º Mínima: 20º

Mata NorteParcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 28º Mínima: 19º

Mata SulParcialmente nublado com chuva rápida de forma isolada durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 28º Mínima: 19º

AgresteParcialmente nublado com pancadas de chuva de forma isolada no período da tarde e à noite com intensidade fraca a moderada.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 28º Mínima: 15º

Sertão de PernambucoParcialmente nublado sem previsão de chuva.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 33º Mínima: 18º

Sertão de São FranciscoParcialmente nublado sem previsão de chuva.
Temperatura(ºC): Estável
Máxima: 34º Mínima: 18º


FolhaPE

SPORT - LAMENTANDO E VALORIZANDO

Guto Ferreira lamenta empate com o Oeste, mas valoriza permanência do Sport no G4

Treinador rubro-negro destacou que Sport esteve mais perto da vitória que o Oeste na Arena Barueri (Foto: Anderson Stevens/Sport Club do Recife)


Para treinador, o mais importante foi o Leão se manter entre os primeiros da Série B


Apesar de amargar o 11ª empate em 20 jogos nesta Série B, diante do Oeste que também soma 11 partidas de igualdade e figura na zona de rebaixamento, o técnico Guto Ferreira evitou lamentar o resultado obtido na manhã deste sábado, na Arena Barueri. Em sua entrevista coletiva, o comandante leonino preferiu valorizar a permanência no G4, independentemente dos resultados que ainda irão acontecer na rodada.

“Começamos bem a partida e criamos algumas chances. Tivemos um bom volume até os 25 minutos. Depois disso caímos um pouco e o jogo ficou equilibrado. No segundo tempo tivemos um pouco de melhora, mas com as trocas a equipe teve uma queda, mas depois se recuperou e criamos situações, com uma bola na trave. E ainda desperdiçamos um pênalti. Estivemos perto de vencer, mas não vencemos”, analisou.

“Em que pese a situação dos desfalques, do quinto jogo em sequência, não foi o que queríamos,  mas acho de bom tamanho. A gente termina a rodada no G4, independemente do que vai acontecer, e isso é importante”, completou o treinador leonino. 

Guto também voltou a minimizar a grande quantidade de empates do Sport nesta Série B.Para o treinador, essa vem sendo uma marca da competição neste ano.

“A competição está muito esquisita, muito diferente. Ontem (sexta-feira) tivemos três jogos e três empates. Agora, o quarto jogo com mais um empate. Lógico que quando você vence, se consegue subir mais rápido. Mas com o empate você não deixa de subir e se manter no padrão de classificação. Se a competição acabasse hoje, o Sport estaria na série A”, concluiu.


DP

CAMPEONATO BRASILEIRO

Contra o Paysandu, em Belém, Náutico faz 'primeiro tempo' do duelo que vale a temporada

O jogo de volta acontece no próximo domingo, às 18h, nos Aflitos (Foto: Léo Lemos/ CNC)


Em 'novo campeonato', Timbu dá início ao confronto das quartas de finais jogando fora de casa; em disputa, o tão desejado retorno à Série B


Melhor time do grupo A. Defesa menos vazada da chave. Vitória no Clássico das Emoções que eliminou o rival da competição. Seis vitórias nas últimas sete partidas. Nada disso importa mais para o Náutico. Agora, começa um novo campeonato para o Timbu, que duela em duas partidas diante do Paysandu para conquistar o tão sonhado acesso à Série B do Campeonato Brasileiro. O primeiro destes jogos acontece neste domingo, às 18h, no estádio Mangueirão, pela ida das quartas de finais.

Foi uníssono nas entrevistas coletivas concedidas pelos jogadores durante a semana que a primeira fase ficou para trás e começa outro campeonato. Pode-se dizer, aliás, que foi assim durante todo o ano. Na final do Estadual e na semifinal da Copa do Nordeste, era citada a importância dos jogos, claro, mas ressaltado que a competição mais importante ainda seria a Terceirona - decidida nos dois próximos finais de semana.

Para o duelo mata-mata, o técnico Gilmar Dal Pozzo enxerga a equipe com lastro. O treinador admite que o Timbu oscilou após a sua chegada - o que considera normal - mas vai muito confiante para os duelos contra o Paysandu. “Se fosse há sete ou oito rodadas atrás não teríamos o grupo confiante porque é normal oscilar. Metodologia diferente (dele), é normal que se demore um pouquinho. E por isso a gente estava oscilando”, avaliou.

“Então nesse momento estamos muito forte, uma sequência muito boa. Nas últimas sete partidas vencemos seis, duas delas de virada, contra Botafogo-PB e Ferroviário também (partidas fora, contexto deste domingo). Então ela (equipe) passou todas as circunstâncias, virando jogos, tendo campo com adversidade. Contra Confiança em casa, Botafogo-PB lá. Enfim, a equipe foi ganhar corpo na sequência da competição”.

Para o jogo, o técnico terá um desfalque. Com dores na panturrilha, Rafael Oliveira está vetado do confronto. Wallace Pernambucano, substituto imediato, deve entrar em seu lugar. Artilheiro do time na temporada (12) e líder em assistências (7), o jogador retorna à equipe após 40 dias. Apesar das estatísticas, o ‘Tanque’ enfrenta um jejum de quase três meses sem marcar.

Em relação ao time que entrou em campo na última partida, diante do Santa Cruz, quatro jogadores devem retornar: Camutanga, Wilian Simões, Thiago e Matheus Carvalho. Dal Pozzo não esboçou escalação durante a semana, mas no único treino aberto, deu indícios da formação com estes jogadores. Desta forma, saem Rafael Ribeiro, Erick Daltro e Jhonnatan. A principal dúvida é o último jogador a ser sacado - Jean Carlos ou Álvaro.

“Vencemos o clássico e não teve euforia nenhuma porque já estávamos trabalhando e projetando o adversário (Paysandu). A melhor maneira de controlar a ansiedade é trabalho e confiança no dia a dia. E esse grupo tem demonstrado diariamente essa confiança, uma amizade grande. Eles gostam vir para campo, não se importam de concentrar dois ou três dias antes”, elogiou o técnico. 

Como vem o Paysandu
O Papão vem com uma longa invencibilidade. São 13 partidas sem derrota. Vale destacar, no entanto, que, destes, nove são empates. A equipe paraense, aliás, é comandada por um velho conhecido do futebol pernambucano: Hélio dos Anjos, que além do Sport, foi técnico do Náutico em 93, 2006 e 2007. Dentro de campo, o time tem a segunda melhor defesa geral da Terceirona com apenas 11 sofridos. No ataque, quem chama a atenção é o meia Tomás Bastos e o atacante Nicolas, com cinco e quatro gols cada, respectivamente.

Jogando no Mangueirão, o Paysandu tem rendimento baixo, de apenas 46% em cinco jogos - venceu um e empatou quatro. O percentual, inclusive, é inferior ao do Timbu enquanto visitante - 48%, com quatro vitórias, um empate e quatro derrotas.

FICHA DO JOGOPaysandu
Mota; Tony, Perema, Micael e Bruno Collaço; Anderson Uchôa, Léo Baiano e Tomas Bastos; Nicolas, Hygor Silva e Wesley Pacheco. Técnico: Hélio dos Anjos.
Náutico
Jefferson; Hereda, Diego Silva, Camutanga, Wilian Simões; Josa, Jiménez, Jean Carlos (Matheus Carvalho); Matheus Carvalho (Álvaro), Wallace Pernambucano e Thiago. Técnico: Gilmar Dal Pozzo

Local: Estádio Mangueirão
Hora: 18h
Árbitro: Anderson Daronco(Fifa-RS)
Assistentes: Elio Nepomuceno de Andrade Júnior e Jorge Eduardo Bernardi (ambos do RS)

DP

SANTA CRUZ - PRIMEIROS PASSOS

Entrevista Constantino Júnior: 'Para começarmos a pensar 2020 temos que encerrar 2019'

Presidente coral garantiu que clube terminará o ano com os salários em dia (Foto: Paulo Paiva/DP)


Em conversa com o Superesportes, o presidente do Santa Cruz falou sobre os passos iniciais para a próxima temporada e garantiu renovação de Pipico


Há exatamente uma semana, o Santa Cruz encerrava precocemente a sua temporada ao ser derrotado por 3 a 1 no clássico contra o Náutico, sendo eliminado ainda na primeira fase da Série C. Desde então, o presidente do clube Constantino Júnior, por conta de problemas de saúde, ficou em silêncio. Até este sábado. Em entrevista por telefone ao Superesportes, o mandatário coral pediu desculpas à torcida, fez um balanço do 2019 coral e já deu os primeiros sinais do planejamento para 2020.

Tininho garantiu que o Santa Cruz terminará o ano em dia com os atletas e acredita que isso ajudará na montagem do novo elenco. Falou também que o clube irá procurar renovar com alguns jogadores que disputaram a Série C e que estre eles a permanência do artilheiro Pipico é dada como certa. O mandatário coral analisou ainda a segunda passagem do técnico Milton Mendes e confirmou que o treinador não voltará para o próximo ano. E disse ainda ser cedo para tratar de um substituto.

Confira os principais pontos da entrevista


Qual o primeiro ponto que a diretoria está trabalhando após a saída na Série C?
O primeiro ponto é resolver 2019, seja acertando as contas de quem não vai ficar, iniciando as negociações de quem temos interesse na permanência ou empregando quem tem contrato. Para começarmos a pensar 2020 temos que encerrar 2019. Apesar das dificuldades vamos conseguir terminar o ano pagando todo mundo e isso abre muita porta no futuro. Acredito que o fato de honrarmos os compromissos com os atletas será um facilitador para a montagem de um novo elenco em 2020. Além disso, não antecipamos cotas. O que é da nossa gestão estamos conseguindo pagar direitinho e isso dá um alento maior.

Quantos jogadores do atual elenco vocês pretendem renovar contrato?
Já temos a ideia dos nomes, mas não queremos passar uma lista, nem dizer um número, nem um percentual. Mas já temos essa base montada.
Um desses nomes é o atacante Pipico. Como está essa negociação?
Estamos evoluindo bem. Pipico fica com a gente. Pela identificação e o respeito que ele mostrou ter com o Santa Cruz. Eaté pelo que ele sofreu. Assistimos o jogo final contra o Náutico juntos. É um cara fundamental e decisivo. A perda dele foi um dos fatores que nos atrapalhou bastante na reta final da Série C.

Milton Mendes foi contratado pelo São Bento para a disputa da Série B. Existe alguma chance dele retornar ao Santa para 2020? E se não, já se estuda o nome de um substituto?
Milton não volta. E o nome do treinador é algo para um segundo momento. Vamos aguardar um pouco e entender o mercado. Esse momento é de reflexão interna e adequação. Acertar as contas de quem vai sair e encerrar 2019 para começar 2020.

Ainda sobre Milton Mendes. Foi um erro trazê-lo?
Não foi um erro. Naquele momento precisávamos buscar algo diferente e conseguimos trazer um técnico que conhecia a casa e tinha liderança. Dentro do cenário do mercado do futebol brasileiro trouxemos um técnico de Série A para treinar o Santa Cruz na Série C. Tanto que a torcida e a imprensa também aprovaram naquele momento. E o início de trabalho foi bom. Terminamos o primeiro turno na vice-liderança. O pós é que não deu certo. Mas não foi um erro em trazê-lo.
Essa semana um grupo de sócios levantou a hipótese de pedir o seu impeachment. O que o senhor acha disso?
Na minha concepção não há legitimidade para isso. Mas esse é um assunto que está entregue ao departamento jurídico do clube. Não vou comentar a respeito.

Qual o balanço final que o senhor faz do 2019 do Santa Cruz?
O calendário da Série C é muito ingrato. Mesmo se tivéssemos atingido os objetivos pararíamos em setembro. Como não passamos para a fase final encerramos em agosto. Mas o balanço da gestão é que conseguimos dar um esteio e andar para deixar a casa organizada. Equacionamos dívidas, o que permitiu que os pagamentos ocorressem. Porém, no futebol não atingimos os nossos objetivos. Tivemos uma campanha razoável na Copa do Brasil, quando infelizmente merecíamos uma melhor sorte contra o Fluminense. No Pernambucano não fomos bem, mas estávamos com as atenções divididas com a Copa do Nordeste, onde chegamos à semifinal e fomos eliminados em um jogo único, fora de casa, contra um clube da Série A (Fortaleza). E na Série C, que é a competição mais importante, tivemos um momento de dificuldade no início da competição, trocamos o treinador e terminamos o primeiro turno na segunda colocação e em alta. Tanto que assisti o clássico com a diretoria do Náutico e eles próprios me falaram quem duas vagas eram do Santa Cruz e do Ferroviário (ambos acabaram eliminados). A Série C é uma competição muito parelha, passamos muito tempo sem pontuar no returno e isso foi fatal. É uma competição muito pecular onde as vezes o conjunto se sobrepõe à qualidade. E demoramos a entender. Chegar ao clássico dependendo do último resultado foi muito ruim.

O quanto a lesão de Pipico foi determinante?
Pelo momento que a lesão ocorreu isso afetou até mesmo a confiança do grupo, que tinha nele um cara decisivo e uma referência técnica. Isso teve um peso relevante. Mas nunca é uma coisa só. Não é só porque o treinador errou, ou o diretor de futebol errou. É um conjunto de fatores. Lógico que queríamos um resultado melhor. Pedimos desculpas à torcida pela eiminação. Sofremos tanto quanto eles.

CAMPEONATO BRASILEIRO

Com direito a pênalti perdido, Sport fica no empate com Oeste mas se mantém no G4

Acionado como titular, Leandrinho teve atuação discreta (Foto: Roberto Vasquez/Estadão Conteúdo)


No jogo entre as duas equipes com mais empates nesta Série B, jogo não saiu do 0 a 0 na Arena Barueri, com Hyuri perdendo um pênalti


No confronto entre os dois times que mais empataram nesta Série B do Campeonato Brasileiro, deu o resultado mais esperado. Mais um empate. Pior para o Sport, que com direito a um pênalti desperdiçado ficou no 0 a 0 com o ameaçado de rebaixamento Oeste, na manhã deste sábado, na Arena Barueri, em São Paulo. Foi o 11º jogo em igualdade das duas equipes.

Esse novo empate deixa o Leão na quarta colocação, com 32 pontos. O Sport volta a campo no próximo sábado, para encarar o líder Bragantino, na Ilha do Retiro. O time paulista é o 19º, com 20.

O jogo

Como já esperado, o Sport entrou em campo bastante modificado com relação à equipe que enfrentou a Ponte Preta, na última rodada. Com Leandrinho entrando no meio de campo, Yan ganhando uma oportunidade como titular no ataque e Juninho sendo deslocado para a função de centroavante. 

Para piorar, o técnico Guto Ferreira ainda foi obrigado a mexer de última hora também na defesa, com Adryelson sendo poupado por desgaste muscular para a entrada de Éder. 

Porém, de cara, o Sport não sentiu tantas mudanças na equipe. E se sentiu “em casa” na Arena Barueri. Tanto em campo, quanto na arquibancada com boa presença de torcedores pernambucanos. Assim, nos 15 minutos iniciais, foi o senhor da partida.

Explorando principalmente o lado esquerdo de ataque, mais uma vez com Raul Prata improvisado no setor, o Leão desperdiçou duas grandes oportunidades. Primeiro com Juninho matando no peito e finalizando para fora, aos 10 e depois com Hyuri, aos 13, após boa tabela com Prata, chutar em cima do goleiro Luiz Carlos.

Já o limitado Oeste só chegou com perigo pela primeira vez aos 19 minutos, obrigando Mailson a fazer duas grandes defesas, em chutes de Thiaguinho, e no rebote, do atacante Fábio. O lance, no entanto, foi suficiente para acordar os donos da casa que melhoraram em campo. Muito também pela queda de produção ofensiva do Sport. 

Faltou ao time de Guto Ferreira explorar mais o lado direito, com Yan e Norberto apagados em campo. Tanto que o treinador rubro-negro inverteu os lados dos atacantes, com Hyuri passando a atuar pelo setor a partir dos 30 minutos, mas sem efeito.

Segundo tempo

Na volta para a etapa final, as duas equipes voltaram com as mesmas formações. E assim, o jogo continuou equilibrado, com as duas equipes procurando o ataque. Mas ambas com muitos erros. Quando acertou um contra-ataque, o Sport teve a melhor chance de abrir o placar. 

Aos nove minutos, após boa arrancada pela esquerda, Hyuri cruzou rasteiro na área e Yan acabou derrubado pelo lateral Conrado. Na cobrança, no entanto, Hyuri bateu muito mal, mandando para fora. Na sequência, o Sport ainda conseguiu perder outras duas boas chances. O que irritou o técnico Guto Ferreira.

Buscando dar maior qualidade no setor ofensivo, o técnico leonino sacou Juninho e colocou em campo o meia Pedro Carmona (pouco acionado na temporada), aos 16 minutos. Pouco depois, foi a vez do treinador promover mais duas mudanças, com as entradas do meia Marquinhos (estreante) e do volante João Igor nas vagas do volante Marcão e do atacante Yan. O Sport, porém, seguia confuso em campo. 

E a síntese disso foi um momento digno de comédia pastelão aos 33 minutos, quando Leandrinho e Carmona, sozinhos dentro da área, marcaram um ao outro, se atrapalharam e perderam uma ótima oportunidade. Lance ridículo.

Nos descontos, o Sport ainda colocou uma bola na trave após cobrança de falta de Pedro Carmona, mas não era dia de gols em Barueri.

Ficha do jogo

Oeste 0
Luiz Carlos, Wallace Bonilha (Matheus Oliveira), Kanu, Caetano e Conrado; Thiaguinho, Matheus Jussa e Mazinho; Roberto (Alysson), Fábio e Bruno Lopes (Wellington). Técnico: Renan Freitas

Sport 0
Mailson; Norberto, Rafael Thyere, Éder e Raul Prata; Marcão (Marquinhos), Charles e Leandrinho; Yan (João Igor), Juninho (Pedro Carmona) e Hyuri. Técnico: Guto Ferreira.

Local: Arena Barueri (SP)
Árbitro: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG)
Assistentes: Marcus Vinícius Gomes e Fernando Nândrea Gomes (ambos de MG)
Cartões amarelos: Betinho (O), Norberto e Charles (S)
Público: 1.536
Renda: R$ 29.630

DP